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Coluna Livre

BRASIL: APERTEM OS CINTOS, O PILOTO SUMIU!

Por Gabriel Guedes*

Não pude me conter e precisei escrever sobre isto. Apertem os cintos, nosso pilito sumiu, ou melhor, nunca esteve lá, nunca apareceu. O ‘mimizeiro‘ do presidente da República, aquele que serviu de exemplo para espalhar o vírus em nosso país, hoje se acovardou e abaixou o nível, como sempre.

Sem frescura e mimimi, presidente? Sério isso? Nosso país sendo referência de como matar a população pela Covid-19 e o senhor me vem com um discurso eleitoreiro? Nos poupe de sua choradeira e de sua campanha eleitoral… Precisamos urgentemente de um piloto, alguém que conduza a nação de forma responsável e salve as vidas do povo brasileiro.

O governo federal, ou picadeiro federal, perdeu o controle e não sabe o que fazer, na verdade nunca soube. Esses dias, um amigo apoiador de Bolsonaro me disse que ele teve pouco tempo para fazer o país crescer e ainda, pasmem, usou a pandemia para defender o ‘mito’. Hipocrisia pura!

Ultrapassamos a trágica marca de 260 mil mortes, superando os Estados Unidos em novas mortes por por milhões de habitantes em decorrência da gripizinha e o governo é incapaz de disponibilizar, ao menos, um ‘anti gripal’ eficiente. Não há mais vagas em leitos Covid, mas quem se importa com isso? É governador fechando comércio e o Presidente reclamando. É pedido de compras de mais doses de vacinas e o Presidente sugerindo a ‘loja da mãe‘ para comprar.

No final, o preço disso tudo, são vidas e sequelas, sejam física ou financeira. Mas afinal, quem se importa? Você e eu também temos culpa nisso, não sejamos falsos moralistas. Aquela saída de casa e quando retorna não toma um banho, a máscara que só usa para entrar em lojas, afinal, só lá dentro que há riscos de contaminação. E a família? Ah, essa daí pode aglomerar, conhecemos todos e conseguimos ‘ver o vírus’.

Somado com um trágico piloto, que jamais entrou no cockpit, alguns tripulantes irresponsáveis e milhões de seguidores, o resultado é um 11 de setembro multiplicado por um número que nem tenho condição de mensurar, pela gravidade do caso. Todos os dias alguém vai, sem ter culpa às vezes. Todo dia uma família precisa se despedir de uma vida. Todo minuto alguém agoniza na fila de um hospital, aguardando um leito para o tratamento. Mas, como diz outro amigo meu, só grita quem sente a dor.

Só nos resta uma coisa: empatia. Isso é, se colocar no lugar do próximo, sentir o que ele sente, só assim poderemos mudar nossas atitudes. Quanto ao piloto (presidente), a ele devemos permanecer surdos, deixe ele lá falando sozinho com sua turma do oba oba.

Vivemos uma guerra, literalmente, e para quem se dizia paraquedista e fazia flexões (até eu gordo faço melhor), deveria estar assumindo o manche e comandando essa grande operação, sem colocar seus soldados em risco. Você e eu devemos fazer nossa parte, e acreditar que tudo isso um dia vai acabar.

*Graduando em Direito e Comunicador

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O LOCKDOWN, A ELITE E A FOME

Inegavelmente ficamos sem entender se o “tranca tudo” é a melhor ou a pior saída. O decreto do Governo do Estado no dia 25 de fevereiro, ocasionou nas pessoas uma euforia de opiniões nas redes sociais, atitudes completamente justificadas pela preocupação com a nova possibilidade de fechar o comércio.

Aglomerou-se na eleição. Em seguida, houve aglomeração no ano novo e no carnaval. Uma sucessão de erros nos leva a conviver com a crescente falência de pequenas empresas, taxa de desemprego elevada e a fome. Aliás, a fome no Brasil mata há muito tempo e a maior parte da elite – quando digo elite lê-se: banqueiros, burgueses, GRANDES empresários entre outros – nunca se preocupou de fato com a fome. Lembram quando o bolsa família era chamado de “Bolsa esmola”? Pois é…o Bolsa Família é um programa crucial que um dia ajudou a erradicar a fome no Brasil.

Veladamente através da narrativa de que “o vírus mata, mas a fome mata também” que os grandes empresários e a elite brasileira (entendam que aqui não estou falando dos pequenos empreendedores, que realmente sofrem com o comércio fechado) utilizam, encontra-se o desespero por não lucrar. É a falta de empatia para manter seus funcionários em casa no possível fechamento total e acredite: existem empresas no Brasil que lucram em um dia o que garantiria 3 meses de salários dos(as) funcionários(as) em casa.

O exercício de colocar-se no lugar do próximo e da divisão mais justa dos lucros poderia ser utilizado em um momento instável como o que estamos vivendo.

O discurso negacionista do presidente, a corrida para a venda de medicamentos ineficazes para o tratamento e a postura trágica perante a aquisição de vacinas nos levou ao fundo do poço.
O colapso da saúde é logo ali.

Que haja programas de benefícios aos pequenos empresários, trabalhadores, desempregados e miseráveis (que voltaram a existir no Brasil) para que de fato não haja um colapso social.

*Marcos Dantas é Graduando em Ciências Sociais na UESC.

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O ANO DO CANCELAMENTO

Por Marcos Cardoso*

Certamente, 2021 será lembrado como o ano que não teve carnaval. Para a geração daqui trinta anos, será impossível imaginar, como foi o “país do carnaval” cancelado, o Brasil sem a folia. Isto, se o mundo voltar para os velhos trilhos, anterior a pandemia da Covid-19.

A festa popular exportada da Europa, derivada do entrudo, ritual de jogar farinha, ovo e água, era uma forma prazerosa do adulto brincar e findava no primeiro dia da quaresma. Ao longo do tempo foi se modificando e adequando ao jeito brasileiro, junto com o futebol, para os críticos, o nosso “ópio”, para alguns teóricos a festa desvela também nossa hierarquização social, na mesma medida em que os dias de folia eram o salvo conduto, para a fantasia simbólica de ser quem não é no dia a dia, através da fantasia literal, digo a vestimenta, assim os menos favorecidos viravam reis e rainhas da folia ou o que sua imaginação permitisse.

Nos últimos dias a palavra cancelamento esteve em evidência, tanto pelo carnaval cancelado, quanto pela situações ocorridas na casa mais vigiada do Brasil, a do Big Brother. Certamente, este foi o ponto de ebulição para as reflexões expostas.

