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A AVENIDA MANOEL CHAVES QUE TEMOS E A QUE QUEREMOS – PARTE 01

Por Gilson Nascimento*

Desde o início das obras de modernização e requalificação da Avenida Manoel Chaves, no bairro são Caetano em Itabuna, venho observando nas redes sociais vários tipos de opiniões e manifestações. Umas elogiando e dando o crédito e mérito pelo avanço aos preceitos da mobilidade, outras criticando pela ausência de equipamentos e ferramentas para atender o que preconiza o estudo da mobilidade urbana.

Assim, municiado das mais diversas opiniões e críticas, me predispus a tirar uma tarde para observar, amiúde, o que temos e o que queremos. Certamente, o projeto dessa avenida, depois de concluída obedecendo aos princípios da mobilidade urbana, será modelo para várias outras avenidas de Itabuna no respeito aos espaços dos diversos moldais de transporte.

Primeiro, de posse dos ensinamentos da professora titular da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) Drª. Peolla Paula Stein, onde em umas das suas brilhantes palestras, trouxe a baila dados científicos do Observatório Nacional da Mobilidade Urbana, revelando que 70% das pessoas se locomovem a pé ou de bicicletas. Mas na engenharia de tráfego, 80% das vias são construídas para os carros, restando apenas 20% para os pedestres e ciclistas, sendo que desses 20% as bicicletas correspondem a apenas 2%.

Com estas informações, é fácil identificar que a Avenida Kennedy, antes do início da obra, possuía essas características, ou seja, tínhamos uma avenida com 80% para os carros e 20% para os pedestres e 0% para as bicicletas. Após a conclusão da primeira etapa (trecho da passarela do álcool até o trevo para a BR-101) a população de Itabuna ganhou aproximadamente 4,7 km de ciclovias.

A conta é simples: O trecho da 1ª etapa da obra tem, segundo o Google Earth, aproximadamente 2.350 metros de extensão, com duas vias largas e canteiro central dividindo. Essa topografia possibilitou a engenharia de trânsito, projetar e executar a ampliação do canteiro central da avenida em 1,5 metros de cada lado, retirando espaço ocioso dos veículos e fazendo nascer ali o maior trecho de ciclovia existente em Itabuna, aproximadamente 4.700 metros. Sem dúvida, um grande avanço para a mobilidade das pessoas que utilizam esse importante modal como meio transporte para trabalho e para esporte e lazer.

Porém, segundo o Psicólogo norte americano Abraham Harold Maslow, criador da Teoria da Hierarquia das necessidades humanas em 1954, quando uma categoria de necessidade se concretiza, aparecerá outra e mais outra, de acordo com a evolução social e cultural dos indivíduos.

E estamos assistindo essa evolução da sociedade Itabunense. A obra ainda não conclusa e com vários problemas a serem resolvidos, já fez nascer nas pessoas o sentimento de pertencimento do espaço público. Revelando o verdadeiro conceito de mobilidade: fazer o trânsito pensando nas pessoas e não nos veículos. Portanto parabéns ao Prefeito Augusto Castro e sua equipe de engenharia.

No próximo artigo falaremos dos problemas de acessibilidade e a disputa pelos espaços, onde daremos sugestões para ver Itabuna cada vez melhor de se viver.

*Bacharel em Administração / Especialista em Mobilidade Urbana e Transito / Pós graduando em Administração e Direito Público

1 comentário
  1. Anônimo Diz

    Isso já era pra ter a muito tempo,já está utrapadsado parece que vivemos na era das pedras que nada evolui …

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