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Cultura

RENASCER ILHÉUS

O capítulo desta quinta-feira, 09/02, do principal produto de entretenimento da Rede Globo, a novela das nove, “Renascer”, causou surpresas ao telespectador baiano e principalmente os do Sul da Bahia e de Ilhéus.

No capítulo, todo o roteiro usou e abusou das paisagens mais bonitas da princesinha do sul, numa sequência de cenas em que o personagem José Inocêncio (nesta segunda fase, vivido pelo ator Marcos Palmeira), visitava a cidade junto com Mariana (Theresa Fonseca).

Os enquadramentos mostraram a Catedral de São Sebastião, o Bar Vesúvio (eternizado no romance de Jorge Amado, “Gabriela Cravo e Canela, que também foi gravada e regravada pela emissora), o Museu Casa de Jorge Amado e ainda houve tempo para uma sequência nas belíssimas águas do Oceano Atlântico que banham o distrito de Olivença.

Cada cena que ia ao ar era um sopro de votos de um futuro cheio de progressos para a cidade que possui a maior faixa de praias do estado, 90 quilômetros das zonas Sul à Norte.

Afinal de contas, quem não gostaria de ver sua cidade como plano de fundo de uma novela que vai ao ar para todo o território nacional com a marca da emissora de TV que mais detém audiência no país?

Propaganda de graça com resultado certeiro.

“De graça?”, perguntariam os mais desacreditados de que uma Rede Globo nunca faz nada de graça para ninguém.

O fato é que as cenas foram ao ar. E nas redes sociais tem gente agradecendo desde ao prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD) até ao governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), dado o impulsionamento turístico que a cidade deve ter a partir da vitrine onde Ilhéus aparece como um dos melhores produtos turísticos que o Brasil pode oferecer aos seus natalícios e aos seus visitantes estrangeiros.

Contudo, se a Rede Globo regrava uma novela ambientada numa das principais cidades turísticas do Estado, é preciso que se devolva a contrapartida daquilo que se anuncia no horário nobre da maior emissora do país.

Os diretores artísticos da Rede Globo dizem que a regravação de Renascer comemora os 30 anos da primeira versão da novela, trazendo-a com uma nova roupagem e, em determinados aspectos, até com novas narrativas, especialmente para contextualizar os velhos tempos em que donos de grandes fazendas de cacau eram chamados de “coronel”, o que já não se pronuncia nos dias atuais.

De mais profundo que se pode analisar sobre a importância dessa propaganda corajosa, é não a tornar enganosa.

Ilhéus é sim uma cidade cheia de belas paisagens, com uma arquitetura urbanística toda dela, especialmente depois que ganhou a primeira ponte semiestaiada da Bahia, a Ponto Jorge Amado, atravessando a Baía do Pontal, ela que também foi projetada diversas vezes na tela.

Mas, se de um lado, se tem belas paisagens, do outro, há uma dívida histórica com o seu povo, uma dívida que não vem da gestão atual, tampouco dos últimos prefeitos que naquela cadeira do Palácio Paranaguá se sentaram.

Ilhéus precisa renascer, tal qual se deduz no título da novela que a coloca no centro da história de amor que divide pai e filho em campos opostos. Mas, precisa renascer principalmente para o seu povo e para quem é da região e privilegia aquela cidade para um final de semana divertido e cheio de maravilhas.

Para esses, não se atrevam a visitar Ilhéus de ônibus, seja para o Sul, seja para o Norte. O serviço de transporte intermunicipal, especialmente nos horários de retorno são incondizentes com a ideia de diversão que se propõe quando se pensa num final de semana na praia. É stress sem tirar nem pôr.

Quem não estiver preparado financeiramente, também precisa se aprumar para um ‘plano B’. Almoço nas cabanas e bebidas exigem um investimento que não está sob o alcance da maioria das pessoas.

Se alguém conseguir acarajé na praia por R$ 5, estenda as mãos para os céus e dê glória ao Senhor.

Ilhéus precisa replanejar a ocupação desordenada nos morros, principal motivo de preocupação da sociedade e do poder público, principalmente nos períodos longos de chuvas torrenciais.

Ilhéus precisa refazer todo o seu sistema de esgotamento e rede pluvial, pois não precisa uma chuva muito forte para transformar um dos principais cartões postais da cidade, a Avenida Soares Lopes, num rio em cima do asfalto. Isso, sem falar em outras ruas e avenidas.