O ineditismo do não carnaval, no ano em que o cancelamento em todas as suas versões ganhou protagonismo, o do carnaval foi compulsório, pelas autoridades, foi protocolar. Porque antes disso, os agentes biológicos nos cancelaram, restando a alternativa de suspensão dos festejos.

Fevereiro sem carnaval, mexe primeiro com a cadeia produtiva na sociedade de consumo, mas vai além, já que esta usina de alegria simbolicamente incutida no imaginário dos brasileiros e vendida aos gringos que aqui aportam todo fevereiro, toca na alma de milhões que se alimentam durante doze meses desta expectativa é a data mais esperada do ano, cantada em verso e prosa.

Nossa identidade cultural foi construída em torno do carnaval e historicamente se consolidou como uma festa identitária, em que minorias sociais, levantam suas bandeiras contra o racismo, machismo e por mais direitos como reivindica o movimento social LGBTQIA+.

Sim, o carnaval é palco de lutas sociais, mas, é também a síntese de um povo cheio de mazelas que se permite extravasar alegria, tristeza e a lascividade, já que a festa é da carne e na modernidade que é líquida, as relações são fluídas. Como ocorre também no programa Big Brother Brasil, muitos vivem esses dias intensamente, se comportam no público como se estivessem no privado, famosos e anônimos, ricos e pobres, convivem no mesmo ambiente, todavia, com prazo de validade determinado, já que a folia dura em média quatro dias e na casa mais vigiada do Brasil, noventa.

As semelhanças vão além, tanto lá (BBB), como cá (carnaval), ambos exigem equilíbrio tantas vezes ignorados, são verdadeiras maratonas, seja em Salvador ao som do axé ou nos passos do frevo nas ladeira de Olinda requerem condicionamento físico, como nas provas de líder da casa, em sua natureza são competições, vide Carnaval do Rio, com premiação em dinheiro, para escola de samba campeã ou o mais de um milhão de reais, para o vencedor do programa. Falar de BBB e carnaval é falar de narcisismo, sempre exaltado através dos corpos desnudos em exposição.

A edição BBB 21 coincidiu até mesmo no quesito cancelamento, o carnaval por motivos óbvios, para não propagação do corona vírus. No reality recheado de tretas, o “cancelar” pessoas (prática de boicote, deixar de seguir alguém nas redes sociais, para puni-la e fazer perder contratos de trabalhos) foi a pauta mais evidente desta temporada ainda em andamento.

Em que vozes tidas como progressistas, empoderadas, que são ou eram abraçadas pela militância anti-machismo, racismo e GLBTfóbicas, deixaram aflorar seu lado perverso, potencializado pela exposição midiática, sobretudo por reproduzir o comportamento do opressor, justamente quem se coloca, fora da casa, na posição de protagonista na quebra das amarras.

Por fim, o cancelamento do carnaval, nos deu a oportunidade de refletirmos nossas práticas, o barulho do trio elétrico, foi naturalmente trocado pelo silêncio, o que possibilita escutarmos as vozes internas para quem sabe trocar o cancelamento de pessoas, pelo acolhimento, nossa arrogância pela tolerância, mesmo com os que não toleram, talvez neste processo se colha um fruto saudável a geração de consciência sobre a diversidade social.

*Marcos Cardoso é Técnico em segurança pública e graduando em Ciências Sociais na UESC-BA.

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MATÉRIAS QUE TRAMITARÃO NO CONGRESSO APÓS AS ELEIÇÕES DAS CÂMARAS

Com a vitória dos preferidos do presidente Jair Bolsonaro, Rodrigo Pacheco na presidência do Senado, e de Arthur Lira na Câmara dos Deputados, agora é colocar em pauta questões que, algumas são prioridades, outras poderiam esperar, contudo, pelo fato de serem pautas de apreço da presidência, passará na frente diante de questões que, em vista da situação do país, da gravidade da disseminação da pandemia e da grave crise economia, poderiam ser engavetadas para uma situação mais tranquila. Não falarei de todos, mas posso escrever um segundo para complementar.

A primeira pauta mais urgente refere-se ao orçamento para 2021, cuja a aprovação já deveria ter ocorrido em 2020. Só que a comissão que aprovará o orçamento só foi instalada há 5 dias, ou seja, está mais do que atrasado. O presidente do Congresso afirmou que” (…) terá duas composições: uma que irá até março para analisar o orçamento atual. E a outra que começará o trabalho a partir de abril para analisar o orçamento do ano que vem”. No entanto, o presidente do Senado tem intenção de aprovar até o mês de março. A relevância deste orçamento está em que sem que o Orçamento seja aprovado, o Executivo apenas tem acesso a cada mês, 1/12 do orçamento anual previsto. Neste orçamento está previsto para este ano: uma alta de 56% de investimento, um déficit de 233 bilhões, mas também um aumento do PIB em 3,2%, um aumento de 30% do bolsa família, proposta de um aumento do salário mínimo para R$ 1.067, além de outras propostas. Por este motivo é esta votação é a prioridade da prioridade.

A próxima seria a reforma tributária. Estas existem duas propostas de PECs (projeto de emenda à constituição) em tramitação: a PEC 45, de autoria de Baleia Rossi (MDB), que terá a finalidade de unificar 5 tributos, são elas: PIS, Cofins, IPI, os quais são federais, ICMS que é um imposto estadual, e por fim ISS, imposto municipal. A outra é a PEC 110, da autoria de Davi Alcolumbre (ex-presidente do Senado), no qual propõe outra unificação de nove tributos: IPI, IOF, PIS, Pasep, Cofins, Salário-Educação, Cide-Combustíveis, o estadual ICMS e o municipal ISS. Além destas PECs, há um Projeto de Lei de autoria do Executivo no qual apenas unifica os tributos federais PIS e Cofins na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), cuja a alíquota será 12% e entrada em vigor seis meses após publicação da lei. O motivo desta reforma é simplificar os inúmeros impostos no país, o que é uma das principais queixas constantes do setor empresarial do país, uma vez que para gerir o seu negócio, o empresário tem que pagar uma quantia significativa para o governo, o que acarreta em um número homérico em sonegação de impostos, atingindo o montante de R$ 417 bilhões por ano. Outra consequência é o fechamento do negócio da empresa, principalmente o pequeno e médio porte por não suportarem os gastos com tanta carga tributária, o que ocasiona a redução de vagas de empregos num país cujo o último levantamento realizado no trimestre de julho-setembro foi de 14,6% em 2020. Boa parte deste resultado provém da impossibilidade em se trabalhar após a chegada da pandemia. A aprovação desta reforma está prevista para o segundo semestre deste ano.

