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Coluna Livre

A IRA DE FERNANDO GOMES

Querendo se eximir de qualquer responsabilidade ou culpa sobre o famigerado decreto 12.626, de 19 de julho de 2017, que muda as regras da zona azul em Itabuna, o prefeito Fernando Gomes soltou os cachorros em cima do secretário de segurança, transporte e trânsito, Cláudio Dourado, e do procurador-geral do município, Luis Guarnieri.

Quem presenciou o fato ficou boquiaberto tamanha a passividade e olhar de obediência dos secretários. Gomes alega que foi induzido a assinar o decreto por confiar nas peças e que, por isso, caiu na armadilha feita pela empresa e pela falta de cuidado dos titulares das pastas.

EFEITO ZONA AZUL

As novas regras da zona azul impostas pelo decreto municipal 12.626, já começa a causar efeitos, nada positivos. O que se observa, nos últimos dias, é uma avenida Cinquentenário, principal artéria comercial de Itabuna e transversais, esvaziadas. São poucas as vagas de estacionamento ocupadas, o que diretamente, afeta o comércio.

Pelas novas regras, válidas desde a segunda-feira, 7, o usuário tem que efetuar o pagamento da tarifa no momento em que estaciona o veículo. Caso contrário, vai receber um aviso de irregularidade pela falta de pagamento e terá um prazo de até cinco dias úteis para quitar a irregularidade com os monitores, App ou pelo site.

Se o usuário receber um aviso de irregularidade pelo motivo excedido, fora de vaga e sem credencial, só poderá ser quitada pagando uma multa administrativa na Prefeitura em até 10 dias úteis ao valor de 1 UFM, R$102,68. A irregularidade não quitada se tornará auto de infração conforme código de trânsito brasileiro, no valor de R$195,23 e 5 pontos na CNH.

O JANTAR DOS INVESTIGADOS

O que esperar de um jantar onde 21 parlamentares se sentaram à mesa para mudar as regras das eleições de 2018, 16 são formalmente investigados em inquéritos da Lava-Jato em curso no Supremo Tribunal Federal ?

Estes deputados e senadores jantaram na residência oficial do presidente do senado, Eunício Oliveira (PMDB), buscando um consenso para a reforma política. De acordo com o Blog do Noblat, o jantar dos investigados terminou lá pelas tantas da madrugada desta quarta, 9, e ao que parece, já com definições sobre quais mudanças ocorrerão nas eleições do ano que vem.

Pesquisas de opinião tem apontado para uma tendência de renovação para a Câmara e Senado, tonando as mudanças imprescindíveis já para as próximas eleições, ano que vem.

O jantar reuniu os seguintes políticos investigados na Lava-Jato: o próprio presidente do Senado; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); os senadores Fernando Collor (PTC-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL), Edison Lobão (PMDB-MA), Jader Barbalho (PMDB-PA), José Serra (PSDB-SP) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES); os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Arthur Lira (PP-AL), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Carlos Zarattini (PT-SP), Vicente Cândido (PT-SP) e José Guimarães (PT-CE); e o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP).

CÂMARA DEVE APROVAR CRIAÇÃO DO “DISTRITÃO”

Por Kennedy Alencar

Os defensores da criação do “Distritão” avaliam que têm votos hoje para aprovar a mudança no sistema eleitoral. Acreditam possuir 22 dos 36 votos da Comissão Especial da Câmara, que faz reunião hoje sobre reforma política. E creem que, na semana que vem, poderão obter cerca de 330 votos no plenário da Câmara a favor da proposta.

Como se trata de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), são necessários 308 votos em dois turnos de votação _três quintos dos 513 deputados. O Senado tende a confirmar o resultado.

Pelo “Distritão”, seriam eleitos deputados federais os mais votados em cada Estado. O modelo acaba com o voto na legenda, tirando força dos partidos, e reforçando o caráter pessoal das campanhas políticas. É ruim, mas é o que o Congresso deverá aprovar. Na prática, se a proposta for adiante, não haverá mais necessidade de acabar com as coligações proporcionais _alianças entre os partidos para as eleições legislativas.

Há razoável consenso para aprovar uma cláusula de barreira que valha a partir de 2018, medida suavizada mas necessária para reduzir a fragmentação partidária.

Também existe forte adesão à ideia de criar o Fundo de Financiamento da Democracia. O valor deverá ser de cerca de R$ 3,6 bilhões para 2018 (0,5% das receitas correntes líquidas da União). A partir de 2020, o valor seria reduzido para 0,25%. O fundo partidário, atuamente com R$ 860 milhões, continuaria a existir.