Ilhéus precisa entender historicamente o que acontece com a localidades de São Domingos e São Miguel para encontrar soluções para a constante invasão das águas do oceano sobre ruas, residências e comércios que ali estavam para os moradores, proprietários de imóveis desfrutassem o privilégio de admirar a natureza em todo o seu esplendor e os empresários e microempresários de explorar do ponto de vista do empreendedorismo tudo o que aquela região um dia já ofereceu a quem acreditou no potencial daquele lugar.

E isso não é um desafio puramente político. Isso é um desafio que vai para todo o seu povo e para a região Sul da Bahia, talvez somente possível de se resolver quando de fato e de direito se entender essa região como uma megametrópole. Ilhéus e Itabuna, juntas, devem ter algo perto de 0,5 milhão de habitantes. Duas cidades do interior com pujança de desenvolvimento, entrecortadas por desafios que parecem de capitais. Da organização do trânsito às condições dignas de moradia, Ilhéus precisa ser repensada, discutida, debatida em seus próximos 20, 30, 40 anos, no pós Complexo Aeroportuário que se desenha e já se concretiza nas proximidades da Vila Juerana, nas rodovias que se desenham ao sabor das curvas de cada praia e, principalmente, para que de fato e de direito, se enxergue na princesinha do sul a cidade que renasceu, tal qual se propõe na novela de sucesso que estará no ar pelo menos até perto das eleições.

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Eric Thadeu Nascimento Souza é comunicólogo, gestor cultural, radialista e redator no Grupo iPolítica de Comunicação.

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AFOXÉS LEVAM BELEZA E REAFIRMAM IDENTIDADE AO CARNAVAL DE SALVADOR

O Carnaval de Salvador se prepara para receber os afoxés, elementos de grande relevância para a riqueza cultural ancestral que contribuem para conferir identidade à festividade carnavalesca na Bahia. Os desfiles ocorrerão no Circuito do Batatinha e no Campo Grande reunirão três renomados afoxés.

O Afoxé Olorum Baba Mi, que chega aos 45 anos de história neste ano, levará um desfile inspirador às ruas da capital baiana no dia 11 de fevereiro, às 19h. O bloco celebrará “OGUM, O Detentor dos Caminhos e Vencedor de Demandas”, enaltecendo a força, coragem e vitória associadas a esse orixá guerreiro. O grupo aproveita para reafirmar seu compromisso social com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

Já o Afoxé Filhos do Congo irá respaldar o papel das mulheres nos dias 11, às 15h, no Circuito do Batatinha, e 13, às 18h, no Campo Grande. Com uma homenagem a Tereza de Benguela, o desfile visa envolver mulheres em todas as suas diversidades, atingindo um público amplo na cultura do afoxé e seus simpatizantes. O grupo busca não apenas realizar um espetáculo, mas promover valores e celebrar a diversidade cultural que torna o Carnaval baiano único.

Para completar a programação, o Afoxé Omô Izô destacará a cultura yorubá e seus valores ancestrais. Com desfile marcado para a segunda-feira de Carnaval, dia 12, às 19h, o afoxé busca combater o racismo estrutural e promover a identificação dos jovens com sua herança cultural. O tema central é Obatalá, o orixá da criação, como uma iniciativa para fortalecer a consciência histórica e étnica no estado.

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ARTISTAS GRAPIÚNAS PROMOVEM ‘CANTO DE RECONSTRUÇÃO’ EM APOIO AOS CATADORES DA CENTRAL DE TRIAGEM DE ITABUNA

Artistas grapiúnas se uniram à mobilização pela reconstrução do Centro de Triagem de Itabuna, que teve parte de sua estrutura, equipamentos e cerca de 200 toneladas de material reciclável prontas para comercialização destruídos por um incêndio.

O show beneficente ‘Canto de Reconstrução’, idealizado pelo jornalista Daniel Thame e dirigido pelo produtor cultural Rafael Gama, contará com a participação dos cantores Marcelo Ganem, Jaffet Ornellas e Zenom Moreira, bem como dos poetas Gabriel Xavier, Leila Oliveira, Aldo Bastos e Carmen Camuso.