Agora falarei o mais temível para os concurseiros, a PEC Administrativa, ou PEC 32/20. A proposta do Executivo altera mais de 20 trechos da Constituição e introduz 87 novos, sendo quatro artigos inteiros. Ela atingirá aos apenas aos futuros concursados e, dentre as modificações mais centrais estão o fim da estabilidade do cargo, exceto para as “carreiras típicas de Estado” que não existe definição, todavia podemos enumerar algumas pelo senso comum: Magistratura, Promotor, Delegado, Defensor, Militares, Diplomatas, Auditor, entre outros. Outra mudança substancial é que a aprovação que passará por um período de “experiência” no cargo para comprovar a aptidão para o cargo pelo concursado, não sendo mais automática a sua investidura após a aprovação no concurso; além de tudo isto, o governo pretende suprimir diversos benefícios que os atuais funcionários públicos gozam como férias com mais de 30 dias (se bem que só os magistrados possuem este benefício), adicional por tempo de serviço, promoção apenas por tempo de serviço. A razão para tais mudanças radicais está em economizar com os gastos com os funcionários públicos. A ideia é razoável, visto que muitos funcionários trabalham pouco, tendo pouca produtividade se valendo da estabilidade e a dificuldade na demissão do mal funcionário. Todavia, os maiores gastos do Estado não é nem de longe nos analistas ou técnico judiciários, ou professores, ou empregados públicos, mas gastam muito mais justamente naqueles que ficaram de fora da reforma. Segundo o Ministro da Economia, Paulo Guedes: “Esta PEC possui como público-alvo não só a administração pública e insere-se em um escopo de transformação do Estado”.

Com tudo isto na pauta o congresso entre outros assuntos como a privatização da Eletrobrás, a PEC dos Fundos, o Pacto Federativo, parece que o presidente tem, peculiarmente, outras pautas das quais já foram assuntos de outros artigos anteriores aqui no blog: o “homeschooling” e a liberação do porte de armas. Este último foi motivo de revolta nesta semana por conta de quatro decretos os quais alteram e flexibilizam a compra e o armazenamento de armas. De acordo com um dos decretos, será possível alguém adquirir até 6 armas e dobrou o número de armas para caçadores e atiradores. Este fato fez com que o vice da Câmara, Marcelo Ramos, tecesse uma reprovação: de que o presidente estaria invadindo a competência do congresso. A reprovação está correta, visto que o decreto presidencial, conforme a Constituição, tem apenas caráter administrativa, nunca legislativa. O decreto presidencial é hierarquicamente inferior à lei, que consonante com o artigo 84 tem a função de: “Compete privativamente ao Presidente da República:VI – dispor, mediante decreto, sobre:  a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;”. Sendo assim, este decreto é inconstitucional devendo ser objeto de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Como demonstrado, o Congresso tem muito o que se ocupar com questões de supra relevância, porém, o Executivo parece ter uma prioridade pessoal.

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BOLHAS SOCIAIS E ALGORITMOS: ESCRAVIDÃO NÃO EXISTE, VACINAS SÃO INEFICAZES E KAROL CONKÁ É REFERÊNCIA POLÍTICA

Calma, amigo (a) leitor. Se chegou até aqui, certamente achou este título incoerente em vários aspectos, histórico, científico e moral. Mas vou desfazer esse mal entendido, embora para outros possa fazer algum sentido.

Obviamente, não espero que o interlocutor possa ter conhecimentos aprofundados sobre um ou outro tema. Mas antes de tudo é preciso ter humildade e discernimento, para buscar entender sobre determinado assunto que porventura não domine.

Fazer o que já fizeram, ou concordar com outros, garantiu nossa sobrevivência como espécie humana. Mas e quando sabendo dessa nossa tendência, a mídia, o marketing e as redes sociais utilizam esse fenômeno para impedir que possamos tomar decisões próprias?

Um exemplo são os algoritmos que favorecem o aparecimento de coisas que já acreditamos, evitando o incômodo gerado pela mudança de opinião. O resultado é que passamos mais tempo nas plataformas digitais, consumindo mais e entendendo menos como o mundo funciona.

Perceber isso pode nos ajudar a aprender muito sobre nossa história, embora incomode o fato de entender que o mundo é muito grande, diverso e por isso muito complicado. Aceitar que o objetivo não é estar certo, mas sim, cada vez menos errado, pode eventualmente mudar o mundo, ao invés de apenas aceitar o que nos são trazidos por bolhas sociais e algoritmos.

* Andreyver Lima é jornalista e tem certificação do curso Política Cidadã: opinião pública, eleições, grupos de interesse e a mídia, Harvard.

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REGIÃO CACAUEIRA: NOSSAS LUTAS E ANSEIOS

O Litoral Sul da Bahia vem, sistematicamente, sofrendo as consequências da falta de uma ação política coletiva. Essa tática de ação conjunta possibilitaria melhor dinâmica socioeconômica das cidades e regiões, sendo, portanto, instrumento decisivo para o processo da construção de saídas aos problemas apresentados.

A região detém grande importância para a economia baiana. Historicamente, temos no cacau a nossa principal identidade. O produto já ditou o nosso modelo econômico e ainda é uma marca forte, geradora de riqueza. Mas, hoje, esse modelo não é mais essencialmente tocado por ele. Nosso perfil econômico encontrou outros nichos: turismo, comércio e serviços se integraram ao nosso portfólio, melhorando o nosso desempenho.

Se ao longo do tempo tivéssemos uma voz uníssona para cobrar do governo federal, a nossa região seria melhor escutada e as nossas múltiplas pautas ganhariam força, ajudando a destravar importantes ações, como os macro vetores de desenvolvimento, que já estariam em outras fases de implantação. O Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, a duplicação da BR 415 e o novo aeroporto possivelmente já seriam realidades.

Destaca-se que, nos últimos anos, a região ganhou uma maior atenção do governo do estado, prova disso é que importantes obras foram realizadas e entregues nesse período. Essa atenção é oriunda do arco de alianças que chegou ao poder na Bahia a partir do governo de coalisão, tendo em Rui, Wagner, Otto e Leão seus principais expoentes, privilegiando, inclusive, a nossa região com a liderança do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, representada pelo deputado Rosemberg Pinto, natural do Médio Sudoeste e que se transformou no principal interlocutor político da região cacaueira.

