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Coluna Livre

GRUPO IPOLÍTICA, COMUNICAÇÃO COM SERIEDADE

Por Leléu Rodrigues

A imprensa de Itabuna sempre foi reconhecida, principalmente por causa dos seus valores pessoais. Não irei citar nomes para evitar cometer injustiças, entretanto, no momento atual preciso assumir uma postura de parcialidade, até porque nos tornamos amigos e irmãos, daí, omitir seu nome e não falar sobre a grandeza da sua empresa, ou melhor, das empresas que hoje compõem seu grupo de comunicação, seria desonestidade da minha parte, literalmente falando.

Ricky Mascarenhas, ou, como gosto de tratá-lo carinhosamente, “meu Gordinho querido”, primeiro minha gratidão pela sua amizade, e segundo parabéns pelo seu novo empreendimento empresarial “Grupo Ipolítica”.

Itabuna tem muitos profissionais de qualidade na área da comunicação. Não há um sequer que não mereça espaço e o nosso respeito, independente se exercem suas atividades de forma bem intencionada ou não. Existem nomes que fazem parte da história de nossa cidade, aliás, alguns são verdadeiros ícones, patrimônio itabunense.

Enquanto ao meu amigo e irmão Ricky Mascarenhas e o Grupo Ipolítica, saibam que além de orgulhoso estou também muito feliz, na realidade estou me sentindo como se tudo fosse parte de minha vida, diante de tamanha alegria pelo seu crescimento e prosperidade. De agora por diante somente Deus para impedir os avanços da sua caminhada, tudo que você plantou será colhido a partir de já, desse momento, pois a todos que praticam e oferecem o bem, nenhum mal lhe será atingido, e esse abençoado, protegido e merecedor, é você, meu Gordinho querido.

Diante das ideias e propostas que você apresentou na última reunião com relação ao projeto do seu novo empreendimento, não temos dúvidas que o Grupo Ipolítica será um divisor na comunicação de Itabuna, quiçá na comunicação regional. Ao sair do encontro, todos nós ficamos encantados, aliás, estamos ansiosos pela realização e execução dos projetos, os quais acreditamos serão todos coroados de sucessos.

A curiosidade mata, assim, tenho certeza que todos estão ávidos para saber sobre tudo do novo empreendimento, entretanto, esse artigo apenas está sendo publicado devido a minha insistência pessoal, já que também estamos em conversa e entendimento para uma parceria a qual Deus irá abençoar e que também será coroada de sucesso.

Ainda não vamos divulgar todos os detalhes do novo empreendimento, já que o imóvel está em fase de reforma e adequações, bem como de aquisições do mobiliário. Muito em breve Itabuna receberá esse presente, igualmente o Grupo Ipolítica de Ricky Mascarenhas receberá seus convidados e amigos para conhecer o mais aconchegante espaço da comunicação de nossa cidade.

Parabéns e sucesso Rick! Você merece e Itabuna também.

Leléu Rodrigues

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A VIDA NÃO É O QUE NOS ACONTECE. É O QUE FAZEMOS DAQUILO QUE NOS ACONTECE!

Eu certamente não vou me lembrar da historia exata, porque escutei há alguns anos, mas vou tentar resumir. Recém formada, trabalhando em uma agência de Marketing Promocional em Salvador, viajava bastante para eventos institucionais. Sempre conversadeira, ia acumulando pessoas e causos.

Era convenção de uma grande empresa na Costa do Sauípe, e lá passei praticamente uma semana, entre montagem e desmontagem de stand do cliente, e acompanhamento do evento. Circulando, conheci um senhorzinho que me resumiu o seguinte: ele tinha uma padaria relativamente pequena e dali sustentava sua família e o status de empresário. (Vale lembrar que Empreendedor é um termo mais atual!) Um dia, ele teria sido surpreendido com a pequena padaria em chamas. O fogo teria destruído tudo! Tudo mesmo! Recomeçar seria uma opção, se ele pudesse, mas nem dinheiro para isso tinha!

Arranjar um emprego seria o mais prudente naquele momento, mas com a idade um pouco avançada, ele teria conseguido apenas uma vaga para vender um determinado produto, de porta em porta. E assim o fez. Alguns anos depois, estava ali, sentado naquele stand, tomando sorvete (todo dia eu ia lá filar um sorvetinho), enquanto me falava dos filhos, que eram, naquele momento, grandes empresários e estavam ali como tal.

A mudança e reconstrução não me impressionaram, até porque amo biografias e já li milhares assim! O que nunca esqueci foi ele me dizer que se o fogo não tivesse destruído sua pequena padaria, talvez ele não tivesse a oportunidade de se orgulhar dos seus. O fogo que destruiu o seu “ganha-pão”, foi o mesmo que acabou lhe expondo a outra vida, outras pessoas, e outra forma de “apresentar” a vida aos filhos!

Obs: o stand era de uma marca de móveis nacionalmente conhecida, o sorvete era apenas um receptivo, e meu companheirinho estava em Sauípe praticamente a passeio! Feliz de mim que pude conhece-lo!

Manuela Berbert é Publicitária e Especialista em Marketing de Conexões.

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OS PRÓXIMOS PASSOS PARA ITABUNA

Sabemos que nenhuma cidade do Brasil e do mundo sairá ilesa da atual pandemia que estamos vivenciando. Os prejuízos já são enormes e podem ser mensurados, como a perda de arrecadação por parte das prefeituras municipais; as demissões em massa; o encolhimento da atividade econômica e, principalmente, o agravamento do colapso social e da desigualdade, com reflexos diretos na vida do cidadão contribuinte, afetando as áreas mais periféricas e os grupos mais vulneráveis da sociedade.

No caso de Itabuna, a diferença se dará na capacidade de uma gestão eficiente dos recursos públicos, que estarão escassos; na reestruturação da economia e na sensibilidade para com os que mais precisarão do Poder Público Municipal. Esta dura realidade nos obriga a pensar nos próximos passos que teremos de dar para que a nossa gente possa ter acesso às oportunidades que deverão ser construídas, levando-se em conta três pilares como prioridade: a construção de um amplo sistema de proteção social; a execução de um plano para a recuperação da economia e do emprego; e o foco na refundação da educação básica.

Teremos um horizonte imediato de pessoas dependentes do sistema público de saúde, o que ocasionará uma maior pressão sobre a futura gestão. Isto significa que, a maioria das pessoas estarão na dependência de colocarmos para funcionar todo o aparato da rede municipal de saúde. A mesma tarefa árdua deverá ser aplicada na reconstrução dos nossos instrumentos de assistência social direta e de segurança alimentar, que foram relegados a um plano inferior, sufocados para dar fôlego a uma atual gestão sem prioridades.

