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O LOCKDOWN E O EQUILIBRIO EMOCIONAL DO CIDADÃO

Por: Maria Reis Gonçalves (Tia Nem) - Psicóloga

O homem na sua essência nasceu para ser livre, e qualquer ação que venha restringir a sua liberdade, causa revolta, medo e até mesmo certo desequilíbrio emocional.

Tenhamos como exemplos às lutas pela liberdade, em todos os âmbitos, que aconteceram e ainda acontece em todo o planeta. O termo “Lockdown”, apareceu junto com a pandemia de Coronavirus, e tem sido usado com frequência nos sites de noticias, nos últimos dias. Porém, poucos entendem o que realmente significa. Na verdade, é um termo em Inglês, que traduzido tem o significado de “confinamento”, e deve ser entendido como uma prática de regras rígidas de isolamento social, durante a pandemia que estamos vivenciando.

Esse confinamento e distanciamento social é uma situação inédita para muitos de nós, na verdade pouca gente viveu alguma situação parecida em pleno século XXI, é algo que parece filme de ficção, coisa que assistimos no canal da moda, a Netiflix. Se o confinamento social já deixa o homem em desconforto, apresentando picos de stress, desequilíbrios e neuroses, imagine agora se for implantado o tal do Lockdown. Em tempos de Covid19, restringir a liberdade, colocará o homem em duvida do seu próprio livre-arbítrio e das garantias Constitucionais e é essa dúvida que poderá desencadear as neuroses e desequilíbrios mentais.

Para muitos de nós, criados nas asas da liberdade, uma ação de restrição, por lei, com sujeição de penas e multas, nos leva a imaginar que estamos presos em plena ditadura, e isso, poderá desencadear revoltas, brigas e principalmente, o desafio as ordens das autoridades judiciais. Para alguns juristas, esse tipo de ação, é extremista, mesmo nesse período de pandemia. Para nós psicólogos, é um perigo muito grande, para as mentes que estão acostumadas a irem e virem quando querem. Esse choque pode provocar grande desequilíbrio mental e acarretar muitas doenças neurológicas ao homem.

O próprio Código Penal, em seu artigo 268, nos fala que desrespeitar a lei, pode acarretar penalidade criminal pois: “Infringir determinação do poder publico, destinada a impedir introdução ou propagação de doenças contagiosas, com pena de detenção de até um ano.” No entanto é a fiscalização do cumprimento dessas determinações que acarretam distúrbios emocionais e até mesmo sociais. Pois, em alguns lugares as forças policiais municipais e estaduais, usam de força bruta para se fazer cumprir a lei. Até mesmo a OMS (Organização Mundial de Saúde), órgão regulador e a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos tem se posicionado contra algumas ações policiais para coibir os que desobedecem as restrições impostas pelo Lockdown, em alguns Estados brasileiro.

Para muitos, por pior que seja a crise que estamos vivendo, o Estado possui mecanismo para enfrentar essa pandemia, sem que seja necessário entrarmos em um regime de exceção. No Lockdown as pessoas que estavam acostumados ao ir e vim, só poderão ir às ruas se forem fazer compras em supermercados, mercearias e farmácias ou aqueles que estão trabalhando em atividades essenciais. Tentar parar o avanço de uma doença, não dar o direito aos governantes de criarem outras e bem mais grave, que é a doença mental. O que estamos vendo é uma herança deixado por aqueles que vivem sem olhar periférico, querendo um enfrentamento total, sem avaliar as consequências do que fazem. O terror implantado pela própria imprensa, os casos alarmante falados sem trégua e agora a restrição dos direitos, deixara, quando tudo terminar, uma geração de pessoas inseguras, e uma grande parte com distúrbios mentais.

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