Nesta sexta-feira teremos a eleição da Amurc–Associação dos Municípios da Região Cacaueira da Bahia, que integra três Territórios: Litoral Sul, Extremo Sul e Médio Sudoeste. A candidatura do prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral, em chapa única, aponta uma melhoria no nível de compreensão do valor regional por parte dos prefeitos e prefeitas e trazem esperança de superarmos as ilhas de poder que constituíram o nosso modelo de atuação política ao longo dos anos. É preciso compreender que a luta municipalista e a configuração do valor dos territórios são componentes de grande impacto que impõem respeito aos governos centrais.

A frente ampla, pluripartidária, demonstra ser o caminho mais seguro para garantir uma luta política mais coesa e, por consequência, vitoriosa, em favor das providências necessárias para a superação dos nossos principais problemas. Estar alicerçada por uma instituição como a Amurc é também sinal de um novo momento da política regional, que é reflexo da chegada ao poder de novos nomes, e esse é um combustível que alimenta a nossa esperança.

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O VERDADEIRO CARTÃO SEM LIMITES

Esta semana está sendo bastante divulgado, pelas redes sociais, um fato no mínimo muito peculiar: o governo comprou mais de 15 milhões em leite condensado no ano passado, fato este que gerou muitos memes e piadas pelos internautas os quais são contra o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro.

Este caso teve início após o jornal Metropolis divulgou um dado em que o governo gastou em cartão corporativo o montante de 15,6 milhões em leite condensado além de outros gastos homéricos em produtos alimentícios como R$ 2,2 milhões com chicletes, R$ 32,7 milhões com pizza e refrigerante, e R$ 6 milhões com frutos do mar. A notícia causou tanto alvoroço entre a população, que o site da transparência saiu do ar.

Ocorre que, este valor estratosférico não vem apenas do Poder Executivo como da a entender os diversos memes proliferados pelas redes sociais. Na verdade, os números reais são: de R$ 15,6 milhões gastos, R$ 14,2 milhões foram empregados pelo Ministério da Defesa (o qual se pronunciou acerca do caso). Em seguida, os maiores gastos provêm dos ministérios da Educação (R$ 1 milhão), da Justiça (R$ 327 mil) e da Saúde (R$ 61 mil) respectivamente. Sobre o caso, o Ministério da Defesa disse que o valor da compra foi por conta da alimentação fornecia às Forças Armadas, que possui atualmente 370 mil pessoas. Mesmo com esta justificativa, gastar 15 milhões em leite condensado é um absurdo, uma vez que o orçamento para bolsa de estudo no CNPq para 2021 será de apenas 22,5 milhões.

Não é a primeira vez em que temos um escândalo envolvendo o tal cartão, aliás, desde de que foi criado, ele sempre foi alvo de escândalos em todos os governos. Um caso que vale relembrar foram os R$ 55 mil gastos com o segurança da filha do ex-presidente Lula em 2008, o que deu início à CPI dos Cartões Corporativos o qual comprovou um aumento de 129% num interstício de um ano apenas, além de muitas mordomias os quais foram pagos com dinheiro público, como hotéis de luxo, carros com motoristas, entre outros luxos presidenciais. Ao todo, nos dois governos petistas foram gastos cerca de 670 milhões em cartões corporativos.

O famigerado cartão foi instituído em 2001 com intuito de substituir o cheque emitido pela Administração Publica, porém, ele só foi permitido a sua utilização no ano seguinte. A princípio, a ideia era de que este só seria permitido  a sua utilização em casos extremos, é que fossem uma quantia irrisória; contudo, a facilidade em usar o tal cartão, sem que houvesse algum limite de valor de compra, se tornou meio para compras peculiares, requintadas e sigilosas do governo, tanto o é que 95% dos gastos realizados por este meio é posto no Site da Transferência como sigiloso, além de custearem viagens de lazer, culinárias requintadas, e até uma reforma de uma mesa de sinuca em 2007.

No Portal da Transferência diz que: “Despesas com suprimento de fundos somente podem ser realizadas nas seguintes condições: a) atender a despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas cujo valor, em cada caso, não ultrapasse o limite estabelecido na Portaria MF nº 95/2002; b) atender a despesas eventuais, inclusive em viagens e com serviços especiais, que exijam pronto pagamento; c) quando a despesa deve ser feita em caráter sigiloso, conforme regulamento”. O que dá margem a infinitas compras indevidas pagas pelo povo.

Apesar de ter sido uma das promessas de campanha, Bolsonaro não acabou com o cartão em seu governo (ainda), e, ao que tudo indica, ficará apenas na promessa, o que é uma pena, pois nas mãos dos governantes, as despesas destes são pagas constantemente com o dinheiro público sem que haja nenhum controle, limites ou fiscalização. A atual gestão gastou tanto quanto os governos anteriores, ao menos é o que mostra o site do governo: em média, até junho do ano passado, houve um acréscimo de 60% em relação ao governo Michel Temer, e em relação aos governos petista, houve uma alta de 3%. O presidente atribuiu o alto montante ao fato de ter financiado o resgate de 34 brasileiros em Wuhan ainda no inicio da pandemia, contudo, foram registradas viagens no cartão corporativo presidencial na época do carnaval.

O governo deveria ou extinguir  de vez, ou no mínimo reformular a forma de gastos realizados pelos cartões, e apenas permitir o seu uso após uma análise profunda da urgência, jamais permitir para uso pessoal, e que todas (talvez com uma única exceção dado ao motivo de segurança nacional) serem divulgadas no Portal da Transferência, sendo totalmente discriminada o valor do pagamento, a data de compra, e o objeto ou o serviço adquirido, afinal, nada que envolve o dinheiro público deveria ser ocultado à população, uma vez que fere, em seu âmago, o princípio basilar da Administração Publicação, cujo é a publicidade dos seus atos, é que está estampado no artigo 37 da CF.

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A PANDEMIA E A BUSCA PELO CONSUMO DE MEDICAMENTOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Por Marcos Dantas*

O primeiro caso da covid-19 foi confirmado no Brasil em 26 de fevereiro de 2020 e daquele dia até hoje muitos de nossos hábitos precisaram ser readequados. Distanciamento social, lavar as mãos, usar o álcool em gel, o uso de máscaras e em alguns casos de luvas passou a fazer parte de nosso cotidiano alterando a vida das pessoas de forma contundente.

De fato, em Itabuna não foi diferente e em março de 2020 o comércio precisou fechar as portas por determinação das autoridades exceto os estabelecimentos considerados serviços essenciais, dentre esses serviços as farmácias.

