Navegando pela Categoria

Coluna Livre

O PROBLEMA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO É CRÔNICO

Por Cabo Neto

Começou com o descaso dos governadores que administraram o Estado ao final da década de 80 até a atualidade.

Não investiram, não planejaram a cidade fluminense e a periferia foi crescendo de forma desordenada, desenfreada e excluída.

Outro fator, atribuíram a Polícia Militar a competência quase que exclusiva de “cuidar” de uma enorme área do município sem atrelar a segurança pública, a inclusão a saúde e educação de qualidade.

Criaram uma política de enfrentamento com fuzis que ao longo do tempo, veio perdendo terreno, pois o crime organizado se tornou mais organizado ainda.

Financiamento de campanha política virou questão de sobrevivência e de defesa territorial das facções que atuam nos morros cariocas.

A corrupção está entranhada no mais alto escalão do Estado.

Governador sendo investigado, ex- governadores sendo presos, servidores públicos presos, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado presos e o conselho dissolvido.

Servidores e pensionistas sem perspectivas de salários em suas contas ao final do mês.

Fornecedores paralisando seus serviços, atribuindo a carga financeira por não receber os seus dividendos.

Caos moral, social, administrativo e financeiro reflete o que acontece atualmente no Rio de Janeiro.

Que a intervenção é necessária, isso não se discute, o que levanto como debate em vários locais, seja na rede social ou fora dela é que somente o confronto bélico não trará a Paz tão almejada.

Será um paliativo, com tempo de duração. Os criminosos se reorganizarão e retornarão a atuar.

Para uma forte, emergente atuação, será necessário uma amplitude nessa intervenção federal atingindo todas as esferas administrativas do governo.

A violência é financiada pela corrupção e disputa de poder político.

O CONTRADITÓRIO DO PREFEITO DE CANAVIEIRAS

Por Aleandro Souza

Canavieiras, no sul da Bahia teve em 2016 uma das eleições mais disputadas da região. O contraditório dava-se inicio quando o medico Dr. Almeida (PPS) venceu as eleições com 36,87% dos votos. Uma surpresa, porque todos acreditavam na reeleição do prefeito Almir Melo.

O governo de Almeida começou marcado pelo rompimento com o seu vice prefeito Medradinho e seu grupo. Outro contraditório, pois a sua vitoria seria impossível sem o apoio deste grupo. Junto a isso a fumaça da justiça eleitoral começava a pairar. As contas de campanha do prefeito eleito foram reprovadas e com isso duas ações eleitorais se concretizaram contra ele. Almeida então desconsiderou as ações e não as levou a sério. Contradizendo a nova realidade do país que agora condenava até mesmo um ex-presidente.

Os primeiros meses a população reclamava pela inoperância administrativa quando nem mesmo a coleta de lixo estava sendo realizada de forma efetiva.
Contradizendo o que falava em palanque o governo começou a investir em festas populares e atrelado a isso começou um volumoso investimento em divulgação, supervalorizando ações de obrigação básica de qualquer governo municipal.
A busca eufórica por popularidade pareceu por hora que ele estava conquistando plenamente.

Sentindo-se um super-homem como postou em suas redes sociais, tomou gosto pelo mundo político e começou a fazer alianças em todas as direções. Recebeu o governador Rui Costa (PT), mas também recebeu representantes de ACM Neto e de Paulo Souto,, do DEM e prometeu a ambos lealdade.

Com as orientações do seu partido, PPS, que é da base de ACM Neto, constituiu em seus processos o advogado Dr. Michel Soares Reis, irmão do vice-prefeito de Salvador Bruno Reis (PMDB). Reafirmando assim o compromisso com o grupo de Neto.

Seguindo o seu plano, recebeu dias depois, em palanque na festa do padroeiro, Rui Costa quando jurou lealdade ao governador citando que iria apoiar os deputados da base como Paulo Magalhães, Ângela Sousa, Nelson Pelegrino.

Nesta miscelânea do contraditório o prefeito pode ver seu império ruir em pouco mais de um ano de governo, quando neste próximo dia 29 as duas ações movidas contra ele vão ser julgadas em segunda instância n o TRE em Salvador.
Detalhe, que os tempos são outros e contradizendo, até Lula caiu.

A MORTE EM VIDA NOS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS MILITARES

Por Mônica Rebouças*

O processo disciplinar na Polícia Militar baiana em todas suas categorias – apuração sumária, sindicância, processo disciplinar sumário e o tão temido processo administrativo disciplinar – tem obedecido preceitos importantes e se percebe atualmente uma preocupação bastante evidente a respeito do exercício do princípio do contraditório e da ampla defesa, outrora tão amplamente burlado, mesmo sendo constitucional.

Tal observância tem se dado por conta do farto acesso aos cursos de Bacharel em Direito por parte dos policiais militares baianos, em especial os Oficiais da Polícia Militar que compõe a Corregedoria Geral da Polícia Militar do Estado da Bahia, os quais verificando a tamanha falha se direcionam, são orientados e orientam para tal fim, não deixando mais de promover o contraditório.

