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STREAMERS, ATIVISTA DIGITAL E ESPECIALISTAS DEBATEM SOBRE UNIVERSO GAMER NESTA TERÇA-FEIRA

Um mercado em ascensão, a indústria de games ganhou ainda mais fôlego durante a pandemia e a previsão é fechar 2020 com um faturamento de US$ 159,3 bilhões, de acordo com o site Newzoo. Esse volume supera outros setores do entretenimento, como a música e cinema.

O Brasil segue esse ritmo e é um dos cinco países com mais live streamings no mundo no Facebook. De acordo com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames), estima-se que hoje existem 400 empresas trabalhando neste segmento no país. Esses números demonstram que o mundo dos videogames se profissionalizou indo muito além da diversão. Esse universo será debatido na terça-feira, 3, durante o painel Game Design, promovido pelo Grupo Educacional ACBEU dentro do projeto FuturEd.

Com apoio da Embaixada Americana, o bate papo terá a participação de Bia e Ishiro Oninawa, do Casamento Nerd, jogadores e streamers; Luiz Machado, professor do Curso Superior de Tecnologia em Jogos Digitais do IFBA e João Pedro Iglesias, aluno do curso Superior de Tecnologia em Jogos Digitais do IFBA. A ativista digital Geisa Santos será responsável por moderar a discussão sobre as carreiras ligadas ao universo gamer e o futuro dessas profissões.

Para Paula Cavalcanti, gestora de Educação Maker do Grupo Educacional ACBEU, mais do que entretenimento, a indústria de jogos digitais deve ser encarada como uma área promissora para atuar profissionalmente. “Quando pensamos em games, lembramos apenas do jogador, mas existe toda uma estrutura por trás de cada jogo, que envolve profissionais para criar narrativas e cenários, além da programação, streamer e outras atividades. Portanto, são inúmeras possibilidades de atuação nesse setor, que é contemporâneo e repleto de inovações. Diante disso, como educadores, queremos despertar no jovem a percepção de que ele pode ir além de ser um mero usuário e pode criar tecnologia, sendo um agente ativo de construção de conteúdo”, explica Paula Cavalcanti.

Para o professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFBA), Luiz Machado, os profissionais de jogos digitais podem atuar em diversas áreas conforme suas habilidades, como roteirista, ilustrador, animação e programadores. Além da diversão, os games também estão presentes no mundo corporativo, sendo usados como ferramentas de treinamento, capacitação, seleção de trabalho e aprendizagem, o que amplia ainda mais as possibilidades de atuação.

Estudante do curso de Jogos Digitais no IFBA, João Pedro Iglesias, explica que nessa área é necessário saber trabalhar em equipe. “O que faz um game funcionar não é uma pessoa em si, mas o grupo, cada um trabalhando em uma área. Se tiver um grupo bem unido, pode fazer qualquer coisa. O futuro está na mão deles”, pontua.

Os caminhos para se profissionalizar são distintos. Muitas vezes começa como uma paixão por videogames, mas esse hobby pode virar profissão, seja como jogador participando de campeonatos e até times ou como streamer, que é quem transmite ao vivo o seu jogo pela internet. Através de ferramentas, o jogador consegue capturar a tela e transmitir em canais de streamings para os internautas, interagindo com eles durante a partida. É possível ganhar dinheiro com essa prática, seja por meio de patrocínio, como monetizando seu canal.

Durante o painel, Bia e Ishiro Oninawa, do Casamento Nerd, vão explicar sobre essa profissão e outras vertentes do universo gamer para quem quer atuar como jogador profissional. O debate será transmitido na terça-feira, 3, às 19h30, no canal do Grupo Educacional ACBEU no YouTube (youtube/acbeubahia).

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