Polivitamínicos, álcool em gel e máscaras tornaram-se os produtos mais procurados quando naquele momento as autoridades de saúde não descobriam um medicamento que pudesse ser eficaz na prevenção ou tratamento. Até que impulsionado pelo governo o chamado “kit covid” foi lançado sem nenhuma comprovação científica.

Incluindo um medicamento para combater malária e dores reumáticas e dois vermífugos as farmácias conseguiram impulsionar suas vendas aliadas a vitaminas para imunidade. É interessante salientar que em julho de 2020 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou que esses medicamentos precisavam de receituários médicos para serem dispensados à população.

Atrás do balcão da farmácia observei a crescente procura por ansiolíticos e pelos medicamentos do tal “kit covid”, medicamentos esses que precisam de prescrições médicas e cadastro da compra no sistema nacional da Anvisa. Passei por várias situações constrangedoras nas quais algumas pessoas de certa influência na cidade tentavam a todo custo me convencer a dispensar esses medicamentos através do “jeitinho”, do “sou amigo(a) de fulano(a)” e nos casos mais bizarros no “sabe com quem você está falando”?

Exerço essa profissão há 15 anos e nesse período eu nunca tinha presenciado essa corrida insana por produtos que antes não tinham tanta importância para a vida da maior parte da população. A cada negativa para a venda sem a prescrição, eu percebia como as pessoas se frustravam e se desesperavam. Ficava então me perguntando como elas acreditavam que um medicamento que não tem eficácia comprovada pudesse evitar o contágio ou tratar as pessoas infectadas. O aumento de prescrições de ansiolíticos seja natural, de tarja vermelha ou preta é perceptível e imagino que pode estar relacionado a fatores como o desemprego, a queda das rendas familiares e a própria preocupação com o vírus.

Em janeiro de 2021 tenho observado que nas prescrições médicas tem surgido medicamentos de tecnologia mais avançada e mais caros, sobretudo antibióticos, e tenho me preocupado por perceber que nessa mudança aqueles medicamentos de ação antibacteriana prescritos anteriormente, não tem sido prescritos de forma frequente como outrora.

Certo mesmo é saber que a profissão de atendente de farmácia precisa ser levada com a arte de dialogar, do servir os(as) pacientes que estão ali necessitando das medicações, saber lidar com a pressão da excelência e do dever de não errar e como todas as outras profissões, obedecer a regras e leis impostas pelos órgãos regulatórios.

*Marcos Dantas
Estudante de Ciências Sociais na UESC
Atendente de Farmácia

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O BANIMENTO DE TRUMP DA POLÍTICA E DAS REDES SOCIAIS

Por Andreyver Lima

Esta semana o whatsapp surpreendeu, quando fez um anúncio dando um prazo aos usuários para aceitar ou não os novos termos de privacidade. Ou seja, quem não aceitar até lá, é convidado a apagar o aplicativo.

Em 2014, quando comprado pelo Facebook, o aplicativo fez uma grande revisão e atualizou os termos de uso, compartilhando dados como localização e contatos. O debate sobre quando e como as redes sociais podem utilizar nossos dados está só começando.

Sem dúvida, as plataformas de mídias sociais podem desestabilizar países e tanto poder na mão de empresas, representa um sério risco para a democracia. Entretanto, a presença digital nunca foi tão importante para o sucesso de comunicação de uma marca ou figura pública.

Como exemplos do bom uso da presença digital na política temos Barack Obama, Trump e Bolsonaro. O fato é que os dois últimos souberam utilizar a linguagem dos memes, do twitter e whatsapp, muito antes de outras vertentes políticas se apropriarem.

Os memes são peças de comunicação da internet com poder de síntese. Uma frase ou imagem, pode representar mensagens e ideias. Um artigo, por exemplo, não tem como competir com o efeito viral do meme. Daí, o motivo das fake-news invadirem os celulares.

Os últimos acontecimentos revelam que nada será como antes no uso das mídias na política e quem quiser se eleger, terá que se adaptar.

O fato das redes sociais banirem Trump, após convocar grupos em direção ao Capitólio, pode indicar que muita coisa anda mudando na internet e na política.

Andreyver Lima é âncora no Programa Café Ipolitica e comentarista político no Jornal Interativa News 93,7FM e editor do site sejailimitado.com.br

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ITABUNA É A BOLA DA VEZ

Por Josias Miguel*

Na condição de município baiano ocupante do quinto lugar na escala populacional, ou seja, de invejável número de votantes, Itabuna ganhará do governo da Bahia olhar diferenciado a partir de agora, considerando que os quatro municípios maiores serão governados por gestores de oposição. Pela ordem crescente, Camaçari o Prefeito é do DEM, Conquista, do MDB, Feira de Santana, do MDB e Salvador, do DEM. Indubitável que a política é o lubrificante da máquina pública.

Augusto Castro é altamente capaz na arte política e enquanto Deputado soube trilhar os caminhos para conseguir emendas parlamentares e recursos orçamentários em benefício de Itabuna. Agora, Prefeito eleito, saberá aproveitar a condição de “bola da vez” do município que irá governar.

Itabuna possui invejável parque de comunicações. São duas televisões geradoras,de sinal aberto, uma a cabo, sete estações de rádio, jornais impressos e sites de notícias dentre os mais acessados da Bahia, propagando notícias para todo o sul e extremo sul baiano,mais diretamente.

Esta singularidade, aliada ao favorável momento político, nos faz crer que desta vez o povo grapiúna terá dias melhores. A “bola” está na marca do pênalti esperando que Augusto Castro faça o gol.

*Analista e Marqueteiro Político

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MODIFICAR A CONSTITUIÇÃO EM BENEFÍCIO PRÓPRIO

No domingo passado, dia 6, o STF decidiu de uma vez por todas a impossibilidade de reeleição tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado Federal. Por 7 votos contra, os atuais presidentes das duas casas legislativas, Rodrigo Maia da câmara dos deputados, e Davi Alcolumbre do senado federal, não poderão se candidatar à reeleição aos cargos em que ocupam atualmente para os anos de 2021 e 2022.

Este fato pôs fim a uma discussão completamente desnecessária, visto que a própria Constituição da República é muito clara no seu texto no artigo 57, § 4º o qual diz : “Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente.”.

