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O QUE ESPERAR DE UMA CIDADE ONDE NÃO SE INVESTE EM CULTURA?

Por Gabriel Guedes *

Atualmente em nosso município, voltamos a viver a era do caos para os jovens entre 13 e 26 anos, o crime dominou, como de costume, nossas vidas. Para facilitar o lado da juventude, em tom irônico, o Poder Público municipal não quer entender que cultura, lazer e esporte são a saída imediata para esse problema.

Itabuna é, mais uma vez, destaque nacional entre as cidades mais violentas para se criar um jovem desta idade, ora, com tantos bares na cidade, poderíamos esperar o que mesmo?? Qual a opção para um jovem num sábado a noite, a não ser o tão famigerado bar do memel?? Ficam as indagações e, infelizmente, nos resta acompanhar as mortes, quase diárias, de jovens.

Mas onde erramos para chegar nesse ponto? Faço aqui uma menção ao ex-Presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania – FICC, Roberto José, que em seu mandato nos mostrou como resolver essas questões com ações simples, porém objetivas. Lembro-me da Casa das Artes, um projeto simples mas que tinha efeitos positivos em quase toda a cidade, recebendo jovens das mais diversas idades e condições sociais. Não é bajulando o ex-Presidente, mas Itabuna está carente de pessoas técnicas como ele.

Resguardados pela lei 12.852/2013 – Estatuto da Juventude – garante formas de exercer as políticas públicas, o que já é uma dica para a pessoa não técnica, restando assim ao gestor uma leitura do mesmo. Mas, como já é sabido, nossa atual gestão mal compreende o que está fazendo, quanto mais esperar de iniciativa pública atividades voltadas à juventude.

O que resta é contar com a Juventude, infelizmente cabe a nós, jovens, estimular o entendimento político, não partidário, aos nossos pares. Ora, em uma cidade onde não há um cinema, um centro de cultura, um espaço adequado para a prática de manifestações culturais, não me refiro a protestos, e principalmente, um município onde o desemprego é algo predominante perante a classe juvenil, não tem outra alternativa a não ser bares e pontos de promiscuidade. Infelizmente nossa juventude está entregue ao caos e recebendo um “carimbo” de fracasso para o futuro. Enquanto não haver pessoas conhecedoras do assunto assumindo cargos para tal, vamos conviver com essa dura realidade.

*Estudante de Direito

1 comentário
  1. Paul Simon Diz

    “Como um barco perde o rumo, como uma arvore no outono perde a cor”

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