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ACONTECÊNCIAS #05

Por Josias Miguel*

COMPETÊNCIA NÃO TEM DOMICÍLIO

Imagino o mal estar que deve sentir a pessoa quando é chamada de forasteiro. O adjetivo ecoa pejorativamente, quando esta é a intenção. Ocorre, porém, que nem sempre quem vem de outras plagas deve ser assim, pejorativamente denominado. Competência não tem domicílio. Itabuna tem a felicidade de receber, que deve ser de braços abertos, muitas competências no campo da administração pública para auxiliar na solução de inúmeras demandas estruturais do município. Acredito que os que hoje ocupam relevantes cargos na gestão Augusto Castro não vieram fazer turismo nas terras grapiúnas, até porque da forma como Itabuna foi deixada pelas gestões anteriores aqui não se poderia fazer outra coisa a não ser trabalhar, jamais turistar. Claro, ninguém faz milagres. Reestruturar a Prefeitura, organizar as finanças, regularizar o ordenamento licitatório, estancar a sangria dos cofres públicos, dentre outras árduas tarefas, ao tempo em que constrói o futuro não se faz isso com varinha de condão. Toda e qualquer máquina enferrujada leva tempo para ser azeitada, para ajustar as engrenagens.
Ah, para corroborar com o raciocínio, recentemente Itabuna cedeu para a Prefeitura da vizinha Ilhéus a competência do especialista em mobilidade urbana Sub Tenente Gilson Nascimento. Nos três anos em que lá prestou seus relevantes serviços, ao que se sabe ninguém o chamou de “forasteiro”. Recebido com honra ao chegar e aplausos de gratidão ao sair. Paciência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
Tem Vereador de Itabuna servindo de “boi de piranha”.

CANDIDATOS NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES

Que a região sul baiano está órfã de grandes líderes nos parlamentos, estadual e nacional, todos nós sabemos. Há tempos não temos vozes ativas, parlamentares atuantes, brilhantes no exercício do mandato, combativos na defesa dos interesses peculiares da nossa região. Já passou da hora de que os interessados (as) em adquirir tais mandatos digam para que pretendem entrar na disputa, levantem suas bandeiras, apresentem suas teses, propostas de ações factíveis politicamente e não repitam a velha maneira condenável de fazer campanha eleitoral, com mesquinhez, na base do “ofereço mais”, difamando os adversários e, em alguns casos, até mesmo os próprios correligionários e vizinhos. A disputa deve ser no campo das proposituras, das ideias, das ideologias. Que assim seja.

* Marqueteiro e Articulista Político

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