A ação foi movida pelo presidente do partido do PTB, Roberto Jeferson, o qual é aliado político do presidente Bolsonaro, para barrar a recondução de Maia para o cargo. A intenção ficou mais evidente através do voto dado pelo novo membro do Supremo, Marques Nunes, cujo foi a primeira indicação ao cargo de ministro do STF feita pelo Bolsonaro como chefe do poder executivo. O ministro neófito votou contra a reeleição de Maia, todavia também foi a favor da reeleição de Alcolumbre.

Vale uma relembrar que talvez o resultado da votação não fosse tão óbvio como se mostra a primeira vista, uma vez que em outro momento os próprios membros do Tribunal Superior já haviam decidido por outro entendimento diverso ao texto constitucional, que foi o caso da possibilidade da prisão em segunda instância do ex-presidente Lula, em que a redação constitucional novamente é taxativa em dizer que só existe a prisão quando houver o trânsito em julgado, ou seja, na última instância, e os magistrados votaram a favor da prisão em segunda instância, o que se mostrou ter sido mais uma votação política do que respeitar a Lei Maior.

O caso do deputado Rodrigo Maia é atípico, já que ocupa a vaga de presidente desde a saída do ex-presidente da câmara: Eduardo Cunha (MDB-RJ), o qual foi preso pela Operação Lava-Jato. Sendo assim, este, de fato seria a terceira vez em que ele ocupa o cargo como presidente. Na época, ele conseguiu manobrar o mesmo texto constitucional argumentando que: “seu caso não se encaixava nessa regra porque não havia cumprido um mandato completo de dois anos como presidente.”

Sendo assim, na época, o parlamentar conseguiu o apoio do partido do PSL, o qual era o partido do presidente da república, assim como também o apoio do PDT e PCdoB. Maia deu a declaração de que não tinha a intenção de se candidatar ao cargo novamente, porém não é o que está parecendo, pois alguns parlamentares afirmam que ele tem agido como mal perdedor, assim como o Trump nos EUA, inclusive foi a declaração dada por Nogueira ao jornal Estadão: “Não sei se existiu ou não esta frase, mas meu amigo Rodrigo Maia está igual ao Trump ao deixar o poder”, e que nunca houve algum intuito para indicação de um sucessor ao cargo pelo presidente da câmara.

O placar final da votação que se findou no domingo ficou assim: Sobre uma eventual reeleição de Rodrigo Maia: 7 votos contra que foram de: Nunes Marques, Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux; e 4 votaram a favor que foram: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e aRicardo Lewandowski. E acerca da reeleição de Davi Alcolumbre: 6 votos contra: Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux; e 5 votos a favor: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski.

Como já foi mencionado, não foi a primeira vez em que se tentou dar outro entendimento diverso ao texto constitucional, mesmo quando este é expresso, claro e taxativo, dando-lhe outro significado totalmente diverso o que é perigoso. E ressaltando que esta manobra é o oposto do que seja o fenômeno da mutação constitucional, que é a modificação da interpretação do texto constitucional, cuja redação foi escrita em uma época com outros costumes e pensamentos pela sociedade, e este fenômeno ocorre com a finalidade de adequar a legislação à nossa realidade presente, esta tem caráter nobre, de melhor adequação das leis no tempo, a outra é uma artimanha com intuito de infringir a lei. Tentar dar outra interpretação a um texto taxativo é uma manobra a qual é feita apenas para satisfazer a vontade de alguns poucos, ou seja, burlar a legislação em benefício próprio.

É necessário fiscalizar sempre estas tentativas obscuras de driblar a legislação, e é importante nunca deixar que absurdos venham a se concretizarem, pois estas práticas podem virar rotina e acabar pondo em xeque a segurança jurídica e a eficácia da Constituição, tornando-a apenas um livro sem legitimidade, ou meramente uma folha de papel.

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A VOLTA DE QUEM NÃO FOI

Por Josias Miguel*

O título diz tudo, já que não fui, apenas dei um tempo. Volto a escrever a partir de hoje sobre temas variados, mas com um toque especial sobre política. Óbvio que não poderia omitir o assunto principal do momento, a eleição de Augusto Castro como prefeito de Itabuna.
Costumo dizer sempre que a “determinação em fazer” é a força motriz de qualquer objetivo que se tenha. Foi essa determinação que levou Augusto a materializar o desejo de ser prefeito.

Não importou a ele os obstáculos trazidos pela política, pelo tempo, pelas dificuldades mil e, por fim, pela terrível Covid. Foi vencendo um por um, com coragem e paciência.

Como observador político e conhecedor das nuances políticas grapiúna, previ sua vitória e tive a oportunidade de dizer ao próprio que chegava a vez dele, isso bem antes das eleições. Dei diversas entrevistas analisando a pré campanha de cada candidato e mostrei o desenho da vitória que se confirmou, embora que Augusto não tivesse o favoritismo.

Agora, sua missão é resgatar o tempo perdido, soerguer das cinzas o que sobrou de Itabuna após desastrosas gestões de Fernando, Azevedo, Vane, Fernando. Talvez o maior desafio da sua vida, depois da Covid.

É pura hipocrisia dizer que passada a eleição não há vencidos, há sim, mas no caso específico desta de 2020 os vencidos foram os responsáveis pelo ostracismo em que se encontra Itabuna. Fernando, outrora grande líder político da Bahia, Deputado Constituinte, bom prefeito que foi na década de 80, perdeu agora toda sua história de glórias, engolido pela vaidade e pela necessidade e exigência do feudo familiar que criou. Entregou aos sobrinhos a gestão da cidade. Traiu o povo que o elegeu, traiu os que “foram me chamar” induziu pessoas a acreditarem que era invencível. Grande perdedor. Triste fim.

Azevedo, outro vencido pela vaidade pessoal, por achar que já sabia tudo sobre política, a tal ponto de menosprezar aqueles que lhe ensinaram muito, que fizeram dele prefeito um dia. Em política também se cumpre acordos, honra-se compromissos, pratica solidariedade e companheirismo. Azevedo faltou estas aulas e pagou o preço. Pior do que perder as eleições foi assistir, passivamente, seu pseudo criador proferir ofensas em rede de comunicação e faltar coragem para responder à altura. Nós, aqueles que pavimentaram sua ascensão ao sucesso nas urnas em 2008, assistimos, tristemente, sua derrocada, seu fim político numa campanha em que, como candidato, permitiu sua equipe de campanha praticar atos de baixaria contra pessoas de bem. Não parece que Azevedo tenha vocação para Fênix.