O desemprego, que já apresentava sua dura conta, deve ser agravado pelos efeitos da pandemia e da sequência de decisões equivocadas, que culminaram no fechamento de empresas e no agravamento do setor produtivo local. Temos que colocar em prática o mais ousado e completo plano de recuperação da economia e do emprego, com metas bem claras de curto, médio e longo prazo. Um plano que case com a nossa perspectiva de pactuar com a população de Itabuna, a construção de um pilar que colocará a cidade, definitivamente, no caminho do desenvolvimento. Proteção social, com economia forte e educação transformadora. Eis o nosso caminho a ser percorrido, com alguém que tenha experiência e capacidade para liderar o difícil governo que virá, longe da dicotomia novo x velho. Os problemas são maiores que isso!

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ANO DE 2020, PERDIDO OU GANHADO ?

Em Isolamento físico, domiciliar e não social, por que estamos nos relacionando através das ferramentas tecnológicas, WhatsAps, Instagram, Face book (quem tem), e-mails, ligações através da Internet ou ligações no modo antigo, quer seja através de celular ou de aparelhos telefônico fixos, portanto, o isolamento não é social, continuamos cumprindo as regras e normas da sociedade, mesmo em casa, trabalhando, cumprindo tarefas de ¨home work¨, que hoje, com a pandemia coloca-se como novo formato de trabalho do novo tempo, chamado de ¨novo normal¨.

Aí, voltemos para o que o isolamento físico também serve, pensamentos, reflexões… o ANO DE 2020 ESTÁ PERDIDO OU GANHADO? Comecemos por imaginar Pedido…como foram as nossas expectativas no Revéilon, na passagem do ano velho de 2019 para o Ano Novo de 2020? Ahhh, pensamos tantas coisas, imaginamos tantas realizações, a exemplo de minha neta mais velha, Camila, que pensou no vestibular, hummm será perdido ou ganhado? Os políticos com certeza pensaram nas eleições, perdido ou ganhado? Empresários pediram um ano de economia forte, perdido ou ganhado? absoluta certeza todos pediram ¨saúde pra dá e vender¨, aí nesse quesito? será ganhado, mas, infelizmente tivemos alguns irmãos perdidos nessa pandemia, muito triste. Aí, após alguns exemplos, começamos o Ano 2020, verão, férias, Carnaval, festas, eventos, e ainda não tínhamos entendido que o primeiro semestre desse ano começava Perdido, afastamento social, domiciliar, medo, pavor de aglomeração, falta de renda, preocupação com a família, pessoas conhecidas infectadas, entubadas, avós, pais, filhos, netos e famílias separadas para se proteger do vírus maldito, ano perdido, aulas suspensas, cirurgias eletivas suspensas, comércio fechado, comércio de serviço fechado, o mundo parou por que o povo estava PERDIDO.

O Ano de 2020 no segundo semestre Perdido ou Ganhado ? outro pensamento, outra reflexão, optei por Ganhado, vou explicar: igrejas fechadas, mas em cada casa, cada pessoa passou a ser uma igreja, Ganhado por que famílias estão em oração, famílias juntas ou separas, aproveitando da tecnologia, Ganhado por que estamos vencendo o medo com responsabilidade, afastamento, máscara, Ganhado por que chegamos à conclusão que os ensinamentos e os valores da educação doméstica, como ¨o lavar as mãos antes das refeições¨, ¨lavar as mãos quando chegar da rua ¨, ¨não deixar o sapato de rua sujo no quarto¨ e outros ensinamentos sanitários da infância está bem atual, Ganhado por que os cientistas estão mostrando que é preciso investimento em Ciência e Tecnologia e não em Carnaval, Ganhado por que precisamos respeitar, valorizar e pagar melhor os professores e os profissionais de saúde, Ganhado por que a humanidade está aprendendo a ser mais humana, menos falsos abraços e beijos e mais Amor ao próximo, Ganhado por fazer-se necessário o respeito aos ensinamentos de DEUS, Ganhado por que aprendemos a não nos deixar levar pelos reclames do consumismo na mídia entendendo que é melhor guardar o dinheiro que ganhamos com suor do nosso rosto para as primeiras necessidades, Ganhado por que o Mundo tem orado pelo remédio, pela vacina contra corona vírus, Ganhado por que aprendemos a amar a Deus sobre todas as coisas e não usar sem nome em vão, ganhado por que a experiência com ELE é o melhor que pode nos acontecer! É certo que o segundo semestre do ano de 2020 acaba de começar, será atípico, mas cremos que para os que estão firme com DEUS será um Ano já está GANHADO !

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PANDEMIA E A PRISÃO DOMICILIAR

Desde o início da pandemia, nós estamos vivendo em uma das espécies de prisão (comprovado cientificamente, o isolamento social é o método mais eficaz para impedir a progressão do contágio do vírus vertiginosamente) prevista no Código de Processo Penal: a prisão domiciliar. Com as prisões de Queiroz, da sua esposa Márcia pelo STJ, e a mais recente concessão para o ex-ministro Geddel Vieira Lima pelo STF, fazendo imperioso tecer acerca deste assunto para compreender quando poderá ser aplicado pelo juiz. Pelo motivo do assunto ser deveras extensivo, não poderei exaurir todo o assunto no artigo.

Esta modalidade de prisão é a mais branda prevista no ordenamento jurídico, e que, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP), artigo 318, a prisão domiciliar consiste no recolhimento do indiciado ou acusado em sua própria residência, e não em um cárcere público como é o mais comum. Além do CPP, a modalidades também é prevista na Lei de Execução Penal (LEP).

Após a contaminação atingir também os presídios brasileiros já famigerados por serem  superlotados, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em março, publicou a recomendação 62/2020, o qual orienta a reavaliação, durante a pandemia, das prisões provisórias que resultem de crimes menos graves, priorizando-se: pessoas do grupo de risco, presos em penitenciárias com superlotação e casos de prisões preventivas que tenham excedido 90 dias. Além da própria Constituição o qual  prevê a responsabilidade do Estado por aqueles que estão sob a sua égide assim exposto: “art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Com isto, houve uma avalanche de pedidos de presos para que seja convertida a sua pena de prisão em regime fechado para a prisão domiciliar, tipo de pedido comum quando o preso testa positivo para a Covid-19, uma vez que o preso portador de doença grave poderá requerer esta modalidade neste caso. Destarte, é de fundamental relevância ter ciência quais os requisitos a serem preenchidos pelo requerente para a concessão do pedido como será exposto neste artigo. O problema é que em tese, não seria cabível a todos os contaminados indiscriminadamente, já que a forma mais grave da doença não é atingida a todos, mas um grupo específico, o que está causando dificuldade para a análise dos pedidos.

