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Comunidades

A GUERRA É URBANA – GARANTIA DE LEI E ORDEM

Por Cabo Neto

Há algo de errado em nossa sociedade, estamos nos acostumando e entendendo como normalidade a violência urbana.

Quando observo caminhões, blindados e tanques de guerra realizando patrulhamento ostensivo, para mim, fica cristalino que chegamos ao mais alto estágio de insegurança pública.

Também não vislumbro uma possível reviravolta nesse cenário, leis ineficazes, forte defesa dos Direitos Humanos contra qualquer ação policial e isso dificulta, para não dizer, desestimula o agente estatal que se vê sozinho nesta guerra. O cenário político de impunidade tem forte relação com a baixa estima da sociedade que cada vez mais se enclausura em suas residências e aceita tacitamente a realidade a ela imposta de forma bélica.

As administrações estaduais por décadas não trataram a pasta da Segurança Pública com a devida importância, enquanto a brutalidade permanecia nas zonas periféricas tudo se aceitava ou vendava-se os olhos, mas o descontrole agora é total e atinge também as classes mais abastadas.

Policiais Militares morrem em confrontos ou fora de serviço por conta da sua função pública, parte da imprensa, não todos, ainda possui revanchismo com a farda publicando verdadeiros ataques a imagem, a conduta dessa nobre profissão que é dar a vida para proteger o outro sem buscar heroísmo ou reconhecimento.

O recrudescimento de policiais militares que solicitam a sua saída do serviço público tornou-se preocupante, a polícia perdeu a beleza, o jovem não a vê como carreira estável e promissora, baixos salários, não há valorização profissional, não há ajuda psicológica e clínica para estes agentes.

A Segurança Pública envolve investimento maciço, coerente e objetivo na Educação e inclusão social, retirar do traficante o poder não somente financeira e territorial, mas também o Poder Político paralelo que ele exerce.

Dentro dessas comunidades eles atuam como verdadeiros deuses, são administradores, conciliadores, julgadores, assistencialistas, protetores, empregadores e disseminam o pseudo discurso do “Vá, pegue, ocupe, é seu! O Estado aqui é alemão!”

Para nós está em debate o futuro de jovens que são ensinados ou a eles impostos pela dura realidade, que a criminalidade somente os levarão a morte prematura.

O país está cambaleante, moral, política e socialmente. A instabilidade nos aflige.

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