O TUCANO PREFERIDO DE TEMER

Os elogios de Michel Temer a João Dória e a ida do secretário de governo do Planalto, Antonio Imbassahy, à Bahia em homenagem ao prefeito foram sinais óbvios de que o governo escolheu um lado do PSDB para apostar.

Os votos de 11 dos 12 deputados do PSDB de São Paulo contra Temer caíram na conta do governador Geraldo Alckmin (PDSB), aponta a coluna Painel. O problema é que o presidente conseguiu barrar a denúncia na Câmara e ainda teve a maioria da bancada tucana ao seu lado.

No governo federal sobram críticas ao tucano. Dizem que ele não fez política “nacional”, mas pensando apenas em São Paulo e que se isolou.

PR QUER FATIA MAIOR NOS TRANSPORTES

O Partido da República – PR já comanda o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil do Governo Temer com o Alagoano Mauricio Quintella Lessa. Dos 40 parlamentares republicanos, 28 votaram a favor do presidente, isso inclui os baianos José Carlos Araújo, José Rocha e João Carlos Bacelar, além de nove que votaram contra e três ausências. O resultado, em tese, credencia o partido a buscar uma fatia maior do bolo.

O Ministério dos Transportes, apesar de comandado pela legenda, tem indicados do PMDB em vários setores. A Secretaria Nacional de Portos e a Agência Nacional de Transportes Terrestres, por exemplo, está toda minada. O PR quer mais. Almeja a pasta 100% sob seu domínio.

MARIA ALICE ANUNCIA FIM DO CASAMENTO COM O DEM

A dama de ferro da prefeitura de Itabuna, Maria Alice Pereira convidou a imprensa e amigos para uma coletiva, onde deverá anunciar sua renúncia da presidência do Democratas em Itabuna.

O encontro será na sala de reuniões do gabinete do prefeito, no Centro Administrativo Firmino Alves. A expectativa é se Maria Alice vai anunciar, ou não seu novo partido, certamente da base do governador Rui Costa.

ARTISTAS REFORÇAM MOVIMENTO “342 AGORA” APÓS VOTAÇÃO

Após liderar desde o mês passado o movimento “342 agora”, Paula Lavigne reorganiza a estratégia, dessa vez, mirando na segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). Desta vez, artistas regionais vão gravar mensagens aos deputados que votaram a favor de Temer. Cantores e atores vão lamentar a posição de seus conterrâneos parlamentares e dirão que eles foram “cúmplices de um crime”.

Da outra vez, Paula Lavigne e Caetano Veloso, junto com profissionais da TV e da música se manifestaram pelo “Fora, Temer”, pedindo que a Câmara dos Deputados aceitasse a denúncia contra o presidente, por meio de vídeos.

O nome “342 Agora”, é em referência ao número de votos que eram necessários para que a denúncia passasse na Câmara. O resultado, todos já sabemos.

SENADOR FAZ DURAS CRÍTICAS A MEMBROS DO PMDB

A executiva do PMDB encaminhou a comissão de ética da legenda, requerimentos de expulsão do senador Roberto Requião, crítico ferrenho de Michel Temer. O senador paranaense também votou a favor da denúncia contra o presidente. “Foi o dia mais deprimente do país”, disse em vídeo publicado em uma rede social, onde faz duras críticas a membros do partido.

No vídeo, Requião faz comparações com a possibilidade de sua expulsão do partido por não concordar com a corrupção e o acobertamento do partido a Sérgio Cabral, Romero Jucá, Eduardo Cunha e o próprio Michel Temer e ministros denunciados, acusados, processados no Supremo Tribunal Federal.

“Por que querem me expulsar, porque não uso tornozeleira, porque meu nome na está na Odebrecht, ou porque votei contra todas as medidas que prejudicavam ao trabalhador?”, questionou.

E AGORA TEMER, COMO PUNIR O PSDB?

Tem um ditado que diz, “Diga-me com quem tu andas, e te direis quem és”. Nada tão atual e real. O presidente Michel Temer (PMDB), se livrou. O país não se indignou e nem protestou. Mas, agora, chegou a hora de cobrar a segunda parte da fatura.

Os partidos fidelíssimos deram até esta segunda-feira, 7, para que Temer sinalize o que vai fazer com as legendas que não fidelizaram todos os seus parlamentares na votação da sua denúncia. PPS, PV e principalmente PSDB estão na mira. Todos tem cargos no primeiro escalão e ministérios.

No entanto, nada preocupa tanto Michel Temer, quanto o PSDB. O presidente sabe que dois ministros tucanos do seu governo foram fundamentais na vitória. Como punir o PSDB, sem atingir Antonio Imbassahy na Secretaria de Governo e Bruno Araújo no Ministério das Cidades? E o bom e velho aliado Aécio Neves? Pepinos a descascar pelo planalto.