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Cultura

BUERAREMA SEDIOU XII ENCONTRO CULTURAL DE CAPOEIRA

A MA Produções realizou nos últimos dias 09 e 10, o XII Encontro Cultural de Capoeira Raízes de Macuco. O evento ocorreu no município de Buerarema, e contou com participação de grandes mestres de capoeira e grupos de vários municípios baianos, e também dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

A ação objetiva a promoção do intercâmbio esportivo e cultural, possibilitando a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes. As rodas de capoeira aconteceram na Praça Domingos Cabral e na Casa de Cultura Jonas & Pilar.

Patrocinado pela Bahiatursa, com apoio do Instituto Macuco Jequitibá e Prefeitura de Buerarema, o encontro foi considerado pelos organizadores um grande sucesso, que além dos praticantes de capoeira locais e visitantes, contou com presença e receptividade da comunidade em geral.

ITABUNA: SEM APOIO, GRUPO DE CAPOEIRA FAZ PEDÁGIO EM SEMÁFOROS PARA EVENTO

Reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural imaterial da humanidade, a Capoeira, difundida em mais de 160 países, e no Brasil, teve origem na Bahia. Proibida no país de 1890 a 1937, no final dos anos 30, foi reconhecida pelo presidente Getúlio Vargas como esporte nacional.

Mas, em Itabuna, ao que parece, a capoeira perdeu a valorização e apoio que conquistou nos últimos anos. O grupo Internacional Topázio, por exemplo, é um dos  mais tradicionais do município, apesar dos 25 anos dedicados a capoeira, não conseguiu apoio do poder público para realização do 22 batizado do grupo. “Estivemos na FICC com três meses de antecedência, mas nada.”, disse indignado o professor Zeca, um dos líderes do grupo.

Para realização do evento, que será dia 2 de dezembro no Grapiúna Tênis Clube, membros do grupo estão fazendo “pedágios” em semáforos de Itabuna, para angariar recursos. Além do professor Zeca, o batizado terá a presença dos mestres Dinho, Thito e Rhudson. Cerca de 80 pessoas, entre crianças e adolescentes estão envolvidos no projeto.

PAWLO CIDADE SERÁ O SECRETÁRIO DE CULTURA DE ILHÉUS

Após dez meses de gestão, o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD), designou o escritor e dramaturgo Pawlo Cidade para o comando da pasta de Cultura do município. Pawlo Cidade apresentou um planejamento estratégico para as ações a serem desenvolvidas nos próximos anos e ouviu sugestões e orientações do prefeito sobre os trabalhos da secretaria.

Pawlo Cidade é pedagogo e especialista em gestão cultural. Como escritor é autor de 15 obras publicadas, como O Santo de Mármore, A Casa de Santinha, O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim, entre outros. Sua produção literária o conduziu à Academia de Letras de Ilhéus, na qual ocupa a cadeira 13 cujo patrono e ex ocupante é ninguém menos do que o seu fundador, Jorge Amado. A mesma cadeira foi ocupada pela escritora Zélia Gattai, esposa de Jorge. Outras publicações de sua autoria abordam, exclusivamente, o tema “Cultura”. A cartilha “Como Transformar a Cultura Em Um Bom Negócio” apresenta um roteiro com 17 questões que orientam sobre gestão, produção e fazer cultural, para auxiliar o setor a transformar ideias em renda, através da organização e profissionalização dos agentes culturais.

Cidade tem como uma das metas atualizar e finalizar o inventário do patrimônio material e imaterial da Cultura de Ilhéus. “Para planejar é preciso conhecer”, reflete, ao discorrer sobre a necessidade desse cadastramento como base para um trabalho eficiente que contemple amplamente os segmentos culturais locais. A partir daí, pretende trabalhar com várias linhas de ações que envolvem desde inclusão cultural, preservação da memória, passando por empreendedorismo e fomento. “O papel do órgão que conduz as políticas culturais deve ser o de fomentador, deixando a produção por conta da classe artística”, explica.

A indicação de Pawlo Cidade vem repercutindo positivamente no meio cultural e a sua nomeação deve acontecer tão logo a reforma administrativa esteja regulamentada, nos próximos dias.

O PRESTÍGIO DE ROSEMBERG PINTO

Não é novidade o prestígio do deputado Rosemberg Pinto (PT) junto ao governo estadual e mais ainda com o governador Rui Costa (PT). O político anda com a bola toda. De acordo com a Coluna Satélite, a saída da produtora Fernanda Tourinho da direção da Funceb revelou o aumento da influência do deputado sobre  o comando da Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

A substituta de Fernanda, Renata Dias, integrou a equipe de confiança de Rosemberg quando ele chefiava a Gerência de Comunicação da Petrobras no Nordeste, de 2003 a 2008. Renata é também casada com o ator Jorge Washington,  do Bando de Teatro Olodum, com quem o petista tem forte ligação, embora seja reconhecida entre os produtores culturais como uma profissional qualificada para o cargo.

