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A VOLTA DE QUEM NÃO FOI

Por Josias Miguel*

O título diz tudo, já que não fui, apenas dei um tempo. Volto a escrever a partir de hoje sobre temas variados, mas com um toque especial sobre política. Óbvio que não poderia omitir o assunto principal do momento, a eleição de Augusto Castro como prefeito de Itabuna.
Costumo dizer sempre que a “determinação em fazer” é a força motriz de qualquer objetivo que se tenha. Foi essa determinação que levou Augusto a materializar o desejo de ser prefeito.

Não importou a ele os obstáculos trazidos pela política, pelo tempo, pelas dificuldades mil e, por fim, pela terrível Covid. Foi vencendo um por um, com coragem e paciência.

Como observador político e conhecedor das nuances políticas grapiúna, previ sua vitória e tive a oportunidade de dizer ao próprio que chegava a vez dele, isso bem antes das eleições. Dei diversas entrevistas analisando a pré campanha de cada candidato e mostrei o desenho da vitória que se confirmou, embora que Augusto não tivesse o favoritismo.

Agora, sua missão é resgatar o tempo perdido, soerguer das cinzas o que sobrou de Itabuna após desastrosas gestões de Fernando, Azevedo, Vane, Fernando. Talvez o maior desafio da sua vida, depois da Covid.

É pura hipocrisia dizer que passada a eleição não há vencidos, há sim, mas no caso específico desta de 2020 os vencidos foram os responsáveis pelo ostracismo em que se encontra Itabuna. Fernando, outrora grande líder político da Bahia, Deputado Constituinte, bom prefeito que foi na década de 80, perdeu agora toda sua história de glórias, engolido pela vaidade e pela necessidade e exigência do feudo familiar que criou. Entregou aos sobrinhos a gestão da cidade. Traiu o povo que o elegeu, traiu os que “foram me chamar” induziu pessoas a acreditarem que era invencível. Grande perdedor. Triste fim.

Azevedo, outro vencido pela vaidade pessoal, por achar que já sabia tudo sobre política, a tal ponto de menosprezar aqueles que lhe ensinaram muito, que fizeram dele prefeito um dia. Em política também se cumpre acordos, honra-se compromissos, pratica solidariedade e companheirismo. Azevedo faltou estas aulas e pagou o preço. Pior do que perder as eleições foi assistir, passivamente, seu pseudo criador proferir ofensas em rede de comunicação e faltar coragem para responder à altura. Nós, aqueles que pavimentaram sua ascensão ao sucesso nas urnas em 2008, assistimos, tristemente, sua derrocada, seu fim político numa campanha em que, como candidato, permitiu sua equipe de campanha praticar atos de baixaria contra pessoas de bem. Não parece que Azevedo tenha vocação para Fênix.

Vane do Renascer foi o que menos perdeu, afinal o que tinha ele a perder? Foi eleito prefeito não por ser líder, mas por uma circunstância, pela falha política de Azevedo em não cumprir acordo feito com a base do governo baiano. Sem a menor experiência em gestão pública escolheu mal sua equipe e o povo pagou a conta, altíssima, por sinal.

O modelo de feudo familiar que ajudou a afundar Fernando Gomes levou Geraldo Simões para o fracasso nas urnas. Geraldo pagou agora a teimosia em lançar esposa e filho como candidatos em seu lugar. Não foi mal prefeito, mas errou muito politicamente e o resultado foi o completo abandono que seu partido o deixou. Teve muitas lágrimas de crocodilos derramadas dia 15 de novembro.

O cavalo passou selado, Augusto montou. Agora, Itabuna livre dos velhos políticos tem nova chance de recuperar seu merecido lugar de destaque no cenário nacional.

*Analista e Marqueteiro Político

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