CRIME AMBIENTAL EM IPIAÚ REVOLTA SUL DA BAHIA

Cresce a cada momento a indignação das pessoas e instituições ambientalistas ao tomar conhecimento do crime ambiental praticado nas fazendas Santa Cecília, Baixa Funda e Boa Vista, entre os municípios de Barra do Rocha e Ipiaú, nas quais foram flagradas e documentadas por equipe da Polícia Rodoviária Estadual e do INEMA, chefiada pelo técnico Jonilson Souza Silva, cenas de desmatamento com derrubada de árvores centenárias de espécies que estão sob forte pressão antrópica e ameaçadas de extinção, tais como o Jequitibá Rosa, Vinhático, Sucupira e Pau D’Arco, todas elas madeiras de lei.

Segundo os moradores das fazendas vizinhas, o desmatamento vem sendo praticado na área há cerca de dois anos com a derrubada e aparelhamento da madeira durante o dia e comercialização das árvores feita durante a madrugada, sob a responsabilidade do agricultor Dilvânio Costa de Oliveira, proprietário das três fazendas.

De acordo com ambientalistas, é inadmissível que após tanto esforço de militantes em todo o mundo para conscientizar as pessoas, aprovar leis, reforçar instituições para evitar fatos como estes, ainda tenham sistemas de exploração ilegal de madeiras devastando áreas de madeiras nobres, com mais de 400 anos de existência.

Os militantes afirmam que a natureza não merece este desrespeito, que ameaça a própria existência do ser humano na terra. Os ambientalistas dizem que é preciso investigação séria acerca de todo o esquema desde a derrubada da mata até os agentes de comercialização e efetiva punição exemplar para evitar que crimes ambientais como estes continuem a ocorrer!

Alguns líderes de instituições ambientalistas defendem a organização de um ato público e a preparação de um protesto conjunto para alertar as autoridades para maior rigor na fiscalização, estímulo à denúncia de casos de desmatamento ilegal, punição de responsáveis e maior conscientização de produtores rurais sobre a responsabilidade de conduzir suas propriedades respeitando as leis ambientais.

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