Buerarema
URUÇUCA
Clube dos òculos
Encanthé
Ubaitaba Inst novo
Vidro Tech
Navegando pela Categoria

Coluna Livre

A LAVA JATO ESTÁ EM RISCO?

Por Lilian Hori*

Durante todo o desenrolar da Lava Jato, o crime de caixa-2 e o crime de corrupção foram da competência da Justiça Federal, ficando sob a jurisdição do então juiz Sérgio Moro e de seus substitutos. O fato é que o artigo art. 32 do Código Eleitoral fixa as suas atribuições, entre elas a de: “… processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns, exceto o que for da competência originária do Tribunal Superior Eleitoral e dos tribunais regionais eleitorais;…”, não deixando margem para nenhum outro entendimento de que os crimes que estiverem conexos com crimes eleitorais, serão da alçada da Justiça Eleitoral. A Segunda Turma do STF já vinha aplicando este entendimento, remetendo os casos para que a Justiça Eleitoral julgasse. Foi o caso do inquérito aberto com base na delação da Odebrecht contra o José Serra e pelo menos outras 20 investigações também foram para a Justiça Eleitoral, entre elas as dos ex-presidentes Michel Temer e Dilma Rousseff.

A conexão é um fenômeno jurídico, e dar-se quando existe uma relação entre dois ou mais causas com os mesmos pedidos e a mesma causa de pedir; já a continência é quando uma causa maior abrange os demais correlatos a ele, conforme está no artigo 55 do Código de Processo Civil: “Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir”. Já o Art. 54 do mesmo código diz que: “A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência”. A conexão e a continência foram instituídos com a finalidade de: 1) evitar decisões iguais serem contraditórias e, 2) economia processual.

(mais…)

Leia mais...

BRASIL: JOGOS MORTAIS PODEM INFLUENCIAR UMA TRAGÉDIA?

Por Rodrigo Leite*

Se formos analisar friamente a situação ocorrida em São Paulo na manhã desta quarta-feira 13 de março, acende-se um alerta para a sociedade brasileira e até mesmo mundial. Os jovens que vivem em grandes centros ou até mesmo em cidades de porte médio, vivem enclausurados em suas casas, enquanto seus pais, as vezes divorciados estão correndo, trabalhando para pagar as contas do mês. Vive-se cada vez mais em apartamentos pequenos e a rotina desses jovens é casa – escola – shoppings.

Estando em casa, pouco vêem seus pais pela correria do dia a dia. Na escola há o convívio com os colegas, muitas vezes conturbado, pelo hoje chamado bullying e com professores que recebem um salário abaixo das expectativas e são obrigados a trabalhar em várias escolas pra sobreviverem. Nos shoppings, das grandes cidades, procuram pela diversão nos cinemas, e a maioria dos filmes, que geram recordes de bilheteria, são filmes de heróis, de guerras, com muitas armas e muitos tiros. Enclausurados no seu mundo, esses jovens se apegam aos aplicativos de celular, muitos deles jogos de tiro, combate mortal e de guerras.

Na televisão, o que dá audiência são os programas policialescos. Pela manhã passam tragédias, a tarde muito mais tragédias, nas cansativas novelas mais maldade, mais tiros, mas estratégias dos vilões. Nos seriados de fim de noite, muito mais tiros e guerras. Então fica a pergunt: que sociedade estamos construindo para essa nova geração?

Há tempos atrás numa escola, tirar uma foto era algo compartilhado, alguém tinha uma câmera, muitas vezes o próprio professor, e ele registrava os bons momentos da turma. Hoje em dia, cada um tem uma câmera, tem uma filmadora na mão, registra, grava e publica o que bem quiser. Até o vídeo game antigamente era mais compartilhado, os amigos se reuniam numa locadora, na casa de um deles para jogar. Hoje, entre quatro paredes de um quarto o jovem pode jogar solitariamente e viajar em seus pensamentos isolados.

Se numa cidade grande os jovens perguntados numa recente pesquisa sobre a origem do leite, responderam, que vem da fábrica, que o produz e coloca na caixinha, e não sabem nem da existência do ser animal denominado vaca, podem muito bem construir em sua personalidade que o que é ficção científica nos cinemas pode ser verdade, que o que é jogado nos jogos eletrônicos pode ser realidade e aí chegamos a situações como a que o país vivenciou nessa quarta-feira. A imagem anexa traduz a fantasia do jovem Guilherme nesta manhã e dois personagens de um famoso jogo de celular da atualidade.

