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A GERAÇÃO DOS ELÉTRICOS, REVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA

Por Gilson Nascimento*

No final do século XIX na Europa e nos Estados Unidos, tem início a saga dos veículos elétricos. Como a tecnologia ainda estava em ascensão, um fator negativo inviabilizava os projetos: às baterias baseadas em chumbo, níquel e zinco não permitiam grandes autonomias, elevando os custos dos veículos.

Na outra ponta da esteira produtiva da indústria automobilística, dois fatores positivos impulsionaram à produção dos veículos a combustão: A criação das linhas produtivas, reduzindo os preços e o tempo de produção, dados pelo movimento conhecido como “Fordismo” em meados do ano de 1914. E paralelo a isso foram descobertas inúmeras reservas de petróleo pelo mundo, fazendo com que os preços do combustível caíssem, tornando os carros movidos a combustível fósseis mais barato e mais autônomos.

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Entramos na era do petróleo, rodovias foram abertas para circulação dos veículos a combustão, a geração da energia elétrica também começou a ser produzida, em boa parte, por combustíveis fosseis, e as indústrias começavam a utilizar massivamente os derivados do petróleo. Assim os projetos e estudos nos veículos elétricos foram esquecidos durante anos.

Décadas mais tarde, a partir dos anos 2000, com o inicio da escassez dos combustíveis fosseis e os projetos de pesquisas na área dos veículos elétricos, ganha novamente força. Novos modelos de baterias foram desenvolvidos, as políticas de incentivos à produção de veículos elétricos pelo mundo foram tomadas e a produção começou a aumentar.

A forma de se gerar energia elétrica também se modificou, a ascensão da energia solar e as redes elétricas inteligentes têm contribuído para o crescimento dos veículos elétricos. Atualmente, o valor de mercado do veículo elétrico já esta bem próximo ao modelo à combustão. Mas não foi o preço do elétrico que caiu! O veiculo a combustão que teve o preço elevado.

A partir de 2025, a previsão é que praticamente não haja diferença de preço entre os dois modelos. Alguns estudiosos na área afirmam que essa é uma politica da indústria automobilística para que a transição seja feita sem grandes rupturas. As grandes montadoras começaram a mudar suas plataformas, e todas estão lançando seus modelos 100% elétrico, ate chegar o ponto da migração sem desorganizar o mercado.

A autonomia dos carros elétricos, bem como o tempo de recarga é um ponto já superado. Já existem modelos que possuem mais de 400 km de autonomia e uma recarga rápida de 30 minutos chegando a 80% da carga total, bastando apenas conectar o veiculo em uma tomada comum. Outras vantagens prometem fazer o elétrico a grande opção em mobilidade: Baixo custo de manutenção, não possuem embreagem, não utilizam óleo, possuem ruído quase zero e não emitem gases poluentes.

O fato é que mais cedo ou mais tarde, os veículos elétricos estarão cada vez mais presentes na nossa realidade. O desenvolvimento cada vez mais rápido da tecnologia, os incentivos governamentais e os apelos ecológicos farão com que, os modelos elétricos se tornem comuns nas ruas de nossas cidades. Devemos estar preparados para viver essa novo momento, onde profissões serão afetadas ao ponto de serem extintas; empresas migrarão para uma nova atividade, os veículos diminuíram de tamanho e a readaptação social será fácil e prazerosa, pois a geração dos elétricos será a maior revolução da mobilidade de todos os tempos.

*Gilson Pedro Nascimento de Jesus – Coordenador Regional do Detran-Ba, Policial Militar da Reserva, Bacharel em Administração, Bacharelando em Direito, Especialista em Mobilidade Urbana e Trânsito Pós-graduando em Direito e em Administração Publica e Perito em Acidentes de Trânsito.

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