A apresentação acontecerá no dia 23 de fevereiro, às 19 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho. Os ingressos custam R$ 10 e podem ser adquiridos na bilheteria do local. (mais…)

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PAULINHO BOCA DE CANTOR CELEBRA 60 ANOS DE MÚSICA E CARNAVAL

Paulinho Boca de Cantor está completando 60 anos de música e carnaval e vai celebrar no carnaval da Bahia 2024 com um caprichado repertório que conta sobre sua trajetória através de marchinhas, frevos, clássicos do carnaval de todos os tempos, sucessos autorais da sua carreira solo e com os Novos Baianos, e momentos do melhor do carnaval atual, do axé music, dos blocos afros e dos fenômenos de popularidade que não param de acontecer na nossa festa maior. Sempre presente e participando ativamente do carnaval da Bahia desde o início dos anos 70, junto com Moraes Moreira e Baby do Brasil, Paulinho Boca é considerado um dos primeiros cantores de trios elétricos da história. Celebrar os 60 anos de música e carnaval com ele é contar um pouco da trajetória desse grande artista da música brasileira, que de certa forma reflete uma parte da história do Carnaval da Bahia e carrega uma identidade musical que influenciou e continua influenciando artistas da nova cena musical do país. O projeto contempla 01 apresentação em palco do Pelourinho com acesso gratuito. Acompanhe Paulinho Boca no Carnaval 2024 Dia 09 de fevereiro – sexta-feira – Varanda do Campo Grande – 15h Dia 09 de fevereiro – sexta-feira – Palco Rio Vermelho – 23h Dia 10 de fevereiro – sábado – Palco Axé Pelô – 21h30 Dia 11 de fevereiro – domingo – Varanda do Campo Grande – 15h Dia 13 de fevereiro – terça-feira – Palco Largo do Pelourinho – 23h

Paulinho Boca de Cantor – Compositor e cantor popular, um dos integrantes fundadores do grupo Novos Baianos (prêmio de melhor disco feito no Brasil em todos os tempos Acabou Chorare – Revista Rolling Stone – Out. 2007), começou sua carreira musical como “crooner” de orquestra em 1963. Além de se apresentar desde os anos 60 em shows musicais por todo Brasil e no exterior é também um estudioso da origem da musicalidade brasileira. Lançou em 2022 o seu primeiro disco autoral “Além da Boca” sucesso de crítica e público em todo Brasil. O artista se apresenta no Carnaval de Salvador desde 1976, sempre inovando e atualizando suas apresentações e foi responsável junto com os parceiros do grupo “Novos Baianos” pela revolução tecnológica no Carnaval de Salvador, ao se apresentarem pela primeira vez num trio elétrico usando som de voz (o som do trio era somente instrumental). Contribuindo para a efervescência musical da Bahia e para o surgimento das grandes estrelas da música baiana nos últimos 30 anos.

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TEMA 2024 DO DESFILE DO BLOCO AFRO ENCANTARTE CAUSA SURPRESA AO SEU FUNDADOR, EGNALDO FRANÇA

Dizem que, quando um carnaval termina, já se começa a pensar no carnaval do ano seguinte. É assim no Rio de Janeiro e em São Paulo com os blocos e as escolas de samba; em Recife e Olinda, com os blocos de frevo; na Bahia, em Salvador principalmente, com a maior festa de rua do mundo, o nosso carnaval, genuinamente identitário desta região do país.

Se o tempo é curto para tantas providências, essa máxima não seria diferente em se tratando do Carnaval Cultural de Itabuna, que tem como seu ponto de culminância a tradicional Lavagem do Beco do Fuxico que, neste ano de 2024, acontece em sua 43ª edição, com a participação dos blocos mais antigos e tradicionais da cidade, entre eles, na linhagem dos blocos que se surgiram à luz das culturas periférica, negra e com o apelo das raízes africanas, o Bloco Afro Encantarte, advindo do Grupo Encantarte, fundado por Egnaldo França e atualmente presidido por sua esposa, Jaqueline de Paula Santos.

Desde que foi criado, ano após ano, o bloco inspira o seu desfile num tema específico: uma homenagem a alguma personalidade; ou a alguém que entrou para a história da cidade, da Bahia ou do Brasil; ou ainda o tema pode se configurar numa provocação social que, para além do entretenimento, faça as pessoas refletirem sobre.

Para o ano de 2024, o tema seria “Maria Felipa de Oliveira”, a rigor das comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil na Bahia, demarcados no ano passado. Maria Felipa foi a escrava liberta que enfrentou as tropas militares portuguesas em tentativa de invasão do território nacional em águas baianas e que, a frente, encontraram-na disposta a matar e a morrer pela liberdade do povo brasileiro. E ela morreu como uma das grandes heroínas dessa passagem importante da História do Brasil.