*Rodrigo Leite, diretor da Rede Portal.

Leia mais...

JOVENS DE SUZANO, FILHOS DO BRASIL …

Por Lilian Lima*

A tragédia que acometeu as crianças do colégio Raul Brasil, em Suzano, na grande São Paulo é mais uma, dentre as tantas que já ocorreram em nossa realidade nacional, neste ano de 2019.

Mas, essa última ocorrida na escola tem uma característica diferente das outras, desde a lama que devastou Brumadinho, até às inundações que arrasaram populações de grandes cidades, até a queda de aviões, ou o incêndio que vitimou outros jovens recentemente no ninho do Urubú. Desta vez, e já não é a primeira, a tragédia foi na escola, um ambiente que nos inspira proteção, formação, educação e nos remete a um estado de plena impotência diante do fato, uma vez que assistimos e acompanhamos atônitos pelas mídias, pelas redes sociais, todo o cenário de horror naquela escola e nada, nada mesmo pudemos fazer para evitá-la.

Eis a questão, aquela escola, poderia ser qualquer escola, na verdade representa o cotidiano das escolas brasileiras. É, bem assim , qualquer pessoa que chega a ela sobre qualquer pretexto, entra, as vezes, sequer é interpelada e torna-se mais uma pessoa misturada a tantas outras que a escola abarca. As cenas que se deram em Suzano poderiam e o que é mais grave podem se repetir em qualquer escola desse nosso Brasil … Os filhos, os alunos mortos em Suzano poderiam ser meus, seus, de qualquer um de nós.

Não estou conseguindo dizer bem, o que quero dizer, mas, estou tentando na condição de professora de filosofia que trabalha com adolescentes e crianças há 20 anos. Os adolescentes que se tornaram assassinos impiedosos, e protagonizaram a tragédia, reproduzindo o cenário de guerra de um jogo popular entre os jovens, não são únicos, há outros deles por ai, se constituindo a partir da ausência dos pais, da exposição exagerada aos computadores, do acesso a todo tipo de informação, do incentivo a violência exagerada e desmedida, do uso de drogas, enfim.

E agora? O que faremos? Pais? professores? profissionais liberais? Continuaremos inertes, aguardando novos casos, uma tragédia mais fresca?? Como dizer agora, que a escola, esta instituição tão popular e que promete mudar os cursos de vida para melhor das pessoas, também pode ser o locus da morte, que ela não é segura, porque ela não é… Nos condicionamos a achar o absurdo algo compreensível e nos abalamos muito, porque não é nada confortável ver crianças e professores morrerem praticamente sob nossos olhos e desse modo trágico. Mas, o desconforto segue até a próxima tragédia, porque ela pode está logo ali, na próxima esquina, ou na próxima escola. E nesse dia, ao invés dos filhos de Suzano, pode-se chorar pelos seus.

*Professora mestre em educação, Psicanálise e estudante de direito.

Leia mais...

OS VIRTUOSOS “CORONÉIS DO CACAU”

Por Roberto Arleo*

Desde aproximadamente o ano de 1963 que ouço e vejo as histórias de Ilhéus e seus “Coronéis do Cacau”, alguns dos quais cheguei a conhecer pessoalmente.

Ademais, posso dizer que conheço alguns dos descendentes dos ditos Coronéis, e que são pessoas de bons valores, fato que não foge a regra ao se dizer que é pelo fruto se conhece a árvore. Pelo que estudei e percebi posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que existe uma armação comunista ideológica que objetiva denegrir e deturpar negativamente a imagem dos antigos “Coronéis do Cacau”.

Faço aqui um parêntese, para explicar que a expressão “Coronel do Cacau”, surgiu em face de que alguns bem sucedidos produtores de cacau compraram a patente de Coronel da Guarda Nacional. A patente da Guarda Nacional na época era vendida a quem podia comprar, e, portanto, existiam patentes compradas por “Senhores de Engenho”, por criadores de gado, e até cangaceiro comprou, a exemplo de Virgulino Ferreira da Silva, vulgo “Lampião”, que comprou a patente de Capitão.

Pois bem, com o passar do tempo a expressão “Coronel do Cacau” passou a ser utilizada para se dirigir aos grandes produtores de cacau. Há de se reconhecer que, como normalmente ocorre no início de toda cultura e desbravamento, na cacauicultura ninguém começou com vida fácil.

