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CONSÓRCIO CIMA DEFENDE UMA AÇÃO MAIS EFETIVA DOS GOVERNOS ESTADUAL E FEDERAL JUNTO AOS PEQUENOS MUNICÍPIOS AFETADOS PELAS FORTES CHUVAS

O Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica (CIMA) é formado por doze municípios baianos e, todos eles, sofreram e continuarão sofrendo as consequências das fortes chuvas que atingiram a região. Os municípios de Mascote, Canavieiras, Itajú do Colônia e Pau Brasil foram os mais  prejudicados com alagamentos, obstrução e destruição de estradas e pontes, sem contar os danos materiais e imateriais que suas comunidades estão sofrendo, mas a centralização do olhar dos governos voltados para os municípios de Itabuna e Ilhéus tem deixado os pequenos municípios desassistidos.

Para o Presidente do CIMA Antônio Valete, a forma mais eficaz de ajudar todos os municípios afetados é a destinação de recursos extras nos fundos da Assistência Social e da Saúde, para que a população mais afetada pelos fenômenos naturais sejam assistidas de forma mais efetiva. “Itabuna e Ilhéus, até mesmo por suas extensões territoriais e populacionais, sofreram muitos danos e precisam de ajuda, o que pedimos é que os pequenos municípios, onde a maioria dos afluentes do Rio Cachoeira nascem e que também estão sofrendo, tenham o mesmo olhar dos governos em relação a destinação de recursos para a reconstrução. Possuímos áreas rurais onde as estradas foram completamente destruídas,  em nossa região, o ônibus que faz a linha Itabuna/Palmira não está podendo prestar os serviços para os moradores das localidades devido ao péssimo estado da BA que liga Jussari a Palmira. Estamos preocupados ainda  com as consequências das chuvas para o sistema de saúde que já enfrenta um surto de gripe e precisa se preparar para a chegada das arboviroses, para o aumento de casos de leptospiroses e contaminações por conta do contato com as águas poluídas, entre outros”, enfatizou Valete.

Solidariedade

Um dos aspectos positivos de toda essa tragédia que os municípios baianos estão vivendo é a solidariedade, seja ela vinda através das parcerias entre os municípios, das ONGs ou da comunidade que tem unido forças para diminuir o sofrimento daqueles que mais tem sofrido as consequências das chuvas. Em meio ao caos que se instaurou na região, toda ajuda é bem vinda para auxiliar os municípios nesse processo de reconstrução que vai além da limpeza das casas e das vias públicas.

“Ainda não é possível mensurar os danos causados para além do que podemos ver. Precisamos estar preparados para assistir a comunidade no que for possível, com recursos materiais e também com assistência médica e psicológica. Muitos munícipes perderam suas casas e tudo que construíram ao longo de uma vida, outros perderam entes queridos ou vivenciaram momentos de pânico. Através do CIMA temos realizado campanhas em busca de doações para atendermos as comunidades dos municípios consorciados, recebemos inclusive a ligação do Presidente do Consórcio da Bacia do Jacuípe e Prefeito de Capim Grosso Sivaldo Rios, disponibilizando o maquinário do consórcio para nos auxiliar, disponibilizamos o nosso maquinário para vários municípios para ajudar nessa etapa de   limpeza e desobstrução das vias públicas e estradas vicinais e temos levado água potável para os municípios que tiveram o sistema de abastecimento prejudicado, mas ainda é pouco. Precisamos chegar a mais pessoas e para isso precisamos do auxílio dos governos Estadual e Federal”, completou o Presidente do CIMA.

Com mais de duzentos e vinte mil habitantes em seu território, o Consórcio CIMA é formado pelos municípios de Jussari, Arataca, São José da Vitória, Santa Luzia, Camacã, Pau Brasil, Itajú do Colônia, Mascote, Buerarema, Itapebi, Una e Canavieiras estes últimos contam contam com aeroporto facilitando o acesso de Ministros e Secretários que desejem ver de perto a situação da região.

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