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Economia

O REAL E A PERDA DO PODER DE COMPRA

Por Lorenna Bispo

Na data de 1º de julho de 1994, o real é instituído a moeda oficial do Brasil. O plano real combateu a inflação de preços e estabilizou a economia. O novo cenário instaurado, fez com que o poder de compra dos brasileiros fosse recuperado, alimentando assim momentos de otimismo. Comparado aos planos anteriores o Plano Real foi a medida econômica mais eficaz já realizada no país. Em menos de um mês a nova moeda derrotou a hiperinflação. Ainda em julho de 1994, mês de seu lançamento, a inflação havia caído de 47% para 7%, já no mês seguinte em agosto, chegou a 1,86%.

Entretanto, a moeda foi perdendo seu valor ao longo do tempo. Mas o que aconteceu com o Real? Muitos diriam ser problema de oferta e demanda, onde o consumo aumenta e a produtividade não acompanha a procura. Será? Ou seria um governo com uma política fiscal ruim? Não é de agora que a impressão “desgovernada” de dinheiro pelo Banco Central a fim de cobrir buracos nas contas públicas, vem acordando o dragão da inflação.

No governo atual, comportamentos e falas esdrúxulas vem afastando o mercado e deixando o Brasil menos atraente mundo afora. Recentemente o ato populista de substituir o Bolsa Família pelo Auxílio Brasil, ocasionou custos de transição, extrapolou o teto de gastos, e pressionou a inflação.

Inflação ao mês no encerrado de dezembro de 2021 ,0,73%, e ao ano 10,06%, bem acima do teto da meta de 5,25%. A moeda perde ainda mais o seu poder de compra.
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ITABUNA: EXPOFENITA CHEGA AO FIM COM ESTIMATIVA DE R$ 25 MILHÕES EM NEGÓCIOS

A 5ª Exposição Agropecuária e Feira de Negócios de Itabuna (Expofenita) chegou ao fim na madrugada desta segunda-feira, dia 29, estabelecendo um novo recorde no Parque de Exposições Antônio Setenta, na zona oeste da cidade. A expectativa dos organizadores é que o evento tenha gerado média de R$ 25 milhões em negócios, o que inclui investimento, leilões e expositores.

Ao fazer um balanço, o organizador da Expofenita Josias Miguel disse que foi extremamente positivo. “Conseguimos o apoio da Prefeitura, por meio do prefeito Augusto Castro (PSD), Câmara Municipal de Vereadores, do Governo do Estado e da sociedade para realizar esse grande evento, cuja finalidade foi resgatar o agronegócio e criar lazer para a família itabunense”, comemorou.

Segundo Josias, “na verdade ultrapassamos e muito, a expectativa de negócios antes estimada em R$ 10 milhões. No todo, superamos R$ 25 milhões. Esse recurso circulando na Região Cacaueira gera emprego e renda. Foi tudo muito bom, porque gerar renda e empregos foi nosso propósito. Neste ano, a Expofenita significou o ressurgimento dos eventos relacionados ao agronegócio porque não tiveram outros eventos presenciais na Bahia. Foi ato de fé, coragem e ousadia”, afirmou. (mais…)

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O BRASIL E O “DÉFICIT BOLSONARO”

A pandemia da Covid-19 trouxe muitos saldos negativos para o mundo. As áreas mais impactadas foram a saúde pública, econômica e social. No Brasil a conduta do presidente perante a esses problemas, são absurdas. Falas como “faz o sinal da arminha, é só uma gripezinha, então vai dar tiro de feijão”, além das brigas com o STF e os constantes descasos com o meio ambiente e a economia, fazem o mercado se afastar de maneira acelerada.

Com o resultado da inflação no acumulado em 12 meses chegando a 10,25%, e de 6, 90%, no acumulado de setembro deste ano, o país vive tempos críticos. Enquanto os brasileiros observam o real perdendo o poder de compra ao irem aos supermercados, o governo da outro tiro em nossos pés. Querendo a todo custo a reeleição, Bolsonaro adota medidas populistas ao substituir o Bolsa Família pelo Auxílio Brasil, ao invés de manter e aperfeiçoar políticas públicas de governos anteriores.

