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PORQUE PRECISAMOS COMBATER A PSICOFOBIA?

Por Laís Lins

Dia 12 de abril é considerado o dia Nacional de Enfrentamento à Psicofobia. Você já ouviu este termo antes?

O termo Psicofobia foi criado pela Associação Brasileira de Psiquiatria para nomear o preconceito enfrentado por muitas pessoas que tem transtornos mentais e deficiência mental. Essa data foi escolhida como homenagem a uma personalidade pública, o ator e comediante Chico Anízio, que em vida falava abertamente sobre sua depressão e dos benefícios do tratamento adequado. 12 de abril é a data de seu aniversário.

Mas por que é tão importante esse combate? Segundo pesquisas da Organização Pan-Americana de Saúde, 1 bilhão de pessoas são afetadas por transtornos psicológicos como: depressão, TEA ( Transtorno do Espectro Autista), TAB ( Transtorno Afetivo Bipolar), Esquizofrenia, Demência, entre tantos outros. Além disso, estima-se que 800 mil pessoas por ano cometam suicídio. E, segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, 1 a cada 4 pessoas pode desenvolver um transtorno mental ao longo da vida.

Mesmo com números tão altos, os transtornos e deficiências mentais ainda são pouco discutidos e defronta-se com o desconhecimento do senso comum, que frequentemente minimizam os sintomas dessas pessoas através de comentários como: “se esforce mais”, “é falta de algo importante para fazer”, “é falta de uma boa educação” (no caso de crianças especialmente).

Porém, não se trata de um querer, um desejo da pessoa ter um Transtorno. Como vêm demonstrando a ciência, os transtornos mentais possuem causas multifatoriais, de bases genéticas, meio social, histórico de vida, e comportamento. É uma mistura desses fatores que podem desencadear o transtorno e /ou a deficiência.

O preconceito e a preocupação com as críticas podem impedir ou atrapalhar a pessoa que enfrenta as dificuldades de um transtorno e/ou deficiência, ou tem um parente ou familiar nessas condições, de buscar tratamento adequado e viver uma vida funcional e de qualidade. Por isso, é tão importante que falemos abertamente sobre o tema e busquemos caminhos para compreender melhor o universo do outro. Ajudar sem julgar. Buscar conhecimento adequado e atendimento especializado. O sofrimento mental é tão doloroso quanto qualquer outro.

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