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Coluna Livre

A PIADA SEM GRAÇA DO CARNAVAL

Por Lilian Hori*

O politicamente correto está em declínio. A internet se tornou o principal meio, nos dias de hoje, para o exercício da liberdade de expressão. Com o advento das redes sociais, mais e mais pessoas sentem a necessidade de se expressar sobre os mais diversos assuntos . A internet deu voz ao povo: seu sonhos, suas decepções, expectativas, suas realizações. Contudo, com um mundo tão dinâmico como nunca antes, ficou difícil saber até onde é possível nos utilizar da liberdade de expressão. Mas afinal, o politicamente correto ficou chato e a liberdade de expressão é agora irrestrita, doa a quem doer, ou ainda existem coisas indizíveis por respeito ao outro?

A liberdade de expressão podemos definir como sendo um direito de exteriorizar a opinião pessoal ou de um grupo, respaldada pela veracidade de informações e é garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, devendo ser assegurada em qualquer meio de comunicação, incluindo no âmbito da Internet. A nossa Constituição traz a garantia da liberdade de pensamento, expressão e/ou manifestação assim: o inciso IV, do artigo 5º, afirma que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”, dando continuidade no inciso IX, que garante ser “livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Contudo, se ela tem limites além do não poder ser anônimo, posto no artigo supracitado, qual seria este limite? A ideia de “a sua liberdade termina onde o do outro começa” já seria um bom parâmetro de início, como também é possível se utilizar do princípio da proporcionalidade com o fim de ponderar outros direitos que igualmente devem ser resguardados com o mesmo empenho, a exemplo de: direito à imagem, direito à privacidade, a dignidade da pessoa humana, e a honra. Sendo assim, apesar de ser fundamental à todo governo democrático, uma vez que é um dos primeiros direitos a ser retirado em governos tiranos, devemos tê-lo como algo que não é de todo absoluto, e uma vez que são ultrapassados estes limites do razoável, os transgressores, ao serem identificados, devem ser responsabilizados pela prática de crime e não podem se esconder evocando tal direito.

Fabio Assunção foi mais um que tive os seus direitos violados quando o seu rosto foi usado, com muito mau gosto, como máscara deste carnaval, porém, o rosto seria uma forma de chacota à sua dependência ao álcool. Desde o seu último deslize, as redes sociais, Whatsapp, entre outros, foram inundados com ‘brincadeiras’ por causa de seu estado de saúde. Os defensores do “politicamente correto é chato” não veem que esta brincadeira aparentemente inocente, é na verdade uma violação ao direito de imagem, à honra e a dignidade humana. Vincular uma pessoa a algo constrangedor, no caso, a doença sofrida pelo ator, é, além de lastimável, mau gosto, também um crime.

O Alcoolismo, de acordo com a definição do hospital Albert Einstein, é uma doença crônica, caracterizada pelo consumo incontrolável de álcool, condicionado pela dependência, e que no Brasil atinge 2 milhões de pessoas, ou seja: 10% da população sofre com a dependência. Os homens correspondem a 70% dos casos, enquanto as mulheres correspondem a 30%. Desta forma, percebe-se que esta não deve ser motivo de piada e que deve ser levada a sério dada a sua gravidade. O direito de expressão deve sempre estar condicionado ao bom senso, jamais ridicularizar ou menosprezar o outro.

* Advogada e especialista em direito constitucional

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CONSTRUA O SEU IKIGAI

Por Natália Lima*

E se conseguíssemos ser felizes sem máscaras de carnaval? E se você pudesse invocar o gênio da lâmpada agora, quais pedidos gostaria que fossem realizados por ele? E se pudesse voar no tapete do Aladim? O seu destino valeria a pena? Nossa, são muitos os questionamentos que norteiam o simples inicio monossilábico deste parágrafo: e se?