O poder de compra despensa e o hoje o brasileiro compra bem menos se comparado a 1994 (início do Plano Real)

O problema que a substituição, acaba originando custos de transição, e extrapolando o teto de gastos, consolidando a insuficiência fiscal nacional. Significa dizer que o país ficará em dívida com a própria União. Desta forma, o mercado fica instável, espanta investidores e gera mais inflação.

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CRESCIMENTO DE VENDAS NO PRIMEIRO SEMESTRE FOI O MAIOR REGISTRADO EM 11 ANOS NA BAHIA

As vendas no comércio varejista baiano registraram em junho um crescimento de 16,4%, em relação a igual mês do ano passado, sendo o quinto maior entre os estados. A performance positiva da Bahia se repetiu no mesmo mês, com a produção industrial de transformação e extrativa mineral, ajustada sazonalmente, que avançou 10,5% frente ao mês imediatamente anterior. De acordo com o titular do Planejamento, João Leão, este foi o melhor desempenho para um mês de junho desde 2018.

“São números bons e é importante comemorar. Aos poucos estamos avançando. O comportamento do varejo baiano, por exemplo, segue positivo, sendo o melhor resultado para o mês de junho desde o início da série em 2001. O receio dos consumidores vai diminuindo à medida que conhecem o impacto da pandemia na economia”, declara Leão.

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EXPORTAÇÕES BAIANAS CRESCERAM 55,5% EM ABRIL

As exportações baianas atingiram US$ 840,5 milhões em abril, com aumento de 55,5% em comparação a igual mês de 2020. Apesar do efeito base que explica parte importante da sua magnitude, a alta na exportação em abril reflete a recuperação do comércio internacional e a intensa demanda chinesa e asiática, que contribuiu para elevar preços e puxar o embarque de commodities.

Isso ocorre sobretudo com a soja, que voltou em grande volume aos portos após o atraso na colheita e dos derivados de petróleo, cujos preços médios tiveram aumento significativo.

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MAIS DE 98 MIL EMPRESAS DE MICRO E PEQUENO PORTE FORAM ABERTAS NO PRIMEIRO BIMESTRE DE 2021

No primeiro bimestre desse ano, foram abertas em todo o país 98,1 mil micro e pequenas empresas, número 1,7% abaixo do registrado no mesmo período de 2020. Desse universo, 55,9 mil, o que corresponde a 57%, foram abertas no mês de janeiro. As informações constam em levantamento realizado pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal.

Apesar do mês de janeiro ter apresentado um crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, o baixo desempenho na abertura de empresas em fevereiro puxou o resultado do bimestre para baixo. No segundo mês desse ano, houve uma retração de 15,8% em relação ao mês de fevereiro de 2020 na abertura de novos negócios.

De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, esse declínio de abertura de empresas de micro e pequeno porte em fevereiro pode retratar as dificuldades que os empreendedores estão tendo devido ao avanço da pandemia no país, desde o final do ano passado. “Voltamos a conviver com medidas mais restritivas do comércio nos estados e isso impacta diretamente no desempenho dos pequenos negócios no país, principalmente os ligados aos ramos de alimentação e vestuário”, frisou Melles.

Ao analisar o desempenho da abertura dos pequenos negócios por atividade, em fevereiro, dos 20 segmentos com maior registro de abertura, 18 registraram queda significativa em relação ao mesmo período de 2020. Entre eles estão as atividades de lanchonetes e similares, com queda de 37% e restaurantes, menos 34%. O comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios, como por exemplo mercearias e minimercados, caiu 26% e o de vestuário, 24%.

Apenas duas atividades apresentaram aumento de abertura de empresas em fevereiro. A de consultoria em gestão empresarial, que subiu 6%, e a atividade de corretagem, compra e venda e avaliação de imóveis, que apresentou aumento de 4% em fevereiro deste ano.

