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Coluna Livre

MAS, AFINAL, O QUE É ANSIEDADE

Por Mariana Benedito

Ansiedade é uma sensação presente em qualquer pessoa e tem a importante função de servir como sinal de alerta e resposta biológica a qualquer tipo de situação que a mente qualifique como perigosa, desagradável, desconfortável. É comum e altamente natural nos sentirmos ansiosos antes de uma apresentação em público, diante de um acontecimento específico ou especial, diante a possibilidade de concretização de um projeto; todos possuem ansiedade em maior ou menor grau, o diferencial que acende o alerta vermelho é quando essa sensação traz prejuízos significativos para o andamento das atividades cotidianas; enquanto que as demandas diárias não são excessivas e são mais flexíveis, podendo ser adiadas, ou por vezes até mesmo esquecidas. Para uma pessoa ansiosa, as preocupações são muito mais intensas e angustiantes, com maior duração e, muitas vezes, acompanhadas de sintomas físicos.

Uma pessoa com ansiedade considera altamente difícil controlar a preocupação decorrente de uma situação, e toda essa angústia proveniente de apreensão excessiva manifesta uma sensação de estar com os nervos à flor da pele, uma inquietação, dificuldade de concentração, sensação de branco na mente, sono insatisfatório ou irregular, irritabilidade, tensão muscular já que a intensidade, duração e frequência do pensamento temeroso é desproporcional à probabilidade real da situação antecipada, sendo aflitivo não conseguir evitar que pensamentos preocupantes interfiram na atenção e nas atividades.

A manifestação da ansiedade é, de forma bem simplista, uma resposta do nosso inconsciente para situações que consideramos traumáticas ou perigosas, e isso se relaciona muito com a nossa necessidade de resolução de problemas que, muitas vezes, nós nem mesmo conhecemos ou compreendemos; é como se a nossa mente estivesse sempre nos preparando para situações de risco ou nos pondo sempre à postos para o combate. O nosso inconsciente é a parte da mente que armazena situações de nossas vidas que não lembramos – seja porque tenham sido dolorosas, traumáticas ou difíceis de lidar, de algum modo – e é natural que, ao decorrer da vida adulta, alguns dos nossos comportamentos, pensamentos, desejos ou dores reprimidas, especialmente na fase da infância e pré-adolescência, voltem a se revelar como sintomas de ansiedade.

Então, como eu sempre afirmo e friso, a principal ferramenta de entendimento de todo esse mecanismo que a nossa mente utiliza para manifestar seus conteúdos é o autoconhecimento, a auto-observação; e uma das alternativas mais eficazes para essa busca é a psicoterapia. Se colocar disponível e disposto a fazer o caminho para dentro, o inverso do que tanto fazemos ao longo de nossas vidas buscando aceitação, adequação. Perceber o que nos move, porque agimos de determinada forma, o que nos condiciona, que teia nossa mente utilizou para se constituir nos auxilia a montar esse quebra-cabeças tão fascinante que é a mente humana, com toda sua singularidade e complexidade.

Somos todos iguais e profundamente diferentes.

Psicanalista em formação; MBA Executivo em Negócios; Pós-Graduada em Administração Mercadológica; Consultora de Projetos da AM3–Consultoria e Assessoria.

E-mail: mari.benedito@outlook.com

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FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO!

Por Mariana Benedito*

Egoísmo nada mais é do que a atitude de colocar interesses, opiniões, desejos, necessidades pessoais em primeiro lugar em detrimento e a despeito das demais pessoas com que se relaciona e convive; é querer tudo para si sem pensar no desconforto e no mal-estar que se pode causar ao outro. O egoísta é aquele que necessita receber mais do que tem capacidade para dar e, segundo o renomadíssimo psiquiatra e psicoterapeuta paulista Flávio Gikovate, o egoísmo deriva da imaturidade emocional caracterizada pelo não desenvolvimento do sentimento de individualidade. Trocando em miúdos: o egoísta precisa do convívio social, da vida em grupo, mantendo uma postura extrovertida, carismática, simpática; não porque goste de estar com as pessoas, mas sim porque precisa delas para extrair os benefícios e aquilo de que necessita.