Nos filmes e contos infantis cheios de gênios, lâmpadas mágicas e carruagens, a vida se torna mais fácil mesmo diante dos problemas que as princesas e os príncipes encantados costumam enfrentar. É só esfregar a lâmpada que a mágica acontece. E a adorável fada madrinha da Cinderela? Quem nunca sonhou em ter uma por perto naqueles piores momentos das nossas vidas? Mas e se não dependêssemos de toda essa magia para sermos felizes? E se você fosse o realizador dos seus próprios sonhos?

Pense comigo: quando você alcança a nota máxima na prova que passou noites em claro estudando e fazendo resumos ou quando conquista o tão sonhado carro zero, porque trabalhou e deu o seu melhor na função que desempenhava na empresa, tudo se torna incrível porque você se dedicou em torna-los realidade. Aquilo que fazemos é resultado do nosso desejo e de busca interior de transformação, portanto não depender da sorte e, muito menos de esperar o príncipe encantado no cavalo branco bater na sua porta, é fundamental para uma vida com mais significado e satisfação pessoal. Tenho certeza que no mundo real você poderá realizar muito mais do que três desejos e ser capaz de verificar se a maçã oferecida por um desconhecido tem ou não algo de errado.
Segundo os japoneses devemos encontrar nosso ikigai, termo usado para expressar nossa razão de viver. Ter um ikigai é a mesma coisa que definir a rota da sua vida, a justificativa para a existência e a chave da longevidade. Será que os japoneses possuem um tesouro escondido a sete chaves? O que faz do povo da ilha japonesa de população centenária, Okinawa, ser mais ágil que muitos jovens do século XXI nada mais é do que a maturidade de viver. Viver respeitando o próximo, estendendo a mão para o amigo, colocando um sorriso no rosto de quem precisa e amando sua vida como ela se apresenta, sem impor e exigir nada em troca.

No carnaval o mais fraco dos indivíduos pode se fantasiar de rei ou de empresário, por exemplo. Mas e se ele não precisasse se fantasiar para ser notado e reconhecido? Se todos nós pulássemos carnaval com o nosso ikigai aceso em nossa mente, talvez não acontecesse tanta frustração e vazio após voltar à realidade na quarta-feira de cinzas.

*Estudante de Jornalismo e Apresentadora de Tv

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A MUDANÇA POLÍTICA EM ITABUNA ESTARÁ EM NOSSAS MÃOS, ELEITOR

Por Júnior Paim*

No atual contexto político e social de Itabuna, as eleições do ano que vem representarão um dos raros momentos em que todos nós nos igualamos em direitos. Não há diferença de etnias, sexo, condição financeira, classe ou de grupo social. É dentro dessa condição democrática que elegeremos o nosso futuro prefeito. Itabuna é uma cidade reconhecida pelo grande efeito do “troca-troca” de seus administradores, nos últimos 30 anos ressalte-se só tivemos o ex Prefeito Vane do Renascer como “A novidade” do executivo municipal.

As eleições de 2020, têm um contexto inédito na história Itabunense: coloca nas mãos do eleitor o poder de tirar o Município da atual turbulência política e econômica. O voto consciente, que separa o joio do trigo na política, pode nos dar a oportunidade de mudar o atual quadro de más administrações que vem sendo aplicada na nossa cidade. O nosso voto, poderá fazer uma transição pacífica e democrática para novo modelo de gestão pública que beneficie, de fato e de direito, todos os munícipes.

Temos visto uma serie de pré-candidatos ao Centro Administrativo Firmino Alves alguns nem tão novos assim, porém é importante buscar informações sobre as ideias do partido político ao qual os possíveis candidatos estarão filiados, pois a ideologia partidária está ligada ao que o candidato escolhido realizará se for eleito.

A Cidade anseia por uma administração nova, moderna e que governe de fato para todos, os problemas que assolam Itabuna, não serão resolvidos a curto prazo, contudo temos a certeza de que uma boa administração voltada com seriedade aos problemas enfrentados pela população, já trará avanços que poderá aliviar as necessidades mais urgentes.