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FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA TEM INÍCIO NESTA QUINTA EM ITABUNA

Na semana que se comemora o Dia Nacional da Economia Solidária, o Centro Público de Economia Solidária (Cesol) Litoral Sul dá início a uma feira no Shopping Jequitibá, em Itabuna. O evento começa nesta quinta, 17, e segue até 15 de janeiro de 2021, próximo à praça do papai noel. Clientes encontrarão produtos das regiões Sul, Sertão São Francisco, Sertão Produtivo, Litoral Norte, Sudoeste e município de Itapetinga.

Itens como geleias, panetones, chocolates e derivados do cacau, licor, cachaça, artesanatos e até Kafta de peixe poderão ser adquiridos pelos consumidores. Alguns produtos estarão disponíveis para degustação no local. São aceitos todos os cartões de débito e crédito e as vendas beneficiam diretamente grupos produtivos que atuam de forma coletiva nos seus territórios.

Café agroecológico, biscoito de polvilho, geleia de umbu, linguiça de bode defumada e fresca, sarapatel de bode, molho de tomate orgânico e beijus de maracujá e açafrão da terra, além de queijos especiais de leite de cabra com vinho e cachaça na composição, queijo coalho e ricota também serão comercializados.

A Feira de Economia Solidária tem início na manhã desta quinta, mas a abertura oficial será às 19h30 na frente da loja e contará com a presença dos expositores, equipe do Cesol Litoral Sul, representante da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e Superintendência de Economia Solidária (Sesol), clientes e parceiros. A ação segue todos os protocolos de saúde contra a COVID-19 e tem o apoio do governo do estado através da Setre.

Durante o período de funcionamento da feira, a loja Empório do Litoral, do Cesol Litoral Sul, estará fechada. Os clientes encontrarão o mix de produtos no Shopping Jequitibá.

Economia Solidária na pandemia

Desde março, quando a pandemia do Coronavírus despontou no Brasil e no mundo, produtores da economia solidária interromperam atividades presenciais e buscaram formas de se reinventar para seguir atuando remotamente comercializando seus produtos. Em junho foi realizado o Festival Virtual da Economia Solidária “São João da Minha Terra”, que contou com atrações culturais e comercialização de itens da produção baiana de 15 territórios, tudo online.

Somente neste mês de dezembro foram retomadas feiras e eventos presenciais com as medidas preventivas de combate à COVID-19 – entre os dias 1 e 6 foi realizada uma Feira de Economia Solidária em Vitória da Conquista, no Shopping Conquista Sul, e agora teremos outra edição no Shopping Jequitibá, em Itabuna.

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ECONOMIA BAIANA VAI RECEBER A INJEÇÃO DE R$ 4,26 BILHÕES COM PAGAMENTO DE SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS

O Governo do Estado vai injetar R$ 4,26 bilhões na economia da baiana, em cerca de 30 dias, com o pagamento dos servidores ativos, aposentados e pensionistas. O montante corresponde à quitação das folhas de novembro, dezembro e do 13º salário. O aporte financeiro vai ajudar a aquecer a economia do Estado, criando um efeito multiplicador diante do cenário de estagnação pelo qual o país atravessa na pandemia.

A Secretaria da Administração (Saeb) quitou a folha do mês de novembro no dia 30, totalizando o valor de R$ 1,48 bilhão, pago para 270 mil servidores do Estado, somados àqueles em atividade, aos aposentados e aos pensionistas. No dia 18 de dezembro, conforme tabela publicada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) no começo deste ano, será quitada a segunda parcela do 13º salário, um montante de aproximadamente R$ 1,32 bilhão pago para o funcionalismo (ativos, inativos e pensionistas).

Já a folha de pagamento de dezembro, para aposentados e pensionistas, será antecipada para o dia 29 deste mês, enquanto os ativos recebem no dia 30, totalizando um montante estimado em R$ 1,44 bilhão.

Somados os valores das duas folhas de pagamento com a quitação do 13º salário, o governo injeta o total de R$ 4,26 bilhões na economia baiana, em cerca de trinta dias. O montante vai ajudar a movimentar o mercado, em forma de consumo das famílias, pagamentos, investimentos, dentre outros.

