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AS HISTÓRIAS DE ODUQUE QUE EU CONHECI

Por Eric Thadeu*

Recebi com imensa consternação a notícia de que faleceu na madrugada desta terça-feira, 29/11, o ex-prefeito José Oduque Teixeira, empresário, uma das lideranças políticas mais emblemáticas da história de Itabuna.

Oduque foi prefeito da cidade entre 1973 e 1977. De suas obras mais importantes, destaca-se a inauguração do então Estádio Municipal Luiz Viana Filho, hoje Estádio Municipal Fernando Gomes Oliveira, prefeito que o sucedeu e que faleceu no ano passado. Também foi responsável por levar a sede da prefeitura para o prédio onde, atualmente, se localiza a sede da Universidade de Excelência (UNEX, antiga FTC), na Praça José Bastos.

“Por nunca ter querido trocar de veículo (pode-se dizer, também emblematicamente, que ele foi sócio proprietário [sociedade dele para com ele mesmo, frisa-se] de um belíssimo Del-Rei), ganhou a alcunha de ser um homem que gostava de economizar (juntar) dinheiro”.

Fernando Gomes, aliás, reconhecido como a maior liderança política da história de Itabuna, superando inclusive o seu antecessor e talvez fiel mentor, iniciou sua jornada na gestão de Oduque, como secretário de Administração.

Como secretário municipal, Fernando se destacou, ganhou a admiração e o apoio de Oduque para sucedê-lo, projeto exitoso e logrado êxito, vindo aí o primeiro dos cinco mandatos de prefeito conquistados por Fernando.

Mas, voltando à história de Oduque e aos emblemas notáveis sobre sua história, destaca-se a máxima de ter sido “o homem mais rico de Itabuna” (caracterização que ele próprio nunca fez questão nem de desconstruir, nem de enfatizar).

Foi proprietário de uma das primeiras lojas de veículos da cidade, a Oduque Veículos, no coração de Itabuna, na Avenida do Cinquentenário. A loja era grande, imponente e extremamente moderna para a época em que foi inaugurada.

Hoje, parte do prédio foi demolida para dar lugar à Catedral da Fé da Igreja Universal do Reino de Deus. Do que restou, uma parte do prédio está fechada e, na outra, estão o Colégio Divina Providência no primeiro andar.

Por nunca ter querido trocar de veículo (pode-se dizer, também emblematicamente, que ele foi sócio proprietário [sociedade dele para com ele mesmo, frisa-se] de um belíssimo Del-Rei), ganhou a alcunha de ser um homem que gostava de economizar (juntar) dinheiro.

De sua história política, tive a oportunidade de acompanhar a sua campanha política para tentar ser prefeito pela segunda vez no ano de 1992, uma campanha insólita, em que se estratificou a sua promessa mais arrefecida, como candidato. Dizia que, vencedor fosse naquele pleito, traria a praia para Itabuna, apresentando um projeto audacioso de um parque aquático que ‘imitaria’ as águas do Oceano Atlântico tão visitadas pelos itabunenses na cidade-irmã, Ilhéus.

De sua última aparição pública, foi homenageado no último dia 18 de outubro, pelo seu aniversário de 100 anos, numa confraternização que aconteceu na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).

Das histórias que habitam essas terras grapiúnas, como bem diria Eduardo Anunciação, “com óculos, sem óculos, com binóculos, sem binóculos”, morre o homem, fica a lenda.

*Eric Thadeu Nascimento Souza é servidor público municipal, redator, comunicólogo, radialista e especialista em gestão cultural. Itabunense, nascido e criado.

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