Precisamos entender, que nem todo político é igual ou corrupto. Existem nomes interessados em promover uma mudança social e política, por isso devemos buscar conhecer as futuras propostas dos prefeituráveis, assim como o seu passado.

Mas fica o questionamento de “Como mudar o quadro político da nossa cidade?” Aí entra o papel do eleitor. Admitir que é um multiplicador de opinião nos vários círculos — familiar, profissional, social. Ou seja, um formador de opinião. O grau de consciência do eleitor faz toda a diferença em especial numa época quando as redes sociais tem total importância nas candidaturas a um cargo público, a prova disso foram as últimas eleições presidenciais.

A grande possibilidade de melhoria em nosso quadro político municipal estará, como nunca, no poder de convencimento do cidadão consciente, não é apenas um voto em um candidato, mas um momento urgente em que diminuirá o caos em que uma má administração causa em nossa cidade, o eleitor é principal propulsor na construção de valor da opção correta. Isso cabe a nós todos. A mudança para melhor estará em nossa conversa. Estará em nossas mãos. Em especial, estará em suas mãos, leitor.
A mudança está em suas mãos, ELEITOR.

*Graduando em Direito e Assessor Parlamentar

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O QUE PODEMOS APRENDER COM OS VENEZUELANOS

Por Lilian Hori*

A Venezuela vive, o que se pode chamar sem medo de errar de: a maior e pior crise da sua história. Maduro é, sem dúvida, um tirano despótico. O interessante é que estamos acostumados estudar tantos deles nos livros escolares (na história das sociedades, os exemplos são inúmeros). Tanto faz a posição política que os ascendem ao poder, ainda é inevitável que tiranos governem de tempos em tempos algum povo, e, podemos assim, concluir que não aprendemos a detectar os primeiros sinais de alertas que estes nos dão de uma provável catástrofe política, ameacando a democracia.

Quando li, ainda nas eleições presidenciais de 2018, o livro: Como as Democracias Morrem de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt – dois conceituados professores de Harvard que elaboraram o livro depois da eleição de Trump nos EUA, eu compreendi que todo governo ditatorial é precedido de pequenos sinais, os quais podem ser percebidos e por conseguinte, evitado.

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PODE ISSO, BOLSONARO?

Davidson Brito* | davidson_brito@yahoo.com.br

Os amantes do futebol em algum momento, presenciaram o narrador de futebol Galvão Bueno solicitando a opinião do comentarista de arbitragem Arnaldo Cézar Coelho. A cada lance faltoso, ou no mínimo duvidoso, se tornou comum ouvir pela TV a expressão: “Pode isso, Arnaldo?”.

Já fora das quatro linhas e diante de um cenário político repleto de controvérsias. Podemos dizer que o Governo Bolsonaro enfrenta sua primeira crise política, após à abertura do Caso Queiroz, envolvendo diretamente o senador Flávio Bolsonaro, e recentemente, com outro escândalo, envolvendo o agora ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno e o ministro de Turismo, Marcelo Álvaro.

Em meio a toda essa inconstância, Bolsonaro e Paulo Guedes, ministro da Economia, tentam dar seu primeiro grande ataque ao povo brasileiro, apresentando ao Congresso Nacional uma proposta danosa de reforma da previdência. Diante de toda instabilidade que o governo atravessa, a própria base aliada já vêm demonstrando preocupação, afinal de contas, ela sabe que a proposta é prejudicial para maioria da população, atingindo mais de 80% dos trabalhadores que ganham até dois salários mínimo. Para tanto, sua aprovação dependerá diretamente de um “melhor momento”. Um exemplo, é o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia, que já não demonstra todo o otimismo que o levou a afirmar que “qualquer um trabalha hoje em dia até os 80 anos”.