Tema escolhido, hora de compor letra, figurinos, repertório, batidas de percussão, coreografias. Tudo coordenado atentamente pelo fundador Egnaldo França.

Só que todo mundo sabia, menos ele. Na quarta-feira do dia 22 de novembro de 2023, último dia da estreia do espetáculo de dança “Cidade Cor: A Gente Que Sobe a Ladeira”, final da apresentação, o Grupo Encantarte revela ao seu fundador que o tema do desfile do bloco afro, neste ano, não será “Maria Felipa”, e sim, “Egnaldo França: O Menino Que Subiu a Ladeira”, numa justa homenagem que o bloco faz ao seu fundador, que, de fato, de ladeira em ladeira, de subida a subida, de descida a descida, nunca desistiu dos próprios ideais, transformou a própria história e a de muitos outros jovens nas regiões dos bairros Maria Pinheiro, São Pedro e Pedro Jerônimo, seja pela dança, pela percussão, pela música, pelo curso Pré-Afro Encantarte (preparatório para o ENEM e vestibulares) ou pelo bloco afro que traz um colorido maravilhoso à Lavagem do Beco, em Itabuna.

Dali para a frente, tudo a (re)planejar: biografia do homenageado, letra da música principal, alas, cores das camisas, ensaios que já estão acontecendo desde o início de dezembro na Concha Acústica do Centro de Cultura Adonias Filho, quase que diariamente, planejamento, planejamento e mais planejamento. Tudo no ritmo de um relógio que faz o tempo correr num tempo menor que o necessário para que tudo fique pronto. Fique lindo! À altura do seu precursor.

E o Bloco Afro Encantarte está aí, pela primeira vez indo para as ruas da cidade com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através do Edital Carnaval Ouro Negro Interior, lançado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), um pleito que, há anos, vinha sendo perseguido pelo Egnaldo França, especialmente como presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Itabuna (CMPCI) e que, em 2024, se transformou em mais uma meta alcançada, com a participação ativa de vários outros grupos de cultura do estado e especialmente do Fórum dos Agentes Culturais do Sul da Bahia (FAEG Sul).

Então, é isso. Quer conhecer Egnaldo (ou “Guigui França”, como muitos o chamam)? Então, é hora de subir a ladeira da Rua Mariá Ferreira e acompanhar de perto o Bloco Afro Encantarte, no Carnaval Cultural de Itabuna, neste homenagem que chega ao seu fundador como um cafuné que se faz na alma de quem sempre se colocou para o outro como se colocasse para si próprio.

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BLOCO ENCANTARTE ESCOLHE NESTE SÁBADO SUA RAINHA

Na tarde deste sábado, 27/01, o Bloco Afro Encantarte, promove, no auditório do Campus Integrado de Educação Básica, Técnica e Profissionalizante (CIEBTEC) de Itabuna, na Avenida Manoel Chaves, às 15h, a escolha da sua Rainha Negra, aquela que representará todo o conjunto de identidades culturais intrínsecas ao bloco, seus apelos e importância.

Neste ano, o tema do desfile carnavalesco fará uma homenagem ao seu fundador: o ativista cultural Egnaldo França que, ano após ano desde o início de tudo, vem transformando as vidas de meninos e meninas, jovens e adultos, famílias, através do Grupo Encantarte e suas oficinas e cursos.

Compondo o cast de candidatas, chegam Êmile França, Raíssa Florêncio, Débora Kollin e Rayssa Arcanjo.

No corpo de jurados, estão confirmados Marinho Rodrigues, Neide Rodrigues e Dayse Santos, personalidades que em Itabuna ou fora dela, contribuíram e contribuem para o fortalecimento e empoderamento da cultura negra, da dança afro, e das raízes de identidade cultural que surgem da periferia.

A escolhida para Rainha Negra 2024 do Bloco Afro Encantarte será aquela que estará a frente do Corpo de Baile Coreográfico do bloco que desfila todos os anos na Lavagem do Beco do Fuxico. Para além disso, ela entra para o rol de quem, nos anos anteriores, brilharam e encantaram os desfiles que, hoje, já são uma tradição no Carnaval Cultural de Itabuna.

Evento marcado. Hora de escolher sua favorita e torcer.