Vane do Renascer foi o que menos perdeu, afinal o que tinha ele a perder? Foi eleito prefeito não por ser líder, mas por uma circunstância, pela falha política de Azevedo em não cumprir acordo feito com a base do governo baiano. Sem a menor experiência em gestão pública escolheu mal sua equipe e o povo pagou a conta, altíssima, por sinal.

O modelo de feudo familiar que ajudou a afundar Fernando Gomes levou Geraldo Simões para o fracasso nas urnas. Geraldo pagou agora a teimosia em lançar esposa e filho como candidatos em seu lugar. Não foi mal prefeito, mas errou muito politicamente e o resultado foi o completo abandono que seu partido o deixou. Teve muitas lágrimas de crocodilos derramadas dia 15 de novembro.

O cavalo passou selado, Augusto montou. Agora, Itabuna livre dos velhos políticos tem nova chance de recuperar seu merecido lugar de destaque no cenário nacional.

*Analista e Marqueteiro Político

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OS DIREITOS DOS CONSUMIDORES PARA A BLACK FRIDAY

A Black Friday é uma tradição norte-americana, e que já foi incorporada no Brasil e em outros países pela chance de encontrar aquele produto tanto tempo almejado pelo consumidor por um preço mais acessível. Pelo fato do consumo disparar nos dias em que ocorre a data, é importante a população estar informada de alguns direitos do consumidor, pois está assegurado no artigo 5º, inciso XXXII, cujo teor é: “o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor”. E mais à frente, no Art. 170: “A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: (…) V- defesa do consumidor.” Visto que a própria Constituição reforça este direito, ela se mostra ser de supra relevância para a nossa sociedade e para a nossa economia. Para facilitar o entendimento, não citarei os artigos em que estão estes direitos, mas todos eles estão inseridos no Código de Defesa do Consumidor.

O termo alcunhado teve sua origem em 24 de setembro de 1869, quando houve a tentativa de tomada do mercado da Bolsa de Valores de Nova York por dois especuladores: Jay Gould e James Fisk, e quando o governo foi chamado a intervir, os preços abaixaram vertiginosamente, e assim, muitos investidores foram à falência.

Como a Black Friday este ano deverá ser principalmente “online”, é bom saber de algumas informações e ficarem atentos. O consumidor deve verificar se o site em que está adquirindo o produto é confiável, se existe alguma reclamação acerca do estabelecimento comercial no site do PROCON. Além de também verificar os contatos para o caso de houver algum problema com a entrega ou com o próprio produto. Lembrar de nunca fornecer informações pessoas além das que são imprescindíveis para a realização da compra online, e guardar em meio eletrônico ou mesmo impresso, a confirmação do pedido, e-mails trocados com o fornecedor que comprove a compra e suas condições.

O consumidor deve ficar ciente de que existe o direito do arrependimento de compras feitas fora do estabelecimento comercial e, caso o cliente venha a se arrepender da compra, é possível a devolução do produto em até 7 dias após a entrega. Esta possibilidade só existe na modalidade virtual, compras em lojas físicas apenas é possível a troca se houver algum defeito ou vícios ocultos. A loja onde foi adquirida a compra, tem a obrigação de fornecer as informações de como deve se dar a devolução. E, caso o produto não chegue no prazo estipulado, a pessoa deve entrar em contato com o fornecedor, pois este atraso pode configurar descumprimento de oferta segundo o Código de Defesa do Consumidor.

Já em casos de compra em estabelecimentos físicos, existem inúmeros outros diretos protegidos pelo CDC. Sendo assim, uma delas é contra a prática abusiva de compra casada: neste caso, a pessoa que comprará é “forçada” a comprar um segundo produto no qual ela não deseja é que não seja essencial ao produto, caso típico é a garantia estendida (a exceção a regra é em casos de conjuntos como conjunto de panelas, conjunto de roupa). E, falando em garantia, a pessoa que comprou o produto ainda terá o direito à garantia legal, ou seja: além daquela que já é fornecida pelo estabelecimento, ainda terá uma outra garantia, a qual é instituída por lei, e esta é independente da que já existe pelo contrato do produto: então, após findar a garantia fornecida pela loja, haverá a garantia legal, a qual o prazo é 30 dias para o produto não durável, ou 90 dias para o produto durável. Exemplificando: se você comprou uma TV, e ela possui a garantia de 2 anos, na verdade ela tem a garantia de 2 anos e 90 dias, e, em casos de defeito oculto, o prazo de 90 dias só começa a contar a partir do dia em que foi detectado o vício.

Quando a etiqueta do produto estiver num preço mais em conta do que o registrado, o que prevalece neste momento é sempre o menor preço. E, sempre lembrar que não existe valor mínimo para que a compra seja realizada pelo cartão de crédito, o estabelecimento que se recusar a passar o produto pelo baixo custo da compra pelo cartão, é prática abusiva. Se o local fornece a compra nesta modalidade, não existe a exigência de valor mínimo para passar a compra pelo cartão de crédito.

Em caso de dúvidas, o estabelecimento comercial é obrigado a ter um exemplar do Código de Defesa do Consumidor acessível ao público, conforme a determinação da Lei 12.291/10. Com todas estas informações, o consumidor poderá exigir melhor os seus direitos e evitarem problemas no futuro.

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AOS 36 ANOS, A ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS – AMURC, PERMANECE FORTE, INOVADORA E DESEJADA

Aos 36 anos de existência, a Associação dos Municípios da Região Cacaueira – AMURC permanece forte, inovadora e desejada. Manter uma instituição viva, antenada com o seu entorno, tendo como bússola a sua MISSÃO, fortalecer o municipalismo, tornando-o forte, democrático e inovador, contribuindo, assim, para a eficiência, eficácia, efetividade e excelência da gestão pública municipal, com a VISÃO de se tornar uma associação desejada, capaz de atender e antecipar demandas, e promover a integração associativista dos municípios, com base nos seus valores – pessoas; sustentabilidade; ética; respeito; comprometimento; transparência e inovação.

Nos últimos anos a AMURC, vem construindo uma rede de parcerias importantes, com destaque ao desenvolvimento do Programa de Apoio Institucional às Prefeituras – AGIR MAIS, com gestão compartilhada com a Universidade de Santa Cruz – UESC, que conta com 11 fóruns de Secretários/as municipais, coordenadores e representantes da sociedade civil. O referido programa já capacitou centenas de profissionais, desenvolveu projetos, parcerias e captou recursos para atendimento às diversas demandas e desafios da gestão pública.