O Código de Processo Penal diz nos seus incisos que para ter o direito de cumprir a pena em domicílio, é imprescindível que: “(…) II – extremamente debilitado por motivo de doença grave”. A Lei de Execução Penal é parecido, porém tem uma exigência a mais. No seu artigo 117, fala-se de prisão domiciliar aos condenados que se encontram em regime ABERTO em residência particular quando: “(…) II- For acometido de doença grave”. Existem outras hipóteses previstas nos demais incisos, no entanto, o rol não é nem taxativo, e nem cumulativo, podendo ser previsto outras hipóteses a serem aplicadas. Notem também que a LEP fala em regime aberto, enquanto o CPP é omisso acerca do assunto. Quanto ao regime no qual possa ser aplicado, a jurisprudência entende que se o preso for acometido de doença grave, é possível ser concedida também em regime fechado.

Prova de que o rol não é taxativo é a possibilidade do cumprimento da prisão domiciliar quando não há possibilidade de encarceramento por motivo de lotação do presídio, conforme a súmula vinculante número 56: “A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nesta hipótese, os parâmetros fixados no RE 641320”, todavia, a  solicitação  somente é concedida às pessoas de classes mais altas, o que demonstra um preconceito para com as pessoas de baixa renda.

Agora analisando as últimas concessões famosas, Fabrício Queiroz foi preso no dia 18 de junho no suposto escritório  de advocacia do ex-advogado de Flávio Bolsonaro por ser o chefe do esquema das rachadinhas na Assembléia Legislativa do Rio, ele foi agraciado pelo presidente do STJ, João Otávio Noronha. Para cumprir a pena, o ex-militar está fazendo uso da tornozeleira eletrônica e o condenado teve que indicar o local onde seria cumprida a pena, além de não ter contato com outras pessoas exceto familiares próximos, profissionais da saúde e advogados devida e previamente constituídos. A concessão foi admitida por Queiroz estar se recuperando de uma cirurgia contra o câncer e este foi estendido à sua esposa Márcia. O interessante é que o juiz o qual concedeu a prisão domiciliar ao Queiroz já havia rejeitado outros pedidos no mesmo sentido a outros presos.

 Já nesta terça-feira, dia 14, o ministro Dias Toffoli deferiu o pedido liminar de Geddel Vieira Lima para que este cumpra a sua prisão em domicílio, segundo o ministro, o entendimento é baseado “à luz do princípio do poder geral de cautela”, atendendo o pedido da defesa e levando em conta que o estado geral de saúde de Geddel, seria um quadro “com risco real de morte reconhecido”, uma vez que houve um agravamento da doença. O  ex-ministro foi testado positivo para o covid-19 no dia 18 de julho e integra o  grupo de risco por ter mais de 60 anos e ser hipertenso, além de o relatório médico apresentado pela defesa à Suprema Corte constar que Geddel faz uso regular de medicações.

O ministro havia sido condenado em outubro de 2019 a 14 anos e 10 meses de reclusão por organização criminosa e lavagem de dinheiro. O caso dele chamou a atenção da população após ser encontrado 51 milhões dentro de malas num apartamento em Salvador. Geddel ficou inicialmente cumprindo a pena em Brasília (DF), na Penitenciária da Papuda, entretanto, em dezembro de 2019 foi transferido para o Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

Diante da impossibilidade do Estado garantir a saúde dentro das penitenciárias, e desta forma, coloca em risco a vida dos seus custodiados, a saída do judiciário está sendo conceder que a pena seja cumprida na própria casa do criminoso, mas como pôde-se perceber durante o artigo, estas sentenças não estão sendo concedidas de forma adequada, muito menos a todos, o que piora vertiginosamente a discriminação e a impunidade no nosso país.

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A MENINA QUE VENDIA LAÇOS

A gente sabe que transformar suas paixões em negócios nunca foi algo tão incomum, uns por destino, outros por habilidade e muitos por insistência. A fórmula, embora o empreendedorismo tenha suas regras, é o que menos importa nisso tudo. Encontrar o seu propósito de vida é o grande protagonista das salas terapêuticas, dos best-sellers e das recomendações dos profissionais de carreira. De uns anos para cá, o movimento é gigante!

No último mês conheci melhor doze histórias de vida na série de lives Manu Convida Mulheres (todas estão salvas no meu perfil no instagram @manuelaberbert, inclusive). Pontos comuns entre elas? O empoderamento, a citação do parceiro como grande incentivador e a paixão por algo ou alguma causa. Particularmente acho monótono e vazio uma vida sem grandes paixões, ainda que elas obedeçam aos ciclos do começo, meio e fim. Viver é ousar, hoje e sempre. (Amém!!!)

Mas o que eu quero contar neste texto é a história de uma mãe, fazedora de laços femininos, pequena na altura e grande na ousadia. Lais Palladino, psicóloga, se viu com muito mais tempo dentro de casa por conta da maternidade. Começou a fazer laços para sua filha e pouco tempo depois para as filhas das amigas, começando ali um pequeno e sutil negócio. Com dedicação, as possibilidades da internet e a profissionalização daquilo tudo, um dos fatos mais curiosos dessa história toda foi o aluguel de uma sala na Avenida Paulista, em São Paulo, para um Workshop de Laços.

Confesso que quando escutei essa passagem da sua história, um dos pensamentos que me veio à mente foi: “Quantas pessoas, homens e mulheres, não sonham em trabalhar em multinacionais para um dia ter a oportunidade de estar ali?!” Mas o poder das conexões é gigante, e a menina que fazia laços saiu de um pequeno atelier montado em casa, de uma cidade do interior do Sul da Bahia, com uma ousadia que só os maiores executivos do mundo tem, alugou uma sala no coração do país, para ensinar a outras mulheres (sim,suas turmas lotaram), que o produto delas pode até ser delicado, mas a coragem delas precisa ser gigante!

Manu Berbert é Publicitária e Especialista em Marketing de Conexões.

