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Coluna Livre

CÂMARA DEVE APROVAR CRIAÇÃO DO “DISTRITÃO”

Por Kennedy Alencar

Os defensores da criação do “Distritão” avaliam que têm votos hoje para aprovar a mudança no sistema eleitoral. Acreditam possuir 22 dos 36 votos da Comissão Especial da Câmara, que faz reunião hoje sobre reforma política. E creem que, na semana que vem, poderão obter cerca de 330 votos no plenário da Câmara a favor da proposta.

Como se trata de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), são necessários 308 votos em dois turnos de votação _três quintos dos 513 deputados. O Senado tende a confirmar o resultado.

Pelo “Distritão”, seriam eleitos deputados federais os mais votados em cada Estado. O modelo acaba com o voto na legenda, tirando força dos partidos, e reforçando o caráter pessoal das campanhas políticas. É ruim, mas é o que o Congresso deverá aprovar. Na prática, se a proposta for adiante, não haverá mais necessidade de acabar com as coligações proporcionais _alianças entre os partidos para as eleições legislativas.

Há razoável consenso para aprovar uma cláusula de barreira que valha a partir de 2018, medida suavizada mas necessária para reduzir a fragmentação partidária.

Também existe forte adesão à ideia de criar o Fundo de Financiamento da Democracia. O valor deverá ser de cerca de R$ 3,6 bilhões para 2018 (0,5% das receitas correntes líquidas da União). A partir de 2020, o valor seria reduzido para 0,25%. O fundo partidário, atuamente com R$ 860 milhões, continuaria a existir.

O TUCANO PREFERIDO DE TEMER

Os elogios de Michel Temer a João Dória e a ida do secretário de governo do Planalto, Antonio Imbassahy, à Bahia em homenagem ao prefeito foram sinais óbvios de que o governo escolheu um lado do PSDB para apostar.

Os votos de 11 dos 12 deputados do PSDB de São Paulo contra Temer caíram na conta do governador Geraldo Alckmin (PDSB), aponta a coluna Painel. O problema é que o presidente conseguiu barrar a denúncia na Câmara e ainda teve a maioria da bancada tucana ao seu lado.

No governo federal sobram críticas ao tucano. Dizem que ele não fez política “nacional”, mas pensando apenas em São Paulo e que se isolou.

PR QUER FATIA MAIOR NOS TRANSPORTES

O Partido da República – PR já comanda o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil do Governo Temer com o Alagoano Mauricio Quintella Lessa. Dos 40 parlamentares republicanos, 28 votaram a favor do presidente, isso inclui os baianos José Carlos Araújo, José Rocha e João Carlos Bacelar, além de nove que votaram contra e três ausências. O resultado, em tese, credencia o partido a buscar uma fatia maior do bolo.

O Ministério dos Transportes, apesar de comandado pela legenda, tem indicados do PMDB em vários setores. A Secretaria Nacional de Portos e a Agência Nacional de Transportes Terrestres, por exemplo, está toda minada. O PR quer mais. Almeja a pasta 100% sob seu domínio.

MARIA ALICE ANUNCIA FIM DO CASAMENTO COM O DEM

A dama de ferro da prefeitura de Itabuna, Maria Alice Pereira convidou a imprensa e amigos para uma coletiva, onde deverá anunciar sua renúncia da presidência do Democratas em Itabuna.

O encontro será na sala de reuniões do gabinete do prefeito, no Centro Administrativo Firmino Alves. A expectativa é se Maria Alice vai anunciar, ou não seu novo partido, certamente da base do governador Rui Costa.

ARTISTAS REFORÇAM MOVIMENTO “342 AGORA” APÓS VOTAÇÃO

Após liderar desde o mês passado o movimento “342 agora”, Paula Lavigne reorganiza a estratégia, dessa vez, mirando na segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). Desta vez, artistas regionais vão gravar mensagens aos deputados que votaram a favor de Temer. Cantores e atores vão lamentar a posição de seus conterrâneos parlamentares e dirão que eles foram “cúmplices de um crime”.

Da outra vez, Paula Lavigne e Caetano Veloso, junto com profissionais da TV e da música se manifestaram pelo “Fora, Temer”, pedindo que a Câmara dos Deputados aceitasse a denúncia contra o presidente, por meio de vídeos.

O nome “342 Agora”, é em referência ao número de votos que eram necessários para que a denúncia passasse na Câmara. O resultado, todos já sabemos.

SENADOR FAZ DURAS CRÍTICAS A MEMBROS DO PMDB

A executiva do PMDB encaminhou a comissão de ética da legenda, requerimentos de expulsão do senador Roberto Requião, crítico ferrenho de Michel Temer. O senador paranaense também votou a favor da denúncia contra o presidente. “Foi o dia mais deprimente do país”, disse em vídeo publicado em uma rede social, onde faz duras críticas a membros do partido.

No vídeo, Requião faz comparações com a possibilidade de sua expulsão do partido por não concordar com a corrupção e o acobertamento do partido a Sérgio Cabral, Romero Jucá, Eduardo Cunha e o próprio Michel Temer e ministros denunciados, acusados, processados no Supremo Tribunal Federal.

“Por que querem me expulsar, porque não uso tornozeleira, porque meu nome na está na Odebrecht, ou porque votei contra todas as medidas que prejudicavam ao trabalhador?”, questionou.

E AGORA TEMER, COMO PUNIR O PSDB?

Tem um ditado que diz, “Diga-me com quem tu andas, e te direis quem és”. Nada tão atual e real. O presidente Michel Temer (PMDB), se livrou. O país não se indignou e nem protestou. Mas, agora, chegou a hora de cobrar a segunda parte da fatura.