Equilíbrio fiscal

“Em tempos de pandemia e incertezas quanto a um plano nacional de vacinação que ajude o país a sair da atual crise sanitária e a promover uma retomada efetiva do crescimento econômico, os recursos desembolsados pelo governo neste final de ano representam uma quantia considerável em circulação em todo o Estado e contribuem para estimular a economia baiana”, avaliou o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.

O Estado, lembrou Manoel Vitório, segue com a máquina pública em pleno funcionamento e cumprindo rigorosamente em dia os compromissos com servidores e fornecedores, fruto de uma estratégia vitoriosa sob a liderança do governador Rui Costa, baseada no equilíbrio das contas públicas por meio de qualificação do gasto, modernização do fisco e combate à sonegação.

O Estado da Bahia, lembra, implementou uma reforma administrativa na transição de governo entre 2014 e 2015, reduzindo de 27 para 24 o número de secretarias estaduais e implantando no âmbito da Sefaz-Ba a Coordenação de Qualidade do Gasto Público, destinada a assegurar o controle das despesas com custeio na administração pública. O governo também promoveu a redução de cargos comissionados.

O secretário da Administração, Edelvino Góes, também destacou o equilíbrio fiscal do estado, mesmo diante de um cenário econômico desfavorável, com uma recessão anterior à pandemia, que foi agravada pela Covid-19. “Mais uma vez a Bahia se sobressai na gestão fiscal, mantendo suas contas ajustadas e conseguindo honrar seus compromissos mesmo diante da diminuição da atividade econômica e consequente queda da arrecadação tributária provocadas pelo Coronavírus”, analisou.

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COPOM PREVÊ INFLAÇÃO EM ALTA EM DEZEMBRO

Apesar do arrefecimento previsto para os preços dos alimentos, a inflação em dezembro deverá continuar alta, puxada principalmente por gastos com mensalidades escolares e pelo aumento na bandeira tarifária da conta de luz, informou o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Em ata da reunião da semana passada, divulgada hoje (15), o Copom revela que as últimas leituras de inflação “foram acima do esperado”, mas que a projeção apresenta-se “subjacente em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação”.

“Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue monitorando sua evolução com atenção, em particular as medidas de inflação subjacente”, disse o comitê.

De acordo com o Copom, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020 está em 4,3%. A projeção leva em conta o cenário que utiliza juro fixo e câmbio variando conforme a Paridade do Poder de Compra (PPC). A projeção é ancorada na taxa Selic a 2% ao ano e câmbio partindo de R$ 5,25. Para 2021, a projeção está em 3,5% e para 2022 está em 4%.

No cenário externo, o comitê avalia que “a ressurgência da pandemia em algumas das principais economias tem revertido os ganhos na mobilidade e deverá afetar a atividade econômica no curto prazo.”

O comitê avalia ainda que os resultados promissores nos testes das vacinas contra a covid-19 tendem a trazer melhora da confiança e normalização da atividade no médio prazo.

Já em relação à atividade econômica brasileira, a ata do Copom registra que os indicadores recentes sugerem a continuidade da recuperação desigual entre setores, em linha com o esperado.

“Contudo, prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais.”

Inflação

O Copom avalia que um cenário de “ociosidade” na economia, pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado, notadamente quando essa ociosidade está concentrada no setor de serviços.

“Esse risco se intensifica caso uma reversão mais lenta dos efeitos da pandemia prolongue o ambiente de elevada incerteza e de aumento da poupança precaucional”, diz a ata.

Em outro cenário, o Copom avalia que um prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia que piore a trajetória fiscal do país, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar a inflação acima do projetado.

“Prospectivamente, a pouca previsibilidade associada à evolução da pandemia e ao necessário ajuste dos gastos públicos a partir de 2021 aumenta a incerteza sobre a continuidade da retomada da atividade econômica. O Comitê ponderou que os riscos associados à evolução da pandemia podem implicar um cenário doméstico caracterizado por uma retomada ainda mais gradual”, diz a ata.