Ainda segundo a Satélite, o presidente da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, só escapou da dança de cadeiras na cúpula da Secult após a senadora Lídice da Mata (PSB) exigir a permanência do ex-coordenador de sua campanha ao governo do estado em 2014. No entanto,  cresce a pressão de lideranças do PT pela Diretoria Artística do Teatro Castro Alves, ocupada por Rose Lima. O cargo é alvo de cobiça por controlar a pauta de eventos em todos os espaços do Complexo TCA, que inclui a Concha Acústica.

“NÃO TENHO APEGO A CARGOS”, DIZ PRESIDENTE DA FICC

O Presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, Daniel Leão, reconheceu que a instituição está em atraso com o pagamento de alguns artistas que tocaram no “São Pedro do Povo”, em julho e alguns fornecedores. Em conversa com o Blog Ipolítica, Leão garantiu que nas próximos dias todos os débitos serão sanados. “Alguns contratempos e repasses que atrasaram, mas que em breve tudo será resolvido”, afirmou.

Daniel Leão foi enfático ao dizer que não está preocupado com as críticas que vem recebendo de parte da imprensa, de pessoas ligadas ao governo municipal e até mesmo de funcionários da fundação. “Não Tenho apego a cargos”, disse, deixando claro que está no comando da FICC com intuito apenas de contribuir com Itabuna e administração municipal.

55 ANOS DE PSICOLOGIA, A ÉTICA DO PSICÓLOGO EM ATUAÇÃO

Por Bárbara Andrade*

No dia 27 de agosto a Psicologia estará completando 55 anos de longas e densas caminhadas e chegamos até aqui com a bandeira de que “Toda Psicologia nos interessa” (Conselho Federal de Psicologia – CFP), começo meu texto parafraseando o CFP, pois a Psicologia deve estar onde existam sujeitos, sejam nos âmbitos: social, jurídico, saúde, organizacional, educação, clínica, judiciário, trabalho, escolar, hospitalar, etc.
A prática em psicologia nasceu quando Wilhelm Wundt instalou e pôs em funcionamento em 1879, na Alemanha, na Universidade de Leipzig, o primeiro laboratório de pesquisas e práticas exclusivamente devotado à Psicologia.

A regulamentação da profissão foi um marco muito significativo na História da Psicologia no Brasil. Em meados da década de 40 as primeiras idéias sobre regulamentação e formação começaram a ser expostas publicamente, percorrendo a década de 50, quando vários anteprojetos, pareceres, substitutivos e emendas foram discutidas por vários grupos organizados da sociedade civil, assim como, por diferentes comissões do Ministério de Educação e Cultura. Continuou na década de 60, quando a Lei 4119 foi aprovada, os primeiros cursos regulares de graduação segundo as propostas legais foram organizados, os registros de profissionais já formados em cursos de especialização e/ou já atuando na profissão foram efetuados.

A atuação do profissional em Psicologia está pautada e regulamentada no Código de Ética, que entrou em vigência em 27 de agosto de 2005, que só poderá ser alterado pelo Conselho Federal de Psicologia, por iniciativa própria ou da categoria, ouvidos os Conselhos Regionais de Psicologia, conforme cita o paragrafo 25.

Um dos papéis fundamentais do Psicólogo é promover saúde mental das pessoas e do coletivo as quais estão inseridas. A profissão já venceu vários obstáculos e ainda faltam tantos outros a serem vencidos. A atuação tem sido um tanto quanto árdua, pois a importância desta ciência, desta pratica, ainda não é reconhecida como deveria pelas esferas públicas e privadas, que não reconhecem que a presença deste profissional é de suma importância na promoção de saúde mental e desenvolvimento psíquico do sujeito.

O psicólogo ao atender o paciente/cliente (estas denominações depende da abordagem ou teoria a que se baseia o profissional), deverá cumprir com ética, sigilo e, sobretudo respeito ao seu paciente que vem até ele “falar” de suas dores, angústias, fragilidades, medos e frustrações. É crime o psicólogo que compartilhar, falar ou comentar de seus atendimentos a familiares dos pacientes (exceto quando estes pacientes tratam-se de crianças, adolescentes ou pessoas com transtornos mentais.) ou amigos, em redes sociais, em locais públicos ou pessoas que não estejam implicadas profissionalmente no processo do paciente. O Psicólogo só poderá informar acerca de seus atendimentos por meio de pareceres, laudos ou relatório destinando a partes interessadas ou por meio judicial. Termino meu texto reformulando a frase que iniciei este texto – Todo sujeito nos interessa.

