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Barragem

VITÓRIA DA CONQUISTA: PREFEITURA AUMENTA SANGRADOURO DA BARRAGEM DE SÃO JOÃO DA VITÓRIA, MAS RISCO DE ROMPIMENTO AINDA EXISTE

No fim da tarde desta segunda-feira (27), uma equipe da Prefeitura de Vitória da Conquista, utilizando uma escavadeira hidráulica realizou a limpeza e aumentou a vazão do sangradouro para diminuir a carga na barragem de São João da Vitória.

A ação reduziu o risco de rompimento, mesmo após receber uma grande carga de água de outros açudes que se quebraram na região. Mas, a depender do volume de chuva na região ainda há risco de rompimento que causaria muitos danos no distrito e povoados vizinhos. Na sede do distrito, por exemplo, o nível da água está em 60 centímetros.

“Alargamos o sangrador e fizemos a sua limpeza, com isso diminuímos o nível da água e consequentemente a carga para que a barragem não se rompa totalmente, o que ajuda a evitar um dano muito grande, tanto nas comunidades abaixo desta barragem como em outros açudes”, esclareceu o secretário municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Jackson Yoshiura. (mais…)

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POLÍCIA FEDERAL DENUNCIA 13 PESSOAS ENVOLVIDAS NO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE BRUMADINHO

A Polícia Federal divulgou na manhã desta sexta-feira (20/09), os resultados pertinentes ao encerramento do primeiro inquérito policial que apurou os crimes relativos ao rompimento da barragem B1, localizada no município de Brumadinho/MG, em 25/01/2019.

Nesse primeiro inquérito, a Polícia Federal indiciou 13 pessoas por falsidade ideológica da Lei de Crimes Ambientais e uso de documentos falsos. Dos indiciados, sete são funcionários da Vale do Rio Doce e seis da Tüv Süd, empresas que também foram indiciadas.

De acordo com as investigações, os funcionários celebraram contratos utilizando informações falsas contidas nos documentos de Declaração de Condição de Estabilidade (DCE), que permitiram que a barragem seguisse funcionando mesmo com critérios de segurança abaixo dos recomendados pela mineradora e por padrões internacionais.

A Polícia Federal ouviu mais de 80 pessoas, realizou aproximadamente 34 perícias, produziu aproximadamente 30 informações de Polícia Judiciária e analisou em torno de 80 milhões de arquivos em mídia digital.

As investigações continuam no intuito de apurar a autoria e materialidade dos crimes relacionados à tragédia.

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GOVERNO DETERMINA RETIRADA DE TRABALHADORES EM ÁREAS DE MINERAÇÃO

Uma resolução da Agência Nacional de Mineração (ANM) publicada nesta segunda-feira (18), proíbe as mineradoras de manter e/ou construir qualquer instalação, fazer obra ou realizar serviço numa distância de até 10 km abaixo das barragens de rejeito de minério. Além dessa distância geográfica, a medida vale também para locais que podem ser atingidos por um eventual rompimento em até 30 minutos. Para a ANM, além da dimensão das barragens, considerou-se também a forma do relevo local, a presença de rios e o tipo de atividade de uso da terra, pois são esses os fatores que, somados, desenham um potencial desastre, como ocorreu em brumadinho. Minas Gerais é o estado com maior ênfase no objetivo de anular tragédias desse tipo.

As instalações, obras e serviços existentes na área de entorno a uma barragem deverão ser desativados até 15 de Agosto deste ano. A determinação vale para as barragens de mineração de todos os métodos de construção. As barragens da VALE que se romperam em Mariana (2015) e Brumadinho (2019) foram construídas pelo método “montante”, considerado menos seguro por especialistas. Um rápido levantamento do Ipolítica constatou que os outros tipos de construção, considerados mais seguros, são: 1) alteamento a jusante, 2) linha de centro e 3)etapa única, que são métodos mais caros para implementação, e portanto, menos adotados pela mineração no Brasil.

