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ITABUNA: ESPUMA BRANCA E TÓXICA NO RIO CACHOEIRA

Por: Roberto José

No final da tarde desta sexta-feira, 24, como de costume, iniciei minha caminhada/cooper na Beira Rio no Centro de Itabuna, assim, deparei-me com o forte cheiro característico de matéria orgânica em decomposição, algo também baste comum nessa área, mas, desta vez, com a presença de espuma branca na área da barragem do rio.

É de fato a constatação de uma triste realidade, de uma cidade que historicamente quase não investe em saneamento básico, pois tratam-se de obras debaixo do chão, algo que não interessa a políticos tradicionais, como o alcaide que aí está, aliás por 5 mandatos, principal culpado dessas mazelas em nossa pobre cidade. Assim, Itabuna, não trata mais que 15% de esgoto, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS, conforme figura abaixo.

 

Essa espuma é resultado dos produtos químicos, especialmente detergentes e sabão em pó, que são despejados junto com o esgoto que cai diretamente no rio, sem nenhum tipo de tratamento. Esse produto emana um gás que é tóxico e causa irritação, o vento ajuda a propagar os gases que saem dessa espuma toxica.

A espuma se forma quando a água é movimentada, ao passar pela barragem da represa e pelas corredeiras. Segundo a pesquisadora Malu Ribeiro, da SOS Mata Atlântica, ao respirar próximo do rio, a pessoa está não só sentindo o odor forte e intenso do gás sulfídrico, mas inalando também esses contaminantes. Elas precisam tomar muito cuidado para não ter contato com essas gotículas de espuma. Se isso acontecer, é preciso lavar muito bem o local, pois traz todos esses poluentes, por isso é extremamente perigoso.

Por fim, é importante mencionar que investir em saneamento básico, promove a saúde em até quatro vezes mais a quantia investida, segundo apontam pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas nos parece que o modelo hospilalocêntrico é mais atrativo para fins eleitoreiros, o que demonstra um perverso ciclo de uma gestão temerária, nos mais diversos setores, mas especificamente gestão pública da saúde, onde há na verdade um desinvestimento na atenção básica de saúde, que por sua vez gera demandas na média e alta complexidade, lotando hospitais. Nesse contexto, é importante lembrar, que segundo dados da OMS, um dos mais caros procedimentos de alta complexidade paga mil procedimentos de unidade básica de saúde, a consulta com o médico generalista.

Possui Graduação em Geografia e Especialidade em Planejamento de Cidades pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), é Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com ênfase em criminologia de ambientes. Especialista em Engenharia de Tráfego pela Uniyleia Brasília. Graduando em Direito pela UNIFTC Itabuna. É Policial Civil da Bahia. Tutor de diversas disciplinas da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP. Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP. Membro da Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH. Consultor na área de gestão de espaço público, mobilidade urbana, espacialidade e violência, cultura e cidadania e análise estratégica de inteligência. Contatos: facebook: @robertojoseitabuna.

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