Mas, observando esta mesma construção social, percebe-se que o egoísmo é – muitas vezes – um instinto de sobrevivência. O ser humano nasce com a natureza animal de sobrevivência e vai adquirindo o senso de humanidade com base na convivência e influência do meio ao longo de sua construção psicológica, moral e educacional. No início da vida, o que o indivíduo busca é aniquilar seu medo de sucumbir, de morrer; por isso um bebê quando nasce, se agarra ao seio da mãe – às vezes machucando-o – pela simples necessidade de sobreviver; até mesmo porque ainda não possui o entendimento e noção do outro. E é justamente aí que reside o limiar do egoísmo, quando se compreende a existência do outro.

Defender pontos de vista, desejos, interesses, o que é bom para si não significa anular, subjugar, prejudicar o outro. Vivemos em sociedade e fazemos os mais diversos tipos de “contratos sociais”: amizade, trabalho, família, relacionamento afetivo. São duas partes que estabelecem seus limites, entendimentos, concessões que precisam ser respeitados e valorizados. Entender o espaço do outro. Pensar em seu bem-estar, saúde física, emocional e psíquica é extremamente fundamental para viver de forma estável e equilibrada; só que isso não tem nada a ver com prejudicar quem convive conosco. Seja o prejuízo de qualquer ordem ou natureza.

Farinha pouca, meu pirão primeiro! Precisa mesmo ser assim?

Mariana Benedito – Psicanalista em formação; MBA Executivo em Negócios; Pós-Graduada em Administração Mercadológica; Consultora de Projetos da AM3–Consultoria e Assessoria. E-mail: mari.benedito@outlook.com

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JAIRO ARAÚJO: “SOU PRÉ-CANDIDATO DAS NOVAS IDEIAS”

Lançando sua pré-candidatura a deputado estadual neste domingo (15), o vereador Jairo Araújo (PCdoB) faz uma análise da experiência legislativa adquirida em dois mandatos, da gestão do prefeito Fernando Gomes e de seus projetos para o desenvolvimento da região.

Jairo Araújo – Estamos no segundo mandato de vereador em Itabuna, cumprido o que os eleitores nos delegaram. Temos compromisso com a luta da classe trabalhadora e com a nossa cidade, nosso povo. Fiscalizamos o poder executivo no sentido de garantir que o orçamento do município seja aplicado na infraestrutura da cidade. Também temos pautado na Câmara um grande debate acerca de temas nacionais que impactam a vida de toda a população, como a reforma da previdência, a questão do desemprego, a reforma trabalhista. Dessa forma, temos feito um mandato mais próximo do nosso povo, seja nos bairros, nas portas das fábricas, seja no comércio.

Como você avalia a gestão do atual prefeito?

Jairo – Faço uma oposição responsável, ciente de que precisamos contribuir para o desenvolvimento de nossa cidade. Contudo, ao assumir, Fernando Gomes cometeu equívocos que a população paga hoje um preço alto. Um dos maiores erros do governo foi não ter feito uma avaliação da crise econômica e da recessão que o país atravessa, com consequências para a arrecadação municipal. Logo no início de sua gestão, o governo enviou para a Câmara uma reforma administrativa que onerou os cofres públicos, criando diversos cargos com salários de 5 a 11 mil reais. Como se não bastasse, o governo tratou logo de fechar grandes contratos, com valores acima do razoável. Como por exemplo, o contrato da coleta de lixo, que supera os 2 milhões de reais; contrato de fornecimento de gasolina, que chega a quase 2 milhões de reais; contratos com diversas consultorias; realização de eventos sem levar em consideração a capacidade do município de bancar estas atividades. A ausência de um planejamento aumentou a crise em nossa cidade. O governo entra no seu segundo ano de gestão já com os salários atrasados dos servidores públicos. Se um governo, praticamente no seu início, não tem condições de pagar salários em dia, a tendência é que essa falta de rumo comprometa parte importante da prestação de serviços básicos para a população. E hoje nós já assistimos isso. Uma cidade do porte de Itabuna não terá futuro se continuar sendo governada por uma gestão que não tem sequer uma direção política…

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NÃO, NÃO É EGOÍSMO!