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ME VÊ UMA PIZZA COM SABOR DE SIMPLICIDADE, POR FAVOR

Por Manu Berbert*

Quase todos os dias a janelinha do whatsApp de uma pizzaria delivery da minha cidade acende a tela do meu celular, provavelmente de uma lista de transmissão. Até aí tudo bem, afinal é bastante comum hoje em dia. Mas o que me chama a atenção deles é a simplicidade da CONEXÃO que criaram. Vou explicar:

Eles alternam cards com pizzas, cardápios e até vídeos dos produtos com mensagens como: “Boa tarde! Já estamos funcionando!” “Boa tarde! Já estamos prontos para atendê-los!” Na última semana, por exemplo, eu estava sentada na sala da casa da minha mãe quando recebi “Boa noite! Estamos na ativa!” BINGO! Ela ama pizza e eu brinquei: “Olha, sua pizzaria já está funcionando!” Preciso contar a vocês que na mesma hora pedimos?! Não, né?!

Onde eu quero chegar com essa história? Comunicação é algo que pode (e deve) ser simples! Comunicar a verdade do seu serviço ou produto é sempre a melhor opção! E a criatividade mora no óbvio, naquilo que está ali acontecendo e você só precisa comunicar, pulverizar a informação, divulgar, com eficácia!

Às vezes observo o esforço de algumas empresas ou profissionais liberais querendo construir o inatingível e se distanciando cada vez mais da clientela. Ou pagando por uma comunicação extremamente bonita, mas automática e fria. O cara compra um pacote com 15 cards belíssimos de propaganda das suas pizzas e dispara, todos os dias, no mesmo horário, para ser lembrado. Talvez ninguém tenha te contado ainda, mas é bem provável que o seu número esteja silenciado em mais da metade dos aparelhos dos seus clientes.

*Manu Berbert é Publicitária e especialista em Marketing de Conexões.

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CAMINHOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA NA PÓS-PANDEMIA

O Covid-19, uma pandemia de enormes proporções, que talvez essa geração nunca sequer tenha imaginado vivenciar, vem trazendo uma série de modificações em diversos setores. Talvez uma das mudanças mais significativas tenha sido no campo da educação, haja vista que, respeitada as devidas proporções e especificidades, a escola não parou! Para os entusiastas da educação tecnológica, a inserção de ferramentas tecnológicas na educação (com pouquíssima inovação em relação a outros setores) vem trazendo uma nova onda de otimismo, ao acreditar que o desenvolvimento do ensino e aprendizagem, em especial na Educação Básica irá sofrer a tão teorizada disruptura, apesar de ainda encontrar alguns entraves no que tange as relações da teoria e a prática de inserção dessas ferramentas no campo educacional.

Não podemos negar que esse momento ímpar da história da humanidade fez com que determinadas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) foram inseridas no campo educacional de forma extremamente improvisada, salvo a exceção de instituições seletíssimas que já as utilizavam como parte integrante de seu rol de instrumentos de ensino. Um ponto que devemos salientar nesse momento é que de fato o ensino remoto possui diversas barreiras, inclusive legais, aqui no Brasil – essas barreiras foram temporariamente relaxadas, justamente para suprir a necessidade de algumas instituições e impedir que as escolas literalmente parassem, entretanto tudo indica que essas barreiras serão restabelecidas assim que retornarmos à normalidade do ensino presencial. – porém e necessário reforçar que não existe a efetiva proibição da inserção de ferramentas de ensino remoto, muito pelo contrário, alguns teóricos até estimulam essa prática, seja um canal online onde os professores possam tirar dúvidas dos alunos, ou até mesmo criar vídeos que possam auxiliar os alunos na construção de conhecimentos, esses são exemplos práticos da utilização das TIC’s em ambientes educacionais, eles não são proibidos e se tornaram uma “febre” na segunda década do ano 2000, instrumentos de fácil utilização que pode ajudar professores e alunos a romper com o paradigma de uma sala de aula que nada se diferencia das salas de aulas de 100 anos atrás.

O fato mais interessante nesse contexto de pandemia, isolamento social, escolas fechadas e aulas online foi o início de uma louca corrida para implementação de ferramentas que já estavam disponíveis a muito tempo e extremamente acessíveis, orientação de professores (os tão profetizados nas reuniões de formação e jornada pedagógicas) bem como de pais e alunos para utilização dessas ferramentas para que a dinâmica de ensino e aprendizagem não seja prejudicado. É notório que tanto em instituições de ensino públicas quanto privadas a questão financeira tem um peso maior, a escola pública sofre pela questão da disponibilidade orçamentária que já é sofrida, piora em tempos de redução extrema, em detrimento ao investimento imediato em saúde e assistência social, por outro lado a escola privada sofre pela pressão dos pais por descontos nos valores de mensalidades (inúmeros motivos são apresentados para justificar os pedidos) e o cenário nada previsível que acaba por limitar ainda mais a capacidade de se investir nessa mudança. Sendo assim, utilizando uma analogia médica, a abordagem mais prática é a de remediar do que implementar políticas duradouras para sanar o problema a longo prazo.

Temos que levar em consideração também, e é um tema bastante discutido em reportagens e entrevistas e educadores e teóricos, as diferenças socioeconômicas envolvidas nessa temática, uma vez que nem todos os estudantes possuem um computador ou smartphone, ou mesmo internet para ter acesso as aulas via internet. Essas desigualdades podem e devem ser observadas pelos docentes e gestores das instituições a fim de buscar uma forma de contemplar também esses alunos, por exemplo: uma família com dois filhos em idade escolar diferentes e com as aulas acontecendo no mesmo horário, porém eles dispõem de apenas um aparelho para acessar essa aula, como proceder? É diante desses dilemas que os docentes e gestores precisam buscar alternativas humanitárias para que nenhum desses indivíduos seja prejudicado, obviamente que essa nova demanda constitui um novo desafio para esses atores do cenário educacional.

Podemos perceber os efeitos dessa desigualdade em vários países mundo afora – até mesmo em países desenvolvidos – entretanto será mais claro no Brasil por conta das nossas demandas sociopolíticas, econômicas e históricas. E a crise econômica que é iminente – levando em consideração os dados recém-divulgados da queda histórica do PIB dos EUA no 1.º trimestre – tornará esse abismo ainda maior e, será o elemento que reduzirá ainda mais a capacidade de investimentos das instituições de ensino públicas e privadas.