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AFOXÉ FILHOS DE GANDHY LANÇA FANTASIA DO CARNAVAL 2024 NESTA QUINTA-FEIRA

Nesta quinta-feira (25), às 11h30, o tradicional bloco Afoxé Filhos de Gandhy vai apresentar oficialmente a sua fantasia do Carnaval 2024. O lançamento será na sede do bloco, na Rua Gregório de Matos, 53, no Pelourinho, Salvador.

Este ano, o tapete branco vai comemorar 75 anos no Carnaval de Salvador e terá como tema “Beleza Pura”, uma homenagem a Caetano Veloso. O bloco vai celebrar a genialidade musical do cantor e compositor baiano, com roupas e adereços que remetem ao movimento tropicalista, que teve Caetano como precursor, entre outros artistas, como Gilberto Gil, Tom Zé e Gal Costa.

“Faremos uma grande e linda celebração à diversidade cultural e musical do Brasil, unindo afoxé com Tropicalismo e reafirmando a importância da liberdade de expressão e da resistência, valores tão presentes na história do Filhos de Gandhy e no legado de Caetano”, afirmou o presidente dos Filhos de Gandhy, Gilsoney de Oliveira.

Os Filhos de Gandhy irá desfilar no domingo (11), na segunda (12) e na terça (13) de Carnaval, no circuito Batatinha (Pelourinho), circuito Dodô (Barra-Ondina) e circuito Osmar (Campo Grande), respectivamente.

Fundado em 1949, por um grupo de trabalhadores negros do cais do Porto de Salvador, os Filhos de Gandhy nasceu como uma entidade afro-brasileira, inspirada pela cultura da paz, igualdade e resistência cultural. É uma das mais importantes manifestações artísticas e religiosas do carnaval baiano e do Brasil.

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LAIÔ LANÇA “TEM DENDÊ” E ABRE OS TRABALHOS MUSICAIS PARA 2024

A cantora e compositora baiana Laiô ganha destaque por sua voz potente, groves e afrobeats com a assinatura do universo cancioneiro do nordeste. Desta vez, a artista traz em seu novo single, “TEM DENDÊ”, um merengue de letra leve e vibe praiana, com melodia dançante e clima de verão que promete aumentar as temperaturas dos ouvintes.

Laiô, que intitula sua sonoridade como afro-baiana, segue acreditando na mistura dos ritmos latinos com o tempero da Bahia. “Eu sou um corpo livre, atravessado pela ancestralidade, pelos tambores, pelas percussões que dão o molho no balanço nas canções e também sou da era digital na qual o eletrônico ganha força, versatilidade e ainda democratiza o acesso a milhares de timbres e instrumentos em um único clique. Essa mistura rítmica entre instrumentos orgânicos e eletrônicos sempre me interessou e, por isso, estão muito presentes em minhas produções. Acho que o grove fica mais gostoso, quando nossa essência se mistura junto. ‘Tem dendê’ é um pouco de tudo isso. É a história de um amor de verão, regado a dendê, dengo e muito axé. É uma reverência à energia vital que é ouro da Bahia e também uma afirmação sobre o poder do afeto como ebó de cura. Pra mim, tudo isso é legado ancestral”, afirma a cantora e compositora baiana. (mais…)

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ITABUNA: PRESIDENTE DA FICC COMENTA CALENDÁRIO CULTURAL DO MUNICÍPIO

A Prefeitura de Itabuna, através da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania – FICC, divulgou na última semana, o calendário cultural para 2024. Vários eventos como a Lavagem do Beco do Fuxico, Itapedro, Festival Multiarte Firmino Rocha, Feira Literária de Itabuna – Felita, dentre outros foram anunciados.

Neste sábado, 20, O iPolítica conversou com o Presidente da Fundação, Aldo Rebouças sobre as novidades do calendário. Acompanhe.

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ITABUNA: CALCINHA PRETA, DORGIVAL DANTAS E LÉO SANTANA SÃO ATRAÇÕES CONFIRMADAS PARA O ITAPEDRO 2024

O lançamento da 43° edição da Lavagem do Beco do Fuxico em Itabuna, aconteceu na noite desta quarta-feira (17) no Centro de Cultura Adonias Filho. Um pacote com datas de eventos culturais também foi apresentado pelo prefeito Augusto Castro (PSD) e o presidente da FICC, Aldo Rebouças.

