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A BOA POLÍTICA NUNCA ENVELHECE

Por Paulinho Santana

Desde a última corrida eleitoral no Brasil muito tem se falado em ‘velha’ e ‘nova’ política. Afinal, existe mesmo? Ou é um produto de marketing vendido por campanhas e outsiders? Neste momento, não podemos negar que há um divórcio entre a população e toda classe política no país, mas com um olhar especial para nossa cidade que em poucos meses enfrentará mais um processo sucessório para escolha do novo gestor (a) que ocupará o Centro Administrativo Firmino Alves e também dos novos 21 vereadores do Poder Legislativo, apesar da atual pandemia que estamos enfrentando.

Há descrença em todos os lados, mas convenhamos que a política em si é inerente ao ser humano, o homem é um ser político – ou seja, negá-la é negar a si próprio. Ainda que a palavra tenha se tornado cada vez mais distante, principalmente após tempos de Lava Jato e uma atípica eleição presidencial, é a política, em todos os aspectos, que regula o cotidiano dos cidadãos. É ela quem nos permite viver em sociedade.

Minha caminhada no mundo político data desde os meus 14 anos de idade , onde vivenciei o real sentido de militar em um partido, além de ter vivenciado os bastidores do poder, participando ativamente de um mandato eletivo. Sempre fui estimulado por familiares e amigos, onde minhas ideias são vistas como inovadoras e como tiraria do papel? Fazendo… política, ora.

Anos depois, afirmo que fiz a coisa certa. Não vejo a participação na política como uma carreira profissional, mas faço dela minha vocação. Uma oportunidade para mudar a vida de quem está na ponta, de quem mais precisa. Uma cidade do porte de Itabuna e seus concernentes problemas, necessita de mais ações efetivas e prioritárias na saúde, social, educação, segurança, infraestrutura e tantas outras áreas.

Neste sentido, ao citar tais problemáticas e carências, sempre surge a pergunta: a população deve dar oportunidade aos ‘velhos políticos’? Me questiono: existe essa dicotomia? Existe boa e má política. A boa política nunca envelhece. O que realmente importa é a experiência com a coisa pública, capacidade de gerir e de fato, acrescentar e desenvolver práticas que venham transformar determinada localidade. Erros administrativos podem acontecer, mas não é regra e devem ser corrigidos. Frisando que isso não significa defender atos de corrupção e de lesão ao erário público, e compreender as nuances de uma gestão e da máquina pública. As pessoas podem se reinventar a cada momento, pois esse processo é totalmente cíclico.

Que fique claro, não faz sentido culpar cabeça branca, preta ou careca. Mais importante que a cor do cabelo, é saber o que passa por cada cabeça, o pensamento e visão de cada um, com união de ideias para atingir um objetivo comum. A participação na política pode e deve, sim, dar bons resultados. Ouvindo os lados e as suas divergências. É no que acredito, ontem e hoje!

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