Outro ponto sensível a se tocar nesse momento, é o tema da inclusão, que notamos a vastos exemplos que, respeitadas as devidas proporções, está longe de acontecer na educação presencial, está ainda mais longe de acontecer dentro do contexto da Educação a Distância, onde a quebra de rotina e de vínculos entre educador e educando que é muito importante para esses discentes, torna ainda mais difícil a efetivação de uma educação igualitária, em um cenário que mais parece que estamos trocando os pneus com um veículo em movimento. Os efeitos dessa prática são facilmente notados em casa, onde os pais nem sempre estão prontos, ou até mesmos dispostos, a apoiar o processo de aprendizado de seus filhos durante o isolamento. O mesmo podemos notar na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, onde a Educação a Distância pode até estar sendo promovida, porém demonstrando uma eficácia muito baixa e em alguns aspectos, mostrando-se até mesmo pouco ou totalmente inviável, porém a interação com as professoras, a qual os pequenos alunos tendem a ter um carinho especial é interessante para acalmá-los e incentivá-los o isolamento social, que é especialmente estressante para esse público.

Diante de todo esse cenário ainda precisamos notar as questões simbólicas das relações comportamentais no campo da educação, bem como os aspectos comportamentais ligados aos valores, crenças, rituais e normas que são compartilhados por professores, pais, alunos e gestores escolares dentro de uma cultura organizacional –que contratualmente estabelecemos ser escola – esses simbolismos são resistentes as mudanças e tendem, mesmo em momentos de força maior a estarem à frente das propostas progressistas de alteração do status quo. Como forma de exemplificar essa questão, basta notarmos as reclamações mais comuns que professores e gestores recebem dos pais de alunos que não se mostram satisfeitos com o andamento que as aulas, avaliações e as atividades remotas estão tendo, na verdade todo esse desconforto é basicamente o desejo implícito – a depender da forma que se apresenta, até explicito – de que tudo volte o mais breve possível ao que era antes, cada dificuldade apresentada por seus filhos se torna na verdade uma nova justificativa e não um desafio a ser vencido na comunhão família e escola, rumo a um benefício maior.

Podemos notar que uma crise tão intensa e de toda forma tão inesperada quanto a pandemia do Covid-19 nos apresenta diversas novas formas de promover várias transformações, entretanto quando se trata em estabelecer novos paradigmas para a Educação Básica Brasileira precisamos somar uma série de esforços, que de antemão encontram-se limitados e devido a questões mais imediatas, permanecerão assim por muito tempo, tanto pela crise econômica acentuada pela pandemia quanto pelas questões políticas e econômico-financeiras que são vilões do sistema educacional a bastante tempo. Entretanto, o mais interessante – e por diversas razões, o mais chocante – é que se o isolamento social, fruto dessa pandemia, continuar por mais tempo e consequentemente a suspensão das aulas presenciais, será uma forma de aumentar significativamente as chances de consolidação de, na pior das hipóteses, ao menos uma pequena parcela das mudanças tão esperadas.

Richard Silveira é Mestre em Educação, especialista em Tecnologias Educacionais.

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ACHARAM O QUEIROZ E O PROSSEGUIMENTO DO PROCESSO DAS RACHADINHAS

Neste artigo não falarei de apenas um único tema, serão ditos vários elementos do direito, porém, serão apresentados de forma mais inteligível e lógico possível para aqueles que não têm alguma intimidade com o Direito.

Após finalmente findarem com a pergunta que viralizou as redes sociais “Onde está o Queiroz?”, o qual foi achado e preso em um escritório de advocacia em Atibaia, pertencente (agora ex) advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef. Fabrício Queiroz foi preso preventivamente no dia 18 de junho por suspeita de ser o operador de suposto esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, e que, na época do crime, ainda era deputado estadual, hoje, o Flávio é senador pelo partido Republicano.

O então advogado Wassef escondeu o suspeito em um escritório de advocacia por conta da prerrogativa instituída no Estatuto do Advogado art. 7º, inciso II, da Lei 8.906/94 que diz: “a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia” e, por este motivo, foram levando-se dois advogados no momento da prisão. O Wassef colocou a placa como sendo o local o seu escritório em razão de que sabia que neste lugar seria mais difícil da polícia adentrar por conta deste respaldo de inviolabilidade que a lei concede.

Pode ser difícil uma busca e apreensão em escritório de advocacia, contudo não é impossível, principalmente quando são utilizados para cometerem crimes (mas na visão do advogado, o “Fabrício Queiroz não estava escondido e eu não estava escondendo. Nunca esteve procurado, foragido, não existia prisão decretada, sequer foi solicitada sua presença no Ministério Público”), uma vez que a lei não lhe concede este direito. Este dispositivo dá esta prerrogativa aos advogados para que haja uma segurança no trabalho, pois ali estão contidas as provas dos processos e informações sigilosas de inúmeros clientes, e, sem esta segurança, é impensável a atuação deste.

Em seguida, depois da péssima explicação confusa de como um foragido se hospedava há mais de um ano no seu suposto escritório, Wassef saiu do Caso das Rachadinhas no dia 21, quando deu o anúncio em uma entrevista exclusiva, e assumiu Rodrigo Roca, criminalista o qual defendeu o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, em 2018.

Ainda acerca do Caso das Rachadinhas, na quinta-feira 25, o Flávio Bolsonaro conseguiu pela justiça do Rio um habeas corpus para que o seu processo saísse da primeira instância e fosse para a segunda por dois votos a um. A 3ª Câmara Criminal do TJ acatou o argumento do réu de que ele teria direito a foro especial pelo fato do réu em questão já ser deputado estadual na época dos fatos, e que o juiz Flávio Itabaiana não tinha competência para julgar o caso; no entanto, os magistrados decidiram por permanecer as decisões do juiz de primeira instância tomadas até o momento, incluindo a determinação da prisão do Fabrício Queiroz, ex-assessor do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, as quebras de sigilo e ações de busca e apreensão, porém, esta decisão contraria o julgado do STF em 2018 acerca do foro por prerrogativa de função.

Foro privilegiado ocorre em virtude dos cargos que estas pessoas ocupam no Estado. O jurista Tourinho Filho define assim: “ há pessoas que exercem cargos de especial relevância no Estado, e em atenção a esses cargos ou funções que exercem no cenário político-jurídico da nossa Pátria gozam elas de foro especial, isto é, não serão processados e julgados como qualquer do povo, pelos órgãos comuns, mas pelos órgãos superiores, de instância mais elevada”, ou seja, se você está em algum cargo de relevância (político, jurídico) do país, você terá direito a não ser julgado por um juiz comum, mas por um órgão colegiado, ou melhor, um órgão com mais de um juiz. Na Constituição de 88 existe um rol de autoridades os quais são agraciados com esta prerrogativa, a exemplo de políticos com cargos eletivos, ministros, conselheiros, comandantes , diplomatas, juízes e membros do Ministério Público. O foro privilegiado destas autoridades se encontra espalhados em diversos dispositivos na Constituição, por exemplo, prefeito: artigo 29, inciso X; deputados e senadores: artigo 53, § 1º; Presidente da República, Vice-Presidente, membros do Congresso Nacional, Ministros do STF e o Procurador-Geral da República: artigo 102, I, b; entre outros.