Os partidos fidelíssimos deram até esta segunda-feira, 7, para que Temer sinalize o que vai fazer com as legendas que não fidelizaram todos os seus parlamentares na votação da sua denúncia. PPS, PV e principalmente PSDB estão na mira. Todos tem cargos no primeiro escalão e ministérios.

No entanto, nada preocupa tanto Michel Temer, quanto o PSDB. O presidente sabe que dois ministros tucanos do seu governo foram fundamentais na vitória. Como punir o PSDB, sem atingir Antonio Imbassahy na Secretaria de Governo e Bruno Araújo no Ministério das Cidades? E o bom e velho aliado Aécio Neves? Pepinos a descascar pelo planalto.

A GUERRA É URBANA – GARANTIA DE LEI E ORDEM

Por Cabo Neto

Há algo de errado em nossa sociedade, estamos nos acostumando e entendendo como normalidade a violência urbana.

Quando observo caminhões, blindados e tanques de guerra realizando patrulhamento ostensivo, para mim, fica cristalino que chegamos ao mais alto estágio de insegurança pública.

Também não vislumbro uma possível reviravolta nesse cenário, leis ineficazes, forte defesa dos Direitos Humanos contra qualquer ação policial e isso dificulta, para não dizer, desestimula o agente estatal que se vê sozinho nesta guerra. O cenário político de impunidade tem forte relação com a baixa estima da sociedade que cada vez mais se enclausura em suas residências e aceita tacitamente a realidade a ela imposta de forma bélica.

As administrações estaduais por décadas não trataram a pasta da Segurança Pública com a devida importância, enquanto a brutalidade permanecia nas zonas periféricas tudo se aceitava ou vendava-se os olhos, mas o descontrole agora é total e atinge também as classes mais abastadas.

Policiais Militares morrem em confrontos ou fora de serviço por conta da sua função pública, parte da imprensa, não todos, ainda possui revanchismo com a farda publicando verdadeiros ataques a imagem, a conduta dessa nobre profissão que é dar a vida para proteger o outro sem buscar heroísmo ou reconhecimento.

O recrudescimento de policiais militares que solicitam a sua saída do serviço público tornou-se preocupante, a polícia perdeu a beleza, o jovem não a vê como carreira estável e promissora, baixos salários, não há valorização profissional, não há ajuda psicológica e clínica para estes agentes.

A Segurança Pública envolve investimento maciço, coerente e objetivo na Educação e inclusão social, retirar do traficante o poder não somente financeira e territorial, mas também o Poder Político paralelo que ele exerce.

Dentro dessas comunidades eles atuam como verdadeiros deuses, são administradores, conciliadores, julgadores, assistencialistas, protetores, empregadores e disseminam o pseudo discurso do “Vá, pegue, ocupe, é seu! O Estado aqui é alemão!”

Para nós está em debate o futuro de jovens que são ensinados ou a eles impostos pela dura realidade, que a criminalidade somente os levarão a morte prematura.

O país está cambaleante, moral, política e socialmente. A instabilidade nos aflige.

A ESTRATÉGIA DE WENCESLAU JÚNIOR

Em todas as eleições, após aposentarem o ex-vereador Luis Sena, a tática dos líderes do PCdoB em Itabuna, o Deputado Federal Davidson Magalhães e o ex-vice Wenceslau Jr. é colocar sempre vários nomes em evidência durante o período pré-eleitoral.

Dessa vez, observa-se, não está sendo diferente. Para enterrar a campanha de Aldenes Meira a assembleia Legislativa, os cururus lançaram o vereador Jairo Araújo para agitador de plateia, gritando e atacando o governo de Fernando Gomes, e Sena como o eterno bom pastor, para tentar unir as ovelhas e depois sair de cena.

Mas a cartada final será lançar o ex-vice-prefeito de Vane a candidato a deputado estadual. O vice sumiu desde dezembro e vai reaparecendo aos poucos para, adiante, dizer que a candidatura dele vem para evitar disputas entre Aldenes e Jairo, além da usual indisponibilidade de Luis Sena para a disputa.

Uma tática de tocaia. Como dizem, Wenceslau espera escondido na moita. Quem viver verá!

QUEM GANHOU COM O FICA TEMER? SABE-SE LÁ!

Por Levi Vasconcelos*

O ti-ti-ti entre os baianos nesta quarta-feira, 2, em Brasília foi marcado pelo fato de o governador Rui Costa ter permitido que os secretários Josias Gomes (PT) e Fernando Torres (PSD) se afastassem para reassumir os seus mandatos de deputado federal para votar.

A oposição a Rui bradou que ele estava fazendo na surdina o Fica Temer. Ninguém acreditou nas negativas oficiais. No voto, os dois foram enfaticamente contra Temer.

Óbvio que não convém a Rui derrubar Temer para botar Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara e amigo de ACM Neto. Neste caso, manter a coerência do Fora Temer seria fazer o jogo do inimigo. Daí que a estratégia foi assegurar o quórum e deixar a cada um o direito de votar como quiser.

O jogo político tem dessas, vezes se pratica atos que não são ilegais, mas são inconvenientes de deixar a digital. Lá atrás se disse que ACM Neto conspirava contra Temer para ver Maia no trono. Neto negou, mas também ninguém acreditou. No frigir dos ovos, a maioria dos aliados dele ficou com Temer, na prática, também desfazendo o que foi dito.

Deu o Fica Temer, embora nenhum dos lados tenha muito a festejar.

*Jornalista. Colunista de A Tarde.