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O LOCKDOWN, A ELITE E A FOME

Por Marcos Dantas*

Inegavelmente ficamos sem entender se o “tranca tudo” é a melhor ou a pior saída. O decreto do Governo do Estado no dia 25 de fevereiro, ocasionou nas pessoas uma euforia de opiniões nas redes sociais, atitudes completamente justificadas pela preocupação com a nova possibilidade de fechar o comércio.

Aglomerou-se na eleição. Em seguida, houve aglomeração no ano novo e no carnaval. Uma sucessão de erros nos leva a conviver com a crescente falência de pequenas empresas, taxa de desemprego elevada e a fome. Aliás, a fome no Brasil mata há muito tempo e a maior parte da elite – quando digo elite lê-se: banqueiros, burgueses, GRANDES empresários entre outros – nunca se preocupou de fato com a fome. Lembram quando o bolsa família era chamado de “Bolsa esmola”? Pois é…o Bolsa Família é um programa crucial que um dia ajudou a erradicar a fome no Brasil.

Veladamente através da narrativa de que “o vírus mata, mas a fome mata também” que os grandes empresários e a elite brasileira (entendam que aqui não estou falando dos pequenos empreendedores, que realmente sofrem com o comércio fechado) utilizam, encontra-se o desespero por não lucrar. É a falta de empatia para manter seus funcionários em casa no possível fechamento total e acredite: existem empresas no Brasil que lucram em um dia o que garantiria 3 meses de salários dos(as) funcionários(as) em casa.

O exercício de colocar-se no lugar do próximo e da divisão mais justa dos lucros poderia ser utilizado em um momento instável como o que estamos vivendo.

O discurso negacionista do presidente, a corrida para a venda de medicamentos ineficazes para o tratamento e a postura trágica perante a aquisição de vacinas nos levou ao fundo do poço. O colapso da saúde é logo ali.

Que haja programas de benefícios aos pequenos empresários, trabalhadores, desempregados e miseráveis (que voltaram a existir no Brasil) para que de fato não haja um colapso social.

*Marcos Dantas é Graduando em Ciências Sociais na UESC.

3 Comentários
  1. Magno Santana Diz

    Concordo plenamente. A penalidade ao comércio é fruto de uma sucessão de erros e de interesses pessoais que realmente levaram a essa ambiguidade tão complexa de não se saber o que é mais certo a fazer. Por um lado o colapso no sistema de saúde, por outro a fome e o aumento da desigualdade. A verdade é que esse atual governo sempre negou a doença, isso é fato. Não por acaso, que o EUA e o BRASIL são os países que mais estão sofrendo disparadamente com o número de óbitos em todo o mundo. Agora ele joga a culpa nos governos estaduais, que se não fossem por eles estaria muito pior. É um presidente covarde e omisso que nunca tomou o leme do barco, e hoje ele pode estar afundando.

  2. Marcos Diz

    “Nunca na história desse país” dizia o grande estadista Lula da Silva, a elite ganhou tanto como no governo petista.
    Não tenho marca partidária, contudo é inegável a atenção aos menos favorecidos mesmo a elite tendo lucrado…
    Lamentável que o atual governo de direita populista, eleito pela maioria de pobres incautos, sem discernir o que é esquerda ou direita foi enganado pelo tal mito fanfarrão que pouco se importa com os pobres pois tem compromisso com seus patrocinadores de campanha que escolheu seu homem de economia para atender diretamente seus interesses.
    Seu artigo abordando o caos econômico, social e político instalado sob a proteção de fascistas, impõe a miséria crescente e a exploração de mão-de-obra de forma precária, sem a segurança da lei trabalhista, situação escravIsta, que deixa o rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre.
    A elite e esse governo bolsonarista não tem compromisso com o social, mas sim pelo capital. Seu artigo estimula o análise de uma situação caótica que toma conta do país. Parabéns!

  3. Marcos Cardoso Diz

    Esse é o mantra dos grandes…LUCRAR! A fome dos pequenos nunca incomodou!

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