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MOBILIDADE URBANA EM ITABUNA: ACIDENTES QUE PODERIAM E PODEM SER EVITADOS

Por Roberto José*

Quero iniciar este breve artigo sobre mobilidade urbana enfatizando dois pontos críticos da “metrópole Itabuna”, abordando de forma mais clara possível, sem perder o rigor acadêmico das expressões e conceitos basilares da geografia urbana e da engenharia de tráfego. Assim, vamos abordar dois pontos críticos de acidentes em Itabuna, vislumbrando os conceitos básicos de fixo e fluxo, pois os empreendimentos sãos os fixos (lojas, universidades, shopping centers, igrejas, supermercados, atacadões, condomínios, etc), estabelecem o fluxo para a área onde foram construídos, de forma, que o transito e sua engenharia devem ser repensados, visando dar fluidez e evitar acidentes, pois em minha concepção a secretaria municipal responsável pela mobilidade urbana deve ser ouvida e autorizar ou não a instalação de novos empreendimentos.

Assim, vejamos o primeiro ponto crítico deste artigo, que está localizado na Rodovia Itabuna – Ilhéus (Rodovia BR 415), área dos atacadões Atakadão, Macro, Condomínio Cidadele Residencial, Condomínio Cidadele Trade, Clube Cidadele, MAXXI ITABUNA, condomínio Jardim das Hortênsias, restaurantes e churrascarias, dentre outros empreendimentos. Na região tem se evidenciado um grande fluxo rodoviário, que praticamente transforma a  rodovia BA-415 em uma avenida de serviços. Elas se complementam, pois se Ilhéus tem o litoral e aeroporto, Itabuna possui grandes hospitais, shopping center, faculdades, comércio diversificado, atraindo grande fluxo diariamente.

Assim, é preciso uma obra de engenharia de trânsito naquele entroncamento, para dar mais fluidez e evitar que mais acidentes aconteçam, pois a perspectiva é de aumento do fluxo diário, com a consolidação dos empreendimentos que vem sendo instalados na região…

Há uma proposta de duplicação da rodovia (trecho Itabuna x Ilhéus), mas a obra ainda não começou, não há garantia que possa começar um dia, principalmente nesse cenário de crise econômica, por isso a preservação das vidas é necessária e imperativa, daí a sugestão de menor custo e grande impacto seria a construção de uma rotatória de trânsito, conforme modelo na figura abaixo.

Área 1: Rodovia BR 415 área do ATACADÃO, Atacarejo e Cidadele.

Vejamos que, a partir da década de 1980 Itabuna passou a crescer do centro irradiando para a periferia, acontecendo de forma desordenada, trazendo uma série de problemas urbanos, gerando uma demanda muito grande de equipamentos urbanos (asfaltamento, iluminação pública, esgotamento sanitário etc – que permanece até hoje por absoluta falta de interesse do poder público), também por serviços (saúde, educação, passando a ter um fluxo diário e intenso de deslocamentos no interior de sua malha urbana, gerando retenções e acidentes de trânsito, em razão das inadequações de suas vias e da educação de seus motoristas e pedestres.

Baseado nessa dinâmica espacial e de sua interação entre fixos e fluxos, verifica-se que o aumento da frota veicular, principalmente do automóvel, promove alterações na operação e gestão do sistema viário, que tem sido adequado ao uso mais eficiente do automóvel, em detrimento dos demais modos. A dispersão das atividades nas cidades, os deslocamentos da população (mais freqüentes e longos) e, as políticas e ações públicas que privilegiam o uso do automóvel, fazem com que ocorra um processo de deteriorização das condições de operação do transporte público, assim como, tem-se reduzida à segurança nos deslocamentos a pé ou por bicicletas, que são os modos os mais utilizados pela população de baixa renda residente nas periferias urbanas e também, os mais sustentáveis.

Nesse contexto, evidencia-se um outro ponto igualmente importante e de altíssimo fluxo viário, que fica também na Rodovia BR 415, Bairro Nova Itabuna, local onde está sendo implantada a FACULDADE SANTO AGOSTINHO, que com o seu pleno funcionamento vai gerar um aumento exponencial do fluxo para aquela área com o aumento considerável de risco de acidentes. Então, volto a mencionar aqui que o fixo determina o fluxo, ainda mais numa área que já apresenta um gargalo a mobilidade de Itabuna. Façamos, aqui um parêntese que a duplicação dessa parte da Rodovia 415, também já foi prometida diversas vezes por candidatos ao Governo da Bahia, até agora nada de duplicação, assim o consenso é sua duplicação até o bairro de ferradas, com pista de serviços, enquanto não vem a tão sonhada obra. Sugerimos uma intervenção pontual no trecho, conforme figura abaixo.

Área 2: Nova Itabuna, Faculdade santo agostinho

Assim, sugerimos a instalação de um semáforo no local na referida Rodovia, na altura da RUA C e E, visando a interseção em segurança de veículos a rodovia com retorno ao Centro da Cidade e a travessia em segurança da População. Entretanto, é importante mencionar que por tratarem-se, os dois pontos mencionados, de área urbanas, em Rodovia Federal (BR 415) faz-se necessário a gestão municipal fazer gerencia junto ao DNIT, (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), órgão federal e está vinculado ao Ministério dos Transportes, para que autorize ou execute as referidas obras.

Para concluir, o espaço é o resultado constante dessas interações entre fixos e fluxos, materialidades e imaterialidades, realidades palpáveis e virtualidades, razão e emoção. Assim, cada elemento espacial fixo está interligado a gamas de interações e interdependências locais e distantes que o justificam e dão relevância social, cultural, histórica e econômica.

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