Pelo STF, o entendimento é o seguinte: o foro privilegiado que é conferido aos deputados federais e senadores se aplicará apenas a crimes cometidos no exercício do cargo e em razão das funções a ele relacionadas, cancelando a súmula 394 que previa: “Cometido o crime durante o exercício funcional, prevalece a competência especial por prerrogativa de função, ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados após a cessação daquele exercício.”

O que ficou definido no julgamento pelo STF foi que, cessando o mandato que lhe conferia ao foro por prerrogativa de função, o processo seria remetido ao juiz de primeira instância, não importando se logo após o réu assumisse outro mandato. Ou seja, o Flávio finalizou o seu mandato como deputado, os autos do processo foram para o juiz Flávio Itabaiana como determinados pelos magistrados na época, porém, ao assumir logo depois o mandato como senador, o processo não deveria mais ser encaminhados ao tribunal colegiado, pois o seu mandato como deputado chegou ao fim. Contudo, a 3ª turma criminal do TJ entendeu que ao emendar um mandato no outro, Flávio teria ainda direito ao foro, o que é uma afronta à segurança jurídica visto que existem diversos outros julgados já decididos, neste sentido de permanecerem no juízo a quo (juiz de primeira instância ).

Em casos de conflito de competência entre juiz a quo e juízo ad quem, conforme a Lei Maior, é do STJ a competência de saná-lo, conforme o artigo 105, alínea d: “os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvado o disposto no art. 102, I, o, bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos;”. Todavia, com uma decisão já pacificada acerca do assunto pelo STF, a decisão proferida a favor do habeas corpus fica prejudicada, e é passível de ADIN no STF pedindo a nulidade do julgamento.

A tática de subir e descer o processo para postergá-lo já é uma prática comum entre os políticos, é uma manobra antiga e ardil para que o processo fique eternamente sem solução. Estas estratégias de procrastinação do processo leva à impunidade, algo abominável aos cidadãos já cansados de verem políticos se livrando da punidade de seus crimes.

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A MERENDA ESCOLAR NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE IBICARAÍ E A PANDEMIA

Por Professor Harmensz Assis

O PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar proporciona a merenda escolar aos estudantes de todas as etapas da educação básica pública (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos e do atendimento a educação especial) através de repasses diretos de recursos aos estados e aos municípios de valores em 10 parcelas mensais (de fevereiro a novembro) para a cobertura de 200 dias letivos, conforme o número de alunos matriculados em cada etapa da rede de ensino público. Assim, o valor repassado por este programa aos Estados e Municípios por dia letivo para cada aluno é definido atualmente de acordo com a etapa e modalidade de ensino. Nesse caso, vamos citar apenas as modalidades de ensino que são ofertadas no município de IBICARAÍ: Creches: R$ 1,07 / Pré-escola: R$ 0,53 / Ensino fundamental e médio: R$ 0,36 / Educação de jovens e adultos: R$ 0,32 / Alunos que frequentam o Atendimento Educacional Especializado -AEE: R$ 0,53.

Diante do exposto, necessário se faz ilustrar as informações com o quadro de repasses dos recursos do PNAE recebidos pela Secretaria de Educação de Ibicaraí entre os meses de fevereiro a maio de 2020 (período de pandemia) para aquisição exclusivamente de alimentos para a merenda escolar dos alunos das escolas municipais locais em todas as esferas da educação local:

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QUE TUDO PASSE LOGO

O país assiste, entre perplexidade, incredulidade, versões e fatos reais, a uma série de acontecimentos que nos projeta negativamente no mundo. As circunstâncias observadas são tão surreais que não estamos conseguindo processá-las racionalmente. Percebemos o nascimento de um movimento antidemocrático escancarado, que fere o direito constitucional da livre expressão, da livre manifestação, do estado laico. Atacam a honra e ferem de forma mortal as bases que edificam a democracia, entre elas: o respeito às instituições, independência e harmonia entre os poderes e imprensa livre. Elementos vitais para a construção de uma sociedade crítica, plural, onde os limites legais e o senso crítico devam estar presentes.

Não são animadoras as percepções que estamos tendo ao observar o protagonismo do presidente da República como fio condutor desse estado de barbárie intelectual e extrapolação de limites. A implantação de um exacerbado ideologismo ao aparelho de estado, apropriação dos símbolos nacionais e outras sandices nos remetem às semelhanças acontecidas em outras nações, que culminaram com passagens tristes da história universal: fascismo italiano e nazifascismo alemão, por exemplo.

Na semana passada, estivemos diante de mais um desses fatos: a fala do presidente da República pedindo que populares “fiscalizassem” por conta própria os hospitais para confirmação da existência de um indicativo de caos no sistema de leitos ou malversação. São tantas aberrações que a sociedade vai aprendendo a conviver com essas narrativas sem reagir. Essa passividade, no entanto, acaba por ceder frestas perigosas e, à medida que são ocupadas, permitem solidificação de bases que podem edificar atitudes excludentes e sem licitude.

Se por essas terras houvesse serenidade e harmonia pátria, certamente já estaríamos vivendo uma outra realidade. Talvez não estivéssemos assistindo aos registros que nos incomodam. O espírito mesquinho e beligerante de quem ocupa o maior posto de poder brasileiro nos aparta de registros construtivos e irriga o divisionismo e o obscurantismo.

Por sorte, ainda tivemos alguns atores no poder e parte da sociedade que buscaram saídas, ainda que tenham cometido equívocos. Apelando para os céus, prefiro crer que Deus é brasileiro e que tem evitado que o pior aconteça, mas as perigosas incertezas nos empurram cada vez para mais próximo de um horizonte nebuloso. Pensando positivo, precisamos voltar a ser uma nação, com sua miscigenação representativa, e que tudo isso passe!

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PIROTECNIA DA REVOLTA

Segundo o artigo 2º: “ São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.” Em outras palavras, os Poderes que compõe o Estado eles devem se complementar, nenhum deles é superior ao outro, ou mais importante, cada um exerce a sua fração de forma que se torne uma máquina perfeita, sendo que a falta de uma das peças desta engrenagem, não há que se falar em um Estado Democrático de Direito.

Com isto, já se tem a resposta se seria possível o Brasil continuar a ser um país democrático sem que houvesse os institutos do STF e do Congresso Nacional; a resposta é um estrondoso não.