O Copom defende que é necessário perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O comitê avalia ainda que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.

Selic

Na reunião, o Copom discutiu ainda a manutenção da Selic em 2% ao ano, por meio do chamado forward guidance, que condiciona a não elevação dos juros à manutenção do atual regime fiscal.

Na ata, o Copom registra que o atual nível de estímulo monetário, produzido pela manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano e pelo forward guidance, está adequado.

De acordo com o comitê, alterações de política fiscal que afetem a trajetória da dívida pública ou comprometam a âncora fiscal poderiam motivar uma alta na Selic “mesmo que o teto dos gastos ainda esteja nominalmente mantido.”

“Assim sendo, o Comitê decidiu adicionar à sua comunicação que, embora haja a possibilidade de o forward guidance ser retirado em breve, isso não implicaria mecanicamente aumento de juros”.

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BAHIA REGISTRA ECONOMIA REAL DE R$ 5,9 BILHÕES EM CINCO ANOS

Em execução desde 2015 no âmbito da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), como parte da reforma administrativa implantada na primeira gestão do governador Rui Costa, a política de Qualidade do Gasto Público resultou numa economia real acumulada de R$ 5,9 bilhões em cinco anos. O cálculo leva em conta a inflação do período e concentra-se nas despesas de custeio, ou seja, aquelas relacionadas aos gastos com a manutenção da administração estadual, a exemplo de água, energia e material de consumo. O dinheiro economizado, de acordo com a Sefaz – Ba, ajudou a preservar o equilíbrio das contas e a ampliar os investimentos públicos.

Em 2015, a reforma administrativa promoveu a extinção de dois mil cargos e empregos públicos, a redução do número de secretarias estaduais, de 27 para 24, e a implantação de uma equipe na Secretaria da Fazenda voltada para o monitoramento permanente das despesas com o custeio da máquina e a promoção da qualidade do gasto público. A economia obtida, de acordo com o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório, significou uma reversão importante, já que o padrão histórico de evolução das despesas de custeio pelo Estado nas últimas décadas vinha sendo o de crescimento equivalente à inflação ou acima desta.

O trabalho da Coordenação de Qualidade do Gasto Público, lembra Vitório, engloba uma série de ações administrativas destinadas a criar uma cultura de eficiência e controle gerencial no sistema estadual, voltada para a melhoria da gestão das despesas e a melhor aplicação das receitas. “Ao liberar recursos de custeio para investimento público, a qualidade do gasto é diretriz estratégica para a melhoria efetiva nos indicadores de áreas como saúde, educação, segurança e emprego e renda, metas prioritárias do governo baiano”, lembra o secretário. Além disso, acrescenta, “o Estado segue dispondo de recursos para o pleno funcionamento dos serviços públicos e a garantia da paz social”.

O secretário Manoel Vitório observa ainda que o próprio equilíbrio fiscal mantido pelo Estado ao longo de todo o período recente de sucessivas crises e dificuldades na economia brasileira tem entre seus pilares a política de qualidade do gasto, ao lado de um processo de modernização do fisco estadual, combate à sonegação e melhoria da arrecadação própria, que fez a Bahia ampliar progressivamente a sua participação no ICMS nacional nos últimos anos.

Monitoramento

A Coordenação de Qualidade do Gasto Público atua estrategicamente, acompanhando as despesas das unidades do Estado, com base no orçamento de cada órgão e secretaria. Entre as medidas de controle previstas no decreto 15.924/2015, que instituiu a nova metodologia de trabalho, está a avaliação, pela Coordenação, de todos os processos de aquisição de materiais e contratação de serviços.

“O mesmo decreto, ao tratar da execução orçamentária pelos órgãos, fundos e entidades integrantes da administração estadual, disciplinou a realização de uma série de despesas, incluindo viagens, assinatura de periódicos e contratação de consultorias”, explica a diretora de Qualidade do Gasto Público, Manuela Martinez. Os itens monitorados incluem gastos com terceirizados, serviços médicos, fornecimento de alimentação, equipamentos de informática, manutenção da frota de veículos, água, energia, material de consumo, serviços de reprografia, correios e telégrafos, manutenção de imóveis e serviços de comunicação e telecomunicação.