Por Mariana Benedito*

Amor próprio. Substantivo masculino. Sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada um tem por si. Assim diz o Dicionário Aurélio. Eu, particularmente, acrescentaria a compaixão e acolhimento com os nossos próprios defeitos, falhas, faltas, lacunas, dores, medos; e, mais além, a capacidade de dizer não àquilo que vai contra – ou de encontro – ao que acreditamos, à nossa verdade, ao nosso equilíbrio.

Uma das maiores questões que rondam os dilemas psíquicos é justamente a dificuldade que muitas pessoas encontram em defender seus pontos de vista, desejos, interesses, o que lhe é bom e saudável em detrimento do que o outro espera como seu comportamento. Com isso, vamos nos anulando, diminuindo, perdendo o brilho. E isso se dá, em grande parcela, devido ao fato de já termos, intrínseca e inconscientemente, uma ideia ilusória de que não somos suficientes, capazes, bons, talentosos, merecedores.

Existe uma gama de pensamentos negativos que alimentam e influenciam a sensação de não pertencimento, acolhimento, valorização. Mas o que precisamos observar é que o ponto em comem entre todas essas sensações está na importância que damos à opinião do outro. O que os demais pensam, dizem ou sentem sobre nós e que nos causa incerteza, a consequente insegurança que nos mantém ficar em estado de alerta e na defensiva: ora esperando que o pior aconteça, ora nos moldando e pisando em ovos para não “desagradar”; a comparação excessiva da nossa complexa realidade com a realidade superficial do outro, o que faz com que nos sintamos insatisfeitos, infelizes, com sentimentos de inadequação e, consequentemente, com baixa estima; debilitando e enfraquecendo cada vez mais o sentimento de amor próprio.

Só que chega um momento de nossas vidas em que esse enquadramento, a comparação, a submissão, se diminuir para caber no espaço do outro – ou que foi delimitado pelo outro – começa a ficar apertado, a incomodar, não nos cabe mais ali. É fundamental percebermos que é importante para nossa saúde física, emocional e psíquica tomarmos em nossas mãos as rédeas de nossas vidas. Ter amor próprio não significa ser inconsequente, passar por cima de tudo e de todos. Ter amor próprio é ter consciência de que é preciso saber o que é melhor para cada um de nós; é poder dizer não quando algo nos viola, violenta, deturpa.

Amor próprio é se colocar em primeiro lugar. Não! Isso não é egoísmo. Egoísmo é outra coisa.
Quem sabe seja tema de um próximo texto…

*Psicanalista em formação; MBA Executivo em Negócios; Pós-Graduada em Administração Mercadológica; Consultora de Projetos da AM3–Consultoria e Assessoria.
E-mail: mari.benedito@outlook.com

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SOMOS TODOS REAIS

Por Mariana Benedito*

As Redes Sociais são – hoje – as maiores ferramentas de propagação e ostentação de felicidade. É um movimento de massa mostrar-se sempre bem, mostrar as conquistas, a diversão, a superação. Com isso, as derrotas, frustrações, decepções, dores ficam na coxia; raramente sobem aos palcos. Esse padrão de comportamento desperta não somente a cobrança excessiva pelo se mostrar bem – quando muitas vezes esse não é o sentimento verdadeiro – como também a falsa ideia de que errar é o pior de todos os males.
Cometer erros é básico em qualquer processo. Só é possível acertar cometendo falhas. Tentativa e erro. Aprendizado, tentativa, acerto. Toda e qualquer pessoa comete erros, não é algo que denigre, diminui, inferioriza; muito pelo contrário. Revelar-se verdadeiramente é o maior sinal de força; mostrar-se faltoso, errante, com dias não tão bons, com derrotas, com decepções, com tristeza é sinônimo de humanidade. A grande questão é que ninguém posta os erros. Ninguém posta suas dores. Daí vem a sensação de que o gramado do outro é sempre mais verde, pelo simples fato de só vermos do outro as conquistas, e acaba-se comparando uma visão parcial de um todo de outra pessoa com o todo nosso. Esse, sim, repleto de erros e acertos. Até mesmo o “erro e acerto” são bastante relevantes. O que é sinônimo de sucesso, felicidade pra um, não é necessariamente o mesmo para outro. Mas, possui-se, já enraizada na psique, a ilusão de que o outro é sempre mais bem sucedido, mais sortudo, mais capaz justamente porque não vemos suas tentativas, processos, caminhada. Vemos somente os resultados finais. E que, muitas vezes, não condizem com a realidade emocional, psicológica daquele sujeito. Porque voltamos ao círculo vicioso: é importante mostra-se bem, perfeito, feliz.