A Lavagem do Beco, tradicional evento do calendário cultural, vai acontecer nos dias 3 e 4 de fevereiro e já conta com Alobened e Luiz Caldas. Os blocos, que são a marca do evento, vão abrilhantar ainda mais a grade das atrações do dia.

O tradicional São Pedro de Itabuna, o ItaPedro, já tem data marcada, começa no dia 27 de junho e segue até o dia 30 do mesmo mês. A banda de forró Calcinha Preta, o sanfoneiro Dorgival Dantas e o cantor Léo Santana já são as três primeiras atrações divulgadas pela Prefeitura.

No calendário, a FICC apresentou os seguintes eventos: (mais…)

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FESTA DA PUXADA DO MASTRO DE SÃO SEBASTIÃO ACONTECE NESTE FINAL DE SEMANA EM OLIVENÇA

“Ajuê Dão, Ajuê Dan Dão. Vamos puxar esse mastro que é de São Sebastião”. Estes versos serão entoados novamente no tradicional cortejo da Puxada do Mastro, que acontece nos dias 11, 12, 13 e 14 de janeiro, em Olivença. Realizada pela Prefeitura e pela Associação dos Machadeiros de Olivença (AMAO), a Puxada do Mastro une comunidade religiosa e indígena para celebrar o mártir e padroeiro da catedral diocesana. Geralmente, os festejos acontecem no segundo domingo do mês de janeiro ou juntamente com a Folia de Reis. O ritual de escolha das árvores, que serão transformadas em mastro e mastaréu, é feito na semana anterior ao evento.

O resgate da cultura é essencial, visto que a Bahia possui muitas tradições. A Puxada do Mastro é uma das mais importantes festas da cidade, parte do calendário turístico e cultural de Ilhéus, com rituais indígenas, replantio de árvores e confraternização dos machadeiros, que junto aos nativos e visitantes levam o tronco até a Praça Cláudio Magalhães, passando pelas praias do Sirihyba e Cai n’Água. Com os tupinambás, os ilheenses e todas as pessoas que depositam sua fé, o evento fica ainda mais belo e com mais vivacidade.

A programação religiosa e cultural já começou no último domingo (07), com a escolha do mastro e segue, no dia 11 de janeiro (quinta-feira), com a realização da Missa e Cortejo dos Mascarados, seguindo os dias do evento, com shows, missas, apresentações étnicas e desfile cívico e cultural. Entre os shows, estão o de Naian Dimes, no dia 12/01, Allan Diniz e Sinho Ferrary, no dia 13/02 e para encerrar, no domingo (14), Axé Beach e Batuke Bom.

A sacralidade é um elemento fortemente presente na festividade. Conforme o historiador e etnógrafo ilheense, Erlon Costa Tupinambá, após a derrubada da árvore em homenagem ao santo católico, são adotadas práticas como retirada das cascas do mastro para fazer chá, com a certeza de cura de enfermidades e atração de sorte, quando colocadas na carteira.

Segundo a tradição e crença, as cordas utilizadas para puxar o mastro servem de enfeites e de proteção para o corpo e a alma. Transcorrida a festividade, o mastro é substituído na praça, o tronco novo é retalhado e o antigo guardado junto com o mastaréu para ser queimado nos festejos juninos.

Confira a programação completa da Festa da Puxada do Mastro de São Sebastião

11/01 – Missa e Cortejo dos Mascarados

12/01 – Desfile cívico e cultural, Missa, Apresentações étnicas e culturais e show de Naian Dimes

13/01 – Feirinha Criativa, Procissão , Missa, Apresentações culturais e os shows de Allan Diniz e Sinho Ferrary

14/01 – Puxada do Mastro de São Sebastião e os shows de Axé Beach e Batuke Bom

Local: Praça Cláudio Magalhães, Olivença

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PROMESSEIROS: IN9PRO PRODUZIRÁ DOCUMENTÁRIO ITACAREENSE E BUSCA PATROCÍNIO

A in9pro será a produtora do documentário “Promesseiros: memórias e histórias de uma tradição”, um curta-metragem que contará a história de uma tradição centenária, familiar, hereditária e consanguínea que envolve a reza e o samba do Bom Jesus da Lapa realizado desde o ano de 1915, no Quilombo João Rodrigues, localizado no município de Itacaré, estado da Bahia. As gravações estão previstas para começar no primeiro semestre de 2024. A obra está na etapa de captação de patrocínio, já que ficou de fora dos investimentos da Lei Paulo Gustavo.