Pandemia

Com a crise do coronavírus, o governo baiano colocou em prática agenda emergencial que aprofundou o enxugamento da máquina, editando já no dia 20 de março o decreto 19.551/20, que instituiu uma série de medidas de redução de despesas e promovendo o redirecionamento das ordens de serviço para os servidores do fisco. As medidas foram necessárias diante de um contexto que resultou em perdas brutas de receita da ordem de R$ 1,5 bilhão só nos meses de abril, maio e junho. A despeito do alcance limitado do pacote de ajuda aos estados proposto pelo Congresso Nacional e das apreensões quanto ao ano de 2021, não contemplado pelas medidas, o governo baiano segue em pleno funcionamento para assegurar a prestação de serviços públicos essenciais, observa o secretário Manoel Vitório.

A manutenção do equilíbrio fiscal, enfatiza o secretário, foi responsável pela pronta atuação e pelo bom desempenho do governo baiano ante a pandemia do novo coronavírus. Com o forte avanço em infraestrutura nos últimos anos e a intensificação dos esforços desde a eclosão da pandemia, a Bahia foi um dos Estados com melhor resposta à crise sanitária. Os números referentes à taxa de letalidade da Bahia estão entre os menores do Brasil, o que demonstra o acerto das medidas adotadas, evitando o colapso da rede de saúde visto em outros estados do país.

Vitório lembra que Saúde é uma das maiores prioridades do governo Rui Costa desde o início da primeira gestão. Desde 2015, foram entregues nove novos hospitais e 16 policlínicas regionais. Entre os anos de 2015 e 2019, a aplicação de recursos ultrapassou os R$ 25 bilhões em obras, serviços e recursos humanos.

No quesito “total de despesas com saúde”, o Governo da Bahia posicionou-se como terceiro colocado dentre todos os estados em 2019, com mais de R$ 6,159 bilhões, mesma posição no critério “investimento em saúde”, com mais de R$ 445 milhões, atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo, de acordo com o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

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DISCURSO DE JAIR BOLSONARO EM DAVOS BENEFICIA ECONOMIA DO SUL DA BAHIA, DIZEM AGRICULTORES

Agricultores, empresários e políticos do sul da Bahia mostraram-se otimistas quanto ao futuro econômico da região, após assistirem ao discurso que Jair Bolsonaro fez na última terça-feira, 22, em Davos, na Suíça. Na abertura da sessão plenária do Fórum Econômico Mundial, o presidente da República defendeu, dentre outros pontos, o apoio ao Agronegócio, o investimento no Meio Ambiente e a revitalização do Turismo brasileiro.

“O Governo quer compatibilizar preservação do Meio Ambiente e biodiversidade com avanço econômico. Isso significa agregar valor ao agronegócio cacau, investir maciçamente nas nossas potencialidades turísticas com base na sustentabilidade”, disse a agricultora e empresária Izabel Delmondes. “Temos que voltar a ter orgulho da região, como nos anos 60 e 70. A lavoura cacaueira é forte, histórica e economicamente, mas precisamos ter ações factíveis e criar um modelo de Educação de verdade”, acrescentou.

O vereador Ricardo Xavier, do PPS, presidente da Câmara de Itabuna, afirmou que “o pronunciamento do presidente despertou as lideranças para a criação de um movimento em torno das nossas potencialidades econômicas. O momento é de união de todos os segmentos para que o sul da Bahia volte a se desenvolver”. Pastor Matos, do PSD de Ilhéus, concordou com o colega itabunense e acrescentou que “a fala do presidente tem tudo a ver coma região”.

“A fala do presidente criou um ambiente de esperança e expectativa para a região que, motivada tem estímulo para lutar pela sua retomada econômica”, disse o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna, Sérgio Velanes. Para ele, a região deve se preparar para essa mudança de cenário. Investindo, por exemplo, a qualificação da mão-de-obra. “Temos um comércio forte, um potencial turístico, fábricas de chocolates e beleza naturais. Este é o momento para alavancarmos o nosso desenvolvimento”.