Entretanto, no meio de toda essa cobrança por padrões de beleza, de comportamento, de opinião, de sociabilidade difundidos nas Redes Sociais, um novo movimento vem surgindo. Movimento pelo real. Mulheres mostrando-se reais, com seus corpos reais, em situações reais. Pessoas mostrando suas fraquezas, dores, angústias reais. Homens falando abertamente a cobrança que lhes é feita pela postura do macho alfa. Inúmeras pessoas falando sobre distúrbios alimentares, crises de ansiedade, depressão. Reais. Vividos. Sentidos. Muitos indivíduos mostrando suas inseguranças, suas dúvidas, seus erros, seus processos de autoconhecimento, de aprendizado. Seus encontros com suas sombras, seus defeitos.
A única necessidade é de ser real. Ser real é existencial, disse o mestre espiritual indiano Osho. E nós somos todos reais.

Mostremo-nos, pois!

*Psicanalista em formação; MBA Executivo em Negócios; Pós-
Graduada em Administração Mercadológica; Consultora de Projetos da AM3–Consultoria
e Assessoria. E-mail:mari.benedito@outlook.com

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MOBILIDADE URBANA EM ITABUNA: ACIDENTES QUE PODERIAM E PODEM SER EVITADOS

Por Roberto José*

Quero iniciar este breve artigo sobre mobilidade urbana enfatizando dois pontos críticos da “metrópole Itabuna”, abordando de forma mais clara possível, sem perder o rigor acadêmico das expressões e conceitos basilares da geografia urbana e da engenharia de tráfego. Assim, vamos abordar dois pontos críticos de acidentes em Itabuna, vislumbrando os conceitos básicos de fixo e fluxo, pois os empreendimentos sãos os fixos (lojas, universidades, shopping centers, igrejas, supermercados, atacadões, condomínios, etc), estabelecem o fluxo para a área onde foram construídos, de forma, que o transito e sua engenharia devem ser repensados, visando dar fluidez e evitar acidentes, pois em minha concepção a secretaria municipal responsável pela mobilidade urbana deve ser ouvida e autorizar ou não a instalação de novos empreendimentos.

Assim, vejamos o primeiro ponto crítico deste artigo, que está localizado na Rodovia Itabuna – Ilhéus (Rodovia BR 415), área dos atacadões Atakadão, Macro, Condomínio Cidadele Residencial, Condomínio Cidadele Trade, Clube Cidadele, MAXXI ITABUNA, condomínio Jardim das Hortênsias, restaurantes e churrascarias, dentre outros empreendimentos. Na região tem se evidenciado um grande fluxo rodoviário, que praticamente transforma a  rodovia BA-415 em uma avenida de serviços. Elas se complementam, pois se Ilhéus tem o litoral e aeroporto, Itabuna possui grandes hospitais, shopping center, faculdades, comércio diversificado, atraindo grande fluxo diariamente.

Assim, é preciso uma obra de engenharia de trânsito naquele entroncamento, para dar mais fluidez e evitar que mais acidentes aconteçam, pois a perspectiva é de aumento do fluxo diário, com a consolidação dos empreendimentos que vem sendo instalados na região…

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AS MULHERES DE ITABUNA RESISTEM: 8 DE MARÇO É PELOS NOSSOS CORPOS, NOSSA VIDA

“Se um dia as mulheres abaixassem os braços, o céu cairia”, esse é um provérbio africano, de fato, muito sábio. É uma pena não sabermos qual sua exata origem, o que seria de se admirar numa sociedade que faz questão de tratar, ainda no século XXI, a África como um país e as mulheres trabalhadoras como serviçais.

Itabuna é uma cidade muito cruel com as mulheres: sofremos com a violência constante de um transporte público que não atende as mínimas necessidades, com um saneamento básico que não atende 86% da população, com a falta de creches públicas e com os altos índices de violência doméstica que não conseguem ser combatidos apenas por um CRAM – Centro de Referência de Atendimento a Mulher –, uma única DEAM – Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher – (que fica num bairro “nobre”, num local isolado e perigoso e não funciona nos finais de semana e feriados) e um Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres que está desativado.