“É muito difícil fazer cinema aqui em Itacaré, mas eu sempre tive vontade de produzir um documentário sobre a centenária reza do Bom Jesus da Lapa, a fim de registrar e divulgar um aspecto da memória da Comunidade Quilombola do João Rodrigues e, consequentemente mostrar à população a importância da preservação desse patrimônio para manter viva a História de Itacaré, explica o idealizador do projeto.

No curta, os envolvidos relatarão o que foi passado pelos seus antepassados e o que motivaram a manter essa tradição viva há mais de cem anos. O documentário também mostrará todos os preparativos da celebração, as rezas, os cânticos, a dança e a devoção ao Santo Padroeiro da família e depoimentos importantes de especialistas.

“O documentário servirá como fonte de pesquisa e estudos para quem deseja ou esteja curioso(a) para conhecer uma das tradições culturais do município de Itacaré, estado da Bahia. Sem contar que o documentário é direcionado para todos, todas e todes, independente de raça/etnia, opção religiosa/credo, idade, profissão, nível de escolaridade, sexo, orientação sexual/identidade de gênero, deficiência, aparência física, território onde vivem, nacionalidade, opção política, classe social e geração a que pertencem; valorizando a diversidade e colaborando com uma sociedade mais acolhedora e que busca alcançar a igualdade e a justiça social. Do mesmo modo, a equipe que será beneficiada ou participará do projeto será composta pelos moradores da comunidade Quilombola do João Rodrigues, negros, mulheres, adeptos das religiões de matriz africana, idosos, LGBTQIAPN+, portadores de deficiência física, intérpretes de libras e especialistas da área”, conta o produtor.

O produtor revelou o desejo de levar o curta ao conhecimento de todos e divulgá-lo em diversos canais.

“As constantes visitas ao Quilombo do João Rodrigues afloraram essas ideias. O meu maior desejo é distribuir e exibir o projeto nas cinematecas, cineclubes, universidades, escolas públicas, ciclos abertos de cinema e nas mais diversas plataformas digitais. Temos muitas coisas boas aqui, e a tradição precisa ser preservada e valorizada. Portanto, esperamos contar com o apoio dos patrocinadores para produzir o curta”, pontua.

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PELOURINHO RECEBE CORTEJO DE AFOXÉS NESTA QUARTA-FEIRA

O Pelourinho será palco, nesta quarta-feira (20), às 15h, de um cortejo de afoxés com mais de 30 grupos. O desfile sairá do Terreiro de Jesus e percorrerá as ruas do Centro Histórico de Salvador. A ação integra o projeto “Afoxé Cultura Ancestral”, importante iniciativa para a preservação e reconhecimento cultural desse grupo.

O reconhecimento do desfile de afoxés como patrimônio imaterial do Estado da Bahia, por meio do Decreto nº 12.484 de 2010, ressalta a importância histórica dessas manifestações culturais. No entanto, a ausência de um plano de salvaguarda para esses desfiles, reconhecidos há mais de uma década, destaca a urgência desse projeto para proteger e fortalecer tais expressões culturais.

Um seminário e uma mostra também integrarão o evento que visa a valorização da cultura de matriz africana, elaboração de um plano de proteção do afoxé e preservação desse bem imaterial existente há 138 anos.

O afoxé, com suas raízes profundamente ligadas à matriz religiosa do candomblé, é representado por elementos como oralidade, memória, rituais, formação de irmandades e dos terreiros de candomblé. Mantendo-se vivo por meio de desfiles e ensaios carnavalescos e reconhecido por saudar os orixás, os afoxés reverenciam divindades por meio de músicas, danças e instrumentos específicos.

A culminância do projeto se dará com o seminário no dia 19 de dezembro, às 14h, no Solar Ferrão, no qual serão discutidas políticas públicas voltadas para a cultura. O evento contará com palestrantes, convidados e representantes dos afoxés, além de apresentações musicais e um coquetel com culinária afro-brasileira.

Uma mostra será aberta na mesma ocasião e exibirá adereços e indumentárias de valor cultural para os afoxés, representando a matriz africana e sua ancestralidade. A mostra permanecerá no espaço por dois meses com acesso gratuito.

O projeto realizado pelo Grêmio Comunitário Cultural Olorum Baba Mi conta com a iniciativa do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), que desenvolveu um plano de trabalho de salvaguarda dos desfiles de afoxés e visa o reconhecimento desse grupo.

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