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ITABUNA: RENDA DOS CINCO BAIRROS MAIS RICOS É IGUAL A DOS 35 MAIS POBRES, APONTA ESTUDO

Por Ely Izidro

Os cinco bairros mais ricos de Itabuna têm renda pessoal de 74,5% do total da cidade, segundo dados dos setores censitários do Censo de 2010. O levantamento mostra que os 35 bairros de menor renda de Itabuna juntos somam o mesmo percentual obtido pelos 5 bairros mais ricos. Dessa forma, pode se afirmar que apenas 5,35% da população se apropria de 37,4% da renda pessoal total da cidade.

Conforme verificado pelos Pesquisadores Ricardo Candéa, Eli Izidro e Ícaro Célio, em um estudo publicado pela Revista Bahia Análise & Dados, volume 28, número 2.2018, intitulado “MEDINDO A POBREZA MULTIDIMENSIONAL EM ITABUNA”: uma análise espacial”, parte da má distribuição de renda na cidade tende a se refletir espacialmente nos bairros de Itabuna, pois a decisão de onde residir está fortemente condicionada à renda, disponibilização de serviços públicos como: educação, saúde, transporte, saneamento básico, segurança, oportunidade de emprego, dentre outros aspectos.

De acordo com os pesquisadores, foi realizado o mapeamento de 47 bairros de Itabuna, com base em dados dos setores censitários do IBGE, 2010 e o Zildolândia, bairro mais rico da cidade, tem uma renda média 31,7 vezes (R$ 2.126,98) maior que a do Nova Califórnia (R$ 67,07), que ocupa o último lugar (47ª colocação).

O estudo identificou ainda a existência de uma forte concentração espacial da renda média pessoal em Itabuna. Para os pesquisadores, essa elevada acumulação da renda, a médio e longo prazo, pode ocasionar, dentre outros problemas, a potencialização de tensões sociais, culminando com o aumento da violência, assim como maiores transtornos de mobilidade urbana, já que é natural o movimento de pessoas de bairros muitos pobres para bairros de nível de renda mais elevado em busca de oportunidades de emprego, por exemplo.

Destaca ainda os autores do estudo, que para além da desigualdade de renda que é muito significativa, temos também um grande contingente populacional com fortes privações, de diversas ordens, como o acesso a saúde, educação, transporte e condições domiciliares, o que agrava ainda mais as condições de pobreza de Itabuna.

Quando se analisa as dimensões que compõem os índices de pobreza no estudo, Figura 1, é possível verificar que a educação é a dimensão que apresenta a maior contribuição absoluta para formação da Pobreza nos bairros de Itabuna, com uma contribuição média relativa igual a 47%, seguido das dimensões habitação e saneamento com 30%, renda com 14%, segurança pública com 7% e saúde com 2%.

Figura 1: Contribuição absoluta e relativa média das dimensões da pobreza na composição do IP nos Bairros Itabuna/2010. Fonte: Elaboração própria a partir dos dados dos setores censitários do IBGE (2010).

É fragmentando ainda mais o estudo, conforme, Figura 2, é possível perceber o comportamento de cada privação, como cada uma das privações contribui para formação das dimensões e, consequentemente, para composição do Índice Pobreza. Neste sentido, verifica-se que a privação que apresenta a maior contribuição relativa média é a falta de esgoto tratado, um dos problemas críticos da cidade de Itabuna, com 24%. Na sequência, têm-se a privação sem instrução, com 19% de contribuição, seguida das privações: cinco moradores ou mais com 15%, sem coleta de lixo com 14%, sem energia elétrica com 9% e sem água potável com 8%.

Chama atenção os pesquisadores, que estas quatro privações, mais a falta de esgoto e a privação “paredes inadequadas” com 3% de contribuição, todas fazem parte da dimensão Habitação/saneamento, o que justifica esta ser a segunda dimensão que mais impacta na composição da Pobreza multidimensional. Para além disso, percebe-se que a renda, mesmo sendo um fator importante para geração da desigualdade no município, contribui apenas com 5%, à frente da taxa de homicídio com 2% e a privação sem unidades de saúde com 1% de contribuição. Isto indica que os estudos de pobreza, assim como, as políticas públicas, realmente necessitam inserir outras variáveis não econômicas nos estudos, para entender e aliviar essa anomalia nos bairros de Itabuna.

