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BRASIL: JOGOS MORTAIS PODEM INFLUENCIAR UMA TRAGÉDIA?

Por Rodrigo Leite*

Se formos analisar friamente a situação ocorrida em São Paulo na manhã desta quarta-feira 13 de março, acende-se um alerta para a sociedade brasileira e até mesmo mundial. Os jovens que vivem em grandes centros ou até mesmo em cidades de porte médio, vivem enclausurados em suas casas, enquanto seus pais, as vezes divorciados estão correndo, trabalhando para pagar as contas do mês. Vive-se cada vez mais em apartamentos pequenos e a rotina desses jovens é casa – escola – shoppings.

Estando em casa, pouco vêem seus pais pela correria do dia a dia. Na escola há o convívio com os colegas, muitas vezes conturbado, pelo hoje chamado bullying e com professores que recebem um salário abaixo das expectativas e são obrigados a trabalhar em várias escolas pra sobreviverem. Nos shoppings, das grandes cidades, procuram pela diversão nos cinemas, e a maioria dos filmes, que geram recordes de bilheteria, são filmes de heróis, de guerras, com muitas armas e muitos tiros. Enclausurados no seu mundo, esses jovens se apegam aos aplicativos de celular, muitos deles jogos de tiro, combate mortal e de guerras.

Na televisão, o que dá audiência são os programas policialescos. Pela manhã passam tragédias, a tarde muito mais tragédias, nas cansativas novelas mais maldade, mais tiros, mas estratégias dos vilões. Nos seriados de fim de noite, muito mais tiros e guerras. Então fica a pergunt: que sociedade estamos construindo para essa nova geração?

Há tempos atrás numa escola, tirar uma foto era algo compartilhado, alguém tinha uma câmera, muitas vezes o próprio professor, e ele registrava os bons momentos da turma. Hoje em dia, cada um tem uma câmera, tem uma filmadora na mão, registra, grava e publica o que bem quiser. Até o vídeo game antigamente era mais compartilhado, os amigos se reuniam numa locadora, na casa de um deles para jogar. Hoje, entre quatro paredes de um quarto o jovem pode jogar solitariamente e viajar em seus pensamentos isolados.

Se numa cidade grande os jovens perguntados numa recente pesquisa sobre a origem do leite, responderam, que vem da fábrica, que o produz e coloca na caixinha, e não sabem nem da existência do ser animal denominado vaca, podem muito bem construir em sua personalidade que o que é ficção científica nos cinemas pode ser verdade, que o que é jogado nos jogos eletrônicos pode ser realidade e aí chegamos a situações como a que o país vivenciou nessa quarta-feira. A imagem anexa traduz a fantasia do jovem Guilherme nesta manhã e dois personagens de um famoso jogo de celular da atualidade.

*Rodrigo Leite, diretor da Rede Portal.

1 comentário
  1. L730 Diz

    jogo jogos desse tipo desde que tinha uns 8 anos, peguei a evolução do nintedo ao play 4, aos 14 aprendi a atirar e até hoje, aos 21, nenhuma vida foi tirada por mim

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