Retornando à divulgação do vídeo da reunião ministerial em maio, onde o presidente diz: “Nós queremos fazer cumprir o artigo 142 da Constituição. Todo mundo quer fazer cumprir o artigo 142 da Constituição. E, havendo necessidade, qualquer dos Poderes pode, né? Pedir às Forças Armadas que intervenham para restabelecer a ordem no Brasil”. Mas o artigo 142 diz isto mesmo? Novamente a resposta é não. O que exatamente diz este artigo? Em litteris, está escrito: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

Apesar do renomado jurista Yves Gandra ter interpretado de que poderia ser interpretado de tal forma a entender-se que séria possível uma intervenção militar, fechando ambos os institutos, eu me alinho com a interpretação de outro jurista muito renomado, Lenio Streck, o qual denominou esta exegese do jurista Gandra de “terraplanismo constitucional.”

Ora, a lógica ofertada pelo Gandra é de que se uma das competências das Forças Armadas é a GARANTIA DOS PODERES CONSTITUCIONAIS, sendo assim, se numa hipótese de invasão de uma competência atribuída a um dos Poderes, as Forças Armadas seriam chamadas para que fosse restaurada a ordem, como a invasão do STF numa competência do Congresso e vice-versa, e o Executivo, nesta lógica, teria a legitimidade em invocá-los caso as suas competências fossem invadidas por outro órgão, contudo, os mais fiéis seguidores do Bolsonaro, o grupo 300 do Brasil, soltaram fogos de artifícios em direção ao prédio do STF gritando palavras a favor do fechamento do STF no dia 13 de junho, invocando como base esta parte da competência para justificar a manifestação a favor da instauração do militarismo. A líder do grupo, Sarah Winter, foi presa nesta segunda-feira assim como Renan Sena, suspeito por narrar o vídeo em que foi gravado o evento. Alguns alegam que a polícia foi condizente ao ataque, e o governador Ibaneis Rocha (MDB) exonerou, neste domingo (14), o subcomandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, Sérgio Luiz Ferreira de Souza, já os demais policiais, acredito contudo que, eles, assim como qualquer outro funcionário, cumprem ordens (que não sejam manifestadamente ilegais) e a lei para garantir a segurança e a ordem pública.

Este foi mais um dos constantes ataques que estas instituições vêm sofrendo, uma parte destes provém das constantes insatisfações do povo aos escândalos envolvendo estas duas instituições, algo inegável, entretanto, o que falta é a elaboração de leis eficazes na punição de agentes pertencentes aos altos cargos públicos, como políticos e magistrados. É inquestionável que é imprescindível o corte de regalias e luxos incompatíveis com um país que sofre com a desigualdade social discrepante. Só que, a resposta para esta insatisfação não está na instauração da ditadura, mas sim na efetividade das leis, em leis que punam de fato com mais rigor aqueles que ocupam estes altos cargo.

Entendam aqui que a intervenção militar não é um regime democrático, é uma ditadura como qualquer outra, em que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se concentram em um único Poder: o militar, e isto seria um contrassenso se esta competência fosse atribuída às Forcas Armadas, uma vez que a função destas é garantir que estes Poderes possam existir, sem o Congresso e sem o STF, não há que se falar em Estado Democrático De Direito, pois ele é inexistente sem a existência desses outros Poderes.

O STF, através do ministro Luiz Fux, já havia se pronunciado acerca do papel a ser desempenhado pelas Forças Armadas um dia antes que antecedeu às ameaças, e que não compete a esta o Poder Moderador dos Poderes: “A missão institucional das Forças Armadas na defesa da Pátria, na garantia dos poderes constitucionais e na garantia da lei e da ordem não acomoda o exercício de poder moderador entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”. Esta também é a interpretação do general e ex-ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, o qual disse que a exegese do Yves Gandra é “completamente equivocada”, e continuou dizendo que “Essa interpretação acaba gerando derivações de interpretações que variam com as características de quem interpreta e também com os interesses e conveniências. O Brasil tem um presidente eleito, um Congresso eleito, um Judiciário constituído. Se não funcionam da melhor maneira, se possuem diferentes opiniões, se precisam discutir atribuições e limites, isso não impede o funcionamento. Os Poderes que se aperfeiçoem e que se harmonizem. As Forças Armadas não tem nada a ver com isso”.

O interessante é a contradição nas palavras do Bolsonaro que expressamente falou que: “As Forcas Armadas do Brasil não cumprem ordens absurdas, como por exemplo a tomada de Poder. Também não aceitam tentativas de tomada de Poder por outro Poder da República, ao arrepio das Leis, ou por conta de julgamentos políticos.”. Se “cumprir o artigo 142” na frase: “Nós queremos fazer cumprir o artigo 142 da Constituição. Todo mundo quer fazer cumprir o artigo 142 da Constituição. E, havendo necessidade, qualquer dos Poderes pode, né? Pedir às Forças Armadas que intervenham para restabelecer a ordem no Brasil.” não quer dizer intervenção, então é uma brincadeira de palavras como “eu não disse o que eu disse”, um jogo de palavras contraditórias, fazendo todo o povo de bobo.

Com uma ideia distorcida da interpretação do artigo 142 da CF como alguns juristas propõe, isto poderá levar ao caos a nação, e não às reformas e transformações necessárias para que o país cumpra com os objetivos estabelecidos na CF de: “construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Estou de acordo com Santo Cruz, não cabe aos militares a harmonização dos Poderes.

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TRABALHO INFANTIL NO CONTEXTO DA DESIGUALDADE SOCIAL E DA PANDEMIA

“É muito cedo, muito triste, é muito covarde cortar infâncias pela metade.” Este é o mote da Campanha Contra o Trabalho Infantil deste ano no Brasil, que tem neste dia 12 de junho, a sua data mundial de mobilização social.  O tema da campanha no Brasil, alerta para o risco real de crescimento do trabalho infantil, motivado pelos impactos da pandemia do novo coronavírus.

Por lei, todas as formas de trabalho infantil são proibidas para crianças e adolescentes com menos de 16 anos de idade no Brasil, a única exceção é a aprendizagem profissional, a partir dos 14 anos. E para todos com menos de 18 anos de idade, são terminantemente proibidos, trabalhos noturno, perigosos ou insalubres e as atividades que por sua natureza ou condições em que são executadas comprometem o pleno desenvolvimento físico, psicológico, cognitivo, social e moral.

