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BRASIL: APERTEM OS CINTOS, O PILOTO SUMIU!

Por Gabriel Guedes*

Não pude me conter e precisei escrever sobre isto. Apertem os cintos, nosso pilito sumiu, ou melhor, nunca esteve lá, nunca apareceu. O ‘mimizeiro‘ do presidente da República, aquele que serviu de exemplo para espalhar o vírus em nosso país, hoje se acovardou e abaixou o nível, como sempre.

Sem frescura e mimimi, presidente? Sério isso? Nosso país sendo referência de como matar a população pela Covid-19 e o senhor me vem com um discurso eleitoreiro? Nos poupe de sua choradeira e de sua campanha eleitoral… Precisamos urgentemente de um piloto, alguém que conduza a nação de forma responsável e salve as vidas do povo brasileiro.

O governo federal, ou picadeiro federal, perdeu o controle e não sabe o que fazer, na verdade nunca soube. Esses dias, um amigo apoiador de Bolsonaro me disse que ele teve pouco tempo para fazer o país crescer e ainda, pasmem, usou a pandemia para defender o ‘mito’. Hipocrisia pura!

Ultrapassamos a trágica marca de 260 mil mortes, superando os Estados Unidos em novas mortes por por milhões de habitantes em decorrência da gripizinha e o governo é incapaz de disponibilizar, ao menos, um ‘anti gripal’ eficiente. Não há mais vagas em leitos Covid, mas quem se importa com isso? É governador fechando comércio e o Presidente reclamando. É pedido de compras de mais doses de vacinas e o Presidente sugerindo a ‘loja da mãe‘ para comprar.

No final, o preço disso tudo, são vidas e sequelas, sejam física ou financeira. Mas afinal, quem se importa? Você e eu também temos culpa nisso, não sejamos falsos moralistas. Aquela saída de casa e quando retorna não toma um banho, a máscara que só usa para entrar em lojas, afinal, só lá dentro que há riscos de contaminação. E a família? Ah, essa daí pode aglomerar, conhecemos todos e conseguimos ‘ver o vírus’.

Somado com um trágico piloto, que jamais entrou no cockpit, alguns tripulantes irresponsáveis e milhões de seguidores, o resultado é um 11 de setembro multiplicado por um número que nem tenho condição de mensurar, pela gravidade do caso. Todos os dias alguém vai, sem ter culpa às vezes. Todo dia uma família precisa se despedir de uma vida. Todo minuto alguém agoniza na fila de um hospital, aguardando um leito para o tratamento. Mas, como diz outro amigo meu, só grita quem sente a dor.

Só nos resta uma coisa: empatia. Isso é, se colocar no lugar do próximo, sentir o que ele sente, só assim poderemos mudar nossas atitudes. Quanto ao piloto (presidente), a ele devemos permanecer surdos, deixe ele lá falando sozinho com sua turma do oba oba.

Vivemos uma guerra, literalmente, e para quem se dizia paraquedista e fazia flexões (até eu gordo faço melhor), deveria estar assumindo o manche e comandando essa grande operação, sem colocar seus soldados em risco. Você e eu devemos fazer nossa parte, e acreditar que tudo isso um dia vai acabar.

*Graduando em Direito e Comunicador

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