Câmara Itabuna
Forró rico liso
Buerarema
URUÇUCA
Forró sossego
Encanthé
Ubaitaba Inst novo
Vidro Tech

CONSTRUA O SEU IKIGAI

Por Natália Lima*

E se conseguíssemos ser felizes sem máscaras de carnaval? E se você pudesse invocar o gênio da lâmpada agora, quais pedidos gostaria que fossem realizados por ele? E se pudesse voar no tapete do Aladim? O seu destino valeria a pena? Nossa, são muitos os questionamentos que norteiam o simples inicio monossilábico deste parágrafo: e se?

Nos filmes e contos infantis cheios de gênios, lâmpadas mágicas e carruagens, a vida se torna mais fácil mesmo diante dos problemas que as princesas e os príncipes encantados costumam enfrentar. É só esfregar a lâmpada que a mágica acontece. E a adorável fada madrinha da Cinderela? Quem nunca sonhou em ter uma por perto naqueles piores momentos das nossas vidas? Mas e se não dependêssemos de toda essa magia para sermos felizes? E se você fosse o realizador dos seus próprios sonhos?

Pense comigo: quando você alcança a nota máxima na prova que passou noites em claro estudando e fazendo resumos ou quando conquista o tão sonhado carro zero, porque trabalhou e deu o seu melhor na função que desempenhava na empresa, tudo se torna incrível porque você se dedicou em torna-los realidade. Aquilo que fazemos é resultado do nosso desejo e de busca interior de transformação, portanto não depender da sorte e, muito menos de esperar o príncipe encantado no cavalo branco bater na sua porta, é fundamental para uma vida com mais significado e satisfação pessoal. Tenho certeza que no mundo real você poderá realizar muito mais do que três desejos e ser capaz de verificar se a maçã oferecida por um desconhecido tem ou não algo de errado.
Segundo os japoneses devemos encontrar nosso ikigai, termo usado para expressar nossa razão de viver. Ter um ikigai é a mesma coisa que definir a rota da sua vida, a justificativa para a existência e a chave da longevidade. Será que os japoneses possuem um tesouro escondido a sete chaves? O que faz do povo da ilha japonesa de população centenária, Okinawa, ser mais ágil que muitos jovens do século XXI nada mais é do que a maturidade de viver. Viver respeitando o próximo, estendendo a mão para o amigo, colocando um sorriso no rosto de quem precisa e amando sua vida como ela se apresenta, sem impor e exigir nada em troca.

No carnaval o mais fraco dos indivíduos pode se fantasiar de rei ou de empresário, por exemplo. Mas e se ele não precisasse se fantasiar para ser notado e reconhecido? Se todos nós pulássemos carnaval com o nosso ikigai aceso em nossa mente, talvez não acontecesse tanta frustração e vazio após voltar à realidade na quarta-feira de cinzas.

*Estudante de Jornalismo e Apresentadora de Tv

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.