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados dos setores censitários do IBGE (2010).

Figura 2: Contribuição relativa média das privações da pobreza na composição do IP nos Bairros de Itabuna/2010.

Para os autores do estudo, os resultados da pesquisa podem fundamentar sugestões de formulação de políticas públicas, na medida que permitem a identificação de necessidades prioritárias. Por exemplo, os resultados apontam para a otimização dos gastos públicos, apontando que deve ser priorizado políticas que envolvam o mercado de trabalho (renda) e ampliação do comércio local, criação de postos de saúde e principalmente implementação de melhorias na educação, com políticas específicas contra o analfabetismo nas localidades mais carentes de Itabuna.

É importante destacar também, que a dimensão Habitação e Saneamento – entendida por eles como acesso à água potável, disponibilidade de serviços de limpeza, iluminação elétrica e rede de esgoto – apresentou um peso substancial na composição do Índice de Pobreza. Portanto, sugere-se que a mesma deva ser um elemento prioritário das políticas de combate à pobreza, pois a ideia é que o incremento de seu nível, tende a gerar melhores condições de vida para a população e com isso reduzir as disparidades entre ricos e pobres. Mais informações sobre o estudo podem ser obtidas na Bahia.

Análise & Dados, disponível  AQUI

Também é possível tirar outras dúvidas sobre o estudo através do telefone (73) 98809-9879.

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É POSSÍVEL RENOVAR ITABUNA?

Por Paulinho Santana*

Talvez ainda possa ser muito cedo para falar do próximo pleito municipal, que ocorrerá em Outubro de 2020, onde a população de Itabuna irá às urnas para escolher o próximo prefeito (a) que comandará o Centro Administrativo Firmino Alves, bem como os novos 21 vereadores. A partir daí fica o questionamento: “é possível renovar a política itabunense?” Penso que sim, afinal somos um povo politizado e também ligados às movimentações políticas/partidárias do Estado e do país, mas talvez nos tenha faltado opções coerentes nos últimos anos, quando ficamos presos a uma disputa entre dois grupos distintos. Inegavelmente houveram avanços em alguns aspectos, já em outros, nenhuma mudança significativa.

Assim, podemos notar que faltou força de vontade daqueles que por ali passaram e não atenderam ao chamado das urnas para uma cidade desenvolvida e próspera, mesmo após a crise da vassoura de bruxa, que nos levou à devastação de toda a nossa lavoura cacaueira, principal bastião econômico da região.

Hoje Itabuna vive um momento muito delicado, com grave crise financeira e administrativa e que afeta toda a sua população. O atual gestor parece não querer ouvir quem discorda de sua gestão, o que está levando a nossa cidade ao seu pior momento, enfrentando assim resistência aos atos contrários aos princípios norteadores da boa gestão pública. Sem planejamento e prioridade, estamos vendo nossa saúde, educação, saneamento básico, mobilidade urbana, infraestrutura, segurança (mesmo que de responsabilidade do Governo do Estado) e desenvolvimento regional irem de mal a pior. Itabuna não merece isso!

Neste sentido, urge a necessidade de união daquelas correntes políticas que venham oxigenar a política itabunense, trazendo novos ares para a nossa cidade. A agenda da renovação está sendo gestada fora dos partidos políticos. Em grupos, coletivos e movimentos sociais bastante atuantes e engajados. Na prática, isso significa que a forma pela qual todo esse anseio pelo “novo” se relacionará com os partidos políticos pode ser uma variável determinante nessa história. Em tempos de conexões brutas, precisamos debater os diversos problemas que nos cercam, propondo diversas políticas públicas estruturantes de qualidade.

