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Pautas estudantes

ESTUDANTES DA UFSB VÃO INTERDITAR RODOVIA JORGE AMADO NESTA TERÇA, 11

Estudantes matriculados na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) – Campus Jorge Amado, em Itabuna, prometem interditar a Rodovia Jorge Amado (BR-415 Ilhéus / Itabuna), na altura da entrada da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), a partir das 11h30min, como forma de protestar principalmente contra a falta de qualidade no transporte dos estudantes, atualmente explorado por uma única empresa que “não consegue atender à demanda” de todos os equipamentos acadêmicos que surgiram na rodovia nos últimos anos”, explica um dos coordenadores do movimento, Ricardo Santos Delmondes, vice-coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSB.

Ricardo Santos Delmondes, vice-coordenador do Diretório Central dos Estudantes da UFSB – Foto Eric Souza

Segundo Delmondes, já houve diversas tentativas de se conversar sobre os problemas, tantos com os dirigentes da empresa que explora a linha rodoviária no local (Itabuna / Salobrinho e Itabuna / Ilhéus), quanto com autoridades das mais diversas esferas públicas, todas se declarando, a priori “inaptas” à uma solução, disse Delmondes.

Entenda o problema

O Campus Jorge Amado foi mudado de local no início deste ano, saindo do bairro de Ferradas, em Itabuna para uma área que pertence ao município, próxima do Semianel Rodoviário de Itabuna.

O acesso ao local, contudo, só é possibilitado pela entrada da CEPLAC, cujo centro administrativo e geográfico pertence ao município de Ilhéus.

De tal modo, para que os estudantes da UFSB de Itabuna se dirijam até o local, por dentro da CEPLAC, é preciso utilizar os serviços da uma única concessionária de transporte intermunicipal, cuja quantidade de veículos, excepcionalmente nos horários de pico, é insuficiente, em especial considerando que a quantidade de estudantes, somados aos da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), ambas as instituições localizadas em Ilhéus, mais do que dobrou.

“Os ônibus são insuficientes, saem sempre lotados, a empresa reduz a quantidade quando a UESC entra de férias, se esquecendo dos demais equipamentos educacionais existentes ao longo da rodovia e não faz absolutamente nada para melhorar a qualidade do serviço”, denunciou o líder estudantil.

Em Ilhéus

Delmondes indica ainda que problemas mais sérios acontecem com estudantes de Ilhéus, sobretudo em bairros mais distantes, nos distritos, áreas quilombolas e em terras indígenas, como a Aldeia Pataxó, em Olivença.

Enquanto para os estudantes de Itabuna, há um desconto sobre o valor da passagem no transporte intermunicipal, para os de Ilhéus, não há desconto nenhum, muito embora as concessionárias de transporte coletivo daquele município tenham linhas específicas entre o Centro da cidade até o limite territorial do município com Itabuna, onde se localizam grandes lojas de atacado e varejo, passando, por conseguinte, em frente à CEPLAC.

Mas também na perspectiva dessas concessionárias, a quantidade de veículos, sobretudo advindos de localidades mais distantes, também é insuficiente.

“Como nós já enviamos ofícios para as empresas, para autoridades e não obtivemos nenhum retorno, compreendemos que a única maneira, agora, de solucionarmos o problema é chamando a atenção da sociedade, através da imprensa com um protesto em que queremos a garantia de que todas as demandas de atendimento de transporte da classe discente não só da UFSB, mas da UESC e do IFBA sejam atendidas”, destacou o representante do movimento.

Pauta Nacional

Outro movimento de protesto está sendo organizado também para a data de 18 de outubro de 2022 (terça-feira), quando os estudantes sairão em caminhada do Jardim do Ó, em Itabuna, até a Praça José Bastos, a partir das 9h, em frente à sede da Reitoria da UFSB.

Esse protesto faz parte de um calendário nacional de mobilização que protesta contra o desmonte das universidades federais, expôs o líder do movimento estudantil em Itabuna. Para ele, os cortes nas verbas fizeram com que a UFSB perdesse a chance de abrir o seu restaurante universitário, vem refletindo no corte de bolsas de pesquisas, projetos de extensão e incentivo à iniciação à docência, bem como no fechamento dos Colégios Universitários, projeto de parceria que estende para espaços físicos em escolas estaduais os núcleos estendidos da universidade em diversas cidades em seu território de abrangência.

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