Ocorre que no Brasil, o combate ao trabalho infantil segue engatinhando, principalmente em um país que se configura no cenário mundial como o segundo com a maior concentração de renda do mundo e o sétimo em desigualdade social, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2019 da Organização das Nações Unidas (ONU). Sendo nessas condições, menos efetivo na redução da pobreza e sem sucesso no que se refere a um desenvolvimento econômico sustentável.

É nesse cenário que surge a pandemia, evidenciando e aprofundado as desigualdades sociais existentes e potencializando as vulnerabilidades de muitas famílias brasileiras.  Um contexto de crises onde vários fatores podem contribuir para o aumento do trabalho infantil, tanto nas ruas quanto trabalho doméstico, este já invisível e de difícil identificação.

Tomando como exemplo a cidade Itabuna, são frequentes as cenas da infância em perigo. Mesmo em tempos onde é aconselhado o isolamento social, ainda é possível ver crianças em situação de trabalho infantil nas ruas, semáforos, portas de supermercados, feiras, quando não cooptados para o tráfico de drogas e exploração sexual. Soma-se a isso uma completa falta de ações efetivas, transparentes, e articuladas para combate a essa demanda. Sociedade e poder público negligenciando cruelmente essas infâncias.

Se por um lado, o combate aos efeitos da pandemia exige dos governantes um conjunto de iniciativas e recursos orçamentários, por outro lado, nenhuma ação do Estado brasileiro, família e sociedade, pode desconsiderar a proteção integral e a prioridade absoluta à criança e ao adolescente, previstas na Constituição Federal de 1988.

A eliminação do trabalho infantil só será uma realidade quando houver uma atuação integral e integrada de todos aqueles que estão comprometidos com a garantia dos direitos das crianças e adolescentes, principalmente nesses tempos de pandemia; além de ampla divulgação das ações, dos indicadores e canais de denúncias que permitam participação e controle social, e uma  compressão por todos, de que o trabalho infantil deixam marcas irreversíveis, de que a naturalização desta prática é discriminatória e que quando há um direito violado, todos os direitos desta criança ou adolescente estão sendo violados.

Robenilson Torres é advogado, Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB / Subseção Itabuna e Ex – conselheiro tutelar em Itabuna.

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BRAZILQUISTÃO E A DITADURA DA INFORMAÇÃO

Por Andreyver Lima*

Uma das diferenças entre democracia e ditadura, é que na democracia pelo menos você tem uma chance lutar. Não é o fim em si, mas um método de convívio político-social. Mesmo na democracia, é preciso continuar lutando por liberdade, dignidade, transparência e acesso ao conhecimento. Numa democracia, você tem a chance de pouco a pouco avançar. Porém numa ditadura, a primeira vítima é a verdade, o acesso à informação e ao conhecimento. Amarrando suas mãos e te jogando no escuro para morrer vendado na ignorância sem ter ideia do que está acontecendo.

Desde o final da semana passada o Governo Federal, durante uma emergência de saúde pública, parece fazer um esforço coordenado para deixar o Brasil no escuro, sem saber os números relacionados à doença. O atraso na divulgação dos boletins do Ministério da Saúde sobre o avanço do vírus, aconteceu justamente quando o país bateu recordes no número de óbitos por dia. Só a mudança brusca na divulgação dos dados já é o suficiente para desconfiar das intenções do Ministério da Saúde. Quando a maior autoridade sanitária do país passa a omitir e esconder dados durante uma epidemia, gera uma cadeia de desconfiança em toda a sociedade. Talvez a intenção seja de deixar os telejornais noturnos sem as informações atualizadas.

Esse método letal, de manipular as informações já foi utilizado no Brasil na grande epidemia de meningite, durante a ditadura na década de 70. E mais recentemente foi utilizado pelo Ditador do Turcomenistão, Gurbanguly Berdimuhamedow, que no meio da crise atual, proibiu que os jornais usassem o nome do vírus. A palavra “coronavírus” não pode aparecer em publicações oficiais, notícias da mídia estatal e nem mesmo em conversas de bar. A estratégia é de que uma crise não existe, se você proibir que se fale sobre ela.

No Brasil, o resultado dessa estratégia vai passar a mensagem de que o país tem menos mortes e menos casos da Covid-19. Ao invés de combater a doença, combate-se a percepção de que ela existe, saindo do campo da ciência e atuando na comunicação e na política, seguindo a cartilha do ditador do Turcomenistão.

*Andreyver Lima é comentarista político no Jornal Interativa News 93,7FM e editor do site sejailimitado.com.br

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REDES SOCIAIS EM TEMPOS DE ISOLAMENTO SOCIAL: UM CONVITE A CONEXÕES BASEADAS EM VERDADE

Somos as nossas conexões. A nossa rede de relacionamentos, que começa ainda na infância com a família e que se estende ao longo da vida, com os ciclos de amizade e relacionamento amoroso, colegas de trabalho etc. Um vai e vem de pessoas e momentos, e com eles, claro, lições e inúmeros aprendizado. E “se você nasceu com uma visão privilegiada, o seu papel não é abrir guerra contra quem pensa diferente, mas sim levar adiante o que tem de conhecimento”, escutei dia desses, e concordo demais.

Com a crise mundial do COVID-19 e o isolamento social, as conexões virtuais nunca estiveram tão em alta. O universo digital tomou ainda mais força, e com a ela a necessidade de reinventar formas de estar presente, de ser presente. As fórmulas prontas já não constroem resultados significativos, conseguindo até manter um certo “espaço”, mas não gerando audiência. (E isso vai impactar diretamente nas próximas eleições, mas esse assunto é pauta para outro texto).

Há exatamente uma semana iniciei um projeto no Instagram chamado Manu Convida Mulheres, onde doze mulheres, das mais diversas áreas e atuações profissionais, estão sendo convidadas a contar suas histórias. E quantas histórias lindas de superação e crescimento temos! Todas narradas com erros e acertos, mas com muita coerência nas falas e atitudes, inclusive nos elogios aos parceiros que validam e incentivam seus progressos. Não há necessidade de rivalidade entre gêneros. O que há é necessidade de igualdade entre todos.

Há algumas semanas convidei um amigo para pautar um tema específico, e fui ignorada. Lembrei que todos os nãos que a vida me deu, transformei. E assim nasceu um projeto que vem inspirando centenas de pessoas por dia. Com toda certeza, colocarei mais esse trecho no meu livro da vida: quando uma pessoa tentou “abafar” a minha voz, eu dei voz e espaço a doze, com o sorriso no rosto e a delicadeza que toda mulher forte tem! Manu Berbert é Publicitária.

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