Por fim, muita água passará debaixo da ponte, até que se consolide a preferência do eleitor. Mas, é preciso perceber que bons e novos nomes já despontam em nosso cenário local. Que possamos escolher aquele ou aquela que venha a dar o seu melhor para que nossa cidade volte ao lugar que ela nunca deveria ter saído no cenário baiano. É preciso apresentar uma visão política e social para uma Itabuna plausível, persuasiva e não utópica, para que se alcance a sociedade e crie a vontade e o comprometimento com a transformação, dando oportunidade ao desenvolvimento e ao progresso, pois o futuro de alternativas nos aguarda. Mal podemos esperar, mas #Vem2020!

*Graduando em Direito pela UNIME. Consultor Político e Vice-Presidente Estadual da Juventude do PSDB da Bahia.

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A RELEVÂNCIA DA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA COMO PROTEÇÃO A COMUNIDADE LGBT

Por Lilian Hori*

O STF, nesta quinta-feira, dia 13, trouxe à luz uma reivindicação muito antiga e polêmica da comunidade LGBT brasileira: a de criminalizar a homofobia através da ADO 26 e pelo Mandado de Injunção (MI) 4733, apresentado pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) O que acho mais do que na hora de ser aprovada, uma vez que vários projetos de lei versando neste sentido, estão parados no Congresso por conta que a sua aprovação vai totalmente de encontro aos interesses de grupos políticos minoritários altamente preconceituosos, como exemplo a bancada evangélica, grupo político que tem expressividade muito forte e grande influência. Contudo, dados mostram que a morte desse grupo vem crescendo no país, chegando a ser o país com o maior número de mortes de pessoas LGBTs vítimas de homofobia no mundo.

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A CADA “BIRRA”, UMA NOVA MARRETADA: A TRISTE HISTÓRIA DO DESGOVERNO EM ITABUNA

Por Davidson Brito *| davidson_brito@yahoo.com.br

Que o Governo Fernando goza de uma quase total rejeição em Itabuna, é algo fácil de perceber. Tem sido praticamente impossível caminhar pela cidade e não ouvir uma reclamação sobre o atual gestor. Outra questão importante, é a já tão conhecida maneira grosseira do prefeito em resolver determinadas questões. Até aí, nada que tenha fugido da “normalidade”.

O que tem surpreendido muita gente, é que mesmo já tendo completado algumas décadas de idade, o mesmo parece resolver agir como uma criança birrenta quando não tem aquilo que deseja. Fernando parece ser aquela criança que ao ter o pedido do seu brinquedo negado, dá um belo beliscão em quem o fez a negativa.

Eu sei, parece ser dura demais a comparação que acabo de escrever, mas neste momento em que recebo a notícia do encerramento do convênio com o locatário do espaço onde funciona o Colégio CISO, mesmo tendo sido garantido em outro momento, a sua continuidade, após inúmeras manifestações da população durante o mês de janeiro, é a caracterização que melhor consigo associar. Assim, permitam-me explicar o porquê de tamanha ousadia na comparação.

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POLÍTICA É UMA ARTE

Por Ellen Prince*

Assim como acontece numa peça de teatro digna da Broadway, se tratando da política, existe um abismo entre o que acontece nos bastidores e o que ocorre no palco. Dentro desse aspecto, encaixando o cenário político e seus múltiplos personagens, percebemos que cada um possui características próprias, entretanto, elas não se diferenciam tanto assim.

Diante do público, vemos diversos nomes tentando vender uma imagem de “político ideal”, absorvendo o discurso da nova política, uma onda crescente na última eleição, consequência natural da exaustação da corrupção enraizada há anos no país. Em meio a todos esses novos nomes que surgiram, o que é um grande passo para a mudança que tanto desejamos, confesso que ainda me surpreendo ao ver tantos lobos da velha política, adotando o discurso da renovação, o discurso da honestidade, ou ambos. Tem gente que tem coragem… Enfim. Claramente esses políticos se aproveitam de uma desorganização institucional para buscarem seus momentos de glória. Ora, afinal, o que importa é como eles se apresentarão para o mundo. Não importa quão hipócrita soe tal apresentação, não importa se ele de fato é honesto. O importante mesmo é tentar parecer.