Os plantadores de cacau se embrenhavam mata a dentro por dias e dias afins, enfrentando as intempéries da natureza, animais, insetos e doenças, para plantarem um a um dos seus pés de cacau, e que somente depois de muitos anos chegavam na casa de alguns milhares de pés, trazendo o retorno financeiro necessário a uma vida com conforto melhor.

(mais…)

Leia mais...

NO PAÍS DA DIVERSIDADE, SER DIFERENTE MATA

Por Júnior Paim*

Você já parou para supor que poderia ser agredido apenas por existir? E por abraçar, beijar ou andar de mãos dadas com alguém que você ama?

Os LGBTs todos os dias. Porém, não é apenas suposição. É sentido na pele todos os dias a violência física e verbal e a discriminação.

O Brasil orgulha-se de ser uma terra paradisíaca construída a partir das misturas e diferenças, sobretudo apresenta anualmente índices gritantes de violência contra pessoas LGBT.

Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, em 2017, uma pessoa LGBT foi assassinada por crime de ódio a cada 19 horas. Em 2018, foi um LGBT morto a cada 20 horas. A violência persistente contra este grupo não dá sinais de estar próxima do fim; pelo contrário, em um contexto de ascensão de forças conservadoras, multiplicam-se os casos de agressões e atentados contra pessoas LGBT.

Acrescentamos a isso a falta de interesse de algumas autoridades além do despreparo para tratar do assunto além da falta de uma lei que criminalize estes tipos de agressão, sem falar numa sociedade que, em boa parte, acredita que a LGBTfobia não existe e, consequentemente, não precisa ser combatida.

A violência não está apenas nas ruas e não vem exclusivamente de desconhecidos. Ela está presente em todos os meios da sociedade e pode surgir de quem menos se espera. Pais, mães, irmãos, colegas de trabalho e etc.

Sem essas informações precisas de que a LGBTfobia e grave no Brasil, é muito mais difícil avançar com políticas públicas que respondam ao problema. Falta educação nas escolas, com conversas que abordem orientação sexual e identidade de gênero, pautando sobretudo a necessidade do respeito com as diferenças.

Esperamos que a aprovação do projeto que prevê a criminalização do lgbtfobia, seja um marco histórico na luta da população LGBTQIA+, e um passo na construção de uma sociedade onde as questões individuais não sejam motivo para desqualificação moral legitimando atos de violência.

Mesmo que criminalizar não seja a solução conclusiva, a gente pode começar a sonhar com a construção de uma segurança social para que um beijo, um carinho, o toque da mão deixe de ser gatilho para ser só o que deve ser: uma demonstração de amor.

* Estudante de Direito e Assessor Parlamentar

Leia mais...

A RELEVÂNCIA DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Por Lilian Hori*

Na última sexta-feira foi o dia internacional da mulher e eu amei o resultado (que não acompanhei como faço todos os anos) dos desfiles das escolas de samba de São Paulo e do Rio. A escola paulista Mancha Verde ganhou pela primeira vez homenageando o passado, trazendo Aqualtune, uma mulher negra, avó daquele que simboliza a luta dos negros contra a escravidão, Zumbi dos Palmares. Pelo Rio, a escola vencedora, com o tema “História De Ninar Gente Grande” homenageou, entre outros, uma mulher do presente: Marielle Franco, igualmente negra, cujo assassinato continua a ser um mistério para as autoridades, e que rapidamente se tornou símbolo da luta pelas minorias.

Duas mulheres fortes, guerreiras, e ambas representam de fato as mulheres. A ultrapassada imagem da mulher submissa, sem voz, e sem expressão na sociedade, onde o único papel que lhe cabia era a de esposa dona de casa, já não faz tanto sentido. Não que a mulher que escolha desempenhar este papel é menos do que as demais, todavia, hoje ela pode (e deve) mostrar que pode ser o que ela determinar o que ela quer ser, e alcançar o que desejar: dona de casa, madame, executiva, esportista, doutora, aventureira; ela é livre para escolher o seu próprio destino, sem que a imponham a nada.

(mais…)

Leia mais...

A PIADA SEM GRAÇA DO CARNAVAL

Por Lilian Hori*

O politicamente correto está em declínio. A internet se tornou o principal meio, nos dias de hoje, para o exercício da liberdade de expressão. Com o advento das redes sociais, mais e mais pessoas sentem a necessidade de se expressar sobre os mais diversos assuntos . A internet deu voz ao povo: seu sonhos, suas decepções, expectativas, suas realizações. Contudo, com um mundo tão dinâmico como nunca antes, ficou difícil saber até onde é possível nos utilizar da liberdade de expressão. Mas afinal, o politicamente correto ficou chato e a liberdade de expressão é agora irrestrita, doa a quem doer, ou ainda existem coisas indizíveis por respeito ao outro?

