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CAOS NO TRÂNSITO NA CAPITAL DO CACAU: UMA PROPOSTA NA MOBILIDADE URBANA

Por Roberto José

Seguindo a linha de artigos ou pequenas reflexões sobre os desafios de mobilidade urbana para nossa linda e sofrida cidade Itabuna, apresento este escrito, que está em minha monografia de conclusão da Especialização em Engenharia de Tráfego que conclui recentemente.

Foto: Monografia Roberto José, em Engenharia de Tráfego

Verificam-se que lentidão e engarrafamentos fazem parte da rotina dos motoristas da Cidade de Itabuna, nos horários de pico, o trânsito praticamente para nessa capital regional. Assim, logo nas primeiras horas do dia, o congestionamento já é intenso. Por mais que os motoristas vivam essa rotina, não conseguem entender porque o trânsito na Avenida Princesa Isabel, por exemplo, parece piorar cada vez mais, lentidão e caos também nas vias principais nos grandes bairros como Califórnia, Santo Antônio e São Caetano.   Segundo dados do DENATRAN – 2015, Itabuna tem a quinta maior frota do Estado da Bahia com 67.983 veículos (Fevereiro/2016), só de automóveis são mais de 31 mil veículos, sem contar que a cidade recebe diariamente milhares de outros veículos de cidades da região.

Isso é consequências de uma política urbana deficiente e, de uma quase ausência de medidas de planejamento urbano ordenando as atividades, de forma articulada, de uso do solo com as de transportes, são inúmeras e comprometem a mobilidade e acessibilidade urbana, além, de um desconforto ambiental para a população. Assim, a dispersão das atividades nas cidades, os deslocamentos da população (mais frequentes e longos) e, as políticas e ações públicas que privilegiam o uso do automóvel, fazem com que ocorra um processo de deterioração das condições de operação do transporte público, assim como, tem-se reduzida à segurança nos deslocamentos a pé ou por bicicletas, que são os modos os mais utilizados pela população de baixa renda residente nas periferias urbanas e também, os mais sustentáveis.

O Shopping Jequitibá estabeleceu-se como elemento re-estruturador e centralizador do espaço urbano em Itabuna e desencadeou novos fenômenos e processos espaciais, redimensionando toda área do seu entorno, havendo nos últimos anos um crescimento vertiginoso de empreendimentos imobiliários verticalizados (prédios), clínicas, bares, restantes, escolas, aumentos de igual modo a demanda no deslocamento diários nas avenidas Aziz Maron e Princesa Isabel. Assim, de pronto, é importante repensar a existência da rotatória do São Caetano, havendo a necessidade implantação de um viaduto ligando a Princesa Isabel e Aziz Maron, sentido São Caetano. Conforme figura em 3d abaixo.

Figura: Desenho gráfico em 3D do Viaduto na Rotatória do São Caetano
Fonte: Monografia Roberto José, em Engenharia de Tráfego

Uma segunda proposta de obra estruturante para melhora significativamente o fluxo de veículos naquela área é a construção de uma nova Ponte, de via dupla, sobre o Rio Cachoeira, interligando a Avenida Amélia Amado e o Bairro Conceição, pois as pontes existentes (Marabá Center, Ponto do São Caetano e Ponte Nova) ficam nos horários de pique com o trânsito bastante lento e com retenções, então, uma nova ponte de via dupla interligando a Av. Amélia Amado ao Bairro Conceição, seria uma importante obra de mobilidade urbana.

Figura: Desenho gráfico em 3D, Nova Ponte sobre o Rio Cachoeira, ligando a Amélia Amado ao Conceição.
Fonte: Monografia Roberto José, em Engenharia de Tráfego

Por fim, é importante confirmar que Itabuna nos últimos 30 anos não teve grandes obras estruturais de mobilidade urbana, assim, fica cada mais difícil transitar no Centro da Cidade e nos bairros adjacentes, como é o exemplo do Bairro Jardim Vitória e seu entorno, desde a inauguração do Shopping Jequitibá em 5 de maio de 2000, o qual sofreu várias ampliações, o que forçou uma sinergia imobiliária e de negócio na região, assim precisamos projetar esta cidade para os próximos 50 anos, repensando seu modelo viário de transporte, bem como seus vetores de crescimento urbano, interligar toda cidades com obras estruturantes pra atrair mais investimentos, investir na expansão e na qualidade do transporte público urbano, bem como em ciclos vias e ciclo-faixas dos bairros periféricos para o centro da Cidade (escreveremos sobre esse tema no próximo artigo).

Roberto José, possui Graduação em Geografia e Especialidade em Planejamento de Cidades pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), é Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com ênfase em criminologia de ambientes. Especialista em Engenharia de Tráfego pela Uniyleia  Brasília. Graduando em Direito pela UNIFTC Itabuna. É Policial Civil da Bahia. Tutor de diversas disciplinas da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP.  Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP. Membro da Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH.   Consultor na área de gestão de espaço público, mobilidade urbana, espacialidade e violência, cultura e cidadania e análise estratégica de inteligência. Contatos: facebook: @robertojoseitabuna.

2 Comentários
  1. Erick Cotta Diz

    Além de medidas de circulação de veículos (Carros e Motos), entendo que o investimento em uma melhoria do transporte público com veículos em melhores condições, otimização dos roteiros dos coletivos, implantação de terminal rodoviário urbano com integração de linhas e faixas exclusivas para ônibus, melhoria nos pontos de ônibus, desafogaria uma boa parte problema com excesso de veículos transitando na cidade.

  2. Antonio Filho Diz

    Basta realizar o plano de mobilidade urbana , que por sinal foi ampliado o seu prazo para abril de 2021, conforme Medida Provisória 906, de 19 de novembro de 2019.
    Agora, o município com mais de 20 mil habitantes que não fizer o plano fica impedido de receber recursos federais para o setor.
    Att
    Antonio Filho do Jaçanã

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