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O PROBLEMA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO É CRÔNICO

Por Cabo Neto

Começou com o descaso dos governadores que administraram o Estado ao final da década de 80 até a atualidade.

Não investiram, não planejaram a cidade fluminense e a periferia foi crescendo de forma desordenada, desenfreada e excluída.

Outro fator, atribuíram a Polícia Militar a competência quase que exclusiva de “cuidar” de uma enorme área do município sem atrelar a segurança pública, a inclusão a saúde e educação de qualidade.

Criaram uma política de enfrentamento com fuzis que ao longo do tempo, veio perdendo terreno, pois o crime organizado se tornou mais organizado ainda.

Financiamento de campanha política virou questão de sobrevivência e de defesa territorial das facções que atuam nos morros cariocas.

A corrupção está entranhada no mais alto escalão do Estado.

Governador sendo investigado, ex- governadores sendo presos, servidores públicos presos, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado presos e o conselho dissolvido.

Servidores e pensionistas sem perspectivas de salários em suas contas ao final do mês.

Fornecedores paralisando seus serviços, atribuindo a carga financeira por não receber os seus dividendos.

Caos moral, social, administrativo e financeiro reflete o que acontece atualmente no Rio de Janeiro.

Que a intervenção é necessária, isso não se discute, o que levanto como debate em vários locais, seja na rede social ou fora dela é que somente o confronto bélico não trará a Paz tão almejada.

Será um paliativo, com tempo de duração. Os criminosos se reorganizarão e retornarão a atuar.

Para uma forte, emergente atuação, será necessário uma amplitude nessa intervenção federal atingindo todas as esferas administrativas do governo.

A violência é financiada pela corrupção e disputa de poder político.

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O CONTRADITÓRIO DO PREFEITO DE CANAVIEIRAS

Por Aleandro Souza

Canavieiras, no sul da Bahia teve em 2016 uma das eleições mais disputadas da região. O contraditório dava-se inicio quando o medico Dr. Almeida (PPS) venceu as eleições com 36,87% dos votos. Uma surpresa, porque todos acreditavam na reeleição do prefeito Almir Melo.

O governo de Almeida começou marcado pelo rompimento com o seu vice prefeito Medradinho e seu grupo. Outro contraditório, pois a sua vitoria seria impossível sem o apoio deste grupo. Junto a isso a fumaça da justiça eleitoral começava a pairar. As contas de campanha do prefeito eleito foram reprovadas e com isso duas ações eleitorais se concretizaram contra ele. Almeida então desconsiderou as ações e não as levou a sério. Contradizendo a nova realidade do país que agora condenava até mesmo um ex-presidente.

Os primeiros meses a população reclamava pela inoperância administrativa quando nem mesmo a coleta de lixo estava sendo realizada de forma efetiva.
Contradizendo o que falava em palanque o governo começou a investir em festas populares e atrelado a isso começou um volumoso investimento em divulgação, supervalorizando ações de obrigação básica de qualquer governo municipal.
A busca eufórica por popularidade pareceu por hora que ele estava conquistando plenamente.

Sentindo-se um super-homem como postou em suas redes sociais, tomou gosto pelo mundo político e começou a fazer alianças em todas as direções. Recebeu o governador Rui Costa (PT), mas também recebeu representantes de ACM Neto e de Paulo Souto,, do DEM e prometeu a ambos lealdade.

Com as orientações do seu partido, PPS, que é da base de ACM Neto, constituiu em seus processos o advogado Dr. Michel Soares Reis, irmão do vice-prefeito de Salvador Bruno Reis (PMDB). Reafirmando assim o compromisso com o grupo de Neto.

Seguindo o seu plano, recebeu dias depois, em palanque na festa do padroeiro, Rui Costa quando jurou lealdade ao governador citando que iria apoiar os deputados da base como Paulo Magalhães, Ângela Sousa, Nelson Pelegrino.

Nesta miscelânea do contraditório o prefeito pode ver seu império ruir em pouco mais de um ano de governo, quando neste próximo dia 29 as duas ações movidas contra ele vão ser julgadas em segunda instância n o TRE em Salvador.
Detalhe, que os tempos são outros e contradizendo, até Lula caiu.