A liberdade de expressão podemos definir como sendo um direito de exteriorizar a opinião pessoal ou de um grupo, respaldada pela veracidade de informações e é garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, devendo ser assegurada em qualquer meio de comunicação, incluindo no âmbito da Internet. A nossa Constituição traz a garantia da liberdade de pensamento, expressão e/ou manifestação assim: o inciso IV, do artigo 5º, afirma que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”, dando continuidade no inciso IX, que garante ser “livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Contudo, se ela tem limites além do não poder ser anônimo, posto no artigo supracitado, qual seria este limite? A ideia de “a sua liberdade termina onde o do outro começa” já seria um bom parâmetro de início, como também é possível se utilizar do princípio da proporcionalidade com o fim de ponderar outros direitos que igualmente devem ser resguardados com o mesmo empenho, a exemplo de: direito à imagem, direito à privacidade, a dignidade da pessoa humana, e a honra. Sendo assim, apesar de ser fundamental à todo governo democrático, uma vez que é um dos primeiros direitos a ser retirado em governos tiranos, devemos tê-lo como algo que não é de todo absoluto, e uma vez que são ultrapassados estes limites do razoável, os transgressores, ao serem identificados, devem ser responsabilizados pela prática de crime e não podem se esconder evocando tal direito.

Fabio Assunção foi mais um que tive os seus direitos violados quando o seu rosto foi usado, com muito mau gosto, como máscara deste carnaval, porém, o rosto seria uma forma de chacota à sua dependência ao álcool. Desde o seu último deslize, as redes sociais, Whatsapp, entre outros, foram inundados com ‘brincadeiras’ por causa de seu estado de saúde. Os defensores do “politicamente correto é chato” não veem que esta brincadeira aparentemente inocente, é na verdade uma violação ao direito de imagem, à honra e a dignidade humana. Vincular uma pessoa a algo constrangedor, no caso, a doença sofrida pelo ator, é, além de lastimável, mau gosto, também um crime.

O Alcoolismo, de acordo com a definição do hospital Albert Einstein, é uma doença crônica, caracterizada pelo consumo incontrolável de álcool, condicionado pela dependência, e que no Brasil atinge 2 milhões de pessoas, ou seja: 10% da população sofre com a dependência. Os homens correspondem a 70% dos casos, enquanto as mulheres correspondem a 30%. Desta forma, percebe-se que esta não deve ser motivo de piada e que deve ser levada a sério dada a sua gravidade. O direito de expressão deve sempre estar condicionado ao bom senso, jamais ridicularizar ou menosprezar o outro.

* Advogada e especialista em direito constitucional

Leia mais...

CONSTRUA O SEU IKIGAI

Por Natália Lima*

E se conseguíssemos ser felizes sem máscaras de carnaval? E se você pudesse invocar o gênio da lâmpada agora, quais pedidos gostaria que fossem realizados por ele? E se pudesse voar no tapete do Aladim? O seu destino valeria a pena? Nossa, são muitos os questionamentos que norteiam o simples inicio monossilábico deste parágrafo: e se?

Nos filmes e contos infantis cheios de gênios, lâmpadas mágicas e carruagens, a vida se torna mais fácil mesmo diante dos problemas que as princesas e os príncipes encantados costumam enfrentar. É só esfregar a lâmpada que a mágica acontece. E a adorável fada madrinha da Cinderela? Quem nunca sonhou em ter uma por perto naqueles piores momentos das nossas vidas? Mas e se não dependêssemos de toda essa magia para sermos felizes? E se você fosse o realizador dos seus próprios sonhos?

