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ACI, RONALDO ABUD, MAURO RIBEIRO

Por Paulo Lima*

Noite do dia 14 de junho de 2015. O salão de festas da Associação Atlética do Banco do Brasil ( AABB ), bairro São Judas, na cidade de Itabuna, estava literalmente ornamentado para a posse do empresário Ronaldo Eustáquio Abud da Silva na presidência da centenária Associação Comercial da cidade. O mundo empresarial, político, econômico, social e financeiro de Itabuna e região se confraternizava naquela noite.

Representantes do governo da Bahia fizeram-se presentes. Todas as correntes políticas da cidade tiveram mesas reservadas pela presidência da entidade. O desembargador, na época, Jafer Eustáquio também veio de Salvador prestigiar a posse do filho e foi bastante cumprimentado por todas as autoridades, convidados e uma dezena de repórteres. Havia um clima de alegria e uma profusão de trocas de abraços entre os segmentos mais representativos da sociedade local.

Após formada a mesa de honra e os discursos das autoridades, chegou o momento do pronunciamento do empresário Ronaldo Abud que chamou a atenção de todos pelo conteúdo da fala. Em determinado momento ele disse: ” O trabalho desenvolvido no Espírito Santo ” Espírito Santo em Ação ” que visa a solução de problemas em comum, na sociedade, foi o grande incentivador para que eu possa contribuir para a mudança na cidade em que resido. É muito ruim ter uma empresa de sucesso e não vê sua cidade se desenvolver na mesma proporção. Dá certa frustraçao. É foi com esse sentimento que resolvi fazer alguma coisa para mudar essa situação.

O pronunciamento do empresário foi comentario , no outro dia da posse, nos meios políticos e empresariais de Itabuna e região. Do Cafė Pomar, passando pelo Shopping Jequitibá, Av. Cinquentenário ( a nossa Wall Stret regional) e boteco de pinga a unanimidade era geral: o discurso do ” homem ” . Abud abriu uma enorme clareira na expectativa da comunidade itabunense. Achava-se que a centenária ACI seria refundada e um novo marco ou uma nova fronteira se abriria nas ações administrativa da entidade. Um dos atos administrativo do presidente Abud, que chocou o mundo da comunicação de Itabuna e região, foi a demissão do jornalista Joselito Reis que, durante 23 anos, todas as segundas-feiras, fazia a ATA das reuniões ( entrou na justiça e ganhou). A mosca azul pousou na cabeça do empresário e ele vislumbrou a política partidária. Filiou -se ao PMDB ( hoje MDB) e deu lampejos de que seria candidato a prefeito. Não foi. Apoiou o atual prefeito Augusto Castro e foi contemplado com um cargo de diretor no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.

Eleito com 34 votos na urna ( alguns diretores e associados foram acionados pelo celular), o jovem empresário Mauro Ribeiro, 34 anos, vai assumir na mesma data de Abud, dia 14 de junho, os destinos da maior entidade do empresariado itabunense. Tira-se a conclusão de que uma eleição tão importante para o empresariado local, enfrentando a Covid-19, e o novo presidente é eleito com apenas 44 votos tem algo errado nesta entidade. Compete ao novo presidente eleito e sua diretoria repensar ou refundar a velha e centenária ACI.

Os tempos são difíceis. As dificuldades maiores ainda. É um teste e, ao mesmo tempo, um desafio a está nova geração de empresários. Mauro Ribeiro tem na sua nova diretoria importantes quadros ( conheço vários) que podem ajudá-lo a colocar a velha e centenária entidade num novo patamar de realizações. O que a ACI não pode mais fazer é ficar na mesmice sob pena de ser esmagada e soterrada pela locomotiva do progresso e do desenvolvimento atual. Quanto ao seu pronunciamento, aguardemos o dia 14 de junho.

*Paulo Lima é jornalista

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