Em meio a todo esse falso brilho, é justamente nos bastidores que os fatos realmente acontecem de forma explícita. Desde alianças comprometedoras, pessoas e partidos se corrompendo a todo tempo enquanto constroem seus projetos pessoais de poder, o famoso “toma lá, dá cá”. Isso não está ligado a nenhuma corrente ideológica, afinal, não é a política que determina que máscara cada personagem usa, e sim, os personagens que conduzem o roteiro e ditam a trilha sonora da política. Aliás, ouso a dizer que nos bastidores da política, não existem máscaras, apenas tentativas frustradas de manterem as aparências. No fundo todos sabem quem é quem.

Aristóteles afirma, em seu livro “Política”, que: “o homem é um animal naturalmente político”, mas para os leigos, como definir o que é real e o que é encenação afinal? A política é como a arte, que durante muito tempo, foi feita sob as rédeas elitistas, oligárquicas, dificultando o entendimento da massa com seus códigos e técnicas. Mas os tempos mudaram. Tal como a arte, a política hoje é para todos. O que falta então para que o “público” compreenda de verdade, que dentre todos os papéis, o seu é o mais importante?

*Estudante de Ciências Políticas

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O QUE ESPERAR DE UMA CIDADE ONDE NÃO SE INVESTE EM CULTURA?

Por Gabriel Guedes *

Atualmente em nosso município, voltamos a viver a era do caos para os jovens entre 13 e 26 anos, o crime dominou, como de costume, nossas vidas. Para facilitar o lado da juventude, em tom irônico, o Poder Público municipal não quer entender que cultura, lazer e esporte são a saída imediata para esse problema.

Itabuna é, mais uma vez, destaque nacional entre as cidades mais violentas para se criar um jovem desta idade, ora, com tantos bares na cidade, poderíamos esperar o que mesmo?? Qual a opção para um jovem num sábado a noite, a não ser o tão famigerado bar do memel?? Ficam as indagações e, infelizmente, nos resta acompanhar as mortes, quase diárias, de jovens.

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ASSUMINDO ERROS EM BENEFÍCIOS DO PAÍS

Por Lilian Hori*

Sou uma grande crítica do atual governo, porém, admito que o presidente Jair Bolsonaro merece aplausos pelo decreto assinado antes de ontem, dia 8. Isto porque vejo com muito bons olhos a concessão do indulto aos presidiários nos casos em que foi previsto no ato. O indulto é um perdão outorgado em ocasiões específicas quando o preso preenche alguns requisitos específicos para ter a possibilidade de gozar deste benefício, podendo ele ser plenos: quando é extinta a punibilidade que foi o caso permitido pelo presidente; ou parciais: apenas em certos ensejos, como o famigerado Indulto Natalino. Esta concessão está na Constituição Federal, no seu artigo 84, inciso XII e, apenas o presidente é o legitimado à decretar, conforme a seguir: “Compete privativamente ao Presidente da República : (…) XII- conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;(…)”.

De acordo com o novo decreto informado pelo general Rego Barros durante uma entrevista, passarão a ter o benefício do indulto pleno, ou seja, àqueles que terão a pena extinta, os presos que adquirirem, durante o cumprimento de pena, doenças consideradas graves, atestadas pelos médicos, e previsão é que ele seja publicado na data de hoje, segunda-feira, 11, no Diário Oficial da União (DOU).

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A SUCESSÃO MUNICIPAL EM ITABUNA E A FALSA POLARIZAÇÃO QUE SE COLOCA

*Por Davidson Brito | davidson_brito@yahoo.com.br

O processo eleitoral em 2018 mal tinha acabado quando começaram a fervilhar os rumores sobre a corrida ao Centro Administrativo Firmino Alves. Hoje, já em 2019, é possível enumerar algumas dezenas de pré-candidaturas a prefeito(a) de Itabuna, em um claro reflexo ao desgoverno que a cidade atravessa.