Pense comigo: quando você alcança a nota máxima na prova que passou noites em claro estudando e fazendo resumos ou quando conquista o tão sonhado carro zero, porque trabalhou e deu o seu melhor na função que desempenhava na empresa, tudo se torna incrível porque você se dedicou em torna-los realidade. Aquilo que fazemos é resultado do nosso desejo e de busca interior de transformação, portanto não depender da sorte e, muito menos de esperar o príncipe encantado no cavalo branco bater na sua porta, é fundamental para uma vida com mais significado e satisfação pessoal. Tenho certeza que no mundo real você poderá realizar muito mais do que três desejos e ser capaz de verificar se a maçã oferecida por um desconhecido tem ou não algo de errado.
Segundo os japoneses devemos encontrar nosso ikigai, termo usado para expressar nossa razão de viver. Ter um ikigai é a mesma coisa que definir a rota da sua vida, a justificativa para a existência e a chave da longevidade. Será que os japoneses possuem um tesouro escondido a sete chaves? O que faz do povo da ilha japonesa de população centenária, Okinawa, ser mais ágil que muitos jovens do século XXI nada mais é do que a maturidade de viver. Viver respeitando o próximo, estendendo a mão para o amigo, colocando um sorriso no rosto de quem precisa e amando sua vida como ela se apresenta, sem impor e exigir nada em troca.

No carnaval o mais fraco dos indivíduos pode se fantasiar de rei ou de empresário, por exemplo. Mas e se ele não precisasse se fantasiar para ser notado e reconhecido? Se todos nós pulássemos carnaval com o nosso ikigai aceso em nossa mente, talvez não acontecesse tanta frustração e vazio após voltar à realidade na quarta-feira de cinzas.

*Estudante de Jornalismo e Apresentadora de Tv

Leia mais...

A MUDANÇA POLÍTICA EM ITABUNA ESTARÁ EM NOSSAS MÃOS, ELEITOR

Por Júnior Paim*

No atual contexto político e social de Itabuna, as eleições do ano que vem representarão um dos raros momentos em que todos nós nos igualamos em direitos. Não há diferença de etnias, sexo, condição financeira, classe ou de grupo social. É dentro dessa condição democrática que elegeremos o nosso futuro prefeito. Itabuna é uma cidade reconhecida pelo grande efeito do “troca-troca” de seus administradores, nos últimos 30 anos ressalte-se só tivemos o ex Prefeito Vane do Renascer como “A novidade” do executivo municipal.

As eleições de 2020, têm um contexto inédito na história Itabunense: coloca nas mãos do eleitor o poder de tirar o Município da atual turbulência política e econômica. O voto consciente, que separa o joio do trigo na política, pode nos dar a oportunidade de mudar o atual quadro de más administrações que vem sendo aplicada na nossa cidade. O nosso voto, poderá fazer uma transição pacífica e democrática para novo modelo de gestão pública que beneficie, de fato e de direito, todos os munícipes.

Temos visto uma serie de pré-candidatos ao Centro Administrativo Firmino Alves alguns nem tão novos assim, porém é importante buscar informações sobre as ideias do partido político ao qual os possíveis candidatos estarão filiados, pois a ideologia partidária está ligada ao que o candidato escolhido realizará se for eleito.

A Cidade anseia por uma administração nova, moderna e que governe de fato para todos, os problemas que assolam Itabuna, não serão resolvidos a curto prazo, contudo temos a certeza de que uma boa administração voltada com seriedade aos problemas enfrentados pela população, já trará avanços que poderá aliviar as necessidades mais urgentes.

Precisamos entender, que nem todo político é igual ou corrupto. Existem nomes interessados em promover uma mudança social e política, por isso devemos buscar conhecer as futuras propostas dos prefeituráveis, assim como o seu passado.

Mas fica o questionamento de “Como mudar o quadro político da nossa cidade?” Aí entra o papel do eleitor. Admitir que é um multiplicador de opinião nos vários círculos — familiar, profissional, social. Ou seja, um formador de opinião. O grau de consciência do eleitor faz toda a diferença em especial numa época quando as redes sociais tem total importância nas candidaturas a um cargo público, a prova disso foram as últimas eleições presidenciais.

A grande possibilidade de melhoria em nosso quadro político municipal estará, como nunca, no poder de convencimento do cidadão consciente, não é apenas um voto em um candidato, mas um momento urgente em que diminuirá o caos em que uma má administração causa em nossa cidade, o eleitor é principal propulsor na construção de valor da opção correta. Isso cabe a nós todos. A mudança para melhor estará em nossa conversa. Estará em nossas mãos. Em especial, estará em suas mãos, leitor.
A mudança está em suas mãos, ELEITOR.

*Graduando em Direito e Assessor Parlamentar

Leia mais...