Infográfico adaptado do site G1.
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A GEOGRAFIA DO DESASTRE: BARRAGENS DE MINÉRIO E UM OLHAR ENTRE ITAGIBÁ E ITACARÉ

De forma lamentável, novamente, os olhares de nossa nação se afetam a uma tragédia resultante de um crime ambiental. A atividade mineradora mais uma vez surge fazendo vítimas humanas e ambientais, desta vez em Brumadinho, com perspectivas de atingir centenas de mortos e desabrigados. Miraí em 2007, Mariana em 2015 e agora Brumadinho no início de 2019 são manchas da atividade mineradora do Estado de Minas Gerais (e no Brasil). Agora, se tornam também manchas da nossa multinacional Vale. Afinal, o que está ocorrendo no Brasil nessa área? Falta fiscalização e monitoramento? Ou estamos na verdade assistindo de camarote a ausência de uma governança de riscos iminentes da atividade mineradora? Estamos certos de que, a forma de construção dessas estruturas, a manutenção e a criação de estratégias para redução de perdas (humanas e materiais) até agora se mostram inexistentes ou no mínimo negligentes/criminosas.

Partindo para nosso Estado da Bahia, infelizmente há dados que demonstram riscos altíssimos de rompimentos de barragens de rejeito de minério em nosso Estado. Segundo informações da Agência Nacional de Mineração na Bahia (ANM), são pelos menos 14 barragens de rejeitos que podem representar algum risco, ainda que não tenhamos registro de acidentes. O destaque são as três barragens com alto potencial de dano localizadas em Jacobina, Santa Luz e Itagibá. Dentre essas com alto risco, destacamos que a barragem de Itagibá (próximo a Ipiaú), está localizada a aproximadamente 600 metros do rio de Contas.

Elaboração dos autores

Itagibá, município de nosso Sul da Bahia, está inserido nesse contexto pela presença de um minério de níquel operado pela Mirabela Mineração. Atualmente, o reservatório possui uma lâmina d’água de aproximadamente 10 km². A grande implicação dessa estrutura para o meio ambiente regional é que a mesma está praticamente ribeirinha ao Rio de Contas. Ou seja, em um eventual rompimento da barragem, localidades do baixo curso do rio de Contas como Ubatã, Ubaitaba, Taboquinhas e Itacaré seriam totalmente prejudicadas pelo de desastre e posterior diminuição da potabilidade da água. Atividades de pesca estariam comprometidas. Todo o estuário na altura de Itacaré seria palco natural da morte de inúmeras espécies devido a contaminação da água. E o turismo litorâneo de Itacaré? Seria totalmente atingindo pela poluição do litoral, onde teríamos literalmente um “mar de lama”. Dessa forma, esse desastre seria um crime contra a população, o meio ambiente e a economia dessa microrregião do Sul da Bahia.

Área de operação da Mirabela. Imagem do Esry Imagery.
 

Toda essa contextualização é para formatar mais preocupações com nossos recursos humanos e naturais, sobretudo porque já nos assustamos com tanta negligência dos desastres ocorridos em Minas Gerais. Não queremos que o Sul da Bahia seja cenário de mais um evento desse tipo, resultado de uma governança criminosa realizada pela mineração brasileira (com participação e anuência de políticos inescrupulosos, que infelizmente é a regra no Brasil).

*Os autores tem suas respectivas formações em Geografia e Engenharia de produção. Leia mais...

A BARRAGEM ESTÁ PRONTA! MAS, E AGORA?

Por Roberto José*

Estive recentemente na Barragem do Rio Colônia logo após sua “inauguração” parcial – pelo governador do Estado, o qual esteve acompanhado de um séquito de “cabos eleitorais” e políticos da região, alí fiz algumas reflexões, que eu compartilho com a população de Itabuna e região.

De fato, há muito o que comemorar com a inauguração dessa infraestrutura que vai subsidiar o abastecimento de água nos municípios da região central do Sul da Bahia. É uma luta de décadas, sem precisar falar que é uma demanda de centenas de anos, quando comparado a outras regiões do mundo que barram rios como tarefa inicial do desenvolvimento local. Mas chegou, e isso é ótimo!

Os ganhos são imediatos, com destaque para produção de estimados 62.670.695m³ de volume d’água, controle de enchentes em áreas ribeirinhas, vai diluir o esgoto lançado sem tratamento das cidades da bacia do Cachoeira, principalmente Itabuna, além da perenização do curso d`água e valorização imobiliária do entorno do espelho d`água da barragem, o que acarreta em atrativos econômicos…

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