O número elevado de pré-candidaturas, de maneira correta, faz ecoar em todos os cantos da cidade uma certa polarização no atual cenário político do município. Para os mais afoitos essa polarização se resume no candidato do Governador Rui Costa, que também seria o do prefeito Fernando Gomes, e no grupo conformado por Mangabeira. Na modesta opinião de quem vos escreve, o perigo mora justamente quando essa falsa polarização começa a ganhar eco.

Isso porque, se analisarmos com o devido cuidado, podemos observar que não há grandes diferenças. Rui, possui nas pré-candidaturas já colocadas, a maioria membros da base de seu governo. Porém, têm ido além, já dando provas que está disposto a ampliar essa base, até mesmo com os “golpistas” e “fascistas” de plantão, em outros tempos, vistos como adversários, hoje, como possíveis aliados . Exemplos não faltam, Otto Alencar, Fernando, Angelo Coronel… e o mais recente deles, o ex-candidato ao senado, o Irmão Lázaro. Dessa forma, o projeto petista na Bahia, aponta que está disposto a flexibilizar na sua tática, mesmo que o preço disso seja atacar direitos e precarizar a vida.

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O POPULISMO PENAL DE SÉRGIO MORO

Por Roberto José*

O renomado ex-juiz federal Sergio Moro, agora Ministro de Justiça do Governo Bolsonaro, aceitou o convite para o Ministério da Justiça objetivando ter a chance de institucionalizar a “Lava Jato”, criando instrumentos permanentes de combate ao crime no Brasil, ou seja, cuja ideia mestra seria o efetivo combate à impunidade. Será? Assim, podemos de pronto afirmar que Moro não citou o que pretende fazer com o Plano Nacional de Segurança, elaborado ainda no governo de Michel Temer, com meta anual de redução de homicídios de 3,5% – O Brasil registrou, em 2017, o recorde de 63.880 homicídios – também não fez qualquer menção ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei em junho de 2018, para determinar e coordenar ações cooperativas entre as secretarias estaduais da área e as guardas municipais.

O plano de Sérgio Moro de combate e corrupção e ao crime organizado não foca nos principais problemas de Segurança Pública vivenciados no cotidiano do brasileiro: os homicídios e o tráfico de drogas, mas nos traz como pano de fundo “um populismo penal”, por não atingir o ponto nevrálgico da questão, as reformas das polícias e judiciário brasileiro, pois o fato é que chegamos ao fracasso e ao fundo do poço do atual modelo de Segurança Pública, vide os índices de violência e de descontrole, por isso precisamos de um outro modelo eficaz e eficiente de governança nessa área. Assim, como diria o Marquês de Beccaria, da Escola Clássica de Criminologia, o que freia o intento do criminoso profissional é a certeza da punição, não a intensidade da pena, nesse sentido estamos falando de questões estruturais e de governança.

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MENINOS DO FLAMENGO, MENINOS DO BRASIL

Por Daniel Thame*

Os meninos sonham na imensa noite do Rio de Janeiro, dos cabrais e marieles, das delícias e das milícias.

O sonho é sonhado junto.

Maracanã lotado, tingido de rubro e de negro.

O goleirinho sonha com a defesa impossível que consagra. Júlio César?

O zagueiro sonha com o bote perfeito que desarma o adversário. Rondinelli?

O meio campo sonha com o passe perfeito, o toque genial. Zico?

O atacante sonha com o gol que beija a rede e explode o grito:“é campeão!”. Nunes?

Eles sonham…

Driblar a pobreza, ajudar a família e, porque não?, desfrutar de carrões, mansões, aviões, celulares da moda e comer as mulheres mais gostosas do mundo…

E ai, feito um Ghiggia num Maracanã que em segundos fez da festa um velório, vem um maldito fogo e destrói vidas e sonhos, como que a mostrar que nesse país de merda em que nos transformamos, aos meninos (do Flamengo, do Brasil) nem é dado o direito de sonhar.

*Jornalista

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