O QUE PODEMOS APRENDER COM OS VENEZUELANOS

Por Lilian Hori*

A Venezuela vive, o que se pode chamar sem medo de errar de: a maior e pior crise da sua história. Maduro é, sem dúvida, um tirano despótico. O interessante é que estamos acostumados estudar tantos deles nos livros escolares (na história das sociedades, os exemplos são inúmeros). Tanto faz a posição política que os ascendem ao poder, ainda é inevitável que tiranos governem de tempos em tempos algum povo, e, podemos assim, concluir que não aprendemos a detectar os primeiros sinais de alertas que estes nos dão de uma provável catástrofe política, ameacando a democracia.

Quando li, ainda nas eleições presidenciais de 2018, o livro: Como as Democracias Morrem de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt – dois conceituados professores de Harvard que elaboraram o livro depois da eleição de Trump nos EUA, eu compreendi que todo governo ditatorial é precedido de pequenos sinais, os quais podem ser percebidos e por conseguinte, evitado.

(mais…)

Leia mais...

PODE ISSO, BOLSONARO?

Davidson Brito* | davidson_brito@yahoo.com.br

Os amantes do futebol em algum momento, presenciaram o narrador de futebol Galvão Bueno solicitando a opinião do comentarista de arbitragem Arnaldo Cézar Coelho. A cada lance faltoso, ou no mínimo duvidoso, se tornou comum ouvir pela TV a expressão: “Pode isso, Arnaldo?”.

Já fora das quatro linhas e diante de um cenário político repleto de controvérsias. Podemos dizer que o Governo Bolsonaro enfrenta sua primeira crise política, após à abertura do Caso Queiroz, envolvendo diretamente o senador Flávio Bolsonaro, e recentemente, com outro escândalo, envolvendo o agora ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno e o ministro de Turismo, Marcelo Álvaro.

Em meio a toda essa inconstância, Bolsonaro e Paulo Guedes, ministro da Economia, tentam dar seu primeiro grande ataque ao povo brasileiro, apresentando ao Congresso Nacional uma proposta danosa de reforma da previdência. Diante de toda instabilidade que o governo atravessa, a própria base aliada já vêm demonstrando preocupação, afinal de contas, ela sabe que a proposta é prejudicial para maioria da população, atingindo mais de 80% dos trabalhadores que ganham até dois salários mínimo. Para tanto, sua aprovação dependerá diretamente de um “melhor momento”. Um exemplo, é o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia, que já não demonstra todo o otimismo que o levou a afirmar que “qualquer um trabalha hoje em dia até os 80 anos”.

(mais…)

Leia mais...

ITABUNA: RENDA DOS CINCO BAIRROS MAIS RICOS É IGUAL A DOS 35 MAIS POBRES, APONTA ESTUDO

Por Ely Izidro

Os cinco bairros mais ricos de Itabuna têm renda pessoal de 74,5% do total da cidade, segundo dados dos setores censitários do Censo de 2010. O levantamento mostra que os 35 bairros de menor renda de Itabuna juntos somam o mesmo percentual obtido pelos 5 bairros mais ricos. Dessa forma, pode se afirmar que apenas 5,35% da população se apropria de 37,4% da renda pessoal total da cidade.

Conforme verificado pelos Pesquisadores Ricardo Candéa, Eli Izidro e Ícaro Célio, em um estudo publicado pela Revista Bahia Análise & Dados, volume 28, número 2.2018, intitulado “MEDINDO A POBREZA MULTIDIMENSIONAL EM ITABUNA”: uma análise espacial”, parte da má distribuição de renda na cidade tende a se refletir espacialmente nos bairros de Itabuna, pois a decisão de onde residir está fortemente condicionada à renda, disponibilização de serviços públicos como: educação, saúde, transporte, saneamento básico, segurança, oportunidade de emprego, dentre outros aspectos.

De acordo com os pesquisadores, foi realizado o mapeamento de 47 bairros de Itabuna, com base em dados dos setores censitários do IBGE, 2010 e o Zildolândia, bairro mais rico da cidade, tem uma renda média 31,7 vezes (R$ 2.126,98) maior que a do Nova Califórnia (R$ 67,07), que ocupa o último lugar (47ª colocação).

O estudo identificou ainda a existência de uma forte concentração espacial da renda média pessoal em Itabuna. Para os pesquisadores, essa elevada acumulação da renda, a médio e longo prazo, pode ocasionar, dentre outros problemas, a potencialização de tensões sociais, culminando com o aumento da violência, assim como maiores transtornos de mobilidade urbana, já que é natural o movimento de pessoas de bairros muitos pobres para bairros de nível de renda mais elevado em busca de oportunidades de emprego, por exemplo.