(mais…)

VIOLÊNCIA CONTRA A VIDA NO BRASIL: EQUIVALE A UMA BOMBA ATÔMICA POR ANO

Por Roberto José*

Foi divulgado no dia 30/10/2017, pelo FBSP – Fórum Brasileiro de Segurança Pública dados alarmantes sobre a violência contra a vida no Brasil, denominados CLIVI – Crimes Letais Intencionais Contra a Vida, que correspondem à soma das vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais, e mortes de policiais (letalidade) em serviço e fora de serviço, esta ultima houve um crescimento de 17,5% no Brasil.

As estatísticas são do 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública e confirmam 61.619 mortes violentas, são relativas ao ano de 2016, o que equivalem, em números, às mortes provocadas pela explosão da BOMBA ATÔMICA que dizimou a cidade de Nagasaki, no Japão, em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, o Brasil registra o maior número de assassinatos da história em 2016, são 7 (sete) pessoas mortas por hora no país.

Fonte: 11º Anuário da Violência, 2017. FBSP – Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Conforme se pode verificar na figura abaixo, o Estado de Sergipe registrou a maior registrou a maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes: 64, seguido de Rio Grande do Norte, com 56,9, e Alagoas, com 55,9, porém quando falamos de mortes em números absolutos a Bahia lidera o cenário no Brasil, mas em segundo e terceiros lugares, respectivamente, aparecem os estados do Rio de Janeiro (que em 2016 somou 6.262 mortes) e São Paulo (4.925). De 2015 para 2016, ainda conforme o levantamento do FBSP, a variação da taxa de mortes violentas na Bahia aumentou 12,8%…

(mais…)

UM NOVO TEMPO PARA O SUL DA BAHIA

Por Josias Gomes*

Durante décadas, o Sul da Bahia, tendo Ilhéus e Itabuna como as duas maiores cidades, foi uma espécie de locomotiva do Estado, com a lavoura do cacau gerando receitas suficientes para impulsionar o desenvolvimento de outras regiões, chegando a representar 60% do PIB baiano.

Sucessivas crises, que culminaram no final da década de 80 e início dos anos 90 com a chegada e expansão da vassoura de bruxa, que em seu período mais crítico dizimou cerca de 80% da lavoura, fizeram com que a região mergulhasse numa profunda crise, com a explosão do desemprego e queda acentuada em todos os índices socioeconômicos. Itabuna e Ilhéus, as duas maiores cidades.

Durante quase duas décadas, justamente no momento em que a região mais precisou de apoio para se reerguer, governantes insensíveis e sem compromisso com o Sul da Bahia, se mostraram omissos, agravando ainda mais a situação e afetando milhões de pessoas. Práticas equivocadas de renovação da lavoura, por exemplo, levaram produtores a um endividamento brutal, tornando-os incapazes de investir na retomada da produção.

(mais…)

AS BRAVATAS E CONVICÇÕES DE MANGABEIRA

Enquanto o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, parece sinalizar que acabará a sua vida pública com os pés no futuro, o médico e ex-candidato a prefeito Antônio Mangabeira (PDT) parece iniciá-la com a cabeça no passado. Pela forma atabalhoada que se posiciona nesse pouco mais de um ano, parece sofrer da síndrome do narcisismo.

A nova política pregada por Mangabeira na última eleição não durou muito tempo. Assim que conseguiu conquistar prestígio através dos votos, que ele acha que são todos dele, conquistados na última eleição, passou a seguir suas alianças com a nova versão carlista, vai de Félix Júnior (PDT) e ACM Neto (DEM). Chupa essa manga!

A INTOLERÂNCIA NOS DETALHES

Por Rosivaldo Pinheiro

A intolerância é um sentimento visto, percebido e praticado por todos nós cotidianamente. A última eleição presidencial deixou ainda mais exposta essa capacidade humana. A intolerância foi flagrada nos discursos, entrevistas e debates dos candidatos, que, apresentados em áudio e vídeo e sem edição, ganharam as ruas e viralizaram na internet.

A praticamos de forma consciente ou inconsciente, quase sempre de forma cordial ou hospitaleira. Uma espécie de bom humor, mas que traz na sua gênese uma carga de ódio que vem da essência: ódio de classe, discriminação racial, religiosa e outras formas que apontam a mesma caracterização desse comportamento. Uma marca negativa que acabou dividindo o país entre os supostos “sul rico” e o “norte e nordeste pobres”.

A intolerância é um conjunto de sentimentos e manifestações de luzes e sombras, vai do simbólico ao diabólico, conforme descreve Leonardo Boff. É raiz que sustenta a violência gerando frutos que impõem medo em escala mundial. Sua prática reduz a realidade ao assumir apenas a existência de um polo e negar o outro. É um processo de coação manifestado pela imposição do pensamento único.

Os estudiosos apontam os sentimentos separatistas e ultranacionalistas como portas abertas ao fundamentalismo, estágio máximo da intolerância, onde um determinado grupo assume o controle das ações de estado fazendo valer seus dogmas (pensamentos), eliminando todos os grupos ou indivíduos que se oponham ou não busquem praticar suas teorias. O fundamentalismo é uma junção entre Leis, princípios e governo com o propósito de colocar em prática as verdades defendidas por aqueles que ascendem ao comando.

