FICC
Shopping
CVR
diabetes
Buerarema
Plansul
COLÉGIO JORGE AMADO
Pref ilheus junho
Ieprol
Navegação na tag

#chikungunya

VITÓRIA DA CONQUISTA TEM MAIS DE 400 CASOS DE DENGUE E CHIKUNGUNYA CONFIRMADOS

Do início do mês de janeiro até esta quinta-feira (8), o Centro de Controle de Endemias (CCE) registrou, em Vitória da Conquista, 2.403 ocorrências de casos suspeitos de arboviroses, com 429 confirmados laboratorialmente. Do total, 200 tiveram diagnósticos positivos de dengue, 222 de chikungunya e sete de zika.

Outros 1.186 casos foram descartados laboratorialmente para essas doenças, 467 tiveram resultados inconclusivos e 321 pessoas aguardam o resultado laboratorial.

Até o final de julho tinham sido confirmados 177 casos de dengue, 211 de chikungunya e sete de zika. Os números vêm aumentando a cada mês, e a preocupação é que haja um crescimento maior com a chegada da primavera/verão, por conta do volume de chuva maior nessa época do ano, e do fato de o mosquito se favorecer de qualquer acúmulo de água parada para se reproduzir.

Nesse sentido, a coordenadora de endemias, Gabriela Andrade, explicou que as ações serão intensificadas nas próximas semanas para evitar um aumento na infestação do Aedes aegypti. “Vamos fazer de tudo para evitar o aumento no número de ocorrências em nosso município. Por isso, vamos trabalhar muito agora e esperamos contar também com a ajuda da população”, reforçou.

A orientação é para que, em casa, cada morador esteja em alerta no combate e prevenção ao mosquito, evitando deixar as caixas d’águas sem vedação, água parada em pequenos recipientes e em vasos de plantas, ou o descarte do lixo em horário e locais inadequados.

Para quem deseja fazer denúncias de possíveis focos do mosquito ou solicitar a visita dos agentes de endemias, entre em contato com o Centro de Controle de Endemias pelo (77) 3429-7421.

Leia mais...

ESTUDO AVALIA IMPACTO DA DOR ARTICULAR PÓS-CHIKUNGUNYA

Pesquisadores da Fiocruz Bahia investigaram os fatores de risco para artralgia persistente em pacientes com chikungunya e seu impacto nas atividades cotidianas. Os resultados do estudo, realizado com 153 pacientes de Salvador com diagnóstico da doença, apontaram uma elevada frequência de pessoas com dores nas articulações após três meses do início da doença (42,5%) e mesmo após um ano e meio (30,7%).

Chama atenção que 93,8% daqueles que permaneceram com dor articular por mais de três meses disseram ter limitações nas atividades diárias, como pentear o cabelo e vestir a roupa, e 61,5% relataram sofrimento mental, como alterações no humor e sinais de depressão.

A pesquisa, coordenada pelo pesquisador da Fiocruz Bahia Guilherme Ribeiro, foi descrita em artigo publicado no periódico International Journal of Infectious Disease. A artralgia (dor nas articulações) é um dos sintomas mais comuns da infecção por chikungunya durante a fase aguda da doença. Passada a fase inicial, os sintomas podem desaparecer completamente ou evoluir para artralgia contínua, que persistindo por três meses ou mais é classificada como crônica. No estudo, o sexo feminino e a idade foram apontados como os maiores fatores de risco para a dor persistente.

Os pesquisadores explicam que a limitação das atividades cotidianas e o sofrimento físico e mental causados pela persistência da dor articular podem levar a ausência do indivíduo do trabalho ou da escola, perda de emprego, observada para 10% dos pacientes que apresentaram dor crônica, e redução da qualidade de vida, gerando impactos no sistema de seguridade social e na economia.

O trabalho também demonstrou que, apesar do impacto da chikungunya na qualidade de vida dos indivíduos, o acesso a cuidados especializados multidisciplinares, como fisioterapia, reumatologia e psicologia, foi baixo dentre os participantes do estudo, provavelmente em decorrência da oferta limitada desses serviços no sistema público de saúde e da impossibilidade de aquisição no atendimento privado.

Diante desses dados, os pesquisadores ressaltam que o desenvolvimento de novas estratégias para mitigar a transmissão da chikungunya e o fornecimento de assistência médica de longo prazo para esses pacientes é urgente.

Leia mais...

AUMENTA PREOCUPAÇÃO COM DOENÇAS LIGADAS AO AEDES AEGYPTI NO VERÃO

Com a chegada do verão no Brasil e da chuva em diversas regiões, uma preocupação de saúde pública aumenta: o crescimento da circulação do mosquito Aedes aegypti e das doenças associadas a ele (chamadas de arboviroses urbanas), como dengue, zika e chikungunya.

Conforme o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o tema, lançado em dezembro, entre janeiro e novembro foram registrados 971.136 casos prováveis de dengue no Brasil, com 528 mortes. As maiores incidências se deram nas regiões Centro-Oeste (1.187,4 por 100 mil habitantes), Sul (931,3/100 mil) e Nordeste (258,6/100 mil).

No mesmo período, as autoridades de saúde notificaram 78.808 mil casos de chikungunya, com 25 óbitos e 19 casos em investigação. As maiores incidências ocorreram no Nordeste (99,4 por 100 mil habitantes) e Sudeste (22,7/100 mil). Já os casos de zika, até o início de novembro, totalizaram 7.006, com incidência mais forte no Nordeste (9/100 mil) e Centro-Oeste (3,6/100 mil).

Na avaliação do professor de epidemiologia da Universidade de Brasília Walter Ramalho, este é o momento de discutir o problema do Aedes aegypti e as medidas necessárias para impedir sua proliferação. O maior desafio é diminuir os focos de criação dele.

O Aedes está no Brasil há mais de 100 anos. Em alguns momentos, já chegou a ser erradicado. Mas nos últimos 30 anos o inseto vem permanecendo e, segundo o professor Ramalho, se adaptando muito bem ao cenário de urbanização do país e do uso crescente de materiais de plástico, que facilitam o acúmulo de água propício à reprodução do mosquito.

“Todos esses materiais, que podem durar muito tempo na natureza, podem ser criadouros do mosquito. A gente tem que olhar constantemente o domicílio, não somente na terra como nas calhas. Este é um momento do começo da chuva. Se não fizermos esse trabalho e se a densidade do mosquito for elevada, não temos o que fazer”, alerta o professor.

Ele lembra que não se trata apenas de um cuidado com a própria pessoa e sua casa, mas com o conjunto da localidade, uma vez que domicílios com foco de criação acabam trazendo risco para toda a vizinhança.

O professor da UnB acrescenta que o cuidado no combate aos focos não pode ser uma tarefa somente do Poder Público. Uma vez que qualquer residência, terreno ou imóvel pode concentrar focos, é muito difícil que as equipes responsáveis pela fiscalização deem conta de cobrir todo o território.

Ramalho destaca que as doenças cujos vírus são transmitidos pelo mosquito são graves. A dengue hemorrágica pode trazer consequências sérias para os pacientes.

“A zika causou microcefalia no Nordeste e em algumas cidades de outras regiões. E precisamos nos preocupar com a chikungunya. Ela causa sintomatologia de muitas dores articulares. Muitas pessoas passam dois, três anos sentindo muitas dores. Isso causa desconforto na vida durante todo esse período”, afirma.

Leia mais...