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QUESTIONAR É A SUTIL ARTE DO OUVINTE

Costumo começar meus artigos com indagações. Ora, ter um costume às vezes pode até ser ruim se lhe fizer viver em uma grande zona de conforto, mas o costume ao qual me refiro é diferente. Ele é instigante e tem como objetivo alcançar o maior número de tantos outros pensamentos reflexivos atrelados ao que estou propondo, de modo que se torne uma grande esfera pensante. Gosto de imaginar esses insights que me estimulam a perguntar se propagando para quem estiver lendo. Sempre fui movida pela fascinação do novo e isto chega a ser chato para quem não pensa da mesma forma. Mas a questão é: de nada adianta se apenas um lado da história está apto ao diálogo, a pensar e propor pontos de vista diferentes. Para uma conversa se tornar uma reflexão é necessário que ela seja plural, ou seja, dois seres ligados por um objeto questionável. Via de mão única não promove debate e, muito menos, respostas.

Se relacionar é se descobrir, já dizia Santo Agostinho. Somos uma grande consciência fragmentada em diferentes partes. Se cada um de nós nem ao menos paramos para questionar essas partes, nunca vamos saber quais os parâmetros de bom, mal, justo, injusto, correto e errado. Sem ter vivenciado todos os questionamentos dessa vida, não podemos julgar qual cenário é mais “agradável” aos nossos olhos. É necessário catalogar nossos reais pensamentos para uma vida com mais plenitude e sentido. Li uma vez que enxergar a nós mesmos é olhar apenas para uma pontinha do iceberg. Nunca vamos obter total sentido de nada, mas isso não nos impede de dar-lhe um.

O palhaço está no circo para dizer que você é humano. O erro é a nobre arte dos palhaços. Eles aceitam as suas próprias inadequações e a cada espetáculo nos arrancam muitas risadas. Você prefere rir ou reprimir? Lembre-se que ao reprimi-lo estará se sabotando, pois essa aceitação do palhaço é a virtude que devemos conquistar enquanto seres humanos. As vezes a gente só precisa aceitar nossos erros e, claro, se questionar cada vez mais para consertá-lo da melhor forma.

Quando digo que é necessário o questionamento não estou sugerindo a extinção do silêncio. Muito pelo contrário, ele está incluso no conjunto das partes questionáveis. Sabedoria para escutar. O silêncio é o nosso primeiro idioma e devemos ser fluentes nele acima de tudo. É através do silêncio que se dá a criação dos mais diversos pensamentos. Perceba o quanto é difícil se concentrar em uma primeira experiência de yoga. Mesmo no mais profundo silêncio, acompanhado de uma música relaxante e um incenso para acalmar, os seus pensamentos insistem em borbulhar. E o que você faz para que isso diminua gradativamente? Você pratica, insiste, se questiona enquanto pessoa a querer conseguir chegar ao estágio de mente alfa. E, por fim, vem a aceitação de que este é o melhor caminho para alcançá-lo.

Estudante de Jornalismo e Apresentadora de TV Leia mais...