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A MORTE EM VIDA NOS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS MILITARES

Por Mônica Rebouças*

O processo disciplinar na Polícia Militar baiana em todas suas categorias – apuração sumária, sindicância, processo disciplinar sumário e o tão temido processo administrativo disciplinar – tem obedecido preceitos importantes e se percebe atualmente uma preocupação bastante evidente a respeito do exercício do princípio do contraditório e da ampla defesa, outrora tão amplamente burlado, mesmo sendo constitucional.

Tal observância tem se dado por conta do farto acesso aos cursos de Bacharel em Direito por parte dos policiais militares baianos, em especial os Oficiais da Polícia Militar que compõe a Corregedoria Geral da Polícia Militar do Estado da Bahia, os quais verificando a tamanha falha se direcionam, são orientados e orientam para tal fim, não deixando mais de promover o contraditório.

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VIOLÊNCIA CONTRA A VIDA NO BRASIL: EQUIVALE A UMA BOMBA ATÔMICA POR ANO

Por Roberto José*

Foi divulgado no dia 30/10/2017, pelo FBSP – Fórum Brasileiro de Segurança Pública dados alarmantes sobre a violência contra a vida no Brasil, denominados CLIVI – Crimes Letais Intencionais Contra a Vida, que correspondem à soma das vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais, e mortes de policiais (letalidade) em serviço e fora de serviço, esta ultima houve um crescimento de 17,5% no Brasil.

As estatísticas são do 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública e confirmam 61.619 mortes violentas, são relativas ao ano de 2016, o que equivalem, em números, às mortes provocadas pela explosão da BOMBA ATÔMICA que dizimou a cidade de Nagasaki, no Japão, em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, o Brasil registra o maior número de assassinatos da história em 2016, são 7 (sete) pessoas mortas por hora no país.

Fonte: 11º Anuário da Violência, 2017. FBSP – Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Conforme se pode verificar na figura abaixo, o Estado de Sergipe registrou a maior registrou a maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes: 64, seguido de Rio Grande do Norte, com 56,9, e Alagoas, com 55,9, porém quando falamos de mortes em números absolutos a Bahia lidera o cenário no Brasil, mas em segundo e terceiros lugares, respectivamente, aparecem os estados do Rio de Janeiro (que em 2016 somou 6.262 mortes) e São Paulo (4.925). De 2015 para 2016, ainda conforme o levantamento do FBSP, a variação da taxa de mortes violentas na Bahia aumentou 12,8%…

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UM NOVO TEMPO PARA O SUL DA BAHIA

Por Josias Gomes*

Durante décadas, o Sul da Bahia, tendo Ilhéus e Itabuna como as duas maiores cidades, foi uma espécie de locomotiva do Estado, com a lavoura do cacau gerando receitas suficientes para impulsionar o desenvolvimento de outras regiões, chegando a representar 60% do PIB baiano.

Sucessivas crises, que culminaram no final da década de 80 e início dos anos 90 com a chegada e expansão da vassoura de bruxa, que em seu período mais crítico dizimou cerca de 80% da lavoura, fizeram com que a região mergulhasse numa profunda crise, com a explosão do desemprego e queda acentuada em todos os índices socioeconômicos. Itabuna e Ilhéus, as duas maiores cidades.

Durante quase duas décadas, justamente no momento em que a região mais precisou de apoio para se reerguer, governantes insensíveis e sem compromisso com o Sul da Bahia, se mostraram omissos, agravando ainda mais a situação e afetando milhões de pessoas. Práticas equivocadas de renovação da lavoura, por exemplo, levaram produtores a um endividamento brutal, tornando-os incapazes de investir na retomada da produção.

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AS BRAVATAS E CONVICÇÕES DE MANGABEIRA

Enquanto o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, parece sinalizar que acabará a sua vida pública com os pés no futuro, o médico e ex-candidato a prefeito Antônio Mangabeira (PDT) parece iniciá-la com a cabeça no passado. Pela forma atabalhoada que se posiciona nesse pouco mais de um ano, parece sofrer da síndrome do narcisismo.

