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POLÍTICA É UMA ARTE

Por Ellen Prince*

Assim como acontece numa peça de teatro digna da Broadway, se tratando da política, existe um abismo entre o que acontece nos bastidores e o que ocorre no palco. Dentro desse aspecto, encaixando o cenário político e seus múltiplos personagens, percebemos que cada um possui características próprias, entretanto, elas não se diferenciam tanto assim.

Diante do público, vemos diversos nomes tentando vender uma imagem de “político ideal”, absorvendo o discurso da nova política, uma onda crescente na última eleição, consequência natural da exaustação da corrupção enraizada há anos no país. Em meio a todos esses novos nomes que surgiram, o que é um grande passo para a mudança que tanto desejamos, confesso que ainda me surpreendo ao ver tantos lobos da velha política, adotando o discurso da renovação, o discurso da honestidade, ou ambos. Tem gente que tem coragem… Enfim. Claramente esses políticos se aproveitam de uma desorganização institucional para buscarem seus momentos de glória. Ora, afinal, o que importa é como eles se apresentarão para o mundo. Não importa quão hipócrita soe tal apresentação, não importa se ele de fato é honesto. O importante mesmo é tentar parecer.

Em meio a todo esse falso brilho, é justamente nos bastidores que os fatos realmente acontecem de forma explícita. Desde alianças comprometedoras, pessoas e partidos se corrompendo a todo tempo enquanto constroem seus projetos pessoais de poder, o famoso “toma lá, dá cá”. Isso não está ligado a nenhuma corrente ideológica, afinal, não é a política que determina que máscara cada personagem usa, e sim, os personagens que conduzem o roteiro e ditam a trilha sonora da política. Aliás, ouso a dizer que nos bastidores da política, não existem máscaras, apenas tentativas frustradas de manterem as aparências. No fundo todos sabem quem é quem.

Aristóteles afirma, em seu livro “Política”, que: “o homem é um animal naturalmente político”, mas para os leigos, como definir o que é real e o que é encenação afinal? A política é como a arte, que durante muito tempo, foi feita sob as rédeas elitistas, oligárquicas, dificultando o entendimento da massa com seus códigos e técnicas. Mas os tempos mudaram. Tal como a arte, a política hoje é para todos. O que falta então para que o “público” compreenda de verdade, que dentre todos os papéis, o seu é o mais importante?

*Estudante de Ciências Políticas

1 comentário
  1. João KNalha Diz

    A definição catedrática da palavra e da atividade política, não se encaixa com o entendimento e a prática que os pretensos “políticos” brasileiros utilizam nas lides com a adminisração pública, uma vez que, os brasileiros praticam a desonestidade, a mentira, a enganação e a roubalheira como exemplos de “esperteza, sagacidade, inteligência e especial talento para o desenvolvimento da escravização de um povvo ignorante e o enriquecimento ilícito de uma casta de criminosos exploradores. E os exemplos não se referem à uma minoria, como querem nos fazer acreditar, mas a uma inquestionável maioria, pois, político brasileiro é exemplo de bandido bem sucedido.

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