O mundo convive na atualidade com as migrações de mais de 65 milhões de pessoas que tiveram que largar suas histórias de vida, abandonar seus países e partirem numa aventura sem nem sempre conseguirem abrigo em pátrias estranhas, em função da intolerância manifestada pelos fundamentalistas.

Para evitarmos essa degradação do espirito fraternal que deve nos acompanhar em comunidade, devemos nos esforçar em praticar a tolerância ativa, respeitando as diferenças, buscar ver o outro como indivíduo detentor de visões de mundo próprias. Entender a coexistência e os valores inerentes a ela, como parte relevante da formação de cada indivíduo. Esse deve ser o caminho universal para o exercício da vida em sociedade.

BOCÃO X TRANSALVADOR: A FATURA SEMPRE VEM

Por Malu Fontes*

Bocão vs Transalvador:

Alguns pontos:
Acho muito errado agentes da Transalvador, como quaisquer outros agentes públicos, gravarem propositadamente, e com a intenção de jogar na rede, a imagem de quem quer que seja.

Mas..
1 – … Zé Eduardo, e não só ele, mas vááários programas, de váááárias emissoras, locais e nacionais, nunca viram nada demais em exibir – e com isso obter muita audiência e consequentemente ganhar muito dinheiro – imagens de pessoas, sejam famosas ou anônimas, em situações absurdamente constrangedoras. Repito: tanto Zé Eduardo quanto outros programas e outros apresentadores passaram a vida e fizeram carreira e fortunas exibindo a imagem de pessoas sem o seu (delas) consentimento e sem questionar se essas pessoas têm/tinham ou não têm/tinham direito à privacidade e à própria imagem.

2 – Esse formato de atração televisiva SEMPRE explorou imagens de gente que teve sua imagem, gravada à revelia, na porta ou dentro de delegacias ou em outros estabelecimentos públicos, portanto imagens sendo gravadas por agentes públicos ou com autorização destes. Assim, não nos esqueçamos do ônzimo mandamento, fruto dos tempos Pós-Joesley: quem com áudio fere, com ele é ferido/quem com vídeo fere/com ele é ferido. Os delegados, os agentes policiais sempre autorizaram a filmagem de pessoas que estão sob a abordagem policial ou sob a custódia do estado.

(mais…)

A VERDADEIRA CAUSA DA EROSÃO NA PRAIA DE SÃO MIGUEL EM ILHÉUS: CONSEQUÊNCIAS E SUGESTÕES

Por Roberto José*

Recentemente assistindo dois telejornais de famosas emissoras da nossa região, percebi que em ambas as reportagens existem vários equívocos, do ponto de vista científico, sobre as causas e possíveis soluções para o momento de erosão nas praias da região de São Miguel no Município de Ilhéus – Bahia, o que me incomodou a escrever de forma minuciosa e de fácil entendimento para nossa população, porém sem abrir mão da base cientifica para as afirmações elencadas, bem como, disponibilizar uma vasta bibliografia sobre o assunto, que aqui será mencionada.

Assim, vejamos. As reportagens colocaram a culpa sobre os episódios de erosão marítima na região exclusivamente nos eventos naturais, como por exemplo, a presença de uma frente fria ocasionando a região sul baiana fortes chuvas e rajadas de ventos, e também da falta de manutenção e construção obras transversais (molhes ou esporões) por parte dos autoridades competentes.

É importante antes, fazer menção ao conceito de “região costeira” ou de “praia”, o qual é um ecossistema frágil devido a sua localização na interface continente-oceano-atmosfera, onde os processos físicos, químicos, biológicos e geológicos característicos desta zona de interação atuam de forma dinâmica. A estabilidade sedimentar (da areia) e morfológica (da forma) de uma região costeira (praia) é controlada, na escala regional, pelo balanço entre os processos meteorológicos (chuva e vento), oceanográficos (correntes de deriva costeira) e as descargas fluvial e sedimentar (rios da região), configurando o impacto do homem, mais um fator determinante sobre o balanço sedimentar e a morfologia da linha de costa, segundo aponta a pesquisadora Ignácio (2007).

(mais…)

EM NOVEMBRO, MANIFESTO DE APOIO A GEDDEL…

Em meio a toda turbulência envolvendo a família Vieira Lima, com malas e caixas de dinheiro e declarações grosseiras e outras fantasiosas por parte do irmão Lúcio Vieira Lima e mãe de Geddel Vieira Lima (PMDB), Marluce Quadros Vieira Lima, respectivamente, eis que vem a tona, um manifesto de apoio, amplo e irrestrito, por meio de nota oficial ao então ministro, em novembro do ano passado.

No documento, líderes e vice-líderes de todos os partidos da base aliada do governo Michel Temer (PSDB, DEM, PMDB, PSB, PPS, PTN, PHS…) assinaram endossando competência e caráter do baiano, bem como sua destreza no trato entre o governo e o congresso, movimentos sociais e partidos políticos.