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AS AÇÕES DE PADRE JÚLIO LANCELOTTI NA CRACOLÂNDIA: UMA RELAÇÃO DE AMOR, EXEMPLO E DOAÇÃO

Por Marcos Dantas*

A paróquia de São Miguel Arcanjo, na zona Leste de São Paulo é administrada em todos os âmbitos pelo Padre Júlio Renato Lancellotti. A maneira que o Padre Júlio e os fiéis da igreja dedicam-se a população que vive em extrema pobreza tornou-se um exemplo de fé e doação. Explorando o cotidiano do sacerdote nas redes sociais, observarmos o modo peculiar de enxergar a face de Cristo naquelas pessoas que têm fome, frio, sede e vícios em drogas.

Rotineiramente o Padre Júlio publica fotos em suas redes sociais com frases como por exemplo, “encontrei Jesus e ele estava com fome” ao lado de pessoas em vulnerabilidade social. Se pararmos para analisar, essa perspectiva de viver o evangelho conhecendo Cristo nas pessoas que não conhecemos com sofrimentos inimagináveis sem a mínima condição de humanidade é uma premissa revelada pelo próprio Jesus quando disse: “Ame o próximo como a si mesmo”.

A forma característica de viver o Evangelho através de doação e amor tem provocado ao Padre Júlio muitos ataques e ameaças. Em setembro de 2020 um motoqueiro proferiu palavras de baixo calão e ameaçadoras enquanto o Padre realizava sua ação diária de matar a fome de miseráveis. Recentemente, o religioso foi criticado por uma deputada estadual de São Paulo afirmando que “a doação de comida na cracolândia só ajuda o crime”. A crítica resultou em um efeito contrário e o Padre viu multiplicar as doações à paróquia para que o trabalho social continue.

A cracolândia é frequentada por milhares de pessoas que estão destruídas pelo vício de drogas, sobretudo o crack, e é ali no centro de São Paulo que o Padre tem atuado nesse inverno paulista, alimentando os que têm fome e aquecendo os que têm frio. Dificilmente iremos encontrar nas fotos publicadas pelos perfis do Padre nas redes, paisagens bonitas e pessoas com sorrisos. Ao contrário, podemos observar que existem seres humanos que vivem em situação degradante e que contam com a ajuda da equipe da paróquia São Miguel Arcanjo, um alento para as dores.

Afirmo que o Padre Júlio é um exemplo de amor e doação, exercendo as ações sociais que tanto diminuem a fome, distribuindo o pão de cada dia e, mesmo atacado por muitos lados, não deixa de denunciar a falta de políticas públicas ao mesmo tempo que não esquece de “Amar o próximo como a si mesmo”.

Finalizo com o questionamento, estimado(a) leitor(a): a quem interessa atacar o Padre Júlio Lancelotti?

*Marcos Dantas – Estudante de Ciências Sociais – UESC e Pesquisador da Socioantropologia do Consumo – UESC

3 Comentários
  1. Marcos Cardoso Diz

    Num mundo que individualismo é “valor”, a doação causa estranheza! Um exemplo de sacerdócio!

  2. Magno Diz

    Muito bom Marcos. Esses ataques só interessam aos fundamentalistas religiosos, e a políticos que associam: a entrega, o amor, a caridade e o bem comum, ao comunismo. Como diz Helder Câmara: “se dor comida aos pobres, me chamam de santo. Se pergunto porque são pobres, me chamam de comunista”.

  3. Lara Diz

    Texto maravilhoso! O padre é exemplo de amor. Por mais Júlios e menos Janaínas!

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