Em parceria com instituições de ensino superior privado, vem proporcionando descontos na mensalidade, com mais de 6 mil estudantes beneficiados dos municípios associados.
Durante a pandemia, vem realizando ações conjuntas com os gestores municipais, em sintonia com as Secretarias de Saúde dos Municípios, Estado e Ministério da Saúde, bem como envolvendo instituições em permanente debate na busca de melhores práticas de enfrentamento ao Covid-19. Recentemente assinou Termo de Cooperação Técnica com a Uesc, ampliando em dez mil a testagem PCR, buscando ampliar o monitoramento do contágio nos municípios.

A construção e consolidação do associativismo são contínuas. Os municípios como ente federado do mosaico federativo brasileiro não pode está numa condição de ilha/isolamento, mas deverá buscar sempre compor com os seus pares, através do associativismo como braço político de debate e do consórcio como braço de execução das políticas públicas.

O maior desafio, que sejas de uma associação ou consórcio, é o de se tornar uma instituição desejada. As instituições têm como principal base da sua força ou fragilidade o mesmo elemento, que são os seus associados ou consorciados. Estes quando fortes, imbuídos do espírito coletivo, formarão instituições fortes, mas quando forem individualistas, as instituições se fragilizam. A nossa região vem reiteradamente elegendo gestores melhores e com o pensamento de ser e agir coletivamente, tornando as suas instituições cada vez mais fortes, inovadoras e desejadas.

As lutas regionais como a Região Metropolitana do Sul da Bahia, a ampliação e estruturação da Rede de Saúde, com incorporação dos equipamentos e planejamento estratégico regional, incorporando a saúde como ponto relevante na formação da RM Sul da Bahia, a reestruturação dos potenciais econômicos, com a criação de novos polos industriais, serviços e logístico, o fortalecimento das economias do campo e do turismo, trabalhar o cavalete modal (porto, aeroporto, rodovias e ferrovia leste-oeste), ZPE (Zona de Processamento de Exportação), dentre tantas outras bandeiras, que gerarão o desenvolvimento sustentável dos nossos municípios, são temas trabalhados pela AMURC junto aos seus associados e a comunidade regional.

Fortalecer as parcerias com o Governo Federal e Estadual, as organizações municipalistas, Confederação Nacional dos Municípios – CNM e União dos Prefeitos da Bahia – UPB, as universidades públicas (UFSB-UESC) e privadas com os Institutos de Ensino, agentes de fomento, fundações, sociedade civil, são as bases garantidora para atendimento aos desafios e demandas municipalista.

A Associação destaca-se como instrumento de integração política e administrativa, capaz de utilizar do escopo uno do município, a escala necessária para atendimento às suas demandas individuais e coletivas. Entretanto, não pode existir sem a participação do seu associado. A associação é o espelho dos seus membros. A sua força está diretamente ligada ao desejo e a vontade dos seus atores em torná-la Municipalista, Democrática, Inovadora, Forte e Desejada.

*Luciano Robson Rodrigues Veiga é Advogado, Administrador, Especialista em Planejamento de Cidades-UESC e Gestão do Desenvolvimento Territorial – MSA-UFBA.

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VULNERABILIDADE SOCIAL E OS DESAFIOS PARA A NOVA GESTÃO EM ITABUNA

Itabuna a partir de janeiro de 2021 passará a ser administrada por uma nova gestão que carregará durante os próximos quatro anos a responsabilidade de cuidar de nosso povo, sobretudo, das pessoas que fazem parte da vulnerabilidade social. Toda grande cidade brasileira sofre com algumas mazelas sociais provocadas por diversos fatores que jogam à margem das classes sociais mais abastadas, uma parcela da população que não tem onde morar, não tem o que comer e vive em busca de sobreviver dia após dia em situações muitas vezes indignas aos seres humanos.

Sim, é possível afirmar que existem pessoas vivendo em condições de extrema pobreza em nossa cidade, para essa constatação convido o(a) leitor(a) a observar como ultimamente as esquinas do centro de Itabuna estão ocupadas por pessoas que não possuem o básico para atender as necessidades mais simples da condição humana.

A pandemia provocada pelo novo Coronavírus infelizmente piorou essa situação. Desde o início desse fato aqui no Brasil, é perceptível o aumento de pessoas que vivem essa exclusão quase que completa da sociedade no que se refere a dignidade social. Tornou-se mais frequente deparar-se com crianças, idosos, pais e mães de família aventurando-se em busca de uma esmola aqui outra acolá, pessoas passaram a escrever cartazes e nos sinas de trânsito, suplicam por emprego. A fome voltou a falar mais alto em alguns lares dos bairros mais vulneráveis de Itabuna.

Como nós observamos esse movimento? O sociólogo alemão George Simmel (1858-1918) definiu como “caráter blasé” a falta de reação pertinente do indivíduo perante os estímulos que a grande metrópole provoca. A apatia e a indiferença tornam-se sentimentos comuns diante das situações mais absurdas que surgem e as pessoas “acostumam-se” com as mazelas, sem ter o mínimo de empatia possível por aqueles(as) menos favorecidos(as). É importante não esquecer que parte da população de nossa cidade se preocupa e tenta ajudar da melhor maneira possível.

Analisei as propostas do prefeito e vice eleitos em nossa cidade para a área social e curioso me perguntei: como Augusto Castro e Enderson Guinho irão lidar com as pessoas que vivem nesse estado de vulnerabilidade social? Através de uma rede social do prefeito eleito, destaco a seguinte proposta: “REDE ASSISTIR: a prefeitura voltada para assistir o maior número possível de pessoas em estado de vulnerabilidade dando acesso a programas sociais.”

Nessa proposta, o novo prefeito demonstra certa preocupação com as pessoas em vulnerabilidade social e promete ao(a) itabunense atenção especial a essa área de atuação por meio da aplicação de políticas públicas. Lembrando que outras áreas da gestão municipal deverão dialogar com a área social, isso porque, falar de cuidar das pessoas é também oferecer saúde, educação, moradia e geração de empregos. Saliento aqui que a campanha de Augusto e Guinho foi dotada de propostas em todas essas áreas.

Espera-se que o futuro governo municipal possa enfrentar esse desafio com um olhar humano e atencioso às pessoas que vivem em estado socialmente vulnerável, que as ações do município para essas pessoas sejam de acordo com o que elas realmente necessitem e não de forma fantasiosa, uma demonstração apenas de agenda de campanha.

Acredito que o novo governo possa trazer benefícios para atender os(as) menos favorecidos(as), com projetos significativos que tornem a pauta da assistência social importante e efetiva, para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com as injustiças sociais.

*Estudante de Ciências Sociais na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC.

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