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VULNERABILIDADE SOCIAL E OS DESAFIOS PARA A NOVA GESTÃO EM ITABUNA

Por Marcos Dantas*

Itabuna a partir de janeiro de 2021 passará a ser administrada por uma nova gestão que carregará durante os próximos quatro anos a responsabilidade de cuidar de nosso povo, sobretudo, das pessoas que fazem parte da vulnerabilidade social. Toda grande cidade brasileira sofre com algumas mazelas sociais provocadas por diversos fatores que jogam à margem das classes sociais mais abastadas, uma parcela da população que não tem onde morar, não tem o que comer e vive em busca de sobreviver dia após dia em situações muitas vezes indignas aos seres humanos.

Sim, é possível afirmar que existem pessoas vivendo em condições de extrema pobreza em nossa cidade, para essa constatação convido o(a) leitor(a) a observar como ultimamente as esquinas do centro de Itabuna estão ocupadas por pessoas que não possuem o básico para atender as necessidades mais simples da condição humana.

A pandemia provocada pelo novo Coronavírus infelizmente piorou essa situação. Desde o início desse fato aqui no Brasil, é perceptível o aumento de pessoas que vivem essa exclusão quase que completa da sociedade no que se refere a dignidade social. Tornou-se mais frequente deparar-se com crianças, idosos, pais e mães de família aventurando-se em busca de uma esmola aqui outra acolá, pessoas passaram a escrever cartazes e nos sinas de trânsito, suplicam por emprego. A fome voltou a falar mais alto em alguns lares dos bairros mais vulneráveis de Itabuna.

Como nós observamos esse movimento? O sociólogo alemão George Simmel (1858-1918) definiu como “caráter blasé” a falta de reação pertinente do indivíduo perante os estímulos que a grande metrópole provoca. A apatia e a indiferença tornam-se sentimentos comuns diante das situações mais absurdas que surgem e as pessoas “acostumam-se” com as mazelas, sem ter o mínimo de empatia possível por aqueles(as) menos favorecidos(as). É importante não esquecer que parte da população de nossa cidade se preocupa e tenta ajudar da melhor maneira possível.

Analisei as propostas do prefeito e vice eleitos em nossa cidade para a área social e curioso me perguntei: como Augusto Castro e Enderson Guinho irão lidar com as pessoas que vivem nesse estado de vulnerabilidade social? Através de uma rede social do prefeito eleito, destaco a seguinte proposta: “REDE ASSISTIR: a prefeitura voltada para assistir o maior número possível de pessoas em estado de vulnerabilidade dando acesso a programas sociais.”

Nessa proposta, o novo prefeito demonstra certa preocupação com as pessoas em vulnerabilidade social e promete ao(a) itabunense atenção especial a essa área de atuação por meio da aplicação de políticas públicas. Lembrando que outras áreas da gestão municipal deverão dialogar com a área social, isso porque, falar de cuidar das pessoas é também oferecer saúde, educação, moradia e geração de empregos. Saliento aqui que a campanha de Augusto e Guinho foi dotada de propostas em todas essas áreas.

Espera-se que o futuro governo municipal possa enfrentar esse desafio com um olhar humano e atencioso às pessoas que vivem em estado socialmente vulnerável, que as ações do município para essas pessoas sejam de acordo com o que elas realmente necessitem e não de forma fantasiosa, uma demonstração apenas de agenda de campanha.

Acredito que o novo governo possa trazer benefícios para atender os(as) menos favorecidos(as), com projetos significativos que tornem a pauta da assistência social importante e efetiva, para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com as injustiças sociais.

*Estudante de Ciências Sociais na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC.

1 comentário
  1. Magno Santana Diz

    Excelente texto Marcos. Essa indiferença perante aos menos favorecidos realmente é uma das principais características do “caráter blasé”. Vale ressaltar também que o capitalismo selvagem, aliado a uma visão meritocrática aumenta mais ainda essa hecatombe. Concordo com você: independente de questões ideológicas achei muito bom o posicionamento de Augusto Castro e Guinho frente a defesa das minorias vulneráveis em nosso município. E mais do que defender interesses pessoais partidários, é o momento de união em prol da criação de políticas públicas que possam diminuir bastante esse abismo social.

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