Destaca ainda os autores do estudo, que para além da desigualdade de renda que é muito significativa, temos também um grande contingente populacional com fortes privações, de diversas ordens, como o acesso a saúde, educação, transporte e condições domiciliares, o que agrava ainda mais as condições de pobreza de Itabuna.

Quando se analisa as dimensões que compõem os índices de pobreza no estudo, Figura 1, é possível verificar que a educação é a dimensão que apresenta a maior contribuição absoluta para formação da Pobreza nos bairros de Itabuna, com uma contribuição média relativa igual a 47%, seguido das dimensões habitação e saneamento com 30%, renda com 14%, segurança pública com 7% e saúde com 2%.

Figura 1: Contribuição absoluta e relativa média das dimensões da pobreza na composição do IP nos Bairros Itabuna/2010. Fonte: Elaboração própria a partir dos dados dos setores censitários do IBGE (2010).

É fragmentando ainda mais o estudo, conforme, Figura 2, é possível perceber o comportamento de cada privação, como cada uma das privações contribui para formação das dimensões e, consequentemente, para composição do Índice Pobreza. Neste sentido, verifica-se que a privação que apresenta a maior contribuição relativa média é a falta de esgoto tratado, um dos problemas críticos da cidade de Itabuna, com 24%. Na sequência, têm-se a privação sem instrução, com 19% de contribuição, seguida das privações: cinco moradores ou mais com 15%, sem coleta de lixo com 14%, sem energia elétrica com 9% e sem água potável com 8%.

Chama atenção os pesquisadores, que estas quatro privações, mais a falta de esgoto e a privação “paredes inadequadas” com 3% de contribuição, todas fazem parte da dimensão Habitação/saneamento, o que justifica esta ser a segunda dimensão que mais impacta na composição da Pobreza multidimensional. Para além disso, percebe-se que a renda, mesmo sendo um fator importante para geração da desigualdade no município, contribui apenas com 5%, à frente da taxa de homicídio com 2% e a privação sem unidades de saúde com 1% de contribuição. Isto indica que os estudos de pobreza, assim como, as políticas públicas, realmente necessitam inserir outras variáveis não econômicas nos estudos, para entender e aliviar essa anomalia nos bairros de Itabuna.

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados dos setores censitários do IBGE (2010).

Figura 2: Contribuição relativa média das privações da pobreza na composição do IP nos Bairros de Itabuna/2010.

Para os autores do estudo, os resultados da pesquisa podem fundamentar sugestões de formulação de políticas públicas, na medida que permitem a identificação de necessidades prioritárias. Por exemplo, os resultados apontam para a otimização dos gastos públicos, apontando que deve ser priorizado políticas que envolvam o mercado de trabalho (renda) e ampliação do comércio local, criação de postos de saúde e principalmente implementação de melhorias na educação, com políticas específicas contra o analfabetismo nas localidades mais carentes de Itabuna.

É importante destacar também, que a dimensão Habitação e Saneamento – entendida por eles como acesso à água potável, disponibilidade de serviços de limpeza, iluminação elétrica e rede de esgoto – apresentou um peso substancial na composição do Índice de Pobreza. Portanto, sugere-se que a mesma deva ser um elemento prioritário das políticas de combate à pobreza, pois a ideia é que o incremento de seu nível, tende a gerar melhores condições de vida para a população e com isso reduzir as disparidades entre ricos e pobres. Mais informações sobre o estudo podem ser obtidas na Bahia.

Análise & Dados, disponível  AQUI

Também é possível tirar outras dúvidas sobre o estudo através do telefone (73) 98809-9879.

Leia mais...

É POSSÍVEL RENOVAR ITABUNA?

Por Paulinho Santana*

Talvez ainda possa ser muito cedo para falar do próximo pleito municipal, que ocorrerá em Outubro de 2020, onde a população de Itabuna irá às urnas para escolher o próximo prefeito (a) que comandará o Centro Administrativo Firmino Alves, bem como os novos 21 vereadores. A partir daí fica o questionamento: “é possível renovar a política itabunense?” Penso que sim, afinal somos um povo politizado e também ligados às movimentações políticas/partidárias do Estado e do país, mas talvez nos tenha faltado opções coerentes nos últimos anos, quando ficamos presos a uma disputa entre dois grupos distintos. Inegavelmente houveram avanços em alguns aspectos, já em outros, nenhuma mudança significativa.

