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MUDAR COMPORTAMENTO É POSSÍVEL?

Por Laís Lins*

A mudança de comportamento – aqui falo de comportamento em um contexto geral que implica pensamentos, ações, formas de se relacionar – pode parecer difícil ou até impossível para alguns, ou somente possível quando acontece alguma crise em nossas vidas que exija tal alteração. Porém, mesmo na crise, pode ser que não façamos as alterações necessárias para termos atitudes mais assertivas e saudáveis.

Atualmente, o mundo tem passado por uma crise que vêm solicitando de todos nós modificações. Mas, mesmo que a pandemia afete a todos, as mudanças acontecem individualmente com cada um. Dependendo da situação de vida e da capacidade e disponibilidade interna para fazer com que a mudança aconteça. Portanto, a motivação é sempre interna e independe do querer do outro.

Mudar nosso comportamento exige esforço, que vai desde a intenção, quando ainda estamos nos preparando para mudar, até os reforços que teremos que fazer para poder manter os novos padrões.

Assim, por a responsabilidade da dificuldade que possuímos de flexibilização cognitiva em nossa personalidade ou “gênio forte” serve para disfarçar a nossa comodidade em fazer algo diferente. Nos aprisionando em impossibilidades. Mas, não é por querer. Fomos nos construindo como pessoas ao longo dos anos por nossas relações, nosso temperamento e criando os reforçadores necessários para nos manter nesses mesmos padrões de pensamento e comportamento.

Ousar com nossas impossibilidades é o que deveríamos fazer. Porque só repetir padrões de comportamento que estamos habituados é confortável e seguro, mas estaciona nossa evolução.

Se aventurar no novo é difícil, contudo é o que nos faz crescer. A mudança no caminho, o sorriso onde de costume estaria o grito ou a lágrima, um momento de silêncio onde antes estaria a discussão, isso nos faz conhecer de fato um pouco mais quem somos e vislumbrar alternativas ainda melhores.

Se eu quiser realmente me conhecer e me sentir bem comigo mesma, onde quer que eu esteja eu preciso ir além. Para evoluir é preciso deixar o conforto do que conheço e me aventurar por novos trajetos. É isso que me impulsiona. Nada de perfeição, somente aperfeiçoamento.

Como diz o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella, “Aquilo que já é sabido não passa de mera redundância. Aquilo que não sei é o que vai me fazer crescer”.

*Psicóloga com abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental e dos Esquemas

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