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Reforma da Previdência

124 DEPUTADOS DA BASE DE TEMER, DIZEM VOTAR CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

215 deputados federais já declararam voto contrário a Reforma da Previdência, prevista para votação nos próximos dias. Destes, 124 são de partidos da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB). É o que aponta um levantamento feito pelo Jornal Estado de São Paulo. PMDB e PTB foram os únicos partidos da base que obrigaram seus parlamentares a votarem a favor, no entanto, ainda existe divisão.

De acordo com o levantamento, no PMDB, dez dos 60 deputados disseram que são contrários à proposta e 15 mostraram-se indecisos. Apenas 12 afirmaram ser favoráveis ao texto. Já no PSDB, 12 dos 46 parlamentares são contra mexer no sistema da Previdência, dez mostraram-se indecisos e 16 não quiseram responder. Apenas 6 afirmaram ser a favor das mudanças.

O governo necessita de 308 votos para a aprovação do texto. Com 205 votos contrários, do total de 513 deputados, a proposta de emenda à Constituição (PEC) seria rejeitada.

PREVIDÊNCIA: EM OFENSIVA, GOVERNO LIBERA R$ 500 MI A CENTRAIS SINDICAIS

A tropa de choque do Planalto continua as ofensivas em busca de votos para a aprovação da reforma da previdência. Esta semana, de acordo com a Coluna Painel, o presidente Michel Temer (PMDB) deu garantias a centrais sindicais de que vai baixar portaria para liberar o pagamento de R$ 500 milhões em verbas do imposto sindical que foram bloqueados por falhas no preenchimento de dados obrigatórios.

O aceno foi dado as centrais que se opõem às mudanças propostas. O dinheiro é fruto de um acordo entre as entidades, o MP, a Caixa e o governo. O ministro do trabalho Ronaldo Nogueira vai assinar o texto.

 

SENADOR ACUSA GOVERNO DE DESFIGURAR A CLT

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) condenou nesta terça-feira, 21 em Plenário, a reforma da Previdência, ainda em análise na Câmara dos Deputados. Ele ponderou que a reforma proposta pelo governo Temer cria uma modalidade de trabalhador que recebe menos de um salário mínimo, sem direito ao seguro desemprego e à aposentadoria.

De acordo com a Agência Senado, Lindbergh criticou ainda a Medida Provisória (MPV) 808/2017, que altera pontos da reforma trabalhista, que entrou recentemente em vigor. Ele considera que o texto piora a legislação, estabelece “um novo trabalho escravo”, além de desfigurar a CLT.

Essa proposta abre uma segunda fase de reformas trabalhistas onde o resultado, disse ele, será uma nova categoria de trabalhadores que chegarão à velhice sem o direito de se aposentar. “É tanta desgraça que vem neste governo Temer, que a gente não pode deixar de se mobilizar e de ficar atento à tramitação de projetos como esse” declarou.