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ATRASOS, TENSÕES E QUALIDADE MARCARAM EDIÇÃO DO DEBATE IPOLÍTICA DESTE SÁBADO

A segunda edição do Debate iPolítica, dentro do Café iPolítica que acontece todos os sábados pela manhã, no Boteco Gaúcho, promoveu aos seguidores e internautas do iPolítica Bahia, um caloroso debate entre o vice-prefeito de Itabuna, Enderson Guinho (UB), e o vereador da base do prefeito Augusto Castro (PSD), Manoel Porfírio (PT), com a perspectiva de que os trabalhos fossem iniciados às 9h, com transmissão pelo Instagram @ipoliticabahia.

A convite, o trabalho foi mediado de forma imparcial pela médica veterinária Cínthia Figueiredo e o sociólogo Marcos Maya, com contribuições pontuais de alguns dos presentes. Porfírio chegou ao local pouco depois das 9h e o vice-prefeito Enderson Guinho chegou somente depois das 10h15min, o que acabou meio que desfigurando o formato do debate, que, num primeiro momento, se transformou numa entrevista com o vereador e, num segundo momento, com a saída de Porfírio por causa de compromissos de agenda, numa entrevista com o vice-prefeito.

Porfírio falou de sua carreira política, dos cargos que ocupou nas esferas municipal e estadual do Partido dos Trabalhadores, da missão que ocupa como legislador e, nas palavras dele, “a favor dos interesses do povo de Itabuna” e de quais são os projetos para o pleito eletivo de 2024. Como apoiador do prefeito, foi questionado ainda sobre como assimila um tema que se tornou polêmico nos últimos dias em Itabuna, que foi a aquisição de vários conjuntos semafóricos, ao valor de R$ 11 milhões.

Quando Enderson Guinho chegou, Porfírio já acenara para a produção do Debate iPolítica que precisaria se ausentar a partir das 10h. Permaneceu até 10h30min. Compartilhou de pouco mais de 15 minutos de conversa com o vice-prefeito, enquanto a live estava no ar, e respeitados os campos ideológicos de cada um, não houve grandes surpresas nas conversas que tiveram.

O café esquentou de verdade quando a advogada Larissa Moitinho pediu a palavra e perguntou ao vice-prefeito, nesse momento já sem a presença do vereador Manoel Porfírio, se, ao contrário do que tanto fala, sobre se sentir “traído” pelo chefe do poder executivo de Itabuna, se ele (Guinho) não teria sido o verdadeiro “traidor” quando pulou para o barco de apoio do então candidato a governador ACM Neto, na eleição de 2022.

Guinho respondeu que “não”, uma vez que, na eleição de 2020, a chapa Augusto Castro / Enderson Guinho não tinha o apoio do Governo do Estado, que, àquela época, estava direcionado para o então candidato a reeleição, o então prefeito Fernando Gomes (in memoriam).

A discussão continuou quente especialmente pela compreensão de que, com a derrota de Fernando e a vitória da chapa Castro / Guinho, o próprio prefeito teria se movimentado, ali, para ter o apoio necessário do governo estadual a fim de captar verbas, recursos e projetos para Itabuna; e, ainda que estivesse num partido que não era da base do governador eleito, Jerônimo Rodrigues, a relação de Guinho com o prefeito Castro parecia ser a da calmaria e da aceitação das regras do jogo como estavam postas.

Para responder à advogada Larissa Moitinho, no entanto, como se diz no popular, Guinho “pegou ar”. Acusou-a de se colocar na defesa do governo por ter cargo comissionado na gestão, ao que a advogada retrucou: “sou petista, sim, e apoio o meu prefeito”, esbravejou.

Veja o vídeo (endereço da postagem ou faz o corte)

O Café iPolítica e o Debate iPolítica (momento de troca de ideias todos os sábados, às 10h30min, após o programa de rádio Café iPolítica na Boa FM) contam com o apoio sempre presente do Boteco Gaúcho, o melhor e mais gostoso café da manhã de Itabuna e região.

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