A agricultora Marita Moura lembrou que Bolsonaro disse na abertura do fórum “que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente e afirmou que o Governo quer compatibilizar preservação do meio ambiente e biodiversidade com avanço econômico”. Para Marita, que é membro da Abaturr-Associação Baiana de Turismo Rural, “isso se encaixa perfeitamente com a cultura do cacau, com o sul da Bahia e o Turismo regional”.

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TEMER COGITA TENTAR REELEIÇÃO EM 2018

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), acredita que estará em condições de tentar a reeleição em 2018 se a economia melhorar de maneira espetacular. De acordo com a Coluna Expresso da Revista Época, caso contrário, pedirá ao sucessor para indicá-lo como embaixador em alguma capital europeia.

A situação lembra a de Itamar Franco, que ficou à frente da embaixada de Lisboa após deixar o Planalto. A aliados próximos, Temer tem lamentado que as realizações do seu governo não estejam sendo consideradas.

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APÓS CRÍTICAS, BOLSONARO COMEÇA A FALAR SOBRE ECONOMIA

Após ser duramente criticado, principalmente nas redes sociais por dizer que entende muito pouco de economia, parece que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), possível presidenciável do futuro partido Patriotas, atual PEN, parece que foi orientado a falar um pouco mais sobre o assunto.

Nesta sexta-feira, em seu twitter, Bolsonaro disse que “Precisamos de Banco Central independente para definir metas, diminuir juros, reduzir inflação e obter previsibilidade econômica.”. Entre uma crítica e outra ao Partido dos Trabalhadores, Bolsonaro deve escrever um pouco sobre o tema, mesmo que seja com textos prontos.

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UNA: PROGRAMA INSERE R$ 30 MIL MENSAIS NA ECONOMIA LOCAL

O programa bolsa família já aprovou 326 novos cadastros este ano no município de Una. Considerando o valor médio unitário de 85,00, isso vai gerar um incremento de cerca de cerca de R$ 30 mil na economia local, garante o coordenador do programa no município, Adriano Rusciolelli.

De acordo com Adriano, nos próximos dias está marcada uma reunião com todos os usuários para mostrar o que significa o programa Bolsa Família: “Fizemos o recadastramento geral em toda a zona rural de Maio a Setembro, em outubro vamos iniciar no Centro.”, adiantou Di Rusciolelli.

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ECONOMIA BAIANA CRESCE 1,9% NO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2017

O Produto Interno Bruto (PIB) baiano cresceu 1,9%, na comparação com o primeiro trimestre de 2017, indicando retomada na dinâmica da atividade econômica do estado, que está basicamente associada ao bom desempenho do setor agropecuário, o qual tem demonstrado indicadores de recuperação em relação ao ano anterior. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o indicador apontou crescimento de 2,4%. A informação é da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).

No que se refere ao Brasil, os dados indicaram que houve expansão de 0,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2017 e de 0,3% com o segundo trimestre de 2016. O desempenho do PIB baiano no segundo trimestre de 2017 foi influenciado particularmente pelos bons números do setor agropecuário. De acordo com os cálculos realizados, a agropecuária baiana registrou expansão de 33,0% no valor adicionado no segundo trimestre de 2017.

Essa expansão é resultado do bom desempenho em culturas tradicionais e que tem grande peso na atividade econômica baiana no período, a exemplo do café, a qual aponta expansão de 50% na produção, assim como nas culturas de soja (60%), feijão (66%) e algodão (2%). Já a cultura de cacau aponta para retração de 10% no período.

O setor de serviços, principal da economia baiana, também registrou expansão – de 0,5% – no segundo trimestre. Comércio (1,2%), atividades imobiliárias (1,3%) e transportes (1,0%) foram os segmentos que mais impulsionaram positivamente o setor. Já o setor industrial continua refletindo o efeito da crise da economia brasileira e não apresentou o mesmo desempenho, registrando retração das atividades.

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