*Psicóloga CRP 03 6845 – Atua nas áreas: Social: pessoas com deficiência visual; Clínica: Atendimentos terapêuticos a adolescentes, adultos e idosos;Saúde: Pacientes que serão ou foram submetidos a cirurgia bariátrica;

CONVERSA CULTURAL NO COLÉGIO MODELO EM ITABUNA

O ator e dramaturgo Romualdo Lisboa participou da Conversa Cultural, realizada pelo Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães, em Itabuna. A atividade, que reuniu alunos, professores e membros da comunidade, faz parte do projeto Escolas Culturais, do Governo do Estado.

Romualdo Lisboa, que dirige o Teatro Popular de Ilhéus, um projeto que vem universalizando o acesso ao teatro, com apresentações no Sul da Bahia e em outras regiões do estado, dialogou sobre Mecanismos para Gestão das Projetos Culturais e a importância da arte na valorização da cidadania.

A diretora do Colégio Modelo, Ednailza Miranda, destacou que a presença de representantes de diversas manifestações culturais cria amplia os horizontes dos estudantes para além da atividade acadêmica, permitindo uma visão mais abrangente do papel que representam na sociedade.

Neste sábado, o Colégio Modelo promove a Gincana Cultural, com apresentações de dança pelos alunos e grupos da comunidade. A gincana encerra a Oficina de Dança, primeira atividade do projeto Escolas Culturais, que faz parte do Programa Educar para Transformar.

Escolas Culturais – O projeto Escolas Culturais integra o programa Educar para Transformar e tem como objetivo promover o protagonismo estudantil, além de reconhecer e requalificar a escola como um espaço de circulação e produção da diversidade cultural do Território de Identidade onde está inserida. O Colégio Modelo de Itabuna foi a primeira unidade da rede estadual a ter o projeto implantado. O projeto é executado em parceria entre a Secretaria da Educação do Estado com as Secretarias de Cultura (Secult) e da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).

As atividades envolvem as áreas de dança, música, audiovisual e literatura e, além de Itabuna, que é a cidade pioneira, outras 85 unidades escolares da rede estadual, em 85 municípios, serão atendidas, com ações de requalificação e aquisição de novos equipamentos para projeção de audiovisual, apresentações artísticas e internet banda larga para o desenvolvimento de programas de rádio e ações de estímulo ao empreendedorismo.

RUI LANÇA PROJETO ESCOLAS CULTURAIS EM ITABUNA

O projeto, que faz parte do Programa Educar para Transformar, é uma iniciativa conjunta das secretarias estaduais da Educação, de Cultura (Secult), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e da Casa Civil. “O programa vai começar em todos os territórios. Vamos identificar o traço cultural e dialogar com a identidade de cada território. É também um caminho de ligação da escola com todas as práticas culturais que existem nas cidades e nos territórios”, explicou o secretário da Educação, Walter Pinheiro.

Gestão compartilhada 

A gestão das Escolas Culturais será realizada por meio de uma equipe compartilhada, formada por representantes da Secretaria da Educação do Estado e dos Núcleos Territoriais, por um grupo de trabalho da Secult e da SJDHDS e pelos Núcleos de Arte e Cultura (NAC), compostos por um professor, dois líderes de classe e um representante territorial de cultura.

O educador e os dois alunos passarão por uma formação continuada, com cursos promovidos em diversas áreas de cultura, ministradas pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) e Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba). “Esse é um programa muito importante, idealizado pelo governador, no sentido de oferecer opções socioculturais aos jovens e adolescentes, ampliando o espaço da escola e fazendo com que a escola interaja com a comunidade”, comentou o titular da SJDHDS, Carlos Martins.

Programa interdisciplinar

O evento de lançamento incluiu apresentações artísticas do quinteto de metais da Orquestra Neojiba, de estudantes e grupos culturais de Itabuna, além de oficina de grafite. As atividades foram encerradas com um show do cantor Luiz Caldas para os estudantes do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães. “Nós estamos fazendo com que a cultura dê um abraço em uma das suas principais vertentes, que é a educação. É um programa interdisciplinar. É um exemplo para o Brasil. É um grande ganho para estudantes e para a população, porque é um programa para dentro da escola e também para a comunidade”, destacou o secretário de Cultura, Jorge Portugal.

As secretárias estaduais de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana; o superintendente de Fomento ao Turismo do Estado, Diogo Medrado; a senadora Lídice da Mata; e o prefeito de Itabuna, Fernando Oliveira, também participaram do lançamento.