Assim, podemos notar que faltou força de vontade daqueles que por ali passaram e não atenderam ao chamado das urnas para uma cidade desenvolvida e próspera, mesmo após a crise da vassoura de bruxa, que nos levou à devastação de toda a nossa lavoura cacaueira, principal bastião econômico da região.

Hoje Itabuna vive um momento muito delicado, com grave crise financeira e administrativa e que afeta toda a sua população. O atual gestor parece não querer ouvir quem discorda de sua gestão, o que está levando a nossa cidade ao seu pior momento, enfrentando assim resistência aos atos contrários aos princípios norteadores da boa gestão pública. Sem planejamento e prioridade, estamos vendo nossa saúde, educação, saneamento básico, mobilidade urbana, infraestrutura, segurança (mesmo que de responsabilidade do Governo do Estado) e desenvolvimento regional irem de mal a pior. Itabuna não merece isso!

Neste sentido, urge a necessidade de união daquelas correntes políticas que venham oxigenar a política itabunense, trazendo novos ares para a nossa cidade. A agenda da renovação está sendo gestada fora dos partidos políticos. Em grupos, coletivos e movimentos sociais bastante atuantes e engajados. Na prática, isso significa que a forma pela qual todo esse anseio pelo “novo” se relacionará com os partidos políticos pode ser uma variável determinante nessa história. Em tempos de conexões brutas, precisamos debater os diversos problemas que nos cercam, propondo diversas políticas públicas estruturantes de qualidade.

Por fim, muita água passará debaixo da ponte, até que se consolide a preferência do eleitor. Mas, é preciso perceber que bons e novos nomes já despontam em nosso cenário local. Que possamos escolher aquele ou aquela que venha a dar o seu melhor para que nossa cidade volte ao lugar que ela nunca deveria ter saído no cenário baiano. É preciso apresentar uma visão política e social para uma Itabuna plausível, persuasiva e não utópica, para que se alcance a sociedade e crie a vontade e o comprometimento com a transformação, dando oportunidade ao desenvolvimento e ao progresso, pois o futuro de alternativas nos aguarda. Mal podemos esperar, mas #Vem2020!

*Graduando em Direito pela UNIME. Consultor Político e Vice-Presidente Estadual da Juventude do PSDB da Bahia.

Leia mais...

A RELEVÂNCIA DA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA COMO PROTEÇÃO A COMUNIDADE LGBT

Por Lilian Hori*

O STF, nesta quinta-feira, dia 13, trouxe à luz uma reivindicação muito antiga e polêmica da comunidade LGBT brasileira: a de criminalizar a homofobia através da ADO 26 e pelo Mandado de Injunção (MI) 4733, apresentado pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) O que acho mais do que na hora de ser aprovada, uma vez que vários projetos de lei versando neste sentido, estão parados no Congresso por conta que a sua aprovação vai totalmente de encontro aos interesses de grupos políticos minoritários altamente preconceituosos, como exemplo a bancada evangélica, grupo político que tem expressividade muito forte e grande influência. Contudo, dados mostram que a morte desse grupo vem crescendo no país, chegando a ser o país com o maior número de mortes de pessoas LGBTs vítimas de homofobia no mundo.

(mais…)

Leia mais...

A CADA “BIRRA”, UMA NOVA MARRETADA: A TRISTE HISTÓRIA DO DESGOVERNO EM ITABUNA

Por Davidson Brito *| davidson_brito@yahoo.com.br

Que o Governo Fernando goza de uma quase total rejeição em Itabuna, é algo fácil de perceber. Tem sido praticamente impossível caminhar pela cidade e não ouvir uma reclamação sobre o atual gestor. Outra questão importante, é a já tão conhecida maneira grosseira do prefeito em resolver determinadas questões. Até aí, nada que tenha fugido da “normalidade”.

O que tem surpreendido muita gente, é que mesmo já tendo completado algumas décadas de idade, o mesmo parece resolver agir como uma criança birrenta quando não tem aquilo que deseja. Fernando parece ser aquela criança que ao ter o pedido do seu brinquedo negado, dá um belo beliscão em quem o fez a negativa.

Eu sei, parece ser dura demais a comparação que acabo de escrever, mas neste momento em que recebo a notícia do encerramento do convênio com o locatário do espaço onde funciona o Colégio CISO, mesmo tendo sido garantido em outro momento, a sua continuidade, após inúmeras manifestações da população durante o mês de janeiro, é a caracterização que melhor consigo associar. Assim, permitam-me explicar o porquê de tamanha ousadia na comparação.

(mais…)

Leia mais...