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VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO

Por Natália Coutinho*

Com tanta tecnologia ao nosso alcance e inúmeras possibilidades de contato com o próximo, independente da distância física, seja ela do Oiapoque ao Chuí ou da Bahia ao Japão, os smartphones roubam a cena – literalmente – em todos os lugares por onde passamos. Restaurantes, cinemas, parques, igrejas, shoppings centers e escolas. Em pleno século XXI todos estão conectados por um denominador comum: o aparelho nas mãos. Mas será que realmente existe conexão ou poderíamos chamar de um desligamento do mundo físico quando estamos nessa teia virtual? Você já praticou hoje o exercício da comunicação interpessoal?

Apesar de todo o aperfeiçoamento da tecnologia, a mesma ainda não foi capaz de oferecer o principal recurso ao homem dos tempos modernos. Estar presente, conscientemente, no aqui-agora, sem interrupções de, muitas vezes, informações desnecessárias que nos são colocadas através deste emaranhado virtual. Somos atraídos por uma inércia existencial onde verificamos como resultado o total desconhecimento de quem somos, fruto de paradigmas e padrões socioculturais que nos são condicionados.

A frase de Jean Vaysse “aprender a olhar e a ouvir o outro só pode acontecer quando o indivíduo cultiva o hábito de aprender a olhar e a ouvir a si mesmo” sugere que quando você recebe esse “insight” seguido de uma tomada de consciência, de que necessita olhar para si mesmo com maior atenção e cuidado, reparando os erros e promovendo as mudanças necessárias, você se torna capaz de falar com o outro em presença no aqui-agora, e não através de uma tela…

A jornada do conhecer-se necessita de vontade e coragem, não exige nenhum deslocamento até um terapeuta ou um mosteiro, muito menos contratar um guru. Exige sim um olhar atento à fala, gestos, hábitos, crenças, como se veste, as metas que você planeja e o que você almeja. John Powel, em “Para Viver em Plenitude” define que as pessoas que vivem em plenitude são aquelas que estão usando todas as suas faculdades, poderes e talentos (e isso tudo é conseguido pelo exercício do autoconhecimento). Pessoas plenas não possuem medo de ser feliz, se entregam de corpo e alma, vibram com a mente e o coração. Vêem beleza onde não existe e absorvem poesia através de uma simples melodia.

Todo individuo possui o seu tempo para amadurecer os frutos do autoconhecimento, você está no caminho certo. Tudo que você já viveu te fez chegar onde está hoje e o seu despertar está sendo construído dia após dia. Continue a andar e entenda o seu propósito. Sair do papel de expectador para protagonista é chato, eu sei. Mas vale a pena. Isso se chama amadurecer. Quando se constrói uma unidade na forma de pensar, sentir e fazer, tudo se torna mais leve e se lançar ao desconhecido, que somos nós mesmos, se torna a construção do seu significado de vida.

* Estudante de Jornalismo e Apresentadora de TV

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