A nova política pregada por Mangabeira na última eleição não durou muito tempo. Assim que conseguiu conquistar prestígio através dos votos, que ele acha que são todos dele, conquistados na última eleição, passou a seguir suas alianças com a nova versão carlista, vai de Félix Júnior (PDT) e ACM Neto (DEM). Chupa essa manga!

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A INTOLERÂNCIA NOS DETALHES

Por Rosivaldo Pinheiro

A intolerância é um sentimento visto, percebido e praticado por todos nós cotidianamente. A última eleição presidencial deixou ainda mais exposta essa capacidade humana. A intolerância foi flagrada nos discursos, entrevistas e debates dos candidatos, que, apresentados em áudio e vídeo e sem edição, ganharam as ruas e viralizaram na internet.

A praticamos de forma consciente ou inconsciente, quase sempre de forma cordial ou hospitaleira. Uma espécie de bom humor, mas que traz na sua gênese uma carga de ódio que vem da essência: ódio de classe, discriminação racial, religiosa e outras formas que apontam a mesma caracterização desse comportamento. Uma marca negativa que acabou dividindo o país entre os supostos “sul rico” e o “norte e nordeste pobres”.

A intolerância é um conjunto de sentimentos e manifestações de luzes e sombras, vai do simbólico ao diabólico, conforme descreve Leonardo Boff. É raiz que sustenta a violência gerando frutos que impõem medo em escala mundial. Sua prática reduz a realidade ao assumir apenas a existência de um polo e negar o outro. É um processo de coação manifestado pela imposição do pensamento único.

Os estudiosos apontam os sentimentos separatistas e ultranacionalistas como portas abertas ao fundamentalismo, estágio máximo da intolerância, onde um determinado grupo assume o controle das ações de estado fazendo valer seus dogmas (pensamentos), eliminando todos os grupos ou indivíduos que se oponham ou não busquem praticar suas teorias. O fundamentalismo é uma junção entre Leis, princípios e governo com o propósito de colocar em prática as verdades defendidas por aqueles que ascendem ao comando.

O mundo convive na atualidade com as migrações de mais de 65 milhões de pessoas que tiveram que largar suas histórias de vida, abandonar seus países e partirem numa aventura sem nem sempre conseguirem abrigo em pátrias estranhas, em função da intolerância manifestada pelos fundamentalistas.

Para evitarmos essa degradação do espirito fraternal que deve nos acompanhar em comunidade, devemos nos esforçar em praticar a tolerância ativa, respeitando as diferenças, buscar ver o outro como indivíduo detentor de visões de mundo próprias. Entender a coexistência e os valores inerentes a ela, como parte relevante da formação de cada indivíduo. Esse deve ser o caminho universal para o exercício da vida em sociedade.

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BOCÃO X TRANSALVADOR: A FATURA SEMPRE VEM

Por Malu Fontes*

Bocão vs Transalvador:

Alguns pontos:
Acho muito errado agentes da Transalvador, como quaisquer outros agentes públicos, gravarem propositadamente, e com a intenção de jogar na rede, a imagem de quem quer que seja.

Mas..
1 – … Zé Eduardo, e não só ele, mas vááários programas, de váááárias emissoras, locais e nacionais, nunca viram nada demais em exibir – e com isso obter muita audiência e consequentemente ganhar muito dinheiro – imagens de pessoas, sejam famosas ou anônimas, em situações absurdamente constrangedoras. Repito: tanto Zé Eduardo quanto outros programas e outros apresentadores passaram a vida e fizeram carreira e fortunas exibindo a imagem de pessoas sem o seu (delas) consentimento e sem questionar se essas pessoas têm/tinham ou não têm/tinham direito à privacidade e à própria imagem.

2 – Esse formato de atração televisiva SEMPRE explorou imagens de gente que teve sua imagem, gravada à revelia, na porta ou dentro de delegacias ou em outros estabelecimentos públicos, portanto imagens sendo gravadas por agentes públicos ou com autorização destes. Assim, não nos esqueçamos do ônzimo mandamento, fruto dos tempos Pós-Joesley: quem com áudio fere, com ele é ferido/quem com vídeo fere/com ele é ferido. Os delegados, os agentes policiais sempre autorizaram a filmagem de pessoas que estão sob a abordagem policial ou sob a custódia do estado.

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